Semeando com lágrimas, colhendo com júbilo – Paulo – O Líder Cristão

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Semeando com lágrimas, colhendo com júbilo – Paulo – O Líder Cristão

A primeira viagem missionária de Paulo foi marcada por muitos incidentes e acidentes. Ele enfrentou oposição, perseguição e até apedrejamento. A jornada foi tão dura que o jovem João Marcos desistiu da viagem no meio do caminho.

A direção do Espírito Santo na obra missionária

A igreja prega e ensina a Palavra (At 13.1), mas quem a dirige na obra missionária é o Espírito Santo (At 13.2). O Espírito Santo é livre e soberano na condução dos destinos da igreja. A orientação do Espírito é segundo a Palavra, e não à parte dela. O Espírito se manifesta a uma igreja centralizada na Palavra e a uma igreja que ora e jejua (At 13.2,3). O Espírito Santo não age à parte da igreja, mas em sintonia com ela. É a igreja que jejua e ora. É a igreja que impõe as mãos e despede, mas é o Espírito quem envia os missionários (At 13.3,4).

Não podemos fazer a obra de Deus sem a direção do Espírito Santo. Ele nos foi enviado para estar para sempre conosco. Ele nos guia a toda a verdade. Precisamos do Espírito Santo. Dependemos do Espírito Santo. A igreja não pode ver sequer uma conversão sem a obra do Espírito Santo. Os pregadores não terão virtude e poder para pregar sem a ação do Espírito Santo.

Usando pontes de contato

Paulo anunciava a Palavra de Deus (At 13.4,5), mas empregava os melhores métodos e os meios mais adequados de fazê-lo (At 13.5). Paulo não ousava mudar a mensagem, mas era sempre audacioso em usar os melhores métodos. Em Salamina, eles anunciam a Palavra de Deus nas sinagogas judaicas (At 13.5). Nesse lugar, judeus e gentios prosélitos se reuniam para estudar a lei. Ali havia pessoas tementes a Deus e piedosas. Essas pessoas já estavam preparadas para receber a revelação de Deus por meio do evangelho.

Precisamos de pontes de contato para atingir com eficácia as pessoas. Precisamos ler a Bíblia e ler o povo. Precisamos conhecer o texto e o contexto. Precisamos ler a Escritura e também a cultura. É sábio aproveitar as portas abertas da cultura religiosa para anunciar o evangelho.

Onde alguém se abre para o evangelho, o diabo cria uma resistência

Quando os missionários Barnabé, Paulo e João Marcos chegaram a Pafos, o procônsul Sérgio Paulo, homem inteligente, demonstrou interesse em ouvir a Palavra de Deus. Mas, imediatamente, certo judeu, mágico, falso profeta, de nome Barjesus, opôs-se a eles. Esse mensageiro do diabo envidou todos os esforços para afastar da fé o procônsul. É nesse momento que Paulo assume o comando da obra missionária e repreende com autoridade esse embaixador do engano com estas palavras: “Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor? Pois, agora, eis aí está sobre ti a mão do Senhor, e ficarás cego, não vendo o sol por algum tempo. No mesmo instante, caiu sobre ele névoa e escuridade, e, andando à roda, procurava quem o guiasse pela mão” (At 13.10,11). O resultado foi que o procônsul, ao ver o ocorrido, creu, maravilhado com a doutrina do Senhor (At 13.12).

Desistência no meio do caminho

Ao saírem de Pafos para Perge da Panfília, o jovem João Marcos desiste da viagem missionária e retorna para sua casa em Jerusalém (At 13.13). Longe de esse fato trazer aos dois veteranos da caravana, Paulo e Silas, qualquer desestímulo, eles prosseguiram rumo a Antioquia da Pisídia, onde encontraram uma larga porta aberta para o evangelho.

Por que João Marcos desistiu dessa primeira viagem missionária? O texto não nos responde. Porém, temos pelo menos duas sugestões. A primeira delas é que João Marcos era primo de Barnabé, e, quando saíram de Antioquia da Síria, Barnabé era o líder da caravana; porém, a partir de Pafos, Paulo assumiu essa liderança. Possivelmente, isso trouxe constrangimento e até insegurança na vida desse jovem.

A segunda razão é que a viagem missionária tomou um rumo inesperado, ao dirigir-se às regiões continentais em vez de concentrar-se apenas nas cidades costeiras. Isso implicava maiores riscos e mais dificuldades de uma retirada. O jovem João Marcos, possivelmente, julgou um preço muito alto a pagar e, inexplicavelmente, desistiu da viagem e voltou para casa.

