LUTANDO COM O MEDO – A Vida de Abraão

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LUTANDO COM O MEDO – A Vida de Abraão

Leia Gênesis 14:1-15:6
A lguma vez você já viajou, sentindo-se confortável com o seu estilo de vida? Tudo parecia estar dando certo. Você estava determinado, sentia-se bem, seu nível de autoconfiança e energia surpreendia até mesmo você. O mais importante é que você estava bem em seu relacionamento com Deus. Você estava próximo ao Senhor, e ele parecia próximo a você. Você confiava no Senhor e sabia que estava fazendo a sua vontade – ao menos na maior parte do tempo.

Abraão experimentou essas mesmas dinâmicas espirituais e emocionais após ter se separado de Ló. Então, como muitos de nós hoje, especialmente quando estamos tendo um bom progresso, Abraão teve de se deparar com uma crise emocional e espiritual. De repente, seu coração foi tomado pela ansiedade e pelo medo. Ele estava temeroso. O que havia sido um comportamento dinâmico, decisivo e corajoso, de um momento para o outro se transformou em reações fracas, ambivalentes e temerosas.

O QUE MUDOU?

O que aconteceu para mudar o senso de segurança de Abraão? Para responder a essa pergunta precisamos recapitular os eventos ocorridos antes da revelação de Deus. Naquela ocasião o Senhor disse: “Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande” (Gn 15:1).

Uma atitude generosa

Nós já analisamos a atitude generosa de Abraão em relação ao seu sobrinho. Em meio ao conflito entre os seus servos, Abraão ofereceu a Ló uma oportunidade sem precedentes. Seu sobrinho poderia escolher a terra que servisse melhor e ele ficaria com o restante.

Ló escolheu o melhor, deixando o seu tio com as áreas mais áridas e improdutivas de Canaã. A reação de Abraão foi uma demonstração impressionante de autonegação, autocontrole e auto-sa-crifício. Para usar a linguagem do Novo Testamento, ele ofereceu a outra face para o seu parente ingrato, egocêntrico e egoísta, que estava apenas interessado em seu próprio conforto.

Uma defesa memorável

Quando Ló se afastou de Abraão, ele acabou indo parar em Sodoma. Enquanto estava vivendo lá (Gn 14:12), quatro reis guerreiros desceram e tomaram “todos os bens de Sodoma e de Gomorra e todo o seu mantimento e se foram. Apossaram-se também de Ló, filho do irmão de Abrão, que morava em Sodoma” (w. 11,12).

Quando Abraão ouviu dizer que Ló havia sido capturado, ele resolveu agir. O texto das Escrituras descreve isso:

Ouvindo Abrão que seu sobrinho estava preso, fez sair trezentos e dezoito homens dos mais capazes, nascidos em sua casa, e os perseguiu até Dã. E, repartidos contra eles de noite, ele e os seus homens, feriu-os e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. Trouxe de novo todos os bens, e também a Ló, seu sobrinho, os bens dele, e ainda as mulheres, e o povo.

Gênesis 14:14-16

A ação de Abraão foi corajosa e decidida. Ele colocou a sua própria vida e a dos homens que o serviam em risco por causa de um sobrinho egoísta e orgulhoso. Vemos aqui um homem generoso e de bom coração, que não tinha nenhuma espécie de ressentimento, amargura ou animosidade por um parente que havia se aproveitado dele. A essa altura de sua vida, Abraão já era um maravilhoso exem-

plo do Antigo Testamento sobre o que significa fazer a vontade de Deus apesar das dificuldades e das circunstâncias difíceis. Ele era capaz de fazer o bem aos que o odiavam e ainda orar pelos que o maltratavam (ver Lc 6:27b, 28b).

Um testemunho incrível

Quando Abraão voltou de sua batalha contra os quatro reis guerreiros, o rei de Sodoma saiu para encontrá-lo. Ele estava muito agradecido pela gentileza de Abraão. O patriarca não somente havia resgatado Ló, sua família e seus bens, mas também libertado muitos outros sodomitas e trazido consigo suas posses. Para mostrar sua gratidão, “disse o rei de Sodoma a Abrão: Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo” (Gn 14:21).

A resposta de Abraão deve ter sido chocante para o rei: “Levanto a mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o que possui os céus e a terra, e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão” (14:22, 23).

