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Prefácio – Panorama do NT

Um compêndio que se proponha a fazer o levantamento do conteúdo do Novo Testamento deveria reunir em si os pontos mais salientes do pano de fundo, da introdução técnica e dos comentários acerca do Novo Testamento. Sem embargo, quase todas as obras que vistoriam o Novo Testamento sofrem a deficiência de parcos comentários sobre o texto bíblico. Daí resulta que estudos dessa natureza, amiúde, acabam por deixar de lado a leitura do manancial primário e mais importante ‑ o próprio Novo Testamento. Trata‑se de séria omissão, mormente porque muitos estudantes principiantes nunca leram o Novo Testamento de modo sistemático ou completo.

Nesta vistoria, foi envidado o esforço para impelir o estudante a examinar o âmago do texto bíblico, mediante um contínuo diálogo com o mesmo, na forma de comentários e referências às porções escriturísticas de leitura pertinente. Por esse intermédio, visto poder acompanhar o fluxo de pensamento de seção para seção, o estudante vê‑se capaz de obter o senso de progressão lógica. Outrossim, por esse meio também foi possível transferir do início para as seções finais do livro ao menos parte do material de pano de fundo a respeito da história intertestamentária, do judaísmo e de outros problemas, tudo o que parece tortuoso, difícil, para tantos estudiosos. Isso representa um método superior, visto que reduz a introdução desanimadoramente longa a um típico curso de nível colegial sobre vistoria neotestamentária, que melhor capacita o estudante a ver a relevância do material de pano de fundo como auxílio para interpretação do texto, e acima de tudo, que impede que o compêndio venha a suplantar o Novo Testamento.

A bem da verdade, tal maneira de proceder forçosamente abrevia o exame da história intertestamentária e da história romana. Mas isso não faz diferença para o estudante iniciante, porquanto ao menos não obscurecemos o quadro principal por não nos demorarmos sobre os detalhes secundários a respeito das querelas da família dos Hasmoneanos, das intrigas políticas dentro da dinastia dos Herodes e de similares questões incidentais.

Após o necessário material de introdução, os evangelhos são pesquisados tanto em separado quanto em harmonia, a fim de nos valermos das vantagens de ambas essas abordagens. A despeito do fato que não foram esses os primeiros livros do Novo Testamento a serem escritos, os evangelhos são considerados em primeiro lugar porque o seu assunto fornece a base para tudo quanto se lhe segue. Com o propósito de evitar a descontinuidade, o estudo do livro de Atos vem em seguida, sem interrupção. As epístolas de Paulo, Hebreus, as epístolas gerais e o Apocalipse aparecem em prosseguimento, seguindo uma aproximada ordem cronológica (até onde esta pode ser determinada), juntamente com indicações de seu entrosamento com episódios do livro de Atos. Do começo ao fim, os comentários sobre o texto bíblico (em adição às discussões de cunho introdutório) não servem meramente para sumariar ou passar em revista o que por si é auto‑evidente, mas concentram a atenção sobre aquilo que não se faz prontamente claro para o leitor desabituado.

Perguntas bem colocadas introduzem capítulos e seções, como artifícios didáticos que despertam a atitude de expectativa, que induzem o estudante a inquirir corretamente o material, dirigindo os seus pensamentos aos canais apropriados. Os cabeçalhos das seções e os tópicos postos à margem de parágrafos ou de grupos de parágrafos relacionados entre si, conservam o estudante bem orientado. Esboços sumariadores sistematizam o material repassado. Indagações tendentes a discussões mais profundas ajudam não só a passar em revista o material dado, mas também a utilizar o mesmo e aplicá‑lo à vida contemporânea. Sugestões quanto a posteriores investigações (leitura colateral) incluem comentários e outras obras modelares, como antigas fontes informativas primárias, estudos acerca de tópicos variados e outra literatura pertinente.

A perspectiva teológica e crítica deste compêndio é evangélica e ortodoxa. Em uma obra de levantamento, considerações de volume e a própria finalidade da obra eliminam a plena comprovação de pressuposições e de metodologia, além de uma mais completa crítica sobre pontos de vista contrários. Não obstante, fazemos menção freqüente a outras posições; e algumas vezes aparece alguma literatura não‑ortodoxa, sempre indicada como tal, entre as sugestões sobre leituras colaterais. Os instrutores poderão guiar seus estudantes a avaliarem mais plenamente essas fontes suplementares.

Na tradução portuguesa da obra temo‑nos alicerçado sobre a versão de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil, da Sociedade Bíblica do Brasil, o que inevitavelmente influencia parte da terminologia teológica, embora tenhamos seguido as nuanças do pensamento do autor da presente obra em seu original inglês, sempre que isso se fez necessário para não haver distorções.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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