Catolicismo – Alicerce da Igreja

Logicamente, a “Rocha” sobre a qual a verdadeira Igreja está edificada é Cristo. Mas o Papa, “interpretando” erradamente Mt 16.18, conclui que a pedra mencionada neste texto é o apóstolo Pedro, e, por extensão, os papas que, supostamente, o sucederam através dos séculos. Daí infere o Papa que qualquer comunidade cristã que não se submete a ele, não é (como vimos acima em 2.1), a autêntica Igreja de Cristo, visto não estar fundamentada no alicerce que é o Papa.

Considerar-se o alicerce da Igreja é, sim, ser pretensioso. Quem não se guia cegamente pelo Papa, como ele manda que façamos, mas examina a Bíblia por si mesmo, facilmente conclui que a linguagem metafórica constante de Mt 16.18 aplica-se exclusivamente a Cristo, visto que Jesus e os apóstolos trataram de elucidar esta questão. Senão, abra a sua Bíblia e leia estas referências: Mt 21.42; At 4.11; 1Co 3.11; Ef 2.20; 1Pe 2.4-6, etc.

Jesus disse ao apóstolo Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”  (Mt 16.18). Tanto a palavra traduzida por pedra, quanto o vocábulo transliterado por Pedro, podem ser traduzidos por pedra. Contudo, é oportuno informar que no idioma original do Novo Testamento, Jesus faz, neste caso, um jogo de palavras para o qual devemos atentar. No original, “pedra” é petra, isto é, rocha ou penha. Já o vocábulo transliterado por “Pedro” é Petros, isto é, uma pedra pequena ou fragmento de pedra. Uma pedra que possa ser transportada. Ora, se Cristo, logo após comparar Pedro a uma pedrinha, afirmou que edificaria a Sua Igreja sobre a rocha, salta aos olhos que Ele não pretendia construir a Igreja sobre Pedro. A Igreja, da qual Pedro era parte integrante, seria construída sobre a Rocha. “E quem é rochedo senão o nosso Deus?” (Sl 18.31 b). “… não há outra Rocha que eu conheça” (Is 44.8b). Está, pois, claro que “…a pedra era Cristo” (1 Co 10.4).

Admitir que os que divergem dos papas não estão apoiados na rocha e que por conseguinte não são a Igreja de Cristo, faz dos papas o real caminho da salvação. Equivale a dizer que os papas são o caminho, a verdade e a vida. E que ninguém vai a Cristo, senão por eles. Se essa crença fosse verdadeira, os assassinos que matavam em obediência aos papas, nos dias da famigerada “Santa” Inquisição, estariam hoje no Céu; ao passo que João Hus, Jerônimo Savonarola, e milhares de pessoas que ao serem ameaçadas pelos papas, preferiram a morte a desobedecer a Cristo, estariam todas no Inferno. Sim, crer que o Papa é o fundamento da Igreja e que, portanto, quem não o obedece está desobedecendo a Cristo, nos leva às seguintes conclusões: Ou os papas são mesmo infalíveis, como eles se julgam, ou obedecer aos papas é o mesmo que obedecer a Cristo, mesmo estando errado o que eles pregam. Ora, o fato de os papas não mais matarem os “hereges”, como o fizeram durante séculos, prova que eles não são infalíveis, visto que, se eles estão certos, então estavam errados; por outro lado, se estão errados, então estavam certos. Logo, está provado que eles não são inerrantes. E, sendo assim, se precisamos mesmo obedecê-los incondicionalmente para sermos salvos, então podemos e devemos desobedecer a Deus, sempre que a Lei de Deus entrar em choque com a lei do Papa. É loucura, ou não é?

Este assunto não é tão polêmico como se supõe. A controvérsia sobre esta questão, só existe porque os papas são megalomaníacos. E os católicos, cegos por Satanás, se deixam levar, se julgando até mesmo incapazes de lerem a Bíblia e tirarem suas próprias conclusões, visto que aquele que engana as nações (Ap 20.3,8,10), servindo-se de seus servos (2Tm 3.13) inculcou-lhes que o Papa é infalível e que só ele pode interpretar a Bíblia com autenticidade. Por isso aposentaram a cabeça e se deixam guiar pelo conto do Vigário.

Geralmente os padres vêem os que divergem do Papa, como hereges, visto que o consideram sucessor de São Pedro, e, por conseguinte, o inabalável (infalível) Alicerce da verdadeira Igreja, que é o conjunto dos que lhe obedecem incondicional e cegamente. Mas, se eles examinarem os escritos dos santos da Igreja Católica, verão que muitos deles acreditavam como nós, os evangélicos, cremos atualmente. Por exemplo, Santo Agostinho e São João Crisóstomo, asseveraram: “Nesta pedra…a qual tu confessaste, Eu construirei minha Igreja. Esta pedra é Cristo; e nesta fundação o próprio Pedro construiu (Agostinho, Comentário Sobre o Evangelho de João, citado na Bíblia Apologética, 1ª edição/2000, ICP Editora, página 1072, nota de rodapé alusiva a Mt 16.18).

Além do que já foi dito em refutação à alegada sucessão papal, da qual os supremos líderes da Igreja Católica vêm lançando mão para ludibriar os incautos, é bom lembrarmos que Pedro foi um “papa” bem diferente: era casado (Mc 1.30), pobre (At 3.6), Cheio do Espírito Santo (At 4.8), humilde (Gl 2.11, comparado com 2 Pe 3. 15-16), etc. Quão diferentes são os papas: são solteiros (obrigatoriamente), são ricos (têm muito ouro e não pouca prata), não têm o Espírito Santo, são arrogantes, etc.

O clérigos católicos se ufanam de uma suposta sucessão papal que, segundo a “Igreja”, vai de São Pedro ao atual Papa Bento XVI, um total de 265 papas. Ora, sabendo que muitos desses papas foram cruéis e imorais, como veremos nos capítulos 11 e 13 deste livro, custa-nos entender porque, ao invés de se ufanarem, não se envergonham. Ora, visto que muitos papas foram avarentos, fornicários, desonestos, assassinos, etc., não há (a menos que creiamos que esses monstros também foram sucessores de São Pedro) nenhuma sucessão papal, desde Pedro aos nossos dias. Certamente o elo foi quebrado há muito tempo. Contudo, ainda que alguém funde uma igreja igual à Igreja Católica, essa igreja não será reconhecida como Igreja de Cristo, até que se una à Igreja Católica e se submeta ao Papa administrativamente. Dos muitos exemplos que poderíamos dar, como prova dessa verdade, pinçamos os que abaixo relacionamos:

 

a) Fraternidade Sacerdotal São Pio X. O Concílio Vaticano II que transcorreu entre os anos 1962-1965 efetuou algumas insignificantes mudanças nas doutrinas e liturgias da Igreja Católica. As mudanças foram as seguintes:

 

Sobre a missa. Até ao Vaticano II, os padres celebravam as Missas em latim e de costas para os seus fiéis; a partir daí, porém, o celebrante fica de frente para o público e se expressa no idioma dos comungantes. Ora, heresias proferidas de costas ou de frente; ditas em latim ou em qualquer outro idioma, são igualmente imprestáveis. E, diga-se de passagem, que em pleno século XX a Igreja Católica ainda não sabia que os leigos têm o direito de ouvir o clero se expressar em seus próprios idiomas. É muita ignorância, não é verdade? Não!!! Não é verdade não! O clero católico sabia e sabe o que está fazendo. E só se retratou porque chegou um momento em que esse absurdo estava expondo-o ao ridículo.

 

Sobre o cardápio. Antes do Vaticano II, a Igreja Católica pregava que os católicos não deviam comer carne às sextas-feiras, exceto peixe. Essa era de fato uma infantilidade, mas convenhamos que a sua remoção não tem muito peso.

 

Acerca do vestuário. A partir do Vaticano II, passou-se a não exigir que o clero ponha a batina continuamente, mas  apenas durante as celebrações. Das freiras também não se exige mais que ponham o hábito continuamente. Essa mudança é, obviamente, irrelevante, em termos espirituais.

Ocorreram mais algumas mudanças, mas todas sem grande importância, com exceção das iniciativas ecumênicas que estão rendendo para o Catolicismo bons dividendos, visto que uma boa parte dos ortodoxos, bem como anglicanos, luteranos e outros protestantes, estão se deixando levar pela falácia intitulada Diálogo Ecumênico.

Por não aceitar as mudanças supracitadas, os bispos Marcel Lefèbvre (francês) e Antônio de Castro Maia (brasileiro) lideraram um movimento conservador, que redundou na criação de uma seita chamada Fraternidade Sacerdotal São Pio X, e ordenou alguns bispos sem o consentimento de Roma. Então foram excomungados pelo Papa João Paulo II, e a seita deles não é vista como Igreja de Cristo. Isso só serve para demonstrar o quanto a Igreja Católica é intolerante. Esses homens tão-somente queriam que a Igreja Católica continuasse como era até 1965. Se isso é heresia, então a Igreja Católica era herética. E, se ela não era herética, então os bispos Marcel Lefèbvre e Antônio de Castro Mayer não são hereges. A cúpula da Igreja Católica poderia até pedir que eles redigissem um pedido de exoneração, já que não aceitam as inovações. Mas excomungá-los e considerar a seita deles como uma falsa igreja, é, sem dúvida, politicagem. Os clérigos católicos sofrem de miopia espiritual, por cujo motivo não vêem a amplitude do reino de Deus, julgando que o mesmo se limita aos contornos do Catolicismo. Eles vêem a Igreja apenas como uma instituição, e pensam tratar-se da Igreja Católica, quando a Igreja, antes de ser uma organização, é um organismo. E, como tal, ela não está nessa ou naquela outra rua.

 

b) Igreja Ortodoxa. Esta seita é fruto de uma cisão ocorrida no ano 1054 d.C. Suas doutrinas são basicamente iguais às doutrinas da Igreja Católica. As diferenças são banais: O celibato não é obrigatório, o batismo é por imersão, não usam estátuas dos santos, mas apenas imagens, e outros pontos que, quando comparados com as doutrinas da Igreja Católica, salta aos olhos que são diferenças que não deviam fazer diferença. Todavia, segundo o Catolicismo, essa igreja também não é de Cristo, pois não se submete ao suposto sucessor de São Pedro.

 

c) Igreja Católica Antiga (ou Católicos Velhos). Esta seita foi fundada em 1871. Foi assim: Um Bispo católico que em 1870 participou do Concílio Vaticano I, onde rebateu com eloqüente discurso a pretensiosa infalibilidade papal, não foi ouvido, mas excomungado. Então liderou um movimento que redundou no surgimento dessa seita. Essa igreja prega muitas das doutrinas da Igreja Católica: Oração pelos mortos, purgatório, sacramentos, etc. Apenas rejeita: O dogma da Imaculada Conceição de Maria, o jejum, a infalibilidade papal, o celibato eclesiástico, a confissão auricular, o culto às imagens e mais algumas questões irrelevantes, já que a Igreja Católica tolera no seu seio, divergências bem mais acentuadas. Mas, como não estão com o Papa, não são Igreja de Cristo, e sim, seita, como geralmente o clero católico define os grupos cristãos que não se sujeitam à liderança do Papa.

 

d) Outros Grupos. Há outras seitas fundadas por dissidentes da Igreja Católica que, por sua vez, se desdobram em outros grupos, como é o caso da Igreja Católica Brasileira, Igreja Católica Livre (conhecida também como Ordem de Santo André), Igreja Ortodoxa Latina, etc.

Estudo Dons Espirituais – Parte 5

Dons Espirituais Para o Crente

1Co 12.7 “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil”.

 

PERSPECTIVA GERAL.

Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; ver 14.26 nota). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. A lista em 12.8-10 não é completa. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.

 

(1) As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1).

 

(2) Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar “dons”, e não apenas um dom (12.31; 14.1).

 

(3) É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do Espírito, com o fruto do Espírito, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).

 

(4) Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito, ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve “provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21; ver o estudo PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO).

Catolicismo – São os Únicos “Sucessores” dos Apóstolos

Os clérigos católicos alegam que os protestantes se separaram da verdadeira Igreja e, por conseguinte, da sucessão apostólica; o que prova, segundo eles, que os pastores evangélicos não são qualificados e credenciados para este ofício, e sim, meros curiosos. Isso é dito com todas as letras, pelo Padre Vicente Wrosz, que afirmou: “…Os protestantes desligaram-se da sucessão dos Apóstolos, por isso seus pastores não recebem o sacramento da ordenação sacerdotal e não têm nenhum poder espiritual… E ninguém de nós arriscaria submeter-se à operação do coração por um ‘curioso’ autônomo… O mesmo vale na…Igreja… Apóstolos e seus sucessores, papas e bispos católicos. Só eles têm a promessa de Cristo, de serem introduzidos pelo Espírito Santo em toda a verdade…” (Respostas da Bíblia às Acusações dos “Crentes” Contra a Igreja Católica, Editora Pe. Reus, 48ª edição/2000, páginas 13, 26-28). Todavia, nós, os verdadeiros Ministros do autêntico Evangelho estamos sim, sucedendo os apóstolos. Esta sucessão, porém, não é o nosso objetivo, e sim, conseqüência natural do fato de estarmos seguindo a Cristo. Jesus Cristo não deixou sucessores, e sim, seguidores; não deixou vigários, e sim, representantes; não deixou inquisidores assassinos, e sim, mártires; não deixou ditadores, e sim, pregadores e ensinadores; não deixou déspotas, mas exemplos a serem seguidos, etc.

Estudo Dons Espirituais – Parte 4

4. A MORDOMIA DOS DONS ESPIRITUAIS

A mordomia, no sentido neotestamentário, envolve uma estonteante responsabilidade. De acordo com I Coríntios 4:2 “…o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”. Mordomia envolve o prestar de contas.

A chave para a mordomia cristã acha-se na parábola dos talentos, em Mateus 25:14-30.  Três mordomos quanto ao mundo dos negócios desta vida receberam diferentes capitais.  A responsabilidade deles era usar esses recursos para o seu devido propósito no mundo dos negócios – fazer mais dinheiro.  Dois dos três conseguiram duplicar o dinheiro que receberam;  quando chegou o dia da prestação de contas, eles foram chamados de “servo bom e fiel”.  A fidelidade deles estava diretamente ligada ao seu sucesso.  Mas o terceiro mordomo mostrou-se um homem tímido e negativista.  Por isso, não foi capaz de reconhecer o potencial dos recursos que havia recebido.  Nada fez com o seu capital, e foi julgado como um “servo mau e negligente”.

Cada dom espiritual que nos foi dado é um recurso que precisamos usar, e acerca do qual seremos considerados responsáveis, por ocasião do julgamento do Tribunal de Cristo. Alguns recebem um dom, outros dois e outros cinco.  Não importa com quantos dons um crente comece.  Os mordomos são responsáveis somente por aquilo que o Senhor tiver preferido conferir-lhes. Mas os recursos que temos devem ser usados para cumprir o propósito do Senhor.  Não há tempo que se compare com o presente para começarmos a nos preparar para responder àquela pergunta que cada um de nós haverá de ouvir, afinal, dos lábios de nosso Senhor: “Que fizeste com o dom espiritual que te dei?”

Catolicismo – “Infalíveis”

Como já vimos, o Catolicismo sustenta que o Papa é infalível quando fala ex-cátedra, ou seja, de sua cadeira, isto é, com a autoridade de que é investido. Crê-se que Deus delegou aos papas o dom da inerrância quando dissertam sobre fé e costumes. Isto significa que os católicos não precisam se preocupar com a ortodoxia doutrinária. Eles podem fechar os olhos e seguir ao papa sem medo, pois é impossível que o papa erre.
Para que o leitor possa ver mais uma vez que realmente as coisas são assim, fazemos as quatro transcrições abaixo:
1ª) “Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a verdade. Pelo ‘sentido sobrenatural da fé’, o povo de Deus ‘se atém indefectivelmente à fé,’ sob a guia do Magistério vivo da Igreja.
A missão do Magistério está ligada ao caráter definitivo da Aliança instaurada por Deus em Cristo com seu Povo; deve protegê-lo dos desvios e dos desfalecimentos e garantir-lhe a possibilidade objetiva de professar SEM ERRO a fé autêntica. O ofício pastoral do Magistério está ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar este serviço, Cristo dotou os pastores de carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes. O exercício deste carisma pode assumir várias modalidades”
(Catecismo da Igreja Católica, página 255, # 889 a 891 [grifo nosso]).

Bastaria a cópia acima, contudo, prometemos acima quatro cópias e, portanto, prossigamos:

2ª) “GOZA DESTA INFALIBILIDADE O PONTÍFICE ROMANO, chefe do Colégio dos Bispos, por força do seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis, e encarregado de confirmar seus irmãos na fé, proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé e aos costumes…A INFALIBILIDADE prometida à Igreja RESIDE TAMBÉM no corpo episcopal quando este exerce seu magistério supremo EM UNIÃO COM o sucessor de Pedro’ , sobretudo em um Concílio Ecumênico. Quando, pelo seu Magistério supremo, a Igreja propõe alguma coisa ‘a crer como sendo revelada por Deus’ e como ensinamento de Cristo, é preciso aderir na obediência da fé a tais definições’. Esta infalibilidade tem a MESMA EXTENSÃO que o próprio depósito da REVELAÇÃO DIVINA” (Catecismo da Igreja Católica, página 255, # 889 a 891, [grifo nosso]).

3ª) O Padre Luiz Cechinato disse que “…o papa, quando fala em lugar de Cristo sobre as verdades de nossa salvação, não pode errar, porque ele tem a assistência do Espírito Santo, e porque Jesus assume em seu próprio nome o que o papa decide. […] (Os Vinte Séculos de Caminhada da Igreja, Editora Vozes, 4ª edição de 2001, página 358).
O que o Papa pretende com essa pretensão de infalibilidade exclusiva? Resposta: Manipular os católicos a seu bel-prazer.
O Papa se declara tão inerrante quanto a Bíblia, quando afirma que a sua “infalibilidade tem a mesma extensão que o próprio depósito da revelação divina”, como vimos acima.
Uma prova material de que os papas não são infalíveis nas “decisões eclesiásticas” é o fato de eles se contradizerem. Vejamos alguns exemplos:

a). Em 1.229 o concílio de Toulouse proibiu a leitura da Bíblia ao povo. Hoje, não obstante adulterarem-na com a adição de livros apócrifos e “explicações” heréticas nas margens inferiores (rodapés), sua leitura é recomendada.

b). Ainda em 1.229, no referido concílio de Toulouse, estabeleceu-se a tal de “santa” inquisição, confirmada em 1.232, por Gregório X, segundo a qual todos os que pregassem alguma coisa que não harmonizasse com o Catolicismo, deveriam ser torturados até a morte. E muitos fiéis servos de Deus morreram nessa época, por não se submeterem aos abusos desses emissários de Satanás. Hoje, porém, não mais nos matam a bel-prazer, embora mantenham por escrito a ordem de que “os heréticos, além de serem excomungados, devem ser condenados á morte”, (Enciclopédia Católica (em inglês), página 768, citado em O Movimento Ecumênico, editado pela Imprensa Batista Regular, página 17, da autoria do pastor Homero Duncan.

