Somente Deus Pode Perdoar – Quem é Jesus

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Somente Deus Pode Perdoar – Quem é Jesus

Um aspecto da vida de Jesus de Nazaré que o torna diferente de qualquer outra pessoa é que Ele nunca fez qualquer coisa moralmente errada. Em trinta e três anos de vida, Ele nunca teve de pedir perdão, nem a Deus nem aos homens. Ele nunca precisou dizer: “Sinto muito por aquilo que fiz”, nunca se desculpou, nunca se arrependeu de uma ação praticada. As únicas pessoas que se sentiram ofendidas pelos seus atos foram os líderes religiosos da época, que estavam fazendo a pior coisa que um ser humano pode fazer a outro — enganar as pessoas sobre os padrões de Deus para ganhar a salvação eterna. Quando eles se consideravam ofendidos por Jesus ou por suas ações, era porque Ele havia dito alguma coisa que violava seus ensinos religiosos — doutrinas que iam de encontro aos ensinos divinos revelados na Bíblia. Eram essas falsas doutrinas que estavam erradas, não Jesus.

Entretanto, Jesus, que nunca teve de ser perdoado, perdoou mais pessoas do que qualquer outro que já viveu. Na verdade, Ele estabeleceu um modelo para o perdão pessoal que nunca foi igualado, muito embora em sua época prevalecesse a filosofia romana que ensinava que o “poder faz o direito” e os judeus defendessem o padrão “olho por olho e dente por dente”. Naquele meio hostil Ele ensinou: “Amem seus inimigos, façam o bem àqueles que os odeiam… perdoem aqueles que pecam contra vocês” (Lucas 6.27-28, 37).

Jesus não somente elevou o padrão de amar o próximo e perdoar os inimigos em todo o tempo, mas Ele próprio demonstrou perdão em sua vida pessoal. Ele perdoou os pecados de outros e ensinou seus seguidores a fazerem o mesmo. Quando se tratava de perdão, Jesus era mais do que um homem — Ele era Deus. E para demonstrar este fato, Ele não perdoou pecados apenas como um homem, Ele perdoou como Deus. E foi isto exatamente que lhe trouxe problemas.

 

Quem Pode Perdoar Pecados Senão Deus?

Jesus nunca hesitou em perdoar pecados. Foi isto, certamente, que o levou a entrar em conflito com os líderes religiosos de seu tempo. Eles sabiam que somente Deus Jeová podia perdoar pecados e rejeitaram totalmente a possibilidade de ele ser aquele mesmo Jeová em forma humana. Entretanto, os três escritores dos evangelhos sinópticos incluíram uma dramática história com o propósito de demonstrar que Jesus, como Deus, tinha o direito e a autoridade para perdoar pecados. Marcos narra a história resumidamente:

Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. Muitos afluíram para ali tantos que nem mesmo junto aporta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra.

Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o e irado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados.”

Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seus corações: “Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?”E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: “Porque arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? Qual é mais fácil, dizer ao paralítico: ‘Estão perdoados os teus pecados’, ou dizer: ‘Levanta-te, toma o teu leito, e anda?’ Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados” — disse ao paralítico: “Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.” (Mc 2.1-11)

 

Jesus usou este dramático incidente para ensinar as pessoas de sua época que Ele tinha o poder de perdoar pecados. Nenhuma testemunha pode verificar o perdão de pecados, mas pode identificar a mão sobrenatural de Deus para curar um paralítico. Neste episódio Jesus associou ambas as virtudes. Este milagre é, pois, um eloqüente sinal da divindade de Jesus. As pessoas sabiam desde o início que Jesus tinha o poder de fazer milagres; até seus inimigos sabiam disso. O que Jesus queria que compreendessem é que Ele estava mais interessado no relacionamento espiritual deles com Deus, e ter os pecados perdoados era parte essencial da restauração desse relacionamento. Ele era, naturalmente, a chave, pois somente por meio dele eles podiam obter a remissão de seus pecados.