Uma porta aberta para o testemunho

Em Antioquia da Pisídia, os missionários foram convidados a dar uma palavra de exortação ao povo reunido na sinagoga (At 13.15). Havia fome de Deus naquela cidade. Paulo e Barnabé aproveitaram essa oportunidade.

O sermão de Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia é uma síntese extraordinária da história de Israel (At 13.1641). Paulo se dirige aos israelitas e aos prosélitos tementes a Deus (At 13.16), começando sua narrativa com o chamado dos patriarcas, o cativeiro no Egito e a peregrinação de seus descendentes pelo deserto. Nesse tempo, Deus suportou os maus costumes do povo israelita durante quarenta anos no deserto. De forma miraculosa, Deus destruiu sete nações poderosas dessa

terra e a deu a Israel por herança. Depois de instalá-los nessa terra, deu-lhes juízes para liderá-los, mas o povo, desejando imitar as nações pagãs ao redor, queria um rei. Então lhes foi dado Saul. Por este não ser reto diante de Deus, o Senhor levantou Davi, homem segundo o coração de Deus (At 13.22). Da descendência de Davi, Deus trouxe a Israel o Salvador do mundo, que é Jesus.

Paulo dirige-se aos judeus e prosélitos da sinagoga, fazendo uma poderosa aplicação da sua mensagem. Mostra que o povo de Jerusalém e as autoridades judaicas não conheceram Jesus nem entenderam a mensagem dos profetas, que era lida todos os sábados em suas sinagogas, pois condenaram o Messias que lhes fora prometido. Entretanto, ao condenarem Jesus, cumpriram tudo aquilo que acerca dele estava escrito. Então Paulo foca sua mensagem na morte, no sepultamento e na ressurreição de Cristo, mostrando que esse era o núcleo do evangelho que ele lhes anunciava. Paulo ainda afirma que é por meio de Jesus, e não mediante a lei de Moisés, que eles tinham a remissão de pecados e a justificação. O apóstolo termina sua exposição alertando sobre o perigo de desprezar essa mensagem salvadora.

Um poderoso despertamento e uma cruel perseguição

A mensagem de Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia foi tão impactante que surtiu de imediato dois resultados. O primeiro deles é que os líderes da sinagoga pediram uma repetição da mesma mensagem para o sábado seguinte (At 13.42). O segundo resultado foi que muitos dos judeus e prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, aos quais estes persuadiram a perseverar na graça de Deus (At 13.43).

Durante aquela semana, algo extraordinário aconteceu na cidade. O evangelho produziu um impacto tal nas pessoas que mal elas podiam esperar o sábado seguinte para irem ao encontro dos homens de Deus na sinagoga. O historiador Lucas relata: “No sábado seguinte, afiuiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus” (At 13.44). Chamamos isso de um avivamento! Nenhum milagre é relatado na cidade, mas a Palavra de Deus foi pregada com fidelidade e poder, e uma cidade inteira foi despertada a ouvir a mensagem evangélica.

O despertamento espiritual foi seguido imediatamente de implacável e cruel perseguição. Os judeus, tomados de inveja, com blasfêmia contradiziam o que Paulo falava. Nesse momento, Paulo e Barnabé, com toda a ousadia, ao verem os judeus rejeitarem a vida eterna, voltam-se para os gentios (At 13.46,47). Os gentios muito se alegram e glorificam a Palavra do Senhor. E Lucas relata: “… e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna” (At 13.48). Mesmo onde se manifestou rejeição, os eleitos creram e foram salvos.

Os judeus, não dando o braço a torcer, manipularam as mulheres piedosas da alta sociedade e as autoridades locais e, perseguindo Paulo e Barnabé, expulsaram-nos do seu território. Os missionários sacudiram o pó de seus pés e foram adiante rumo a Icônio. Os discípulos de Cristo, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo (At 13.50-52).

Pregando aos ouvidos e aos olhos

Paulo e Barnabé chegam a Icônio e ali demoram muito tempo, mesmo debaixo de tensão e perseguição. Na sinagoga de Icônio, Paulo e Barnabé falam com tal poder que uma grande multidão, composta de judeus e gregos, creu no Senhor (At 14.1).

Os missionários não pregaram apenas aos ouvidos, mas também aos olhos. Não apenas falaram, mas também demonstraram. Somos informados de que eles falavam com ousadia no Senhor, o qual confirmava a palavra da sua graça, concedendo que por mãos deles se fizessem sinais e prodígios (At 14.3).