Abraão se negou a identificar-se com a imoralidade e o paganismo degenerado de Sodoma. Ele deu as costas para o que o mundo classificaria como uma “oportunidade de ouro”, uma situação onde ele poderia sair lucrando.

Esse é um grande exemplo de consistência. Ló deixara Abraão com a parte mais improdutiva de Canaã. Aquelas ações egoístas provavelmente fizeram com que Abraão tivesse de se deparar com tempos realmente difíceis. E isso é um elemento que faz a recusa de Abraão em ficar com os despojos da batalha ser uma atitude difícil. Mesmo assim ele recusou. O patriarca disse ao rei de Sodoma, e podemos acrescentar, de uma maneira bem clara, que ele adorava “o Senhor, o Deus Altíssimo”. O seu Deus era capaz de suprir todas as suas necessidades físicas. Afinal de contas, Abraão acreditava que o seu Deus era o Criador do céu e da terra. Já que Deus possuía todas “as cabeças de gado aos milhares nas colinas” (SI 50:10, NVI), então ele podia confiar no Senhor para suprir as suas necessidades futuras.

DA CORAGEM PARA O MEDO

O que fez com que Abraão saísse de uma situação onde demonstrou tanta bravura para um estado tal que era necessário Deus encorajá-lo com as palavras “não temas, Abrão” (Gn 15:1)? A resposta a essa pergunta está diretamente relacionada com o que acabara de acontecer.

Você já tomou uma série de decisões que, quando olha para trás, parecem ter sido ingênuas e inconseqüentes? Acredito que foi isso o que aconteceu com Abraão. Quando ele refletiu sobre o que acabara de acontecer, foi tomado pelo medo. Reflita por um momento no que ele poderia estar pensando.

Uma retaliação em potencial

Abraão e seu pequeno grupo de homens haviam derrotado quatro reis e seus exércitos repletos de guerreiros altamente treinados. Eles poderiam ter atacado a qualquer momento, derrotado Abraão e levado cativos os seus servos, confiscado todos os seus animais, seu ouro, sua prata e tudo mais que eles conseguissem encontrar. Certamente teria sido plausível que o patriarca, num momento de reflexão, se perguntasse: “O que foi que eu fizr”’ Ou ainda “Qual o propósito disso tudo?” A resposta séria e adequada seria algo como: “Eu arris-quei o meu pescoço e a vida de toda a minha família por causa de um sobrinho egoísta e ingrato”.

A pobreza em potencial

Esse patriarca do Antigo Testamento não somente se arriscou a ser aniquilado e/ou escravizado. Ele também declinou a oferta de posses materiais que lhe pertenciam por direito e as quais certamente poderia ter usado. Ló havia escolhido a campina fértil do Jordão e deixou Abraão correndo o risco de ficar pobre. Seus grandes rebanhos de bois e ovelhas iriam comer rapidamente toda a grama que insistia em crescer naquela terra desolada e que ainda se recuperava de uma fome bastante severa.

Algo humanamente impossível

Deus havia prometido que daria a Abraão uma terra, uma grande família que se tornaria uma nação e uma bênção especial que iria atingir todo o mundo. Naquela altura de sua vida, Abraão não tinha nenhuma segurança a respeito daquelas promessas. Ele deveria estar duvidando de tudo o que o Senhor havia dito.

O problema mais sério na mente de Abraão era que ele não tinha um filho. Como poderia vir a ser uma grande nação? Talvez em algum momento ele chegou a ter pensado que Ló seria o meio usado por Deus para cumprir a sua promessa. Mas essa esperança sumiu rapidamente quando seu sobrinho se apartou dele e de Deus.

Esse era um problema muito sério para Abraão. E por isso que mais tarde ele foi buscar ao Senhor, a sua única fonte de ajuda. Sua oração foi: “Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro” (15:2,3). ^

AS PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO DITAS POR DEUS

Deus entendeu o questionamento de Abraão. Ele sabia que Abraão havia dado um passo de fé e ido viver numa terra estranha. O Senhor sabia que Abraão, de maneira bondosa, tinha aberto mão das melhores partes da terra prometida. Deus também sabia que ele havia ido resgatar um sobrinho ingrato. O Senhor tinha conhecimento de que ele havia se recusado a se identificar com o sistema mundano ao seu redor, j

Além disso, Deus entendia como Abraão se sentia a respeito da possibilidade de sofrer retaliação dos reis que foram derrotados e do medo que tinha da pobreza por causa das ações que tomara. E também de sua confusão a respeito da impossibilidade de Deus cumprir a suas promessas, já que ele não tinha um filho.