Muitos que ouviram suas palavras creram nele e tiveram seus pecados perdoados, porém a maioria dos líderes religiosos fez dura oposição a Ele, atribuindo seu poder ao Diabo. Não obstante, mesmo contra sua vontade, eles tiveram de admitir que Jesus tinha um poder sobrenatural. O que eles rejeitavam era o fato de seu poder incluir a remoção do pecado, resultando em perdão. Muitas pessoas ainda tropeçam nesta verdade. Rejeitam Jesus porque não conseguem aceitar que Ele seja o único meio de se chegar a Deus e a única esperança de ter seus pecados perdoados. Tropeçam na “pedra de tropeço”, exatamente como muitos o fizeram há dois mil anos.

 

“Quem É Este Que Até Perdoa Pecados?”

Algum tempo depois de curar o paralítico, Jesus demonstrou de forma também dramática sua autoridade de perdoar pecados. Lucas conta a história:

Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele, Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento;e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o ungüento.

Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo mesmo: “Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe  tocou, porque  é pecadora. “Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: “Simão, uma coisa tenho a dizer-te. “Ele respondeu: “Dize-a, Mestre.”

“Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro cinqüenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?”Respondeu-lhe Simão: “Suponho que aquele a quem mais perdoou.” Replicou-lhe Jesus: “Julgaste bem.”

E, voltando-separa a mulher, disse a Simão: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta com bálsamo ungiu os meus pés. Por isso te digo: Perdoados lhe são os setes muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.”

Então disse à mulher: “Perdoados são os teus pecados.” Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: “Quem é este que até perdoa pecados?>f Mas Jesus disse à mulher: ‘A tua fé te salvou; vai-te em paz.” (Lc 7:36-50)

 

Esta história está repleta de ironia. O fariseu que tinha convidado Jesus à sua casa pensou que a conduta de Jesus provava que Ele não era profeta, pois como uma pessoa santa permitiria ser tocada por uma pessoa que ele sabia ser pecadora? Entretanto, Lucas esclarece que Jesus agiu desta forma precisamente porque conhecia a extensão dos pecados da mulher… tanto quanto seu coração arrependido. Enquanto o fariseu condenava Jesus por ter imaginado falsamente que o Salvador desconhecia o verdadeiro caráter da mulher, de fato ele mesmo se condenou porquanto ele é quem desconhecia seu próprio caráter ruim.

Não sabemos se o fariseu chegou a perceber a ironia daquele episódio, mas sabemos que todos os presentes reconheceram o poder de Jesus de perdoar pecados. O Salvador não somente anunciou o perdão à mulher no versículo 47, mas reiterou essa concessão no versículo 48. Sua ação provocou a indignada pergunta: “Quem é este que até perdoa pecados?” Jesus ouviu a pergunta, mas não lhe deu atenção. Em vez disso, continuou a dirigir-se à mulher, assegurando-lhe tanto a salvação como a paz — estas também qualidades exclusivas de Deus.

O ponto-chave a observar neste capítulo é que, embora os convidados questionassem o direito de Jesus perdoar pecados, eles nunca duvidaram do fato de Jesus ter feito tal afirmação.

 

 

O Exemplo Maior do Poder de Perdoar de Jesus

Embora os dois incidentes anteriores tenham mostrado claramente que Jesus atribuiu a si a autoridade de perdoar pecados, talvez a evidência mais forte disto é encontrada no calvário. Enquanto esteve pregado à cruz para resgatar pelo perdão toda a humanidade, Jesus por duas vezes teve oportunidade de perdoar pessoas específicas.

Um caso em particular traz grande conforto àqueles que esperam até o último momento para fazer as pazes com Deus. A conversão com o ladrão crucificado ao lado de Jesus prova que nunca é tarde demais para receber o perdão, mesmo quando a chama da vida esteja se apagando.