c). Em 670, o papa Vitélio, para manter o povo no obscurantismo, decidiu falar a missa em Latim, exatamente para que ninguém entendesse nada, por ser já o Latim uma língua morta. Essa idéia agradou tanto aos papas que o sucederam, que ampliaram a idéia, proibindo também a tradução da Bíblia para os idiomas dos povos. Naquela época, a Bíblia já havia sido traduzida para o Latim, e então se determinou que não se fizesse nenhuma outra tradução. Hoje, porém, as traduções são feitas com a aprovação dos papas. Estas contradições entre um papa e outro provam que de infalíveis eles não têm nada. Contudo, o Padre Miguel Maria Giambelli, em o livro de sua autoria intitulado A Igreja Católica e os Protestantes, à página 68, “interpreta” Mateus 16.19, como se Jesus tivesse dito o seguinte: “Nesta minha Igreja, que é o reino dos céus aqui na terra, eu te darei também a plenitude dos poderes executivos, legislativos e judiciários, de tal maneira que qualquer coisa que tu decretares, eu ratificarei lá no céu, porque tu agirás em meu nome e com a minha autoridade”. Mas esta conclusão não está respaldada pela Bíblia, a qual diz que o apóstolo Paulo não se silenciou diante do erro do apóstolo Pedro, como quem diz: “Está errado Pedro, mas, como Jesus disse que qualquer coisa que decretares, Ele ratificará lá no Céu, eu concordo”; mas o repreendeu prontamente (Gálatas 2.11-14). Leitor, se nestes versículos não aparece na sua Bíblia o substantivo Pedro, mas Cefas, saiba que Cefas é o mesmo que Pedro (João 1.42).
Mateus 16.19 está mal traduzido na maioria das Bíblias protestantes e católicas. Estas traduzem este versículo mais ou menos assim “… tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus”. Estas traduções equivocadas conferem a Pedro uma autoridade tal, que o põe acima de Deus. Já não é mais Pedro quem deve se orientar pelo Céu, mas o Céu é que se orientará por ele. Mas na ARA (Almeida Revista e Atualizada) este erro foi corrigido, razão pela qual podemos ler lá o que se segue: “… o que ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos céus”. Deste modo, Jesus não está dizendo que aprovaria tudo quanto Pedro fizesse; e sim que Pedro, ao fazer qualquer coisa, devia certificar se a mesma gozava ou não da sanção do Rei dos reis e Senhor dos senhores – Jesus Cristo – o Filho do Deus vivo.
O modo como Mateus 16.19 está no original, aceita tanto esta última tradução, quanto as outras. Nestes casos, a tradução fica a cargo do bom senso e, sobretudo, do contexto bíblico. Sabemos pela Bíblia que os cristãos primitivos não se submetiam cega e incondicionalmente às decisões do apóstolo Pedro, mas o questionavam e exigiam dele explicações, sob pena de excomunhão. Para vermos isto, basta lermos o que está registrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 11, versículos 2 a 18, detendo-nos nos versículos 2, 3, e 18, meditando no fato de que, quando Pedro se explicou, os irmãos se apaziguaram (v. 18). Se os irmãos se apaziguaram, então o debate foi acirrado. E é assim que os cristãos primitivos tratavam todos os apóstolos. Eles tinham que provar que os seus sermões tinham a aprovação de Deus (Atos 17.10,11).
Para que se enxergue que os papas vêm errando através dos séculos, basta raciocinar. Logo, os que ainda pensam sabem que os papas também erram, por duas razões: 1ª): Os papas são seres humanos. 2ª): A História registra inúmeros erros cometidos por papas. Mas, como o fanatismo religioso priva do uso da razão, é possível que alguém diga que esta questão é relativa, alegando que o que nós, os evangélicos, chamamos de “erros dos papas”, pode não estar errado de fato. E, para que até os cegos vejam, apelamos para as incoerências papais. Talvez as contradições entre um papa e outro, ajudem os fanáticos a entenderem que a suposta infalibilidade papal é uma farsa. Deus não se contradiz!!!
Os papas se expõem ao ridículo quando se auto-proclamam infalíveis. E não menos ridículo é tentar provar que os papas são falíveis. Nós só nos expomos ao ridículo de refutar esse disparate, por amor aos católicos. Realmente há heresias que não merecem ser refutadas, e a chamada “infalibilidade papal” é uma delas.
Este autor não tentaria convencer pessoa alguma (seja lá quem for, inclusive Papa) de que ela está equivocada por se julgar infalível, pois custa-nos crer que haja alguém que não saiba disso. A menos que ela sofra de algum distúrbio mental. Ora, se todos já sabem que são falíveis, não há porquê, nem como, convencer alguém deste fato. Por outro lado, se houvesse alguém que se julgasse infalível, Deus não iria condená-lo por isso, visto não ser justo que os loucos respondam por seus atos. Não me expresso desta maneira ironicamente, e sim, porque deveras eu suspeito da sanidade mental de alguém que, com sinceridade, se proclama infalível.

A ironia é um recurso válido. Até o profeta Elias foi irônico para com os adoradores de Baal. Este autor também às vezes lança mão deste recurso, mas no presente tópico não estou sendo irônico, e sim, falando do que realmente penso.

Há um senhor catarinense, chamado Iuri Thais, cujo pseudônimo é Inri Cristo, que se diz Jesus Cristo. Ora, sem ironia alguma digo que a meu ver, ou esse senhor é demente, ou é charlatão. Ele e seus discípulos sem dúvida irão se melindrar se tomarem ciência deste meu parecer. Talvez digam que estou sendo irônico. Mas posso garantir que não é este o caso. Digo com toda a sinceridade, diante de Deus, que não estou sendo irônico. Estou falando do que realmente penso. Se estou ou não com a razão quanto a isso, é discutível (suponhamos que seja). Logo, o senhor Inri e seus seguidores têm o direito de concordar ou não comigo. Mas diante de Deus informo que a presente declaração não é irônica, nem tampouco se destina a afrontá-los. Estou apenas falando do que penso, sem retórica.

Talvez o leitor pense que o último parágrafo acima não tem nada que ver com o tema abordado neste tópico. Porém, sua existência destina-se a notificar que, a meu ver, dizer-se Jesus Cristo é tão absurdo quanto se proclamar infalível; e que quando digo que suspeito da sanidade mental de quem se julga inerrante, não estou sendo irônico, tampouco o faço a título de ofensa. Antes falo do que verdadeiramente penso.

Embora eu não seja psiquiatra, nem psicólogo, parece-me (corrijam-me os profissionais dessas áreas se estou errado) que se autoproclamar “Jesus”, é tão patológico quanto dizer-se infalível. Talvez você esteja pensando: “Como esse pastor ousa comparar esse tal de Inri com Sua Santidade?”. A resposta é que assim como para você o Papa é Sua Santidade, para os adeptos do senhor Inri, o Papa não é nada, enquanto Inri é tudo. Inri é Jesus. E aí temos apenas a sua opinião contra a deles. Se os papas podem se julgar infalíveis, por que o senhor Inri não pode se considerara Jesus? Os direitos são iguais, não?! Por que penso assim? Resposta: Quem se julga Jesus Cristo, não deve se considerar uma simples criatura, já que Jesus não o é. Semelhantemente, considerar-se infalível equivale a se auto-endeusar, visto que só Deus é inerrante. Assim sendo, pergunto reverentemente aos que estudam a psique: Será que os “infalíveis” e os “Jesus Cristos” não estão com algum problema mental?

Há notáveis diferenças, bem como algo em comum entre o senhor Inri e os papas. EI-las parcialmente:

  • O senhor Inri e os papas dizem, de per si, coisas igualmente inusitadas de si próprios, porém o senhor Inri é visto pela grande maioria como, ou charlatão ou psicopata, enquanto os papas são vistos como celebridades;
  • O senhor Inri possui poucos adeptos, mas o Papa tem mais de 1.000.000.000 de discípulos;
  • É difícil acreditar que homens tão ousados consigam adeptos, mas, para nossa surpresa, eles os possuem. E, pasme o leitor, ambos são seguidos por pessoas cultas. O senhor Inri tem, entre seus adeptos, até uma psicóloga.

Estudo Dons Espirituais – Parte 3

3. OS DONS TÊM QUE SER DESCOBERTOS, DESENVOLVIDOS E USADOS

O crente que deseje realizar a vontade de Deus, mas que não saiba como faze-lo, ou como funcionar no Corpo de Cristo, precisa dar toda a prioridade à descoberta de seus dons espirituais.  “Descobrir” vem antes de “desenvolver”, porque os dons espirituais são recebidos, e não conquistados.  Deus distribui os Seus dons, de acordo com Sua própria discriminação.  O texto de I Co 12:11 ensina como o Espírito distribui os dons “como lhe apraz, a cada um, individualmente”.  Mais adiante, no v. 18, diz que Deus colocou os membros no Corpo “como lhe aprouve”.  Deus não confiou a pessoa alguma a distribuição dos dons espirituais.

O que acontece quando um crente resolve descobrir, desenvolver e usar seu dom ou dons espirituais?   Antes de tudo, torna-se um crente melhor e mais capaz de permitir que Deus faça sua vida ser útil em Suas mãos.

Primeiramente, os crentes que reconhecem seus dons espirituais tendem a desenvolver uma saudável auto-estima.  Isso não significa que se tenham em mais alta conta do que deveriam faze-lo.  Antes, aprendem que, sem importar quais sejam os seus dons, eles são importantes para Deus e para o Corpo de Cristo.  O olho aprende a não dizer: “porque não sou olho, não sou do corpo” (I Co 12:16).

A humildade é uma virtude cristã.  Mas, como quase tudo que é bom, pode haver aí um exagero.  Alguns crentes mostram-se tão humildes que virtualmente não têm utilidade no Corpo.  Essa é uma falsa humildade, e por muitas vezes é estimulada pela ignorância acerca dos dons espirituais.

As pessoas que se recusam a dizer qual é o seu dom espiritual, com base de que seria uma arrogância e uma presunção, apenas exibem sua ignorância quanto ao ensino bíblico a respeito dos dons. Alguns, talvez, até tenham algum motivo mais profundo para não se verem envolvidos com algum dom – pois não querem ser considerados responsáveis por seu uso.  Nesse caso, a humildade estará sendo usada como capa para disfarçar a desobediência.

Em segundo lugar, reconhecer os dons espirituais não só ajuda os crentes individuais, mas também a igreja local como um todo.  O quarto capítulo de Efésios ensina-nos que, quando os dons espirituais estão atuando, o Corpo inteiro amadurece.  Isso ajuda o Corpo a tornar-se “homem perfeito” e a abandonar o estado de infantilidade espiritual (ver Ef 4:13 e 14).

Quando uma igreja local amadurece, geralmente cresce.  Quando o Corpo de Cristo está funcionando bem, e há uma “justa cooperação de cada parte”, verifica-se “o seu próprio aumento” (Ef 4:16).  Há uma ligação clara entre os dons espirituais e o crescimento da igreja local.

O terceiro e mais importante fator, gerado pelo reconhecimento dos próprios dons espirituais é que isso glorifica a Deus. O trecho de I Pedro 4:10 e 11 aconselha os crentes a usarem seus dons espirituais, para então explicar o motivo para tanto: “…para que em todas as coisas seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos”.

Catolicismo – “Fora da Igreja Católica Não Há Salvação”

 

A epígrafe acima é de autoria da cúpula da Igreja Católica, e de fato nos declara perdidos, por não seguirmos as suas doutrinas de perdição. Para que se saiba que de fato não estamos caluniando, veja os exemplos abaixo:

 

1º) No Catecismo da Igreja Católica já citado, há um texto incoerente, cheio de é mas não é (a saber, ora diz que só os catolicos se salvarão, ora diz que os evangélicos e até os adeptos das religiões não cristãs [principalmente os muçulmanos] também serão salvos. O dito texto deixa claro que embora seja necessário ser católico para se salvar, Deus abrirá uma exceção para os religiosos sinceros que ignoram esta verdade). Sim, leitor, nas páginas 232-244, ## 811-848, há um comentário autodiscrepante, objetivando provar que a Igreja Católica é necessária para a salvação. O parágrafo 846 é arrematado assim: “…Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou então perseverar”. Este texto consta também do Compêndio do Vaticano II, 29ª edição, Editora Vozes, página 55, # 38).

Se realmente a Igreja Católica fosse necessária para a salvação, e se deveras houvesse uma exceção para os que ignoram isso, nós, os evangélicos, certamente não somos anistiáveis, visto não sermos inocentes. Veja que o Catecismo da Igreja Católicaem diz que“não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou então perseverar”. Ora, se assim é, então nós somos incrédulos, não desinformados. E, conseqüentemente, a regra nos deve ser aplicada. Mas, como vimos, o Catecismo nos “anistia”. Isso prova que o clero católico morde assopra.

 

2º) O padre John A. O’Brien afirmou em The Faith of Millions (A Fé de Milhões), página 46, Que “A Igreja Católica Romana é a verdadeira igreja, estabelecida por Jesus Cristo para a salvação de toda a humanidade”.6

 

3º) O Padre Dom Estêvão Bittencourt, visto como um dos maiores teólogos do Catolicismo, asseverou: “… O Catolicismo é o único caminho para Cristo.” (revista Época, 11/09/2000).

 

4º) O Padre Leonel Franca vociferou: […] “Igreja Católica, […] único baluarte da força moral, única tábua de salvação” […]. E: […] “o catolicismo vive e só ele pode dar vida” […]. (FRANCA, Leonel. Noções de História da Filosofia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 21 ed. 1973, pp. 298 e 326 respectivamente. Grifo nosso). Aqui o Padre Leonel Franca questiona não só o valor espiritual das igrejas sevangélicas, mas também põe em xeque sua utilidade moral, ao afirmar que o catolicismo é o único baluarte da força moral. Logo, as igrejas evangélicas não prestam nem para  soerguer o moral dos povos. Será que ele pensa que as igrejas evangélicas são imorais? Raciocine e tire suas próprias conclusões.

 

5º) Realmente a Igreja Católica não crê na salvação dos evangélicos, pois ela prega oficialmente que os que não são devotos de Maria estão nas trevas. veja: “perca uma alma a devoção para com Maria e que será senão trevas?… Ai daqueles… que desprezam a luz deste sol, isto é, a devoção a Maria…’’ (Glórias de Maria, de autoria de um bispo católico que virou “santo” e “Doutor” da “Igreja”, a saber, “Santo” Afonso de Ligório, Editora Santuário, 14ª edição de 1.989, página 82).

O livro Glórias de Maria é obra oficial da Igreja Católica, já que:

 

a) À página 13 podemos o seguinte acerca do seu autor: “Em vida a Igreja o honrou, elevando-o à dignidade episcopal. Morto, elevou-o aos altares, deu-lhe a auréola de Doutor zelosíssimo, aprovou-lhe os escritos, depois de percorrê-los cuidadosamente” (Grifo nosso).

 

b) Seu autor era bispo católico. Isto, por si só não prova nada, pois resta saber se se trata ou não de um ato isolado. Contudo, ao lado dos demais itens a seguir postos na balança, este fato não é desprezível, visto saltar aos olhos que todo o clero católico vem sendo cúmplice dessa profanação;

 

c) Seu autor não foi repreendido pelos seus superiores hierárquicos. O clero deveria repreendê-lo e exigir retratação, sob pena de excomunhão. Até porque nos dias de “santo” Afonso (1696-1787), a Igreja Católica era muito mais intolerante do que é hoje, chegando a matar os “hereges” (Como é do conhecimento de todos os que estudam a História Universal, a Inquisição vigorou *oficialmente do século XII ao século XIX [1183 a 1834). Logo, bastaria o silêncio dos papas para ficar provado que o livro Glórias de Maria goza da sanção deles.

 

d) Seu autor foi canonizado pelo Papa Gregório XVI. Não é fácil conseguir o status de santo no Catolicismo. Quanto a isso, o clero é extremamente exigente. Contudo, “santo” Afonso passou no teste, apesar de suas blasfêmias (ou graças a elas?). Então os papas não viram nada que desabonasse sua conduta, o que implica em concordar com suas heresias. Considerar seus disparates como falhas irrelevantes e inofensivas, já seria um grave erro. Porém, a cúpula católica fez mais do que isso, pois confessa que “aprovou-lhe os escritos”, como vimos acima

 

e) Seu autor foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio IV.

Nem todos os “santos” são Doutores da Igreja, segundo o Catolicismo. O Padre Luiz Cechinato, em seu livro Os Vinte Séculos de Caminhada da Igreja, Editora Vozes, 4ª edição de 2001, além de ratificar à página 314 que o senhor Afonso de Ligório foi reconhecido Doutor da Igreja, na página 96 nos diz o que significa isso: “Doutores da Igreja são santos e santas que, nos diferentes períodos históricos da Igreja, distinguiram-se pela doutrina reta, grande sabedoria, santidade de vida e obras de notável valor (escritos ou pregação). O que eles ensinaram tem validade perene e universal. Suas obras servem de referência e de fonte aprovada pela Igreja para elaboração da Teologia e da vivência da fé…” (Grifo nosso). Repito: Então essa seita considera o conteúdo do livro do senhor Afonso como doutrina reta, algo de notável valor, fonte aprovada pela Igreja, etc.

 

f) A propagação do livro. Os católicos (tanto leigos quanto clérigos) envolvidos nas traduções e edições desse livro, não foram advertidos. O dito livro é obra que existe há 256 anos (tomando por base o ano de 2006, quando atualizei esta 3ª edição, considerando que, segundo consta da página 11, em 1987 esse maldito livro já existia Há 237 anos), já teve 800 edições, é publicado por editoras católicas, traduzido em diversos idiomas (escrito originalmente em italiano, consta na página 9 que até 1952 o dito livro já havia sido traduzido em alemão, inglês, espanhol, francês, holandês e “em outras línguas”), elogiadíssimo pelos seus tradutores e editores que chamam seu autor de “santo doutor’’ e, não obstante, os demais padres, e inclusive o alto clero (papas, bispos, arcebispos e cardeais), nada opõem. Ora, um livro tão herético estaria sendo refutado pelo clero, se a liderança católica fosse ortodoxa. Isso, porém, a cúpula católica não pode fazer, pois implicaria em destituir esse “santo”. Isso seria complicado, pois implicaria em reconhecer o triste fato de que há três séculos os católicos estão rezando a um filho das trevas, cuja alma irremediavelmente perdida, padece no fogo do Inferno;

 

g) O clero é tolerante? Talvez o clero católico tente se defender, alegando que canonizar alguém não implica, necessariamente, em concordar com o canonizando, em todos os detalhes. Nós concordamos, mas compreendemos que um erro grave deveria desqualificar o candidato à categoria de Santo. E não é um erro gravíssimo afirmar que o ofício de Jesus não é socorrer os miseráveis? Isso não equivale a negar que Jesus é o Salvador? É essa uma questão de somenos importância? O silêncio do clero já seria comprometedor, mas os clérigos católicos não guardaram silêncio, pelo contrário, fizeram e fazem mais do que pronunciar a favor desse pernicioso livro, considerando que canonizar seu autor, elevá-lo a Doutor da Igreja, elogiar e recomendar o seu livro, custear suas edições, promover sua difusão pelo mundo afora traduzindo-o para diversos idiomas, etc., equivale a ombrear esse falso profeta e endossar suas blasfêmias.

O livro Glórias de Maria é, sim, obra oficial da Igreja Católica. Duvidamos que o clero católico negue isso. Mas, se o fizer, estará subestimando a nossa inteligência, bem como mentindo, pois vimos acima que a “Igreja” aprovou os escritos do senhor Afonso, “depois de percorrê-los [isto é, lê-los e estudá-los] cuidadosamente”. É livro oficial, ou não é? A resposta é: A “Igreja” já disse textualmente que “sim”. Além da afirmação textual ou gráfica, temos que levar em conta que essa seita está promovendo a difusão desse tão diabólico livro. Isto significa que a Igreja Católica diz e prova que o livro do seu Santo Doutor é dela.

Como já informei, às vezes o Catecismo da Igreja Católica finge reconhecer a validade das igrejas evangélicas, bem como das religiões não-cristãs (como se pode ver às páginas 235 e 242, # # 818-819, 841. Veja também o Compêndio do Vaticano II, 29ª edição, Editora Vozes, páginas 56-57, # # 41-42). Mas esse malabarismo é um sofisma, cujo alvo é bem definido: fazer com que o dito fique pelo não dito, e, deste modo, confundir os incautos. Como o diabo sabe prepar suas arapucas!