Se você estivesse vivendo em meio a essas mesmas circunstâncias, qual seria a sua reação? Abraão deve ter ficado em estado de choque. Mas o Senhor não se esqueceu dele. Deus compreendia todos aqueles sentimentos. E por isso que o Senhor estendeu a mão para seu servo e lhe deu uma mensagem para acalmá-lo. Deus falou direta-

mente sobre cada um dos eventos que haviam levado Abraão a viver aquela crise emocional e espiritual.

Eu sou o seu escudo

A preocupação inicial de Abraão era o medo da retaliação. Mas Deus prometeu que seria o seu escudo contra os inimigos armados. Esse é um belo exemplo do Antigo Testamento do que Paulo tinha em mente quando encorajou os efésios, dizendo: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus”, para que eles pudessem “ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6:11).

Eu sou a sua grande recompensa

A segunda preocupação de Abraão envolvia uma possível pobreza. Ele havia acabado de recusar uma grande recompensa do rei de Sodoma ao dizer “nada quero para mim” (Gn 14:24). Mais uma vez podemos ver as palavras afirmadoras de Deus, uma repetição de sua promessa de que Abraão seria abençoado abundantemente por sua fidelidade.

Será assim a tua posteridade

O Senhor entendeu por que Abraão estava preocupado e temeroso. E por isso que ele voltou a falar com Abraão e explicou o seu plano, desta vez fornecendo ainda maiores detalhes. Na escuridão da noite, talvez quando Abraão, tomado pelo medo e ansiedade, se revirava deitado em seu tapete, Deus “então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade” (15:5).

Essa palavra específica e dramática da parte do Senhor devolveu a Abraão um senso de segurança, acalmou os seus nervos e dissipou os seus medos. Naquele momento lemos uma das declarações mais significativas de toda a Escritura: “Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça” (15:6).

O que aconteceu no coração de Abraão naquele momento? Veja a explicação dada por Paulo sobre o que aconteceu naquela noite clara e estrelada:

Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça.

Romanos 4:18-22

Aquele foi o momento de conversão pessoal para Abraão. Paulo continuou explicando de uma maneira mais específica o que ocorreu naquela noite e como isso se relaciona com a nossa salvação pessoal:

E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta, mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naqueje que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação. Justificados, pois, mediante a fé [como Abraão], temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

Romanos 4:23-5:1

Nenhum homem jamais foi salvo pelas suas obras, nem mesmo Abraão. A salvação sempre foi pela fé. Naquela noite estrelada, milhares de anos atrás, Abraão simplesmente olhou para frente, para a cruz e a ressurreição, enquanto nós olhamos para trás. Naturalmente, o nosso entendimento é muito maior.

TORNANDO-SE UM HOMEM DE DEUS HOJE Princípios de vida

Poucos de nós irão experimentar hoje em dia aquilo que causou medo a Abraão, mas nos deparamos constantemente com as mesmas dinâmicas emocionais e espirituais. Ainda que as circunstâncias possam

variar através da história, nossos sentimos são basicamente os mesmos. Abraão não era diferente de você ou de mim no que diz respeito a suas necessidades básicas. Ele era um ser humano. É por isso que sua experiência nos fornece princípios capazes de nos guiar para passarmos sobre as mesmas montanhas e atravessamos os mesmos vales.

• Princípio 1: E normal passarmos por períodos de dúvida e medo logo após termos grandes momentos de vitória em nossas vidas cristãs.

Existem várias razões por que isso acontece.

Graça para o momento

Em primeiro lugar, Deus muitas vezes nos dá graça para encararmos os desafios quando eles surgem, e não antes. Certamente foi isso que aconteceu com Abraão. Eu já vi isso acontecer com muitos cristãos. Fico surpreso como algumas pessoas são capazes de passar por crises na vida sem deixar enfraquecer a sua fé. Na mesma semana que eu estava preparando este material me encontrei com uma mulher cujo esposo é inválido. Ele foi vítima de um derrame e é incapaz de cuidar de si próprio. O que faz esta situação especialmente triste é que aquele homem era bastante ativo e cheio de vida antes de sua doença. Era o tipo de pessoa que estava sempre sorrindo e tinha uma palavra de encorajamento a todos. Quando ele me cumprimentava depois do culto em nossa igreja, sempre me fazia sentir como se tivesse acabado de pregar o melhor sermão de todos os tempos. Ele era – e ainda é -um tremendo homem de Deus.

