O Esquema Jezabel No Novo Testamento ( Parte XXIV )

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Mc 6:14-28 O espírito de sensualidade também pode ser identificado como espírito de Jezabel. Biblicamente, é importante analisarmos a atuação deste espírito como um esquema. Basicamente, percebemos que o esquema Jezabel requer três perfis de pessoas: O profeta, contra quem o esquema é montado, que hoje são as testemunhas de Jesus:”… o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”. (Ap 19:10). Silenciar a voz profética é o principal alvo de Jezabel.

Um “homem” fraco, um guardião, líder, pastor, pai de família, etc. que ocupa uma posição de autoridade que é manipulada e parasitada, ou seja, um líder empossado; “E ao anjo da igreja de Tiatira escreve:… Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetiza, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.” (Ap 2.18,20) Uma “mulher” forte, uma falsa profeta, inspirada por vanglória, com requintes de religiosidade, normalmente muito carismática, ativa e dominadora.

Este espírito se infiltra no corpo e usa a posição que ocupa para se impor, ameaçando e procurando destruir os profetas de Deus que discernem e expõe os seus desígnios. No velho testamento, temos a revelação original deste esquema que refletiu num conflito de âmbito nacional envolvendo o profeta Elias, o rei Acabe e Jezabel, filha de Etbaal, sua esposa. Etbaal quer dizer: o homem de Baal, sacerdote de Astarote.
A origem do paganismo A Bíblia fala sobre um homem chamado Ninrode, a quarta geração depois do dilúvio. Ninrode era filho de Cuse, filho de Canaã, que foi amaldiçoado porque seu pai Cão descobriu a nudez de Noé.
A raiz do nome Ninrode é “Marad”, que quer dizer: “se rebelou”. Ninrode se tornou muito famoso como caçador:”… pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante da face do Senhor* (Gn 10:9).

Esta palavra “diante”, pode ser melhor traduzida como “contra” a face do Senhor. Ele foi, talvez, o principal responsável pela segunda queda da raça humana ao construir Babel. Como caçador ele protegia as cidades do ataque de feras. Tornou-se também um construtor de cidades: “E o princípio do seu reino foi Babel, e Ereque, e Acade, e Calne, na terra de Sinear. Desta mesma terra saiu à Assíria e edificou a Nínive, a Reobote ire Cala, e Resém, entre Nínive e Cala (esta é a grande cidade)” (Gn 10:10,11).

Ao construir todas estas cidades, seu reino se expandiu muito e ele se tornou um mito, uma figura extremamente poderosa. Ninrode, o primeiro rei após o dilúvio, tinha uma esposa chamada Semíramis, que engravidou após sua morte. Já com fama de prostituta e para ocultar o fato do filho não ser de Ninrode, ela como rainha falou que seu filho, Tamuz, era a encarnação de Ninrode, um filho dos deuses. Através disto, ela acabou se tornando a “mãe de Deus” ou a rainha dos céus (Jr 44:17-19; Jr 7:18-20). Portanto, esta imagem de mãe-filho nas religiões se difundiu e ficou muito forte, principalmente, devido à dispersão de línguas e povos em Babel.

A forma deificada de Tamuz, que é a encarnação do deus Ninrode é Baal (senhor). A forma deificada de Semíramis é Astarote (“Balti” – minha Senhora; mea Domma em latim; Madona em italiano). Em quase todas as culturas do mundo se percebe o mesmo conceito mãe-filho como pilar da religião. Alguns exemplos: Fenícia (Astarote e Baal) – A Senhora do Mar (Jz 2:13); Éfeso (Diana – a grande mãe da fertilidade e virgindade); China (Shingnoo “santa mãe” e filho); Germanos (virgem Hertha e filho); Escandinávia (Disa e filho); Druidas (virgo Patitura = mãe de Deus); Sumérios (Nana); Roma (Vênus e Júpiter); índia (Devalci e Crishna); Egito (Isis = mãe de Deus e Hórus), etc.

A adoração da “Grande Mãe” era muito popular no Império Romano, visto que apesar dos romanos terem conquistado o mundo com sua força, foram conquistados filosoficamente pelos gregos e bárbaros.
Este sincretismo estabeleceu dentro do cristianismo vigente muitas doutrinas contrárias à Palavra de Deus, baseadas na idolatria a pessoas mortas. Qualquer prática de consultar (rezar, invocar, adorar, prostrar, etc.) alguém que já tenha morrido é fortemente refutada pela Bíblia como abominação.

“Não se achará no meio de ti quem… consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor…” (Dt 18:10-12) Esta foi uma das doutrinas que paganizou a igreja no terceiro século, a partir da suposta conversão do imperador romano Constantino. Não é de se surpreender que Maria, a mãe de Jesus, tempos após sua morte e devido ao enfraquecimento da igreja primitiva, no ano 431 (Concilio de Éfeso) tenha sido proclamada oficialmente como “Mãe de Deus”.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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