Os milagres não são o evangelho, mas abrem portas para o evangelho. Os milagres não são realizados pelos missionários, mas por Deus, pela intermediação dos missionários. A pregação do evangelho precisa ser em demonstração do Espírito e de poder. Precisamos pregar não apenas aos ouvidos, mas também aos olhos.

Uma orquestração contra os obreiros de Deus

Se em Antioquia da Pisídia os judeus lideraram a perseguição contra Paulo (At 13.50), em Icônio os judeus incrédulos incitaram o ânimo dos gentios contra Paulo e Barnabé, bem como contra os novos convertidos (At 14.2). A sanha dos adversários foi tão virulenta que o povo da cidade se dividiu, uns se posicionando a favor dos judeus, e outros se colocando ao lado dos apóstolos (At 14.4). Vendo os adversários que a cidade estava dividida, usaram a arma do tumulto, e assim, judeus e gentios, associando-se com as autoridades, planejaram ultrajar e apedrejar Paulo e Barnabé (At 14.5,6).

Confiança em Deus não dispensa prudência

Ao saber da trama armada contra eles, Paulo e Barnabé fogem para Listra e Derbe, onde anunciam o evangelho (At 14.6,7). Eles não ignoraram os perigos. Não desafiaram a fúria e a astúcia dos adversários. Não nutriram uma confiança irresponsável, ignorando os perigos. Não enfrentaram de peito aberto as ameaças. Antes, fugiram para outras cidades. Eles prosseguiram fiéis ao mesmo ideal e labutaram na mesma obra. Continuaram pregando o evangelho, mas mudaram de rota. Isso é prudência!

Confiança em Deus não dispensa prudência e cuidado. Deus age por meio do bom senso. O contrário seria tentar Deus. O Senhor nos deu entendimento e sabedoria para serem usados. Esses recursos são dádivas de Deus e devem ser usados em favor da obra, e não contra ela. Se Paulo e Silas tivessem teimado em permanecer naquelas plagas, poderiam ter sido silenciados precocemente, e a obra de Deus teria sofrido severas consequências.

Quando o céu se manifesta, o inferno se enfurece

Quando Paulo e Barnabé chegaram a Listra, um milagre logo aconteceu. Um homem aleijado, paralítico desde o nascimento, que jamais pudera andar, ao ouvir a mensagem de Paulo, tendo fé, foi curado imediatamente. O homem cujos ossos e músculos deviam estar atrofiados começa a saltar e a andar (At 14.8-10). A falta de discernimento espiritual dos licaônios os levou a pensar que Paulo e Silas fossem deuses; e, imediatamente, começaram a gritar e sacrificar animais a eles (At 14.11­13). Os embaixadores de Deus então rasgaram suas roupas e saltaram no meio da multidão idólatra, fazendo cessar tais sacrifícios. Asseveraram que eram homens semelhantes a eles. Em vez de aceitarem a exaltação pagã, Paulo e Silas aproveitam o ensejo para lhes anunciar o evangelho, exortando-os a abandonar suas crenças vãs e colocarem sua confiança no Deus criador do céu, da terra e do mar, o Deus da providência (At 14.14-18).

Se o milagre do paralítico foi obra do céu, o alvoroço idólatra foi ação do inferno. Onde Deus realiza um prodígio, o diabo causa um tumulto. Onde o poder de Deus se manifesta, a fúria do inferno se faz sentir. Aquela bajulação pagã era uma tentativa de desviar o foco da multidão de Listra, da mensagem do evangelho, para os obreiros do evangelho. Sempre que o vaso chama mais atenção do que o tesouro nele contido, algo está errado. Os obreiros que gostam da bajulação da multidão roubam a glória que pertence somente a Deus.

Os milagres abrem portas para o evangelho e também atraem perseguição

A cura do paralítico em Listra abriu portas para o testemunho do evangelho naquela cidade pagã, mas também despertou ferrenha oposição dos judeus de Antioquia e Icônio. Eles, não se contentando apenas em expulsar Paulo e Barnabé de suas cidades, perseguiram-nos até Listra. Tomados de inveja e zelo sem entendimento, instigaram a multidão e se arremeteram contra Paulo, para apedrejá-lo. O mesmo milagre que abriu portas ao testemunho do evangelho trouxe ao apóstolo o duro golpe do apedrejamento. Os sofrimentos de ordem emocional agora se transformam em agonias físicas. Talvez, Paulo sentisse no corpo o que infligiu a Estêvão, o protomártir do cristianismo. Talvez começasse a sentir na pele o que Deus dissera em Damasco havia mais de dez anos: “pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (At 9.16). Por providência divina, Paulo se recupera das feridas e, longe de reclamar ou queixar-se de Deus, partiu com Silas para Derbe, onde anunciou o evangelho e fez muitos discípulos (At 14.19-21).

