Teologia Do Novo Testamento – A Verdadeira Justiça e A Salvação Messiânica

Atos 2 – o Impacto do Pentecostes como Evangelização
26/06/2014
As crenças básicas do Islã
27/06/2014
  1. 1.   A Verdadeira Justiça

1.1.      A lei é a base antiga da justiça

Quando Jesus veio ao mundo, prevalecia a idéia de uma justiça muito diferente daquela que Ele viera pregar e exemplificar na sua vida. A justiça do fariseu era uma justiça legalista, adquirida pelo indivíduo mediante obediência às exigências da letra da lei. Era a justiça própria da pessoa que a possuía.

Para o fariseu a lei era a pedra de toque de tudo. Quem estava bem com a lei e as suas exigências, estava bem em tudo.

1.2.      Jesus mudou a base

Quando, porém, Jesus veio, substituiu essa relação para com a lei, isto é, a relação pessoal que o homem tem para com Deus e para com a humanidade – Lc 10.26,27. Em vez da lei então, como base da justiça, temos as duas grandes relações pessoais, uma com Deus e outra com a humanidade. Jesus estabeleceu, portanto, a justiça em outras bases, em bases pessoais. Substituiu a relação legalista pela relação pessoal; a lei, por Deus e a humanidade.

1.3.      O amor é a essência da justiça

No transferir a questão da justiça de uma relação legal para uma relação pessoal, Jesus afirmou que o coração é a usina donde sai a força que dá cumprimento às exigências das relações pessoais, segundo Deus, que é o amor. Lc 10.27; Mt 5.23,24,48. Segundo a concepção de Cristo não só todo o mandamento, mas toda a lei resumem-se no amor. – Mt 22.36-40.

1.4.      A verdadeira justiça

É evidente destas considerações que Jesus achava a verdadeira justiça, não nos simples atos, mas nos móveis desses atos, na condição do coração do que executava. É verdade que Cristo exige bom procedimento, porém, reconhece que o bom caráter é a base e exclusiva garantia de boa conduta. Quem não é bom de coração não pode realmente praticar o bem, Mt 7.17,18.

1.5.      A lei cumprida

É fácil ver deste ponto de vista, a idéia de Jesus quanto ao cumprimento da lei. Já discutimos. É verdade, este assunto, porém, é bem oportuno lembrarmos-nos que o cumprimento da lei por Jesus, alcançou exatamente tudo quanto a lei visava. A lei, por exemplo, visava o estabelecimento de boas relações entre os indivíduos, ou a humanidade em geral.

1.6.      A lei ritual

Era justamente essa lei ritual que mais pesava, e influenciava a vida judaica, no tempo de Cristo. – Mt 23.4,24; 5.23,24. Ele veio para cumprir e não para destruir. Jesus visava sempre a condição do coração, que realmente servia de fundo a todas as questões da lei. Jesus queria converter em realidade o ideal da lei.

  1. 2.   A Salvação Messiânica

 A idéia de mais realce que nos aparece no Novo Testamento é a da Salvação. – Lc 19.10. Esta salvação é oferecida por Jesus Cristo debaixo de certas condições.

A missão messiânica de Jesus tinha como seu objetivo a preparação dos homens para o Reino de Deus futuro. Jesus constantemente lançou os seus olhares para a vinda do Reino escatológico, quando o julgamento final irá efetivar uma separação entre os homens, justos entrando para a vida e bênção do Reino, e os ímpois para o estado de punição. A igreja primitiva considerou a morte de Jesus como um dos eventos mais essenciais à realização de sua missão. – 1a Co 15.1-3.

2.1.      O evento da crucificação.

Historicamente, a morte de Jesus foi uma tragédia relativa a um homem que foi apanhado pelos poderes da força política. Jesus havia incorrido na hostilidade mortal dos escribas e fariseus por rejeitar a interpretação que faziam da lei, o que implicava na destruição do fundamento do judaísmo rabínico como um todo.

Como mestre religioso, ele foi uma ameaça à religião farisaica e sua popularidade com o povo o tornou paulatinamente perigoso, Jo 11.47,48. Quando o sinédrio condenou Jesus sob acusação de blasfêmia, Mc 14.64, estavam agindo de acordo com a compreensão que os seus membros possuíam do Antigo Testamento.

2.2.      Predições da Paixão

Os evangelhos representam Jesus como predizendo claramente a sua paixão. O registro do Evangelho faz da confissão e Pedro, em Cesaréia de Filipe, um ponto divisório em seu ministério. Esta instrução sobre a sua morte iminente tornou-se um elemento importante no ensino dos dias subseqüentes, Mc 9.12,31; 10.33; Mt 17.12; 20.18,19; Lc 17.25.

2.3.      A morte de Jesus é Messiânica

Essa conclusão é parcialmente deduzida da evidência já citada de que Jesus considerou a sua morte como elemento essencial em seu ministério totalmente em parte da linguagem usada em suas predições a respeito dos seus sofrimentos, Mc 8.31. A dádiva de sua vida é o objetivo para o qual Jesus veio; a consumação e o propósito de sua missão messiânica são incorporados no ato de entregar a sua vida, Mc 10.45.

2.4.      A morte de Jesus é Expiatória

O significado redentor da morte de Jesus pode ser observado na declaração sobre o seu caráter expiatório encontrado em, Mc 10.45. Aqui estão inserido dois conceitos:

  1. a vida – o filho do homem dará a sua vida (psyche), por muitos;
  2. o resgate – e a idéia de resgate é (lutron), que envolvia o preço para redimir um escravo da servidão. Este conceito era comum no mundo helenista.

2.5.      A morte de Jesus é Substitutiva

A morte de Jesus não é somente redentora; a expiação é realizada por meio da substituição. Um elemento substitutivo deve ser reconhecido tanto no conceito geral envolvido como na linguagem particular empregada.

2.6.      A morte de Jesus é Sacrificial

A morte de Cristo não apenas redime por meio da substituição; é também uma morte sacrificial. A descrição do servo sofredor em Isaías 53, tem em vista o servo de Deus derramando sua alma como uma oferta pelo pecado, Is 53.10.

2.7.      A morte de Jesus é escatológica

A morte de Jesus tem um significado escatológico, Mc 14.25. Sua morte cria uma nova esfera de comunhão, que será completamente realizada apenas no Reino de Deus escatológico. – 1 Co 11.26. A objeção de que este ensino sobre uma morte sacrificial e redentora dificilmente pode ser considerado como parte autêntica do ensino do Senhor, porque não tem consonância com o corpo de seu ensino a respeito da natureza de Deus e não pode ser afirmada e mantida de modo bem sucedido.

2.8.      A morte de Jesus uma Vitória

Algumas poucas declarações encontradas em João suscitam um outro aspecto no que tange ao significado da morte de Jesus. Já vimos que no âmago da missão de Jesus estava uma luta espiritual com os poderes do mal. A morte de Jesus significa que o dominador deste mundo é “lançado para fora”, ou expulso – Jo 12.31.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *