O GRANDE PLANO REDENTOR DE DEUS – A Vida de Abraão

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O GRANDE PLANO REDENTOR DE DEUS – A Vida de Abraão

Leia Gênesis 12:1-3

A cultura moderna está se ressentindo do impacto de seus desvios na conduta sexual. A epidemia de AIDS alcançou recordes históricos e ameaça se tornar ainda mais destrutiva. No entanto, o grande debate moral que envolve a cultura americana está centrado em dois aspectos principais: videoclipes e pornografia pesada na Internet. O rap costuma falar sobre a violência contra as mulheres e de maneira aberta e despudorada, descreve sexo em termos que afrontam o ser humano comum. Além disso, a grande “explosão” da Internet mostra cenas explícitas de sexo que trás todos os tipos de desvios aos lares e pode ser facilmente acessado pelas crianças. Uma estatística recente mostra que quanto mais cenas desprezíveis e violentas de sexo podem ser mostradas, incluindo sexo com animais, maior é a demanda por esse tipo de coisa. Alguns estimam que 85% das imagens que são trocadas e baixadas da Internet são de conteúdo pornográfico.

UMA HISTÓRIA FAMILIAR

O que está acontecendo em nossa sociedade de alta tecnologia é muito diferente em diversos aspectos da cultura dos tempos de Abraão. Mas uma coisa continua igual: todos pecamos e carecemos da glória de Deus (Rm 3:23). Além disso, todos nós temos uma tendência natural em deteriorar moral e eticamente e escolher trilhar nossos cami

nhos pecaminosos. Nossa tecnologia nos ajuda apenas a acelerar e a multiplicar esse processo em todo o mundo. Mas, em essência, a humanidade tem sido a mesma desde que Adão e Eva trouxeram o pecado ao mundo. É por isso que Deus colocou em prática seu plano redentor ao chamar Abraão do meio pecaminoso em que vivia para ser uma bênção para “todas as famílias (nações) da terra” (Gn 12:3).

Amigo de Deus

O lugar de Abraão no plano redentor de Deus fica evidente pelos títulos usados para descrevê-lo, a quantidade de espaço destinado para registrar os eventos de sua vida e a maneira que é mencionado no Novo Testamento. Ele é chamado de amigo de Deus (2 Cr 20:7; Is 41:8; Tg 2:23), e os autores das Escrituras seguidamente referem-se ao “Deus de Abraão”. Mais de 12 capítulos do Livro de Gênesis são dedicados para narrar a vida de Abraão e no Novo Testamento ele é mencionado com destaque em quatro epístolas importantes: Romanos, Gálatas, Hebreus e Tiago. Na maioria dessas referências feitas no primeiro século, os autores usaram a vida de Abraão para ilustrar como podemos ser salvos — o grande tema das Escrituras.

Começando pelo princípio

A história de Abraão tem início em Gênesis 12, que, em muitos aspectos, é onde começa a principal história da Bíblia. Os capítulos iniciais de Gênesis apresentam uma história resumida da humanidade até então. Nos 11 primeiros capítulos, o Espírito Santo nos fala sobre a criação do Universo e também do primeiro homem e mulher. Além disso, registra a origem do pecado, que é resultado da maneira como Adão e Eva desobedeceram a Deus. Também temos o relato do primeiro assassinato, quando Caim matou Abel, seu irmão (Gn 4).

A partir desse ponto vemos a rápida multiplicação e propagação da violência, bem como da maldade, que culminou com o dilúvio que foi o julgamento de Deus a uma sociedade contaminada pelo pecado. Mas, por ser um “homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos” e porque ele “andava com Deus”, Noé

“achou graça diante do Senhor” e foi salvo juntamente com sua família (Gn 6:8,9).

Depois do dilúvio, homens e mulheres voltaram a se multiplicar na face da terra. Mas como podíamos esperar, a maior das criações de Deus dentro de pouco tempo voltou a se afastar dele. A deterioração do homem foi ainda maior do que antes do dilúvio.

TRAJETÓRIA DECADENTE

Veja a maneira como homens e mulheres acabaram seguindo uma trilha de pecado que os levou para uma decadência cada vez maior. Primeiro, eles “mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível”. Depois começaram a adorar “aves, quadrúpedes e répteis” (Rm 1:23).

Quando minha esposa e eu visitamos a cidade de Roma há muitos anos, fiquei cativado pelas estátuas dos imperadores romanos. Não é segredo que esses homens obviamente fizeram-se deuses que deveríam ser venerados e adorados. O que restou dessas ruínas romanas é o testemunho do julgamento que eles trouxeram sobre si mesmos. O fantástico Coliseu Romano continua em pé, mas hoje é apenas uma sombra do que foi quando o sangue de homens e animais jorrava abundantemente enquanto os espectadores gritavam pedindo para ver mais mortes. Esse tipo de divertimento violento também tornou-se como um de seus “deuses”.

Impureza sexual

O primeiro passo nessa decadência envolve a imoralidade sexual entre homens e mulheres. O sagrado ato de amor entre marido e mulher deu lugar ao sexo antes do casamento e fora dele, casamentos “abertos”, prostituição e sexo grupai. As palavras de Paulo são bastante descritivas e explícitas: “Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre” (Rm 1:24, 25, NVI).1

O sexo também se tornou um deus para eles. Eles estavam obcecados com isso, deixaram ser controlados por ele e acabaram entregando suas almas à suas paixões e desejos irrefreáveis, o que resultou no próximo passo de sua trajetória decadente.

Paixões infames

A essa altura, Paulo torna-se ainda mais explícito. Ele expôs esse tipo de comportamento, não apenas como impureza sexual, mas como paixões infames: “Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (w. 26,27).

Em geral, na sociedade os homens inicialmente lideraram a criação de um ambiente imoral. As mulheres os seguiram e em pouco tempo obtiveram o controle graças ao poder associado à sexualidade feminina. Isso tornou-se uma arma poderosa que elas podem usar como autoproteção e uma forma de realização.

Olhando para a sexualidade humana em geral, isso é algo impressionante. Paulo ressaltou esse ponto quando disse que “até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza” (v. 26). Em outras palavras, Paulo parece estar dizendo que não é surpresa quando isso ocorre com os homens, mas quando as mulheres entregam-se a essa prática pecaminosa, alcançamos uma nova marca em nosso nível de degradação.

Toda injustiça

A imoralidade sexual é a primeira coisa que surge paia nos afasiar do plano que Deus tem para nossa vida. O último estágio envolve lodo tipo de práticas malignas que se tornam parte dessa viagem de tobogã que é o pecado e que causa impacto em toda a humanidade, I ,eia mais uma vez o registro feito por Paulo:

E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade-, possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Romanos 1:28-32 DE VOLTA AO PRINCÍPIO

Que tragédia. Quando Deus purificou e limpou a terra do pecado através do dilúvio, ele deu aos homens e mulheres outra chance de caminhar com ele. No final, todos os seres humanos voltaram suas costas para Deus e decidiram seguir seus caminhos pecaminosos. Mas Deus é também um Deus de amor. Mesmo que sua ira tivesse sido revelada através das conseqüências naturais do pecado, mais uma vez ele estendeu sua mão amorosa e deu a todos nós outra chance.

Não entenda mal. Deus odeia os nossos pecados, mas continua a nos amar. Por isso, em meio a essa decadência humana que mais uma vez permeava a terra após o dilúvio, Deus começou a revelar o seu plano definitivo e maravilhoso que visava prover a redenção a toda humanidade. Esse plano teve início com um homem, Abraão, através de quem o Senhor prometeu abençoar as nações apesar do ressentimento e hostilidade que elas demonstravam por ele.

DISSE O SENHOR A ABRÃO…

A primeira vez que Deus falou com Abraão (Gn 12:1a), seu nome ainda era Abrão,2 que significa “pai exaltado”. Anos mais tarde, Deus mudou o seu nome para Abraão, que quer dizer “pai de uma multidão” (17:5).

Uma escolha soberana

Quando o Senhor chamou a Abraão para sair do meio de uma cultura pagã e pecaminosa, isso foi uma escolha soberana. Não sabemos por que motivo, entre outros possíveis candidatos, Deus decidiu usar Abraão. Mas sabemos pelo exemplo de Noé (Gn 6:8,9) que quando o Senhor trata conosco, ele inicia seus atos de misericórdia falando com aqueles que estão com o coração aberto para a verdade. A partir da resposta que Abraão deu ao chamado de Deus, ele parecia ser esse tipo de homem, mesmo que estivesse tão entregue à idolatria quanto seu pai (Js 24:2).

Devemos entender que não importa qual seja a atitude de Abraão ou o seu estilo de vida, a decisão de Deus em escolhê-lo foi totalmente soberana da parte de Deus. Abraão tornou-se “pai de todos nós” devido à graça e a misericórdia de Deus (Rm 4:16). Além disso, foi devido a sua resposta ao chamado de Deus que ele acabou tornando-se justo aos olhos de Deus. Vejamos novamente as palavras de Paulo em Romanos. Após demonstrar que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”, tanto os judeus quanto os gentios, Paulo declara que Abraão também foi justificado “mediante a fé” (Rm 5:1). Paulo escreveu, de maneira mais específica:

Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.

Romanos 4:1-3
Isso não é favoritismo?

Algumas pessoas ficam perturbadas pelo fato de que quando Deus revelou seu plano de salvação, ele começou escolhendo Abraão. Essas pessoas acusam Deus de favoritismo. No entanto, aqueles que pensam assim não entendem que todos os seres humanos estavam perdidos até então, e por sua livre escolha. Mais uma vez, Paulo declara em sua carta aos romanos: “Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à

uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (3:10-12).

Em um grau maior ou menor, essa declaração se aplica a todos os homens e mulheres através dos tempos. Mas era especialmente verdade quando Deus chamou Abraão. O particularismo de Deus nesse caso foi uma maneira de fazer com que a salvação fosse uma possibilidade universal para todos nós. Essa foi uma demonstração da misericórdia de Deus, uma atitude que visava alcançar a humanidade pecaminosa. Através de Abraão, Deus desenvolveu seu plano em fazer com que a salvação fosse disponível para todo o mundo.

Por que nao escolher outro método?

Mesmo Deus sendo todo-poderoso, seria contrário a sua natureza santa perdoar instantaneamente a humanidade pecaminosa. Ele simplesmente não poderia fazer isso. Em vez disso, escolheu um processo que levaria ao final e grande sacrifício – o sacrifício de seu próprio Filho (Hb 1:1,2; 10:1-10). Além disso, ele também escolheu um método que – graças a sua paciência, longanimidade e graça – levaria tempo para fazer com que sua mensagem chegasse a todas as pessoas do mundo. Se somos cristãos, então somos responsáveis por colocar esse plano grandioso em ação e fazer com que essa mensagem de esperança seja proclamada a todas as nações (Mt 28:19,20).

O relógio de Deus

Uma coisa fica bem clara a respeito da penalidade do pecado. Deus não age sem enviar avisos. Antes de destruir o mundo através do dilúvio, o Senhor fez com que Noé passasse 120 anos construindo uma arca e pregando que o julgamento estava próximo (1 Pe 3:20; 2 Pe 2:5).

Na segunda vez, Deus decidiu estender ainda mais a sua graça, um plano que não iria durar apenas 120 anos, mas que já contabiliza até hoje mais de 4.000 anos. Passo a passo, Deus está cumprindo o seu plano, usando diferentes abordagens para conseguir nossa atenção quanto ao julgamento que está por vir. O plano é relatado de

forma sucinta em Gênesis 12:1-3. Como já vimos, ele teve início com a escolha que Deus fez de Abraão.

UMA SOCIEDADE DOENTE POR CAUSA DO PECADO

Quase 4.000 anos atrás, Abraão vivia em uma antiga cidade chamada Ur, uma das cidades mais importantes do mundo em sua época. Era um centro de comércio bastante agitado na região da Mesopotâmia, localizado no Golfo Pérsico e que fazia fronteira com o rio Eufrates. Ur tinha cerca de 10.000 km2 e uma população aproximada de 300.000 pessoas. Muitos eram profundos conhecedores da matemática, tinham conhecimento avançado em astronomia e eram especialistas em tecelagem e esculturas. Eles chegaram até mesmo a preservar seu conhecimento ao escrever em tábuas de barro, que foram de valor inestimável para os arqueólogos ao reconstruírem como era a vida social e religiosa daquelas pessoas.