Todos os que estudam a História Geral sabem que a Igreja Católica pregava que FORA DA IGREJA CATÓLICA NÃO HÁ SALVAÇÃO, mas muitos pensam que esse radicalismo é coisa do passado. Porém, como o leitor acaba de ver, essa heresia ainda está de pé. Como bem o disse o ex-padre Aníbal, de saudosa memória, “O Concílio Vaticano II não trocou as velhas heresias por doutrinas novas, mas tão-somente pintou-as”.

Alegando a Igreja Católica que ela é necessária à salvação, está usurpando a função daquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (Jo 14.6).

Caro leitor, não se submeta à tirania desses usurpadores. Para se salvar, você não necessita de nenhuma igreja. Após entregar-se a Cristo e se salvar, se você não quiser se vincular a nenhuma das igrejas que já existem, funde a sua própria denominação. Portanto, siga a Cristo e liberte-se (João 8.12,32). Mas, se você não quiser fundar a sua denominação, sugerimos que você se dirija a uma das muitas igrejas realmente cristãs, para usufruir do companheirismo daqueles que, como você, também têm Cristo em seus corações (Hebreus 10.25). Ademais, se todos os católicos, leigos e clérigos, decidirem seguir a Bíblia, se salvarão dentro da própria instituição católica. Não cremos que eles tenham que vir para as igrejas evangélicas. Nós cremos que quem salva é Cristo.

Muitos católicos já nos perguntaram: “Por que vocês dizem que se não formos para suas igrejas não seremos salvos?’’ A nossa resposta tem sido: Nós não pregamos isso. Quem prega isso são os clérigos da sua igreja.

Segundo a Bíblia, a queda de Satanás consistiu no fato de que ele concebeu o seguinte pensamento: “…Subirei ao céu; acima das alturas das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… subirei acima das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” Mas Deus disse-lhe “…Levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.’’ (Isaías 14. 13 a 15). Temos, na Igreja Romana, uma repetição dessa usurpação. Ela também disse no seu coração: Subirei ao trono do Império Romano, estabelecerei o meu trono no Vaticano, e serei semelhante ao  único Salvador, tornando-me também a única salvadora. Mas Deus está dizendo a ela e aos  que estão sob seu cetro:  “Contudo, levados sereis ao inferno”.

A salvação não está na Igreja Católica, nem tampouco no protestantismo. Especialmente nos séculos 16 e 17, muitos calvinistas e outros protestantes eram tão assassinos quanto a pretensiosa “Igreja” Católica (Veremos isto no capítulo 12 [12.4.]). Às vezes pensamos que isso era coisa das idades Média e Moderna, mas Deus sempre condenou o homicídio e prometeu lançar no Inferno a todos os assassinos que não se converterem. Logo, no Inferno há padres, protestantes, papas, pastores evangélicos, etc. E, se você não quer se juntar aos infelizes que lá sofrem as conseqüências de suas imbecilidades, deixe de crer que a salvação está neste ou naqueloutro grupo, e refugie-se em Cristo já. Sim, refugie-se em Cristo, mas só em Cristo, e não, numa mistura de Cristo, ídolos e homens embusteiros.

Estudo Dons Espirituais – Parte 2

2. QUEM POSSUI DONS ESPIRITUAIS?

Nem todos possuem dons espirituais.  Os incrédulos não o possuem.  Mas todo crente dedicado a Jesus e membro real de Seu Corpo tem pelo menos um dom, ou possivelmente, mais.  A Bíblia assegura que todo crente recebeu algum dom (I Pe 4:10), e que a

“manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso” (I Co 12:7). Quando o apóstolo Paulo diz que o Espírito distribuiu os dons a cada um, “visando um fim proveitoso” (I Co 12:7), ele obviamente quis dizer a cada crente.

 

O QUE É UM DOM ESPIRITUAL?

Dom espiritual é um atributo especial, dado pelo Espírito Santo a cada membro do Corpo de Cristo, de acordo com a graça divina, para ser usado dentro do contexto do Corpo.

O dom espiritual é dado “de acordo com a graça divina”:  o termo grego comum para indicar os dons espirituais é charismata, no singular, charisma, que deriva da palavra charis, que significa “graça”. Por conseguinte, há uma bem próxima relação entre os dons espirituais e a graça de Deus.

Charismata não é um sinônimo exclusivo para os dons espirituais.  Esse vocábulo também é empregado com outros sentidos na Bíblia, como se vê em Romanos 6:23: “…porque o salário do pecado é a morte, mas o dom (charisma) gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.  Também não é a única palavra usada no Novo Testamento para indicar os dons espirituais, embora seja a mais comum. Em I Co 12:1, lemos: “A respeito dos dons espirituais…”, onde a palavra grega pneumatikós significa, mais literalmente, “coisas espirituais”, ou simplesmente, “espirituais”.  Porém, no resto desse mesmo capítulo, quando o assunto é elaborado por Paulo, a palavra charismata é usada cinco vezes.

“Para ser usado dentro do contexto do Corpo”, porque os dons espirituais não se destinam a cavaleiros solitários, mas a membros do Corpo de Cristo.   Quase tudo quanto Deus está fazendo no mundo é feito através de crentes que estão trabalhando juntos, em uma comunidade, complementando-se uns aos outros, com os seus dons espirituais, em suas respectivas congregações locais.

O contexto do Corpo, conforme uso do termo, não significa que os dons sempre olham para dentro, para uso somente no seio da igreja local e para benefício mútuo dos crentes.  Muitos desses dons, como o de evangelista, o de missionário e o de serviço, têm em vista beneficiar àqueles que ainda não se tornaram membros do Corpo.  Mas o ponto é que esses dons, mesmo quando olham para fora do Corpo, ainda assim, não se destinam a crentes isolados, mas a crentes que trabalham em equipe, para que o trabalho seja feito da melhor maneira possível.

Catolicismo – “A Igreja Católica é a Única Igreja de Cristo”.

      A Igreja Católica prega oficialmente que ela é a única Igreja de Cristo. Se o leitor duvida, vamos às provas:

a) “A única Igreja de Cristo… é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar e confiou a ele e aos demais Apóstolos para propagá-la e regê-la… Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste… na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro (o Papa) e pelos bispos em comunhão com ele” (Catecismo da Igreja Católica, página 234, # 816, Editora Vozes, 1.993. O que está entre parênteses é nosso).

b) “A Igreja Católica … continua sendo a única igreja verdadeira” 5

c) O Frei Battistini disse: “Se você pertence à única e verdadeira Igreja de Jesus, a Igreja Católica, sinta-se feliz e agradeça a Deus…” (A Igreja do Deus Vivo, página 46, 33ª Edição, 2001, Editora Vozes).

d) Na obra intitulada Os Erros ou Males Principais dos Crentes ou Protestantes, 7ª edição, editado pela editora O Lutador, sob o imprimatur do Monsenhor Aristides Rocha, afirma-se à página 4 que antes dos protestantes “existiam apenas católicos romanos, os genuínos cristãos do único e verdadeiro Cristianismo” (Grifo nosso).

e) O já citado Padre D. Francisco Prada, em seu aludido livro Novenário, 3ª edição de 1996, editado pela AM edições asseverou: “Ora, o reino de Deus na terra é a sua Igreja Católica. Pedimos que ela seja reconhecida como única representante dele; que desapareçam aquelas que, usurpando tal nome, a perseguem; que os hereges cismáticos e infiéis se voltem para ela como meio de salvação”.

f) Vociferou o Padre Leonel Franca: […] “Igreja Católica, […] único baluarte da força moral, única tábua de salvação” […]. FRANCA, Leonel. Noções de História da Filosofia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 21 ed., 1973, p. 298

g) O autor destas linhas já teve a desdita de ouvir pessoalmente um padre católico dizer que “a Igreja Católica é a única igreja verdadeira, por ser a única fundada por Cristo’’, e acrescentou que as igrejas evangélicas são fundadas por homens.

      Apresentar-se como a única Igreja de Cristo é uma das características das seitas; portanto, nenhuma igreja realmente cristã prega isso. O porquê disso é que sabemos que a única e verdadeira Igreja não está na rua tal, número tal, pois a mesma é o conjunto dos redimidos pelo sangue de Jesus, e não os adeptos de uma certa associação.

      O ex-padre Aníbal confessou que após entregar-se a Cristo, permaneceu na Igreja Católica por mais de três anos, mostrando a todos os católicos (leigos e clérigos) que o Catolicismo não é bíblico. Logo, ele tornou-se membro da única e verdadeira Igreja de Cristo três anos antes de vincular-se fisicamente a uma igreja evangélica.

      Essa vaidade dos papas de alegarem que o seu grupo é a única Igreja de Cristo, não encontra lugar entre os membros da igreja deste autor, os quais, apoiando-se em Rm 14 e outros trechos bíblicos, fazem “vista grossa’’ às falhas banais de outras igrejas e as considera co-irmãs em Cristo. Sim, há união entre nós! Aleluia! Este respeito recíproco é importante, pois ninguém é dono da verdade.

      Nunca ouvimos um pastor evangélico afirmar que a sua igreja é a única Igreja de Cristo, ou a única organização verdadeiramente cristã, mas a literatura dos católicos, das testemunhas-de-jeová, dos mórmons, dos adventistas do sétimo dia e outros grupos pseudo cristãos, tem a petulância de fazê-lo.

      O Catecismo da Igreja Católica, embora diga textualmente que a Igreja Católica é a única Igreja de Cristo, como demonstramos na transcrição supra, se o leitor ler o contexto do texto copiado perceberá que a dubiedade salta aos olhos. O clero católico morde e assopra.

Estudo Dons Espirituais – Parte 1

Capítulo 1

Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. 
(I Co 12:1)

Quem precisa tomar conhecimento dos dons espirituais?  Você precisa saber acerca dos dons espirituais se:

  1.  Você é um crente.
    2. Você confia que Jesus é seu Senhor, e você quer amá-lo e segui-lo da melhor maneira possível.
    3. Você quer que a sua igreja seja um grupo saudável, atrativo e crescente em número de pessoas, que demonstrem o amor de Deus em sua comunidade.