Aquele homem era um “malfeitor”, um grande pecador que admitiu ser “ladrão e salteador”. No início de sua execução ele e seu companheiro ladrão se juntaram à multidão hostil zombando e escarnecendo de Jesus (Mateus 27.44; Marcos 15.32). Entretanto, depois de contemplar Jesus por algum tempo, algo aconteceu no coração daquele homem. Embora seu companheiro ladrão continuasse a “blasfemar” (no grego, eblasphemei, uma palavra que normalmente significa a injúria contra Deus) contra Jesus, esse homem foi repreendido por seu parceiro e afirmou a inocência de Jesus. “Recebemos o castigo que os nossos atos merecem”, disse ele, “mas este nenhum mal fez.” Então dirigiu-se a Jesus: “Senhor, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.” E como Jesus respondeu? “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43).

A dupla natureza de Jesus é exemplificada neste ato. Ele era plenamente homem pelo fato de poder morrer por nossos pecados e era plenamente Deus porque podia perdoar aquele ladrão moribundo dos pecados que cometera.

O segundo exemplo da prática do perdão oferecido por Jesus no Calvário não é menos impressionante. Ele fez o que ninguém teria feito ao sofrer uma morte injusta e dolorosa. Muitas pessoas imaginam a crucificação de nosso Senhor da maneira como ela é representada em alguns quadros famosos. A verdade é que Ele sofreu ferimentos até ficar praticamente irreconhecível. O profeta já dissera: “Como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência mais do que a dos outros filhos dos homens” (Isaías 52.14). Os soldados romanos bateram nele, colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça e feriram seu rosto, deixando-o desfigurado.

No entanto, apesar dessa trágica condição, mesmo escarnecido pelos líderes religiosos e pelos soldados que o haviam crucificado, Jesus orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34). Algum tempo antes, diante do sepulcro de Lázaro, Jesus tinha orado: “Pai, graças te dou porque me ouviste” (João 11.41), e Deus o ouviu novamente. Sem dúvida, sua oração no momento em que estava pendurado na cruz salvou as vidas daqueles que o crucificaram! Em vez de liquidar aquelas pessoas rebeldes que estavam assassinando seu único Filho, Deus Pai as perdoou. A oração de Jesus pode ter salvo muitas almas naquele dia.

Estou inclinado a crer que muitos daqueles judeus e romanos que clamavam pela morte de Jesus, faziam parte daquela multidão que cinqüenta dias mais tarde, no Pentecoste, se arrependeram e foram perdoados de todos os seus pecados — incluindo o de ter crucificado Jesus!

O milagre da salvação de alguns ou de todos aqueles que exigiram a morte de Jesus sobre a cruz é o ápice de todos os milagres. O fato de Deus Pai e seu Filho Jesus permitirem a salvação das próprias pessoas que causaram sua crucificação está além da compreensão humana. Eu creio nisso, mas admito que não consigo entender isso a não ser à luz da oração de Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Eles sabiam que estavam crucificando um homem bom, mas não sabiam que estavam crucificando o Filho de Deus — isto é, até depois de sua ressurreição e do sermão de Pedro no Pentecoste.

Quantas dessas pessoas receberam o perdão dos pecados e a salvação pela fé em Jesus, nunca saberemos até o dia de nos encontrarmos com elas no céu. Uma coisa é certa: todas elas podem ter sido perdoadas! Nenhuma delas foi condenada por ter participado da crucificação do Messias — porque Jesus, em essência, orou para que “esse pecado não lhes fosse imputado… pois eles não sabiam o que estavam fazendo”. Não tinham idéia de que estavam matando o Rei da Glória. Não sabiam o quanto eram afortunadas por viverem no apogeu da história, quando o Cordeiro sacrificial de Deus tinha vindo a este mundo. A oração de Jesus poupou-os das conseqüências de seu terrível pecado. Se elas não receberam a salvação no primeiro dia do Pentecoste, foi porque se recusaram a receber o perdão por outros pecados cometidos.

O pecado mais terrível de todos os tempos foi certamente a morte deliberada do “Cordeiro de Deus”. No entanto, aqueles que participaram deste crime infame estão sem culpa porque Jesus orou: “Pai, perdoa-lhes.” Assim fazendo, Ele nos deixou o maior exemplo de perdão da história universal. Somente Deus pode perdoar dessa maneira! Além disso, Ele deixou-nos a certeza de que também nós podemos ser perdoados de nossos pecados.