Já vimos como era a depravação existente, se as palavras de Paulo realmente descreviam o mundo naquele tempo. Aquelas pessoas adoravam muitos deuses, particularmente deuses relacionados com a natureza. No centro de Ur existia um grande templo, chamado de zigurate, onde as pessoas adoravam sua principal deidade, o deus-lua chamado Nanna.
UMA APARIÇÃO SÚBITA

Abraão provavelmente vivia com sua família nos arredores de Ur. Seu pai, Tera, era um pastor que havia se estabelecido nas ricas pastagens ao redor da cidade. Como era de se esperar, a influência religiosa daquela cultura havia penetrado naquela família. Todos eles — inclusive Abraão e sua esposa Sara – adoravam ídolos.

Foi em meio àquele ambiente rico e idólatra que Deus apareceu, repentinamente, para Abraão e ordenou que ele rompesse seus laços familiares, saísse da cidade de Ur e se dirigisse para um lugar do qual ele nunca havia ouvido falar. Para ser mais específico, Deus disse: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei” (Gn 12:1).

Isso deve ter sido um tremendo choque para Abraão. Até onde se sabe, ele nunca havia tido uma experiência como essa. Seria real ou apenas algo que estava em sua imaginação? Muitas perguntas devem ter surgido em sua mente. Antes que pudesse refletir muito sobre aquela experiência inédita, Deus lhe deu mais informações e fez promessas que devem tê-lo confundido ainda mais.

TRÊS PROMESSAS

Deus prometeu a Abraão três coisas: uma terra, uma grande família que se tornaria uma grande nação e uma bênção especial que atingiría a todas as pessoas da terra (Gn 12:1-3). Para ser mais específico, Deus disse: “Vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção\ Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” (vv. 1-3).

A terra era Canaã, um lugar que Abraão nem sabia que existia. A “grande nação” referia-se a Israel, algo que Abraão não podia compreender naquele momento. E a “bênção” referia-se ao nascimento de Jesus Cristo, uma grande verdade que afetaria seu destino eterno, o destino de sua família imediata e, por fim, todas as pessoas que viríam a fazer parte da nação de Israel. Posteriormente essa bênção iria causar impacto em milhões de pessoas na face da terra nos séculos futuros, incluindo você e eu.

O Dr. George Peters falou a respeito disso quando escreveu: “A história de Israel não é uma história de escolha arbitrária, de favoritismo, de particularismo conservador e nacionalismo. Ela é um ato de soberania e escolha gloriosa para preservar a raça e o destino temporal e eterno da humanidade”.3

TORNANDO-SE UM HOMEM DE DEUS HOJE Princípios de vida

• Princípio 1: O Nosso Deus é um Deus misericordioso e amoroso que está alcançando toda a humanidade.

Deus continua querendo que saibamos qual é a sua vontade. Quando todo o mundo estava perdido e agia em constante rebelião contra Deus, ele escolheu soberanamente um homem. Essa foi a primeira parte de um plano redentor que atingiría todas as nações nos séculos futuros.

O plano redentor de Deus continua sendo posto em prática. Mesmo que os descendentes de Abraão tenham falhado com Deus muitas vezes e se desviado de seu propósito divino, a misericórdia de Deus permanece. As promessas que ele fez a Abraão não podem ser quebradas. Elas são incondicionais. Devido à graça de Deus, o mundo continua existindo após quase 4.000 anos. A mensagem de salvação de Deus tem sido anunciada constantemente, algumas vezes de maneira bem fraca e quase inaudível, mas nunca foi silenciada.

Antes que Jesus Cristo viesse para a terra, Deus começou a falar com o mundo através da nação de Israel. Desde o primeiro século da era cristã, o Senhor tem falado ao mundo por meio de sua Igreja, o corpo de Cristo. E por isso que Jesus orou na presença de seus discípulos: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste […] a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim ’ (Jo 17:20,21,23).

• Princípio 2: Deus é longânimo para com a humanidade perdida, esperando pacientemente que homens e mulheres respondam ao seu amor e à sua graça.