1.  A IGREJA, CORPO DE CRISTO

No primeiro capítulo de Efésios lemos que Deus estabeleceu Cristo acima de todos os principados e potestades, colocando todas as coisas debaixo dos seus pés, conferindo-lhe a posição de “cabeça sobre todas as coisas”, em relação à Igreja (Ef 1:21-23).  Em Colossenses lemos praticamente a mesma coisa, que Jesus é a “cabeça do corpo, da Igreja” (Cl 1:18).  Percebemos que na Bíblia, por vezes o termo “Corpo de Cristo” refere-se à Igreja Universal, outras, à Igreja local.

Deus não planejou que o Corpo de Cristo fosse organizado em torno do modelo ditatorial, em que um único indivíduo governa, por mais benévolo que seja o governo de tal homem.  Por outra parte, Ele também não tencionou que o seu Corpo fosse uma estrutura em que todos os membros governam.

Ao invés de uma ditadura radical ou de uma democracia ampla, Deus preferiu criar o Corpo de Cristo como um organismo que tem a Cristo como cabeça, e cada membro funcionando com algum dom espiritual.  Compreender os dons espirituais, portanto, é a chave que nos permite entender a organização espiritual da Igreja.

A Grace Community Church of the Valley, na cidade de Panorama, no estado da Califórnia, é uma igreja com uma incrível taxa de crescimento: mais de quinhentos por cento a cada década, com uma freqüência matutina atual de mais de cinco mil pessoas.  Ela foi intencionalmente estruturada em torno do conceito dos dons espirituais.  Disse o pastor John MacArthur: “Nenhuma congregação local será o que deveria ser, aquilo que Jesus orou que fosse, ou aquela que o Espírito Santo dotou e a preparou, enquanto ela não compreender os dons espirituais”.

As principais passagens bíblicas sobre os dons espirituais reforçam a conclusão acima.  Não é por mera coincidência que em todas as três mais explícitas passagens sobre os dons espirituais – Romanos 12, I Coríntios 12 e Efésios 4, os dons são explicados no contexto do Corpo.  “Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve” (I Co 12:18).  Isso significa que não somente Deus organizou o Corpo, tomando por modelo um organismo humano, mas também chegou ao ponto de determinar qual seria a função de cada um dos membros.

 

Catolicismo – O Catolicismo Através dos Séculos

Alguns fatos impressionantes

 

Antes da degradação datada do IV século, que deu origem ao Catolicismo, já existiam alguns “cristãos” pregando heresias de arrepiar, como o batismo pelos mortos (século I [1Co 15.29]), a libertinagem (século I [Jd 4]), a negação da ressurreição (século I [2Tm 2.18]), orações à “Mãe de Deus” (século III), etc. Logo, o que ocorreu no início do 4º século não foi o surgimento das heresias entre os cristãos, mas sim, o aumento do número de falsos cristãos entre os fiéis, o que facilitou a inserção das heresias no corpo de doutrinas da sobredita Associação de Igrejas.

Os líderes da referida Associação de Igrejas tornaram-se mais tarde tão endiabrados que, além de coagir os pagãos à conversão ao “cristianismo” (como vimos acima), passaram a matar os cristãos que ousavam discordar de suas esdrúxulas doutrinas. Sim, o “cristianismo” oficial, cujos líderes (papas) durante séculos exerceram autoridade até sobre muitos reis e governadores, promoveu fortes perseguições aos verdadeiros cristãos. Criou-se uma tal de “Santa Inquisição”, que de santa só tinha o nome, para julgar e torturar até à morte os verdadeiros cristãos, bem como todos os que divergissem da religião oficial, que a essa altura tornara-se conhecida pelo nome de Igreja Católica Apostólica Romana. Referindo-se a isso, disse o Doutor Marcos Bagno: “…Como se sabe… depois da instituição do cirstianismo como religião oficial do império romano…Quem se desviasse desses dógmas era acusado de heresia e condenado às mais diversas punições, como o exílio, a prisão, a tortura e a morte na fogueira…” (Marcos Bagno. Preconceito Lingüístico, 23ª edição, abril de 2003, Edições Loyola: São Paulo, página 156. Ênfase no original [Obs.: O Dr. Marcos Bagno pronunciou assim de passagem, pois o livro de sua autoria, do qual fazemos esta transcrição, versa sobre o vernáculo português, e não sobre a Igreja Católica).

Como sabemos, o Império Romano Mundial não mais existe. Mas a referida “igreja” inovadora tem um pequeno (porém muito rico) país chamado Vaticano.

Os “cristãos” inovadores não se limitaram às inovações que eles trouxeram no início do 4o século, como veremos neste e nos demais capítulos deste livro.

No século XVI, os “cristãos” inovadores sofreram um violento golpe, pois alguns de seus líderes, lendo a Bíblia, concluíram que estavam enganando e sendo enganados. E por isso pregaram dentro das igrejas católicas o que alguns grupos cristãos já vinham fazendo há séculos, em meio às torturas e morte nas fogueiras da “Santa” Inquisição. Os papas tentaram e tentam refrear este movimento, mas não conseguem, porque “O SENHOR DOS EXÉRCITOS ESTÁ CONOSCO”, afirmam os integrantes deste mover de Deus!

Apesar do violento golpe acima mencionado, os “cristãos” inovadores teimam em inovar cada vez mais o conjunto das Doutrinas da fé cristã. Veja estes exemplos:

 

1)o Papa João Paulo II era da opinião de que a Teoria da Evolução, ou seja, o Darwinismo (segundo a qual o homem veio do macaco), é uma verdade que não colide com as doutrinas católicas.1 Ora, entendo os darwwinistas e compreendo os cristãos, mas cristã- darwwinista, essa não!

 

2) no jornal O Globo, de 28/08/1998, podemos ler o que se segue: “A Santíssima Trindade pode estar com os seus dias contados. Em seu lugar, a Igreja Católica estuda a proclamação da quarta pessoa da divindade, a Virgem Maria, em pé de igualdade com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. No novo‘Quarteto Sagrado’ proposto, Maria teria papéis múltiplos: filha do Pai, mãe do Filho e esposa do Espírito Santo.”  É verdade isso? Não sei. O Padre Dom Estêvão Bittencourt disse que não, mas o fez sem exibir qualquer prova de que o O Globo tenha faltado com a verdade. Logo, ignoro se suas palavras são ou não a expressão da verdade. Contudo, vejamos o que ele disse: “Jamais a Teologia católica pensou em justapor Maria ao lado das três Pessoas da SSma. Trindade” […].  (“Polêmica cega”. Pergunte e responderemos. Rio de Janeiro, Lúmen Christi, 44, mar. 2003, P. 136-138). Atentemos ainda para o fato de que onde há fumaça há fogo, segundo um velho adágio. E, sendo assim, será que um dia o clero dos cristãos inovadores dirá: Eu te batizo em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo e da Virgem Maria?! Deus queira que não. Tomara que Dom Estêvão Bittencourt esteja certo, quando afirmou que “Jamais a Teologia católica pensou em justapor Maria ao lado das três Pessoas da SSma. Trindade” […], e que a Igreja Católica jamais faça o que, segundo o conceituado jornal em lide, denuncia quanto à suposta (?) pretensão de tranrformar a Trindade em Quarteto, pretensão esta, inexistente, segundo o Padre Dom Estêvão Bittencourt. Tomara que deveras não haja um grupo de católicos tentando inserir mais essa inovação no corpo de doutrinas que constitui o Catolicismo.

Muitos já nos disseram que os católicos não têm para com as estátuas dos santos, de Maria e de Jesus, veneração superior à que os evangélicos têm para com as fotos dos seus parentes e amigos. Porém, os clérigos do Catolicismo têm pregado que tais imagens choram, sorriem, exalam fragrância, falam, sangram2 e assim por diante. E isso com o apoio do Vaticano. Por exemplo, o Vaticano está apoiando a campanha intitulada Vinde Nossa Senhora de Fátima, Não Tardeis, segundo a qual, a estátua de Nossa Senhora de Fátima já chorou 14 vezes.3 Conta-se, segundo o ex-Padre Aníbal, de saudosa memória, que a estatueta de Nossa Senhora Aparecida fugiu do oratório três vezes. Além disso, em abono à crença de que várias estátuas de Maria têm chorado por este mundo afora, um livro católico, publicado com permissão eclesiástica, registra as seguintes palavras do Papa João Paulo II: “Se a Virgem chora, isto quer dizer que tem seus motivos”.4 Contudo, alguns católicos às vezes tentam se defender, dizendo que a crença de que as imagens de Maria choram, é um ato isolado, próprio dos católicos nominais mal informados, pelo qual não é justo que a Igreja responda. Certamente foi querendo dizer isso que o Cardeal-arcebispo Dom Aloísio Lorscheider afirmou: “Eu não acredito em imagem de Nossa Senhora que chora. Os bobos correm atrás disso, pois não sabem quantas mutretas há por trás de coisas assim” (revista Veja, 22/05/91). Depois do que já vimos, porém, essa declaração não inocenta os católicos; antes equivale a dizer que os clérigos católicos (os padres, os  bispos, os arcebispos, os cardeais, e até o próprio Papa João Paulo II) são, das duas uma: bobos ou mutreteiros, considerando que essa crendice tem sido apoiada por eles, como acima provamos.

 

Sinopse histórica por ordem cronológica

(…)

Em 370, principia-se o uso dos altares e velas. Pelo fim do século IV, o culto dos santos foi introduzido por Basílio de Cesaréia e Gregório Nazianzeno. Também apareceu pela primeira vez o uso do incenso e turíbulo na igreja, pela influência dos prosélitos vindos do paganismo.

Em 400, Paulino de Nola ordena que se reze pelos defuntos, e ensina o sinal da cruz feito no ar.

Em 590, Gregório, O Grande, origina o purgatório.

Em 607, o assassino Imperador Phocas dá ao Bispo de Roma o direito de primazia universal sobre a cristandade, depois do II Concílio de Constantinopla.

Em 609, o culto à Virgem Maria é obra de Bonifácio IV, e a invocação dos santos e anjos é posta como lei da igreja.

Em 670, começa a falar-se em latim a missa, língua morta para o povo, pelo papa Vitélio.