 

Seus Pecados Foram Perdoados?

Jesus veio a este mundo para trazer a salvação para os pecados de toda a humanidade. Esse propósito se cumpriu em você?

Seus pecados foram perdoados, apagados? Isso tudo depende de sua disposição de pedir a Ele que o perdoe. Se você ainda não fez isso (ou tem dúvidas se o fez), insisto que o faça antes de terminar a leitura deste livro. Uma vez que Ele pagou o eterno débito de seu pecado sobre a cruz, três coisas apenas restaram para você fazer:

 

  1. Admitir que foi por você e por seus pecados que Jesus morreu.
  2. Crer que Ele ressuscitou dentre os mortos.
  3. Rogar-lhe que perdoe seus pecados e salve sua alma.

 

Se você fizer estas três coisas, Jesus lhe assegura que você estará com Ele na eternidade, exatamente como o ladrão arrependido na cruz está agora com Ele. Mas, depois de passar por essas três coisas, você terá feito mais do que assegurar um lugar no céu. Isso o capacitará também a seguir o exemplo de Jesus de perdoar àqueles que o ofenderem ou lhe fizerem algum mal. Este é uma dos maiores milagres da salvação.

 

Uma Nova Motivação Para Perdoar

É extraordinário ver como as pessoas que experimentaram o perdão de Deus através de Jesus se sentem motivados a perdoar. Lembro-me de ter orado com um homem irascível, cheio de ódio e que se relacionava muito mal com toda sua família ou com qualquer um que se aproximasse dele. Após um longo período, tive o privilégio de transmitir-lhe o evangelho de Cristo, e um dia ele dobrou seus joelhos e recebeu Cristo em seu coração. Após alguns momentos sentindo a emoção da “paz com Deus”, muito comum àqueles que param de lutar contra Ele, repentinamente o homem empertigou-se e disse: “Ó Deus, vou perdoar meu pai.” Então ele me contou como, durante toda sua vida, fora rejeitado e maltratado por seu pai.

Durante anos meu amigo tinha insistentemente odiado o pai… e como a maioria dos que nutrem esse sentimento, este mesmo ódio envenenou suas emoções e arruinou seus relacionamentos com aqueles que deveriam ser o objeto de seu afeto. Depois de assegurar-lhe que ele deveria efetivamente perdoar seu pai — não porque seu pai o merecesse, mas porque Jesus lhe ordenava — também lhe mostrei que Cristo, seu novo Mestre, o tornaria capaz de fazê-lo. Oramos juntos novamente e em seguida ele fez uma oração simples e sincera em que reconheceu que, após todos aqueles anos, seria difícil perdoar um homem que tinha pecado tão gravemente contra ele — mas ele humildemente pediu a ajuda de Deus para ser capaz de perdoar e esquecer o passado. Orei para que ele aprendesse a amar seu pai.

A princípio ele estava relutante, mas foi para casa contar à esposa sobre sua nova fé. Ele telefonou no dia seguinte para dizer-me: “Tive ontem a melhor noite de sono depois de muitos anos”, e acrescentou que tinha se desculpado com sua esposa por todas as mágoas que tinha lhe causado. Logo depois, ele me disse que iria visitar seu pai no próximo sábado para pedir-lhe perdão pela ira de muitos anos contra ele.

Não foi fácil, mas ele prosseguiu em seu intento. Mais tarde ele me contou que, durante sua visita, seu pai chorou e nada pôde dizer. Decorridos seis meses, esse meu amigo levou seu pai a Cristo e hoje procuram desenvolver uma amizade. Toda sua família acha que este homem é um milagre ambulante. Como disse um de seus filhos adolescentes — “Meu pai está tão diferente que até o cachorro gosta dele agora!”

Este é o poder do perdão em ação, diferente de qualquer outra experiência sobre a terra! Isto só é possível, entretanto, por meio de Jesus de Nazaré — o Cristo ressurreto. Jesus ainda está empenhado em perdoar pecados e em nos ajudar a perdoarmos os outros.

Isto não é apenas espantoso — é divino. Exatamente o que Jesus é.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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