É compreensível que isso tenha criado um grande problema para a sua esposa, tanto físico quanto emocional e espiritual. Mesmo assim, ela me disse que estava experimentando a graça e a bondade do Senhor em sua vida. “Deus é tão bom!” – ela exclamou. Não é necessário dizer que fui abençoado com aquele testemunho. E mais uma vez me maravilhei com a presença e a provisão de Deus quando as pessoas precisam enfrentar crises que estão além de seu controle.

Química corporal

Em segundo lugar, é comum que as situações em que nos sentimos abatidos emocionalmente ocorram após períodos de vitórias emocionais. Abraão certamente deve ter experimentado essa dinâmica humana. Ela está relacionada com a química de nosso corpo e não com o nosso nível de espiritualidade. Infelizmente, quando estamos ansiosos, temerosos ou deprimidos, temos a tendência de colocar a culpa em nosso relacionamento com Deus, questionando se nós falhamos ou se ele nos esqueceu. Mas não é isso que ocorre. O amor e a graça de nosso Pai nunca mudam.

O profeta Elias passou por esse tipo de experiência depois de sua grande vitória no monte Carmelo contra os profetas de Baal. Quando Acabe e Jezabel não deram a resposta que ele estava esperando, o profeta desejou morrer. O motivo básico para aquele período de depressão em sua vida é que ele estava exausto física e mentalmente. Isso contribuiu para a sua desilusão espiritual. Veja o que Deus fez. Ele o fez adormecer e o sustentou com uma boa alimentação (1 Rs 19:1-9).’

Os passos para derrotar os nossos períodos de dúvidas e medo algumas vezes são tão práticos como este. Eu já vi isso funcionar em minha própria vida e pude ver isso dar certo na vida de outros. E impressionante o que uma boa noite de descanso pode fazer com as nossas perspectivas, incluindo a maneira como nos sentimos a respeito de nosso Pai celestial.

Ataques satânicos

Em terceiro lugar, Satanás certamente tenta lucrar com esses períodos de exaustão física, emocional e espiritual. Isso aconteceu com Jesus Cristo após ter ele jejuado e orado no deserto durante quarenta dias. O diabo tentou ao Senhor para que violasse a vontade de seu Pai na área de orgulho, poder e posses (Mt 4:1-11). Se nosso arquiinimi-go atacou Jesus em seu momento de fraqueza, não deveria ser surpresa para nós que ele também nos atacasse.

• Princípio 2: Períodos de dúvida e medo nos dão oportunidade

para que Deus revele a si mesmo a nós de uma maneira ainda maior.

Foi durante aquele período de dúvida e medo que Deus se revelou a Abraão e o lembrou de sua presença, seu poder e também lhe garantiu que nunca o abandonaria. Isso também é válido para nossas vidas. Enquanto penso a respeito de minha própria vida, vejo que alguns dos eventos que propiciaram maior crescimento espiritual aconteceram quando eu me sentia triste e deprimido. Foi nessas ocasiões que Deus pôde falar comigo de maneira mais clara. Também foi durante esses períodos que consegui ser mais sincero com o Senhor.

Tenho um amigo que é um homem de negócios. Ele periodicamente tira uma folga de seu mundo agitado para passar um dia inteiro lendo a Bíblia ou um bom livro cristão e passar algum tempo em oração. Esse amigo me contou que o tempo mais agradável para fazer isso é quando ele está mais estressado com o seu trabalho. Da perspectiva humana, não faz sentido que ele tire essa “folga”. Existe muito a ser feito. Mas, como resultado, meu amigo recupera seu equilíbrio físico, emocional, espiritual e renova suas forças. Então ele consegue fazer muito mais no seu trabalho no dia seguinte. Além disso, é durante esses momentos de pausa que ele experimenta um crescimento espiritual maior.

• Princípio 3: Durante os períodos de crises em nossas vidas, Deus

fortalece a nossa fé e nos capacita a acreditar nele de

uma maneira que nunca havíamos feito antes.