Através da História, as pessoas têm entendido mal a longanimidade e a paciência de Deus. Isso já ficava claro desde os dias de Noé. Eles não entenderam que pacientemente “Deus aguardava […] enquanto se preparava a arca” (1 Pe 3:20). Após a morte e ressurreição de Jesus Cristo, as pessoas também perderam de vista rapidamente a sua verdade. Do mesmo modo que hoje em dia o ser humano

não entende a paciência de Deus, por estar retardando o julgamento da terra. Veja o que diz o apóstolo Pedro em sua segunda carta:

Tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. […] Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.

2 Pedro 3:3-4,8-9

Hoje em dia, olhamos para trás, para a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, o único que poderia fazer com que essa bênção pudesse ser estendida a todas as famílias da terra. Nós estamos incluídos entre os que “são abençoados com o crente Abraão” (G1 3:9). Somos participantes da maravilhosa graça de Deus, pois se Deus não houvesse decidido olhar para baixo naquele dia e chamado Abraão, o mundo teria continuado em sua rota de colisão que o levaria para a aniquilação e total destruição, seguido por um julgamento eterno e a separação de Deus.
APLICAÇÃO PRÁTICA

Você conhece Jesus Cristo de uma maneira pessoal?

Que tipo de relação você tem com Jesus Cristo? Você está pronto para se encontrar com ele caso venha a falecer ou se ele voltar, de repente, na segunda vinda? Não rejeite seu amor, sua paciência e sua graça.

Um dia ele irá voltar, e se você não tiver aceitado o seu plano de salvação para sua vida, então será tarde demais. A porta da salvação, assim como aconteceu com a porta da arca, será fechada. Naquele

momento Deus desviará seu rosto daqueles que o rejeitaram. A Bíblia diz: “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10:31).

Aceite Jesus hoje

A graça de Deus continua disponível neste momento. Aceite o dom da salvação que ele oferece. Esta oração irá ajudá-lo. Ore com sinceridade e escreva seu nome nos espaços em branco.

Pai, agradeço por teres enviado o Senhor Jesus Cristo para me

salvar do pecado. Eu, , confesso que

sou um pecador, que não consigo alcançar o teu padrão perfeito. Agradeço-te por teres chamado Abraão do meio de um mundo pagão e por agora também estares me chamando. Eu,

, recebo agora a Jesus Cristo como

meu Senhor e Salvador do pecado. Creio que ele morreu por mim. Neste momento, arrependo-me e estou decidido a seguir a Jesus Cristo que é o caminho, a verdade e a vida. Obrigado por vires à minha vida e fazeres de mim um cristão.

Estabeleça um objetivo

Enquanto reflete a respeito desses dois princípios dinâmicos, faça a si mesmo as seguintes perguntas:

1. Eu já recebi e aceitei o evangelho do Senhor Jesus Cristo crendo que ele morreu e ressuscitou por mim?

2. Se já aceitei o evangelho e conheço Cristo de uma maneira pessoal, estou compartilhando essa mensagem maravilhosa de salvação com outras pessoas que não emendem as boas novas de Deus?

Baseado nas respostas dadas a essas perguntas, escreva, aqui seu objetivo pessoal:

Memorize o seguinte texto bíblico

Procure memorizar esta passagem das Escrituras para ajudá-lo a alcançar o seu objetivo:

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.

Romanos 5:1, 2
Crescendo juntos

Estas perguntas destinam-se a discussão em pequenos grupos de estudo. Leiam juntos Hebreus 11:8-12. Usem essa passagem como um trampolim para revisar este capítulo que trata do grandioso plano divino de redenção.

1. Você consegue lembrar-se de uma ocasião especial de*sua vida quando você ouviu Deus falar através das Escrituras sobre a sua necessidade de aceitar o Senhor Jesus Cristo como seu salvador pessoal? Você gostaria de compartilhar com o grupo o que aconteceu?

2. Vamos fazer uma rápida dinâmica. Quem se voluntária para compartilhar a mensagem do evangelho com um membro de nosso grupo que fizer a seguinte pergunta: “O que devo fazer para ser salvo?”.

3. O que você diria a quem afirmasse que Deus demonstrou favoritismo ao escolher Abraão e a nação de Israel para ser o seu povo escolhido?

4. Quais os seus pedidos pessoais de oração?

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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