Teologia Do Novo Testamento – Introdução, Definição e História

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O Cristianismo, desde o seu início, focalizou principalmente a pessoa de Cristo, antes que os seus ensinos. Essa pessoa sempre ocupou o primeiro plano, o que muito natural, especialmente nas epístolas do apóstolo Paulo, onde se encontram doutrinas tão maravilhosas acerca da pessoa de Cristo. Isto, porém, em nada pode diminuir a grandeza do corpo de doutrinas que Cristo mesmo ensinou. Este exame ligeiro das idéias que constituem o mundo intelectual e religioso em que Jesus esteve, mostraram quão ingrata era a terra em que Ele havia de lançar as sementes do verdadeiro Reino de Deus. Não é de admirar, pois, o não ser compreendidas pelo povo.

1.   Definição

Teologia do Novo Testamento é o ramo das disciplinas cristãs que seguem determinados temas através de todos os autores do NT, e que depois funde esses quadros individuais num só conjunto abrangente. Estuda, portanto, a revelação progressiva de Deus em termos da situação vivencial na ocasião da escrita, e depois delineia o fio subjacente que une todos os dados.

2.   A História Da Teologia No Novo Testamento

Analisaremos o processo progressivo da Teologia do NT, no transcorrer da história.

2.1.      A Idade Média. Durante a Idade Média, o estudo bíblico esteve completamente subordinado ao dogma eclesiástico. A teologia Bíblica foi usada apenas para reforçar os ensinos dogmáticos da Igreja, os quais eram fundamentados na Bíblia e na tradição da Igreja. A Bíblia era interpretada pela tradição histórica e a Igreja a considerava como fonte da teologia dogmática.

2.2.      A Reforma. Os reformadores reagiram contra o caráter não Bíblico da teologia dogmática e insistiram em que a teologia deve estar fundamentada apenas na Bíblia. Berkhof[1] diz que o  lema dos reformadores era: “A Igreja não determina o que as Escrituras ensinam, mas as Escrituras determinam o que a Igreja deve ensinar“. O princípio fundamental era: “Scriptura Scripturae interpres, isto é, a Escritura é intérprete da Escritura“.[2]

2.3.      Escolasticismo Ortodoxo. Os resultados obtidos pelos estudos históricos da Bíblia, realizados pelos reformadores, logo se perderam no período imediatamente após a reforma, e a Bíblia foi mais uma vez utilizada sem uma perspectiva crítica e histórica, para servir de apoio à doutrina ortodoxa. A história foi completamente absorvida pelo dogma e a filologia tornou-se um ramo da dogmática.


[1] Louis BERKHOF. Princípios de Interpretação Bíblica. Ed. Cultura Cristã. 2000., p. 24.

[2] Idem.

 

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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