O Cânon do Novo Testamento

MATEUS 5.42 – FALA EM DAR TUDO O QUE TEMOS AO PRÓXIMO? – NASCIDOASK
25/05/2021
MATEUS 5.42 – FALA EM DAR TUDO O QUE TEMOS AO PRÓXIMO? – NASCIDOPOD
26/05/2021

 

A igreja, já no século II, enfrentava perigos e enganos devido ao aparecimento de heresias que, de forma ameaçadora, se alastravam como pestes no meio do rebanho de Deus. Uma dessas situações se deu em consequência dos ensinos de Marcião.

 

Marcião nasceu na cidade de Sinop, no mar Negro, e era filho de um bispo cristão da cidade. Sabemos pouco sobre a sua juventude, mas, já em meados do século II o encontramos em Roma, ensinando e, é claro, causando grande agitação ali. O que sabemos em relação aos seus seguidores é que, como seria inevitável, eles se afastaram do restante da igreja, surgindo assim uma igreja marcionita com seus costumes próprios.

 

De acordo com Marcião, havia uma diferença muito grande entre o Deus da bíblia hebraica e o Pai de Jesus Cristo, sendo dois deuses distintos. Segundo esse herege, o deus hebreu era inferior, um deus vingativo, mal e que castiga aqueles que o desobedecem. Em contrapartida, o Pai de Jesus Cristo – que também é o Deus da fé cristã – encontra-se muito acima do deus de Israel e muito acima de qualquer preocupação com a matéria ou o mundo físico, ele perdoa o pecador.

 

Marcião rejeitou a bíblia hebraica e passou a propor uma nova Bíblia Cristã que não incluísse nenhum dos livros dos judeus, nem qualquer referência positiva a eles. Sendo assim, Marcião propôs o primeiro Cânon do Novo Testamento, que continha apenas:

 

  • Dez epistolas de Paulo;
  • O evangelho de Lucas (o qual Marcião dava uma importância maior por ter sido Lucas companheiro de Paulo em suas viagens).

 

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Sobre as várias referências à escritura hebraica encontrada nas cartas de Paulo e no Evangelho de Lucas, Marcião insinuou que teriam sido acréscimos posteriores dos cristãos “judaizantes”, sendo assim, não seriam originais. É claro que a igreja, diante de tantas aberrações, ficou escandalizada.

 

Apesar das diferenças notórias entre cristãos e judeus naquela época, os cristãos nunca negaram suas raízes judaicas, o Deus de Abraão era o mesmo Deus dos cristãos, o próprio Senhor Jesus era o Messias judeu prometido. As escrituras hebraicas eram usadas agora, não somente para provar que Jesus era o Messias, mas também eram vistas como palavra profética referindo-se, é claro, ao Cristo morto e ressuscitado.

 

Mas não era suficiente refutar Marcião apenas, provando que o Deus cristão falou nas escrituras hebraicas, agora era necessário organizar os livros do Novo Testamento que seriam usados para instruir a igreja. Nessa época, não só a bíblia hebraica era usada para o ensino na igreja, mas também os escritos dos apóstolos.

 

Como a igreja ainda estava em fase de organização, ainda não havia um governo centralizado para decisões. Então, os casos eram levados de igreja a igreja para se debater sobre tal assunto, até se chegar a um consenso. Por exemplo, em relação às cartas, algumas congregações usavam certos livros outras não. O quarto evangelho levou um tempo maior para ser aceito pelas igrejas, bem como a segunda e terceira cartas de João, a segunda de Pedro, Tiago e Judas.

 

Em meados do século III chegou-se a um consenso de que o cânon do Novo Testamento incluía:

 

  • Os quatro evangelhos;
  • Atos;
  • As epistolas de Paulo;
Porém, é importante lembrar que em tais listas continham livros que mais tarde foram rejeitados por não terem autoridade apostólica, como, por exemplo, O Pastor, de Hermas (escrito no século II).

 

Por fim, em 367 d.C. encontramos a primeira lista que corresponde exatamente aos livros que temos hoje em nossas bíblias. Também seria importante lembrar que, já nessa época, a igreja disponha de meios para se debater assuntos polêmicos, como nos Concílios Ecumênicos, então, o resultado do debate do Cânon do Novo Testamento (como também do Antigo) foi resolvido com o consenso geral das igrejas representadas nesses concílios.

 

Referências:

 

GONZÁLEZ, Justo L. UMA BREVE HISTÓRIA DAS DOUTRINAS CRISTÃS. São Paulo – Hagnus, 2015;

 

_______________. HISTÓRIA ILUSTRADA DO CRISTIANISMO (VOL 1). 2. ed; São Paulo: Vida Nova, 2011;

 

KLEIN, Carlos Jeremias. CURSO DE HISTÓRIA DA IGREJA. São Paulo – SP; Fonte Editorial.

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Leydson Oliveira
Leydson Oliveira
Me chamo Leydson Oliveira. Sou formado em Pedagogia e pós-graduado em Gestão Escolar. Também tenho Bacharel em Teologia e atualmente sirvo na Igreja Batista da Adoração (IBA) na cidade de Mata Roma - MA.

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