Evidência Que Requer Uma Decisão – Quem é Jesus

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30/03/2016
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30/03/2016

Evidência Que Requer Uma Decisão – Quem é Jesus

Se um homem brilhante chegasse à sua cidade e começasse a atrair enormes multidões para ouvi-lo falar, admirados com seus ensinamentos e com sua sabedoria — embora Ele não tivesse qualquer educação formal além do que aprendera em uma carpintaria — você ficaria impressionado o bastante para ir ouvi-lo espontaneamente?

E se esse homem começasse a curar todos os tipos de doenças, os aleijados e até mesmo aqueles com possessão demoníaca. E depois, se esse homem começasse a fazer milagres extraordinários — milagres que desafiassem a lógica humana, como, por exemplo, andar sobre a água, alimentar multidões com o pequeno lanche de um menino e transformar água no mais delicioso vinho que você já provou — você se inclinaria a pensar que esse homem teria poderes sobrenaturais?

E se esse mesmo homem tivesse ressuscitado pelo menos três pessoas, na frente de muitas testemunhas idôneas, e se o maior profeta de sua geração o chamasse de “Filho de Deus” e posteriormente testemunhasse que Ele era o Messias prometido — você acreditaria nisso? Estaria ao menos disposto a investigar suas declarações mais a fundo?

E se durante suas investigações você descobrisse mais de trinta profecias específicas — como época e local de seu nascimento, detalhes sobre sua vida extraordinária e o modo como deveria morrer — feitas centenas de anos antes de seu nascimento e que foram perfeitamente cumpridas por Ele, você concluiria que este homem, diferente de todos os outros naquela época ou agora, veio de Deus?

E se você também ouvisse esse homem dizer coisas como “Eu e o Pai somos um” [isto é, “Eu sou igual a Deus”], “Tenho poder de ressuscitar os mortos”, “Eu sou o Juiz diante de quem todos os homens estarão na eternidade” e “Eu sou o Filho unigênito de Deus que veio para buscar e salvar os perdidos” — VOCÊ ACREDITARIA NELE?

Estas são as perguntas que as pessoas da época de Jesus enfrentaram. Muitos, como os discípulos, “creram nele”. Um falou por todos eles quando disse a Jesus: “Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6.68) Eles o aceitaram como Deus em forma humana, vindo a este mundo para fazer o que nenhum outro poderia: morrer pelos pecados de todos. Esses homens, e milhares de outros como eles, morreram prematuramente como mártires porque se recusaram a abandonar a crença na divindade de Jesus de Nazaré. Eles alegremente entregaram suas vidas para servi-lo e estavam dispostos a fazer isso até o fim. Estavam tão convencidos de sua divindade e de sua posição como o Messias-Salvador que oraram — “Senhor meu e Deus meu!”

Por Que os Líderes Judeus o Rejeitaram?

Naturalmente, nem todos aceitaram Jesus, muito embora admitissem que nenhum homem poderia fazer tais milagres ou ministrar ensinos tão maravilhosos “se Deus não estiver com ele” (João 3.2). Alguns, quando se defrontaram com seu poder miraculoso para curar todas as espécies de enfermidade, diziam que Ele fazia essas coisas pelo poder de Satanás. Nisto eles blasfemaram.

Podemos perguntar a nós mesmos: “Por que eles o rejeitaram?” Jesus deu a resposta em João 5.40. Depois de enfrentar seus opositores com as Escrituras (que Ele dizia “que testificam de mim”), Ele lhes disse: “Não quereis vir a mim para terdes vida.” No original grego, a palavra “quereis” está no tempo passado. Isto é, “não quisestes vir a mim”. Eles não rejeitaram Jesus como o Cristo com base na evidência ou na lógica, pois não podiam usar as Escrituras para provar que Ele não era o Messias encarnado, nem podiam apontar alguma deficiência moral que o impedisse de ser o perfeito Filho de Deus. Eles o rejeitaram, como Jesus mesmo disse, por causa de sua vontade. O problema deles não estava relacionado à mente, à razão, à evidência, ou aos fatos em si; relacionava-se à “vontade”. Eles se recusariam a aceitá-lo mesmo que um homem saísse da sepultura e lhes dissesse que Jesus estava dizendo a verdade.

Em uma análise final, tudo é sempre uma questão de vontade. Se as pessoas teimosamente se recusam a acreditar, apesar da força da evidência, elas viverão e morrerão na descrença. Se as pessoas, porém, forem abertas, Deus lhes proporcionará ampla evidência para apoiar sua crença. Jesus disse: “O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou.

Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” (João 7.16-17). Se qualquer indivíduo procura sinceramente a verdade, Jesus promete que Deus lhe provera todas as informações e evidências de que ele necessita para crer.

Meu amigo, Dr. John Hunter, da Inglaterra, é um bom exemplo. Ele tem servido ao Senhor fielmente por mais de cinqüenta anos. Porém John não foi sempre um cristão. Como piloto de um bombardeiro da RAF (Força Aérea Real) durante a Segunda Grande Guerra, ele passou por experiências terríveis. Um dia, sabendo que podia morrer a qualquer hora, ele fez esta simples oração: “Deus — se de fato existe — espero que ouça minha oração e se revele a mim. Se o Senhor o fizer, eu vou aceitá-lo e servi-lo.” Em sua graça soberana, Deus ouviu aquela oração sincera, colocando na vida de John algumas pessoas que anunciaram o evangelho a ele. Finalmente ele aprendeu o bastante sobre Jesus para tornar-se crente. Ele convidou Jesus a entrar em sua vida e foi maravilhosamente convertido.

Isto não aconteceu só com ele! Muitas pessoas têm feito essa simples e sincera oração e Deus lhes tem respondido. O eunuco etíope de Atos 8 é outro exemplo de uma busca sincera de Deus (neste caso, ele tinha ido ao templo em Jerusalém em busca de paz com Deus, mas não a havia encontrado). O Senhor levou o evangelista Filipe até o deserto para encontrá-lo e guiá-lo aos pés de Cristo. Como muitas outras pessoas, após receber Cristo em seu coração, ele “foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo” (Atos 8.39).

Naturalmente as coisas nem sempre aconteceram assim, pois os líderes judeus da época de Jesus “não quiseram ir a Ele”. Os ensinos de Jesus conflitavam com suas idéias preconceituosas, que eram baseadas apenas nas tradições dos homens e não na Escritura. Suas mentes já estavam predispostas e suas vontades estabelecidas; conseqüentemente eles rejeitaram a verdade que Jesus ensinou. Para fazer isto eles tiveram de fechar os olhos para a enorme quantidade de evidência a respeito da identidade de Jesus, que Ele mesmo lhes havia provido.

 

A Importância da Vontade Humana

Dizem que duas coisas são certas na vida: a morte e os impostos. Uma terceira poderia ser acrescentada a esta lista: a escolha. Cada homem ou mulher, em algum momento de sua vida, precisa fazer uma escolha, quer para aceitar ou rejeitar a pessoa de Deus. Esta escolha começou no Jardim do Éden e está em vigor até hoje, permanecendo ainda durante o próximo milênio, quando Cristo retornar para estabelecer seu reino de paz e justiça.

Mesmo antes de ter criado Eva, a Escritura diz que Deus plantou um jardim chamado Éden (veja Gênesis 2). Ali, junto a todas as espécies de arvores, Deus colocou Adão, o primeiro homem. Deus permitiu a Adão livre acesso a todas elas, com a única exceção da “árvore do conhecimento do bem e do mal”. Desta árvore, Adão e sua esposa Eva foram proibidos de comer. Você conhece a história: eles desobedeceram e comeram o fruto daquela árvore… e a escolha universal de obedecer ou desobedecer a Deus passou a fazer parte de toda a raça humana. Em todas as eras homens e mulheres têm enfrentado o problema de obedecer a Deus ou rejeitar sua vontade. Deus deu a Adão e Eva uma vontade livre, que foi transmitida a seus filhos e a todos os seres humanos a partir de então.

Caim e Abel são dois outros exemplos de indivíduos com a vontade livre. Caim escolheu desobedecer a Deus e Abel escolheu obedecer-lhe. Do mesmo modo, cada pessoa no mundo tem enfrentado esta escolha.

O caminho de Deus é o caminho da justiça e retidão. O caminho do homem é o de fazer sua própria vontade. Alguns que escolhem seu próprio caminho escolhem uma vida vulgar e ímpia; outros escolhem “fazer o que acham mais reto” (Juizes 21.25). Porém, em todas as épocas, a escolha é deles. Infelizmente, a maioria sempre deseja escolher seu próprio caminho.

Isto era verdade nos dias de Noé, quando o mundo se tornou tão corrompido que Deus decidiu destruir todos os homens, com exceção de apenas oito pessoas, e recomeçar a raça humana. Mais tarde Ele criou a raça hebréia por meio de Abraão e Sara. Em seguida, começou a dar normas ao seu povo, para que as gerações futuras tivessem um registro mais detalhado de sua vontade.

Novamente, muitos aceitaram sua vontade e seguiram seu caminho, mas a maioria não aceitou. Foi então que Ele começou a preparar o mundo para o Messias-Salvador, que ofereceria um sacrifício permanente pelos pecados da humanidade, sacrificando-se pelos pecados do mundo. As profecias que temos estudado tinham o propósito de fazer com que aqueles que vivessem na época da vinda do Messias pudessem reconhecê-lo e aceitá-lo. Aqueles que queriam fazer a vontade de Deus não tiveram dificuldade de reconhecer e aceitar Jesus como sendo o Messias. Mas aqueles que “não quiseram ir a Ele” rejeitaram-no, apesar de toda a evidência.

O mesmo acontece nos dias de hoje!

Na realidade, a coisa mais importante neste mundo é como cada indivíduo exercita livremente sua vontade. O destino eterno de cada pessoa é determinado por sua decisão pessoal. Pois, como disse o próprio Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). Esta não é apenas uma das muitas declarações de Cristo que provam que Ele é o divino Filho de Deus; é seu oferecimento de salvação eterna a todos os que crerem. Diante de todas as evidências da divindade de Cristo e das muitas razões para crer nele, somos forçados a tomar uma decisão a respeito dele.

A Pergunta Mais Importante do Mundo: O Que Você Pensa de Jesus?

Um dia, já no período final de seu ministério, Jesus estava caminhando por uma estrada com seus discípulos e lhes fez esta pergunta: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” E eles responderam: “Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias, ou algum dos profetas” (Mateus 16.13-14). Todas essas respostas merecem considerações, pois incluem alguns dos grandes nomes da Bíblia. Muitos de nós ficaríamos lisonjeados se alguém nos incluísse entre eles. Mas nunca Jesus! Ele então voltou-se para os seus discípulos e perguntou objetivamente: “Mas vós… quem dizeis que eu sou?”

Esta é a pergunta mais importante do mundo. Quem você diz que é Jesus?

Observe cuidadosamente a resposta clássica de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Jesus aprovou sua resposta, pois disse: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus: o que ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos céus” (Mateus 16.16-19).

É importante notar que não foi a inteligência humana de Pedro que “revelou” isto a ele, embora ele tivesse testemunhado os muitos acontecimentos na vida de Cristo mencionados neste livro. Sua experiência o havia convencido de que Jesus era efetivamente o Messias-Salvador de Israel. Deus Pai revelou ao coração de Pedro a verdade clássica: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Esta afirmação, na realidade uma mensagem de Deus dada por intermédio do apóstolo Pedro, foi tão importante que Jesus disse que “edificaria sua igreja” sobre esse testemunho. E isso realmente aconteceu! Agora, dois milênios mais tarde, é incontável o número de pessoas que aceitaram Jesus Cristo como “o Filho do Deus vivo”.

Observe também que, por causa deste testemunho, foram dadas a Pedro “as chaves do reino do céu”, isto é, ele seria a primeira pessoa a pregar o evangelho e oferecer o perdão do pecado e a salvação em nome de Jesus tanto aos judeus (Atos 2) como aos gentios (Atos 10). Foi Pedro quem abriu a porta do “reino do céu” (ou a porta da salvação pela fé) a um mundo perdido.

Pedro deu a resposta certa à pergunta vital do Mestre: “Vós… quem dizeis que eu sou?” Esta mesma pergunta é feita agora a você: Quem você diz que Ele é? Seu destino eterno é determinado por sua resposta.

Jesus: O Único Perfeito Salvador do Mundo

A primeira vez que visitei um campo missionário foi no México, entre os índios Chamula. Na maior aldeia daquela tribo, visitamos uma grande e antiga igreja católica. Depois da revolução ocorrida uns setenta anos antes, os índios expulsaram a igreja católica de seu território e estabeleceram sua própria forma de adorar. Quando caminhei em direção ao altar no interior da igreja, fiquei surpreso ao encontrar ali uma grande cruz — mas, em vez de uma réplica de Cristo, havia uma imagem de índio Chamula.

