Nomes de Blasfêmia ( Parte XIX )

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É também muito comum em aconselhamentos vermos pessoas que sofreram um tipo de pré-programação nas suas personalidades. Isto acontece através de uma manipulação maligna da identidade. Um dos principais ardis do espírito de sensualidade é promover nomes de blasfêmia como vemos no texto a seguir.”… e vi’ uma mulher assentada sobre uma besta de cor escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia… E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra”. (Ap 17:3,5).

É da identidade deste espírito, adulterar a identidade das pessoas, blasfemar da obra prima de Deus. Pessoas são induzidas
estrategicamente a crer nestas blasfêmias à cerca de si mesmas. Muitos se agarram à isto de maneira fatalística, como que um “karma” do qual não podem se desvencilhar. Blasfemar significa adulterar o caráter, caluniar. Isto acontece sempre através de situações traumáticas, onde a pessoa recebe fortes cargas de rejeições, profecias demoníacas, apelidos ferinos, muitas vezes veiculados até mesmo por pais e autoridades.

Muitos homossexuais, prostitutas, “garanhões”, “sapatonas”, etc, nada mais são do que o resultado desta programação maligna, onde estas pessoas motivadas por abusos ou situações traumáticas creram e adotaram estes nomes de blasfêmia para si mesmos e chegam num estado tão profundo de engano que até mesmo se orgulham do que são. Este orgulho, normalmente expressa a reação à dor, um grito de rebelião às rejeições e conflitos internos variados. É uma luta desgastante e interminável. Acredito que muitas pessoas estão prostradas neste tipo de situação. Se sentem saqueadas, esvaziadas e fracassadas como resultado de uma vida centralizada na perversão e imoralidade.
O drama de Judá Esta também foi a história de um grande personagem bíblico, o patriarca Judá. Vamos, portanto, analisar o drama de sua vida e aprender com seus fracassos, bem como com o processo pelo qual se tornou um grande homem de Deus. Vamos analisar o seguinte texto: “… Então, tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica de sangue. E enviaram a túnica de várias cores, e fizeram levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se está será ou não a túnica de teu filho. E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma besta fera o comeu, certamente foi despedaçado José. Então Jacó rasgou os seus vestidos, e pôs saco sobre os seus lombos, e lamentou a seus filhos muitos dias.

E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou-se, porém, ser consolado, e disse: Na verdade com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura. Assim o chorou seu pai. E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda. E aconteceu no mesmo tempo que Judá desceu de entre seus irmãos, e entrou na casa de um varão de Adulão, cujo nome era Hira. E viu Judá ali a filha de um varão cananeu, cujo nome era Suá; e tomou-a e entrou a ela. E ela concebeu, e teve um filho, e chamou o seu nome Er, e tornou a conceber, e teve um filho, e chamou o seu nome Onã; E continuou ainda, e teve um filho, e chamou o seu nome Sela; e ele estava em Quezibe quando ela o teve.

Judá pois tomou uma mulher para Er, o seu primogênito, e o seu nome era Tamar. Er, porém, o primogênito de Judá, era mal aos olhos do Senhor, pelo que o Senhor o matou. Então disse Judá a Onã: Entra à mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita semente a teu irmão. Onã, porém, soube que esta semente não havia de ser para ele; e aconteceu que quando entrava à mulher de seu irmão, derramava-a na terra, para não dar semente a seu irmão. E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou. Então, disse Judá a Tamar sua nora: Fica-te viúva na casa de teu pai, até que Sela, meu filho, seja grande.

Porquanto disse: Para que porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim foi-se Tamar, ficou-se na casa de seu pai. Passando-se muitos dias, morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e depois se consolou Judá, e subiu aos tosquiadores das suas ovelhas em Timna, ele e Hira seu amigo, o adulamita. E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que o teu sogro sobe a Timna, a tosquiar as suas ovelhas. Então ela tirou de sobre si os vestidos da sua viuvez, e cobriu-se com o véu, e disfarçou-se, e assentou-se à entrada das duas fontes que estão no caminho de Timna, porque via que Sela já era grande, e ela não lhe fora dada por mulher.

E vendo-a Judá, teve-a por uma prostituta; porque ela tinha coberto o seu rosto. E dirigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, peço-te, deixa-me entrar a ti. Porquanto não sabia que era sua nora: e ela disse: Que darás, para que entres a mim? £ ele disse: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. E ela disse: Dás-me penhor até que o envies? Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, o teu cordão, e o cajado que estás em tua mão. O que ele lhe deu, e entrou a ela, e ela concebeu dele.

E ela levantou-se, e foi-se, e tirou de sobre si o seu véu, e vestiu os vestidos da sua viuvez. E Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo o adulamita, para tomar o penhor da mão da mulher, porém não a achou. £ perguntou aos homens daquele lugar, dizendo: Onde está a prostituta que estava no caminho junto às duas fontes? E disseram: Aqui não esteve prostituta alguma. E voltou a Judá, e disse: Não a achei; e também disseram os homens daquele lugar: Aqui não esteve prostituta. Então disse Judá: Tome-o ela, para que porventura não venhamos em desprezo; eis que tenho enviado este cabrito; mas tu não a achaste.

E aconteceu que, quase três meses depois, deram aviso a Judá, dizendo; Tamar, tua nora, adulterou, e eis que está pejada do adultério. Então disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada. E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro; Do varão de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão e este cajado. E conheceu-os Judá, e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a tenho dado a Sela meu filho. E nunca mais a conheceu. (Gn 37:31 – 38:26)
Sucintamente, este texto nos mostra como Judá foi saqueado pelo espírito de sensualidade. Dentre tantas coisas, ele perdeu sua identidade simbolizadas pelo selo, pelo cordão e pelo cajado, onde ele chega a se prostituir com a própria nora sem saber que era ela.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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