Para Abraão, esse período de duvida e medo resultou em sua salvação. E verdade que ele estava seguindo o chamado do Senhor. Deus o estava guiando e falando com ele. Abraão havia até mesmo adorado ao Senhor com uma oferta especial nos altares que construiu em vários lugares de Canaã. Só não conseguia entender a justificação pela fé até aquela noite em que ficou sob as estrelas. Talvez seja isso que Deus quer fazer em sua vida. Você se considera um homem religioso. Vai para a igreja com regularidade. Contribui fielmente com o seu dinheiro e talvez já tenha até se batizado. Mas você é salvo? Já

nasceu de novo? Conhece a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal? Já colocou sua fé em Jesus Cristo e naquilo que ele já fez por você ao providenciar a sua salvação? Se não pode dizer sim a essas perguntas, use este momento para responder ao chamado do Espírito Santo em sua vida e receba o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador.

APLICAÇÃO PRÁTICA
Para aplicar esses princípios em nossas vidas devemos revisar e ilustrar o que aconteceu na vida de Abraão (veja figura abaixo). Enquanto você refaz o círculo com os olhos, veja que Abraão tinha uma necessidade básica: sentir-se seguro e fortalecido. Seu objetivo era fazer a vontade de Deus. Seu comportamento era dar um passo de fé e obedecer ao Senhor. Como conseqüência, ele se separou de Ló mesmo tendo perdas pessoais. Abraão chegou até mesmo a defender Ló após este ter se voltado contra ele. O patriarca também se recusou a se identificar com aquela sociedade imoral.

Porém, durante o processo, Abraão se deparou com uma muralha de frustração. Ele teve de encarar a ameaça da pobreza. Também se deparou com a forte possibilidade de sofrer retaliação de seus inimigos. Encarou o fato de que continuava sem ter um herdeiro natural para que a promessa de Deus se cumprisse. O resultado foi medo e ansiedade.

A reação de Abraão é um modelo para todos nós. Ela mostra que ele clamou a Deus. Como já vimos, o Senhor assegurou a Abraão que iria ajudá-lo a passar por cima daquela muralha de frustração.

Você consegue se identificar?

Como tudo isso se aplica a você e a mim? Nós também nos deparamos com muralhas de frustração. Talvez tenhamos muitas necessidades físicas, psicológicas e espirituais. Iremos nos deparar com obstáculos no ambiente em que vivemos. Isso naturalmente cria em nós sentimentos de medo e ansiedade. O problema pode ser financeiro. Talvez tenhamos um senso de inadequação. Podemos passar por conflitos sociais ou ter restrições físicas que nos impedem de trabalhar como gostaríamos.

A questão que todos nós devemos encarar ao aplicar esses princípios da vida de Abraão é: “Como estou lidando com as minhas próprias frustrações?” Lembre-se de que o medo é uma reação natural. Alguns cristãos – por causa do medo – ficam retraídos. Outros se tornam imóveis ou improdutivos, talvez possam ainda tentar fugir do problema. Alguns respondem com ira e ficam fora de controle. Em meio a sua raiva, eles se tornam agressivos e tentam demolir a muralha, pouco se importando com os sentimentos e necessidades dos outros. Os resultados normalmente são devastadores.

Estabeleça um objetivo

Enquanto você reflete sobre esse processo na vida de Abraão e os princípios que já aprendemos, estabeleça um alvo que irá ajudá-lo a vencer o seu próprio medo. Se o que você acabou de estudar não se aplica de um modo particular a sua vida, estabeleça um objetivo que irá capacitá-lo a ajudar outras pessoas a lidar com o medo:
Memorize o seguinte texto bíblico

Procure memorizar esta passagem das Escrituras para ajudá-lo a alcançar o seu objetivo:

Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia [medo], mas de poder, de amor e de moderação.

2 Timóteo 1:7
Crescendo juntos

Estas perguntas destinam-se a discussão em pequenos grupos de estudo:

1. Enquanto você estava estudando essa experiência da vida de Abraão, o que aprendeu que poderá ajudá-lo a vencer os seus conflitos com o medo?

2. Você se lembra de um período em sua vida quando experimentou muito medo após ter passado por uma vitória importante ou um momento de sucesso em sua vida? Gostaria de compartilhar essa experiência conosco? •

3. Talvez você esteja passando por um momento de medo. Gostaria de compartilhá-lo conosco para que pudéssemos estar orando com você?

4. Como você tem lidado com as várias muralhas de frustração que surgiram em sua vida?

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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