Coragem e zelo pela igreja

Depois que Paulo e Barnabé anunciaram o evangelho em Derbe, tomaram a decisão de voltar para o seu quartelgeneral, em Antioquia da Síria. Nessa volta, não se afastam dos redutos de tensão. Ao contrário, passam pelas mesmas cidades onde foram perseguidos, Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia, e fazem isso por quatro razões:

Em primeiro lugar, para fortalecer a alma dos discípulos (At 14.22). Paulo e Barnabé não eram apenas missionários itinerantes, mas também pastores do rebanho. Eles não apenas geravam filhos espirituais, mas também cuidavam desses neófitos. Sabiam que aqueles novos convertidos precisavam de encorajamento para viver a vida cristã numa sociedade pagã e hostil.

Em segundo lugar, exortar os discípulos a permanecerem firmes na fé (At 14.22). Se os novos convertidos não forem ensinados e exortados, facilmente podem ser enganados pelos falsos mestres ou desanimarem diante das provações. Paulo tinha plena consciência da imperiosa necessidade do discipulado. Diante das lutas, perseguições e ataques do adversário, precisamos ser exortados a permanecer firmes na fé. Muitos se enfraquecem ao lidar com a fúria do mundo ou com sua sedução.

Em terceiro lugar, mostrar que a vida cristã não é uma colônia de férias (At 14.22). A vida cristã não é ausência de luta. Somos salvos não da tribulação, mas na tribulação. Importanos entrar no reino de Deus por meio de muitas tribulações. Não há amenidades no cristianismo. Ele não é uma redoma de vidro. Estamos expostos à fraqueza da nossa natureza decaída, a este mundo tenebroso e à fúria de Satanás. As tribulações não nos podem destruir nem nos afastar do amor de Deus. Elas não são castigo de Deus, mas instrumentos para o nosso aperfeiçoamento.

Em quarto lugar, fazer a eleição de presbíteros nas igrejas (At 14.23). Paulo entendia que a igreja é um organismo e também uma organização. Toda comunidade precisa de uma liderança. Essa liderança é coletiva. Paulo promovia a eleição de presbíteros em cada igreja, e não a nomeação de um chefe. Esses presbíteros deveriam pastorear o rebanho de Deus. Eles eram pastores que deviam ensinar a verdade e proteger o rebanho dos lobos vorazes. Essa eleição não devia ser feita sem oração e jejum. Os líderes da igreja devem ser escolhidos na total dependência de Deus. É Deus quem dá pastores à igreja. É o Espírito quem constitui bispos para apascentar a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue.

Conta as muitas bênçãos, dize quantas são!

É hora de voltar para casa. É hora de recarregar as baterias. É hora de testemunhar os grandes feitos de Deus na obra missionária. Paulo e Barnabé voltam para Antioquia da Síria, a igreja que os comissionara e enviara à obra missionária (At 14.24-26). Esses bravos missionários fizeram três coisas importantes ao chegar à igreja:

Em primeiro lugar, eles relataram as intervenções extraordinárias de Deus em sua vida (At 14.27). O testemunho é algo legítimo e necessário para encorajar a igreja. A igreja estava reunida para ouvir as notícias desse primeiro avanço missionário. Paulo e Barnabé relatam cuidadosamente não o que fizeram por Deus, mas o que Deus fizera com eles e por eles. Não testemunharam para exaltar a si mesmos. Não testemunharam para se colocar sob os holofotes nem buscaram glórias para eles mesmos. A ênfase deles está nos feitos de Deus, e não nas suas realizações.

Em segundo lugar, eles relataram como Deus abriu aos gentios a porta da fé (At 14.27). O sucesso da obra missionária não foi devido ao poder inerente dos missionários nem de seus métodos. Foi Deus

quem abriu aos gentios a porta do evangelho. Foi Deus quem abriu o coração dos pagãos para a verdade. Foi Deus quem invadiu as trevas do paganismo com a luz da verdade. A obra de Deus é feita por Deus, mas mediante instrumentos humanos. É Deus quem opera nos evangelistas e também naqueles que recebem o evangelho.

Em terceiro lugar, eles permaneceram muito tempo com os discípulos (At 14.28). Não há trabalho missionário desconectado da igreja local. Não há ministério itinerante sem a ligação com a igreja. Paulo e Barnabé precisam da igreja, e a igreja precisa dos missionários. Eles se abastecem na comunhão da igreja e também encorajam a igreja a ser ainda mais comprometida com a obra missionária.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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