Em 758, Cria-se a confissão auricular pelas ordens religiosas do Oriente.

Em 787, no segundo Concílio de Nicea convocado a instâncias da infame imperatriz Irene, foi estabelecido o culto às imagens e a adoração da cruz e relíquias dos santos.

Em 795, o incenso foi posto por lei nas cerimônias da igreja por Leão III

Em 803, foi criada a festa da Assunção da Virgem pelo concílio de Magúncia

.Em 818, aparece pela primeira vez, nos escritos de Pascácio Radberto, a doutrina da transubstanciação e a missa

EM 884, o papa Adriano III aconselha a canonização dos “santos”

Em 998, é estabelecida a festa aos mortos, “dia de finados’’ por Odilon.

Em 1000, a confissão auricular generaliza-se e os ministérios e os ministros da igreja arrogam para si o célebre “Ego te Absolvo’’. A missa começa a chamar-se sacrifício. E organizam-se as peregrinações (romarias).

Em 1003, o papa João XVI aprova a festa das almas “fiéis defuntos’’ que Odilon criara primeiro.

Em 1059, Nicolau II cria o colégio dos cardeais “conclave’’.

Em 1074, o papa Gregório VII, aliás Hildebrando, decreta obrigatório o celibato dos padres.

Em 1075 o referido Gregório VII exigiu que os padres casados se divorciassem de seus cônjuges e abandonassem seus filhos.

Em 1076, é declarada a infalibilidade da igreja pelo mesmo papa.

Em 1090,  Pedro, o Ermitão, inventa o rosário.

Em 1095, Urbano II cria as indulgências plenárias.

Em 1125, aparece pela primeira vez nos cânones de Leão, a idéia da imaculada conceição de Maria, porém, São Bernardo de Clairvaux refutou tal idéia.

Em 1164 Pedro Lombardo enumerara 7 sacramentos; enquanto que Jesus Cristo ordenara apenas dois.

Em 1200, o Concílio de Latrão impõe a transubstanciação e confissão auricular.

Em 1227, entra a campainha na missa por ordem de Gregório IX.

Em 1229, o concílio de Toulouse estabelece a inquisição, que foi confirmada em 1.232 por Gregório X, e logo entregue aos dominicanos. Este mesmo concílio proíbe a leitura da Sagrada Escritura, ao povo.

Em 1264, Urbano IV determina pela primeira vez a festa do corpo de Deus (Corpus Christi).

Em 1300, Bonifácio VIII ordena os jubileus.

Em 1311, inicia-se a primeira procissão do S. Sacramento.***

Em 1317, João XXII ordena a reza  “Ave Maria’’.

Em 1360, começa a hóstia a ser levada em procissão.***

Em 1414, o concílio de Constança definiu que na comunhão, ao povo deve ser dada a hóstia somente, sendo o cálix (copo) reservado para o padre. Os concílios de Pisa, Constança e Basiléia declararam a autoridade do Concílio superior à autoridade do Papa.

Em 1438, o Concílio de Florença abre a porta ao purgatório que Gregório, o Grande, havia anunciado.

Em 1546,o Concílio de Trento definiu que a Tradição é tão valiosa como a própria Palavra de Deus. E aceitou os livros apócrifos como canônicos.

Em 1854, Pio IX proclama o dogma da imaculada conceição de Maria.

Em 1870, o Concílio do Vaticano I, declara a infalibilidade do Papa.

Em 1950, é proclamado o dogma da Assunção de Maria.

(Fonte: Panfleto evangelístico com uma mensagem intitulada Síntese Histórica por Ordem Cronológica da Origem dos Dogmas e Inovações da Igreja Romana, editado pela Christian Triumph Company-909 Blutzer Street, Corpus Christi, Texas 78.405, E.U.A (exceto o que está em itálico).

Se o leitor é bom observador, certamente notou que há duas datas diferentes para o início das procissões do chamado S. Sacramento: 1311 e 1360. Desconheço o porquê dessa divergência, mas o texto não é de minha autoria e tive, por isso, que ser fiel copista. Talvez deva-se isso a uma iniciativa pacata datada de 1311, interrompida em seguida, vindo a reiniciar com vigor, pompa e permanência a partir de 1360. Aliás, não é raro encontrarmos divergências entre os autores sobre datas e fatos históricos, como veremos abaixo quanto à oficialização do Cristianismo por parte do Império Romano. Talvez em conseqüência disso, o autor deste panfleto tenha encontrado duas datas distintas e optado por registrar as duas, sem maiores detalhes, devido a exigüidade de espaço. Seja como for, é importante sabermos que estas datas não são exatas, mas aproximadas, e que há variantes entre as mesmas. Pelo menos é o que encontrei nos livros que registram a ordem cronológica das heresias católicas.

 

* * *

Acabamos de ver como e quando nasceu a “Igreja” Católica, bem como a vergonhosa trajetória dessa seita através dos séculos; contudo, é oportuno registrar que a verdadeira Igreja de Cristo nunca foi extinta; antes, como óleo e água que não se misturam, nunca se deixou tragar pelo mundo, constituindo-se em prova cabal de que realmente as portas do Inferno não podem triunfar sobre a verdadeira Igreja do Senhor (Mt 16.18). Sim, sempre houve aqueles que não se deixavam (e ainda não se deixam) levar pelas heresias, os quais constituem a Igreja de Cristo. Senão, veja estes exemplos:

a). “Os verdadeiros cristãos, foram na realidade, marginalizados por não concordarem com tal situação, formando grupos à parte que sempre marcharam paralelos com a igreja favorecida e entremeada de pessoas que buscavam interesses políticos e sociais. Esses cristãos, por não aceitarem tal situação, no decurso da história, eram agora perseguidos pelos outros ‘cristãos’ e muitos dos seus líderes eram queimados na fogueira em praça pública…” (CABRAL, J. Religiões, Seitas e Heresias, Rio de Janeiro/RJ: 3ª edição, Universal Produções – Indústria e Comércio, página 75).

b). “Depois que o Cristianismo se impôs e dominou em todo o império, o mundanismo penetrou na igreja e fez prevalecer seus costumes. Muitos dos que anelavam uma vida espiritual mais elevada estavam descontentes com os costumes que os cercavam e afastavam-se para longe das multidões. Em grupos ou isoladamente, retiravam-se para cultivar a vida espiritual…” (HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã, São Paulo: Editora Vida, 8ª edição, 1995, página 83).

 

NOTAS:

 

*Há controvérsias entre os autores quanto ao trato que Constantino teria dispensado ao Cristianismo:

 

A) Muitos autores atribuem a Constantino a oficialização do Cristianismo pelo Império Romano;

 

B) Não poucos competentes historiadores sustentam que a oficialização do Cristianismo foi obra do Imperador Teodósio I;

 

C) Há quem diga que o Imperador Constantino conferiu tantas vantagens ao Cristianismo que, praticamente o oficializou;

 

D) Ainda, segundo renomados historiadores, Constantino não favoreceu o Cristianismo, nem tampouco perseguiu o paganismo, mas tão-somente subtraiu deste a oficialidade, e concedeu àquele o direito legal à subsistência. As cópias a seguir comprovam a existência das posturas acima:

 

a) ”O último imperador que reinou sobre todo o império foi Teodósio, que tornou o cristianismo a religião oficial…” (Therezinha de Castro, História Geral, Livraria Freitas Bastos S.A.,1968, página 202);

 

b) “…Imperador Constantino, que não só dá liberdade à Igreja, mas a torna religião oficial…” (apostila elaborada pela Escola Pastoral Catequética da Arquidiocese do Rio de Janeiro – RJ, página 32);

 

c) “…No governo de Constantino … o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império…” (Koogan /Houaiss, Dicionário Enciclopédico, Edições Delta, 1993, página 1.500);

 

d) Constantino não fez do Cristianismo a religião oficial do Império…Coube a Teodósio I…oficializar a religião cristã” (Pergunte e Responderemos [periódico católico editado sob a supervisão do Padre Dom Estêvão Bettencourt, Ano XLIV, março de 2003, nº 489, página 136]);

 

e) “Em 312, Constantino apoiou o cristianismo e o fez religião oficial do Império Romano” (Raimundo Ferreira de Oliveira. Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos, 9ª edição de 1994, CPAD, página 14);

 

f) “Em 323, Constantino dominava todo o império romano, e revolucionou a posição do cristianismo em todos os aspectos. Primeiro, proporcionou igualdade de direitos a todas as religiões; depois, passou a fazer ofertas valiosas ao Cristianismo. Isentou-o dos impostos, construiu igrejas e até mesmo sustentou clérigos” (J. Cabral. Religiões, Seitas e Heresias, página 80).

 

g) “…Constantino nem destruiu o paganismo, nem elevou o cristianismo à situação de religião de Estado; mas tirou ao primeiro o seu direito exclusivo e ao segundo os seus entraves. Por esta atitude neutral, deixou livre curso aos acontecimentos …” (Chantepie de La Saussaye, História das Religiões, Editorial “Inquérito”, L.da, Lisboa/Portugal, 1940, tradução de Lôbo Villela, pagina 818).

 

 

**Zeus: Chefe dos deuses, segundo as crenças dos gregos. Na cultura greco-romana Júpiter era equivalente ao Zeus dos gregos.

Catolicismo – Desfazendo Sofismas

“Tão-somente Veneramos ou Cultuamos aos Santos”

      Os católicos não se julgam idólatras. Crêem que não cultuam aos deuses, mas sim aos santos. Esse culto é, segundo eles, apenas uma veneração aos santos. Todavia, esse sincretismo é, de fato, idolatria disfarçada. O autêntico Cristianismo não pode ser paganizado. O Cristianismo nasceu para influenciar, não para ser influenciado. O povo de Deus não tem um santo para cada coisa, e sim, um Santo para todas as coisas, a saber, São Jesus (Sl 121.1-2). Qualquer igreja que imita o paganismo é pagã gospel.

      Se uma determinada igreja evangélica argumentasse assim: “Bem, os macumbeiros oferecem galinha preta aos orixás, nós, porém, vamos oferecer galinha branca a Jesus; eles, os macumbeiros, põem suas oferendas nas encruzilhadas, mas nossas oferendas serão postas no interior de nossos templos, em meio a hinos de louvor ao Senhor; ademais, nossos sacrifícios não serão para fazer e desmanchar ‘trabalho’, mas para salvação dos espíritas”. Perguntamos: Não seria isso uma macumba gospel? Esse sincretismo agradaria ao Senhor? Obviamente que não! Então o Catolicismo não agrada a Deus.

 “Deus Mandou Fazer Imagens”

      Já tivemos a desdita de ver muitos católicos se escudando em Êxodo 25.18; 26.1;1 Reis 6.23; 8.7; Hebreus 9.5; Números 21.8,9, enquanto “veneravam” os seus “santos”. É que estes versículos registram que Deus mandou fazer dois querubins (categoria de anjos) de ouro, bem como uma cobra de metal. Mas eles precisam saber que realmente não é pecado fazer imagens de escultura. Pecado é prostrar ante seus pés para pedir algo aos “santos” por elas “representados”. Há, pelo menos, três provas bíblicas de que as coisas sãos assim:

1ª) Embora seja verdade que em Nm 21.8-9 possamos ler que Deus mandou fazer uma cobra de bronze, não podemos esquecer que em 2 Reis 18.4, está escrito: “Ele destruiu os altos, esmigalhou as estátuas, e deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés tinha fabricado: porque os filhos de Israel até então lhe haviam queimado incenso: e a chamou Nohestan” (versão católica Figueiredo). A interpretação é que os israelitas idolatraram a estátua que Deus mandara fabricar, razão pela qual, o fervoroso e zeloso servo de Deus, que foi Ezequias, a fez em pedaços. Ora, o fato de a Bíblia não nos ensinar a rezar aos mortos (santos), somado a outro fato igualmente relevante de que essa prática se inspira no paganismo, é motivo mais que suficiente para rejeitarmos isso. Imitemos Ezequias!

      Mesmo como que entre parênteses, não podemos deixar de fazer constar que, por dizer Jesus que “E do modo porque Moisés levantou a serpente, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (João 3.14-15), nos leva a crer que a serpente hasteada por Moisés tipificava a crucificação de Cristo. E a cura miraculosa que se dava ao simples gesto de olhar a serpente levantada (Números 21.8,9), fala da simplicidade da salvação em Cristo, por meio da fé (Efésios 2.8), sem o auxílio das obras (Efésios 2.9), embora seja para as obras (Efésios 2.10). Como está escrito: “Olhai para mim, e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus e não há outro” (Isaías 45.22 – ARA).

2ª) O que nos leva a crer que o Catolicismo é um sistema idolátrico, não é apenas o fato de os católicos se ajoelharem diante dos seus “santos” (se bem que só isso bastaria), mas também o fato de rezarem a esses “santos ”. Assim os católicos seriam idólatras ainda que não usasse uma só estátua. Os católicos só deixarão de ser idólatras quando orarem como o povo de Deus tem orado através dos séculos: direto a Deus e exclusivamente a Deus (Mateus 6.9-13; Atos 1.24-25; 7.59-60; 4,24-30; 2 Coríntios 12.8; Apocalipse 22.20; João 15.16; 14.14; Gênesis 4.26; 18.23-32; 24.12-14; 25.21; 28.20-22; Juizes 16.28, etc.).

3ª) Realmente não se pode negar que Deus mandou confeccionar imagens de escultura, mas também é inegável que Ele proibiu essa prática em Êx 20.4. Certamente este aparente paradoxo se explica informando que Deus não se opõe ao uso de imagens, contanto que tais estátuas não sejam imagens dos deuses e usadas no culto às divindades pagãs. Neste caso devem ser rejeitadas e desdenhadas (Sl 115 [versões protestantes]), e não adaptadas ao culto cristão, como a Igreja Católica vem fazendo desde o 4º século da Era Cristã. Sim, leitor, arranjando um “santo” para cada coisa e prostrando aos pés das suas imagens para suplicar bênçãos, os católicos não estão repudiando o paganismo, e sim, ajustando-o ao Cristianismo. E só não seria assim se eles pudessem mostrar na Bíblia que os profetas, Jesus e os apóstolos ensinaram isso.

 Os Santos Fazem Milagres”

      Geralmente os católicos fazem referências aos milagres dos “santos” para se defenderem. Mas, Apocalipse 16.19; 2 Tessalonicenses 2.9; Apocalipse 13.13 e Mateus 24.24 provam que não é bom negócio nos conduzirmos cegamente por milagres. Os católicos precisam saber que há muitos “prodígios” no Kardecismo, na Umbanda, no Candomblé, no Espiritismo europeu, na Igreja Messiânica Mundial, no Budismo, bem como em muitas outras religiões e seitas. Estão todas certas?

 Está na Bíblia e na História

      Já dissemos e provamos à luz da Bíblia e da História que os “cristãos” fizeram uma mistura de Cristianismo com o paganismo e que desse sincretismo surgiu o que hoje se conhece pelo nome de Igreja Católica Apostólica Romana. Isto já está provado. Provamos inclusive que o clero católico não ignora isso. Contudo, voltamos a exibir provas de que esta afirmação é feita baseada na História Universal e também na Bíblia. A História Universal nos fala da mitologia greco-romana, babilônica, africana, etc., segundo as quais existia (e em alguns lugares ainda existe) um deus ou deusa para cada coisa, enquanto a Bíblia nos dá os nomes de alguns desses deuses, confirmando a História. Ei-los: Dagom (Juizes 16.21-30), Moloque (1 Reis 11.7), Diana (Atos 19.23-37), Rainha do Céu (Jeremias 7.18;44.17), etc.

      É bom lembrarmos que a Bíblia não ensina que as almas dos mortos salvos estejam em condição de ouvir as nossas orações e repassá-las para Cristo. Onde está escrito na Bíblia que Maria, a mãe de Jesus, ou quaisquer outros servos de Deus tenham recebido, ao morrerem, o atributo da onipresença? Claro, para que tais santos atendam as orações dos seus devotos, que de todas as partes do mundo oram a eles simultaneamente, necessário se faz que sejam onipresentes ou dotados de onisciência, para deste modo tomarem ciência lá do Paraíso Celestial, onde estão, das preces de seus pedintes, bem como para se certificarem se seus orantes estão ou não orando com fé, já que a Bíblia diz que sem fé não se obtém a graça pedida. Logo, sendo esse negócio de orar a Maria, ou a qualquer cristão canonizado pelos papas, uma doutrina estranha à Bíblia, nos resta saber de onde veio isso. E, como já vimos, veio do paganismo. Não foi lendo a Bíblia que os católicos aprenderam isso. É por isso que os padres não cessam de citar a tal de “Tradição” para se defenderem, quando, empunhando Bíblias, anunciamos que o Catolicismo não é bíblico. Ora, é muito estranho Deus não ensinar uma única vez, em toda a Bíblia, o livro que se proclama completo (Apocalipse 22.18,19), capaz de nos preparar para toda a boa obra (2 Timóteo 3.14-17), e nos conduzir à vida eterna (Jo 20.30-31), a mediação dos santos. Não é isso curioso?. É, sim, muito lógico concluirmos que, se os servos de Deus que morreram, estão em condição de ouvir as nossas rezas e repassá-las para Cristo, como o ensinam os padres, que essa doutrina esteja exarada nas páginas da Bíblia. Mas, pasme o leitor, a Bíblia não ensina isso nem mesmo vagamente. Pelo contrário, a Bíblia nos diz que Abraão nem mesmo nos conhece, isto é, ele nem sabe que existimos (Is 63.16). Essa doutrina é oriunda da arbitrariedade dos papas que, dizendo-se infalíveis em matéria de doutrina, se vêem no direito de pregar o que bem entendem. Mas, como disse Jesus, “se um cego guiar o outro, ambos cairão no barranco” (Mateus 15.14). Logo, não os sigamos, pois do contrário, cairemos no buraco com eles, isto é, iremos com eles para o Inferno.

      Cremos piamente que se os santos estivessem em condição de atuar como medianeiros entre Cristo e nós, que isso teria sido registrado na Bíblia, visto estar escrito que “o Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3.7). Sim, se Deus elevou os santos a medianeiros, então Ele mandou os profetas registrar isso. E, se isso não está registrado, é porque se trata duma doutrina espúria. Isto é o que diz Amós 3.7, acima transcrito. Isaías 8.20 também revela que toda doutrina tem que estar respaldada pela Bíblia. Caso contrário, é sofisma: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra nunca verão a alva”.

      Uma prova de que não é um procedimento cristão orar aos santos, pedindo a eles que roguem por nós, é o fato de o povo de Deus nunca ter recorrido a esse expediente uma só vez sequer. Talvez alguém alegue a possibilidade desse fato ter ocorrido, sem, contudo, ter sido registrado. Mas o registro de inúmeras orações bíblicas, das quais citamos uma minúscula parte em 1.2.2, é prova cabal de que não podemos admitir tal possibilidade nem mesmo remotamente. Por que não encontramos um só versículo falando da mediação dos santos? Por que os apóstolos não oraram uma só vez a Isaías, a Malaquias, a Ezequiel, a Elias, a Moisés, a Abraão, a Abel, a Noé e assim por diante? E se oraram aos profetas, por que não foi registrado? E, se alguém disser que tais rezas constam só da Tradição, perguntamos: Por que Deus empreenderia selecionar, para fins de registro, somente as orações a Ele? Será que não se está inventando moda? Vale a pena fazer isso? Lembre-se: Provamos acima que o que Deus quer que saibamos para sermos salvos e servirmos a Ele como convém, está registrado na Bíblia. Logo, a Bíblia nos basta.

I

Ora direto a Deus

Ao Soberano dos Céus

Ele irá te atender

A Bíblia Sagrada

Por Ele inspirada

Manda assim fazer

II

Como os patriarcas ora,

Ao Senhor Deus implora

Pedindo do Céu, luz

Ora como os profetas

Como os apóstolos depreca

Em nome de Jesus