Nosso guia missionário (que exercia o ministério entre aqueles índios) explicou que, quando os índios estabeleceram sua própria religião, os líderes “procuraram o melhor homem em sua tribo e o crucificaram” na tentativa de proporcionar um “salvador Chamula”. Obviamente eles eram sinceros. Mas, apesar de aquele homem ser considerado “o melhor em sua tribo”, ele tinha duas falhas fatais: ele não era divino e, conseqüentemente, não poderia ser perfeito. Pára que pudesse oferecer um sacrifício adequado pelos pecados da humanidade, o “Salvador” devia ser mais do que um simples homem — ele devia ser Deus em forma humana e precisava ser “um cordeiro sem defeito e sem mácula”.

Somente Jesus de Nazaré possui qualificação para isso.

Em 1994 realizou-se em Chicago um grande simpósio sobre as religiões do mundo. Participaram dele mais de sete mil representantes das religiões mais importantes do mundo. Meu amigo Irwin Lutzer, pastor da Igreja Moody de Chicago, participou daquele simpósio e contou depois sua experiência:

Circulei por toda a área de reunião à procura de um profeta/ mestre/Salvador. Perguntei a um Swami hindu se alguém dos seus mestres alegava ser perfeito. “Não”, disse ele, aparentando irritação com minha pergunta, “se alguém afirmar que é perfeito, ele não é um verdadeiro hindu!”

E quanto a Buda? Não, disseram-me, ele não alegava ser perfeito. Buda apenas encontrou um grupo de ascetas e pregou sermões a eles, ensinando que as coisas exteriores são passageiras e estimulando-os a uma vida de disciplina e contemplação. Ele procurava a iluminação e incentivava seus seguidores afazerem o mesmo. Mas morreu procurando a iluminação. Não existe nenhuma perfeição nisso.

E com respeito a Baha ulllah? Ele declarou que tinha a mais clara e completa revelação de Deus já apresentada. Embora ele estivesse convencido da verdade de seus ensinos, fez poucas reivindicações pessoais. Ele achava que seus ensinos eram “mais perfeitos “do que os outros, mas nunca alegou ser ele mesmo perfeito ou sem pecado. Quando cheguei aos representantes da fé islâmica, já sabia que no Alcorão o profeta Maomé admitia sua necessidade de perdão. Eles concordaram, que “Há somente um Deus, Alá, e Maomé é o seu profeta” (o credo básico muçulmano), entretanto, reconheceram que Maomé não era perfeito. Novamente, nenhuma perfeição aqui.

Porque eu estava procurando um Salvador perfeito? Porque não quero ter de confiar em um Salvador que esteja na mesma condição em que me encontro. Não posso confiar minha alma eterna a alguém que ainda está lutando contra suas próprias imperfeições. Já que sou pecador, preciso de alguém que esteja em um nível mais alto.

Compreensivelmente, nenhum dos líderes religiosos com quem falei admitia ter um Salvador. Seus profetas mostravam o caminho mas não tinham nenhuma pretensão de perdoar pecados ou colocar-se acima de qualquer ser humano. Como os sinais de trânsito, eles indicavam as direções mas não são capazes de levar-nos aonde precisamos ir; se precisamos de salvação, teremos de consegui-la sozinhos. A razão é clara: por mais sábios ou influentes que fossem esses profetas, gurus e mestres, eles sabiam que eram imperfeitos, exatamente como o resto de nós. Eles jamais se julgaram capazes de salvar os homens da escravidão do pecado nem de levar peca-dores à presença de Deus.

Cristo foi completamente diferente deles!

“Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes? “ (Jo 8.46.) Ele condenou a hipocrisia daqueles que o criticavam, mas nenhum deles tentou fazer o mesmo com Ele.

 

Somente a perfeição de Jesus seria suficiente para satisfazer às exigências da morte pelos pecados do mundo. E essa era a principal razão pela qual Jesus veio ao mundo. O Dr. Lutzer acrescenta outro testemunho a respeito da vida sem pecado de Jesus:

Judas, aparentemente um amigo que se transformou em inimigo, disse: “Pequei, traindo sangue inocente” (Mt 27.4).

 

Pilatos, que desejou encontrar defeitos em Cristo, confessou: “Não vejo neste homem crime algum “ (Lc 23.4).

 

Pedro, que viveu com Ele por três anos, disse que Ele “não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca “ (1 Pe 2.22).

 

O apóstolo Paulo disse que Deus Pai fez com que “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21).

 

Jesus ou foi um ser perfeito ou então foi o maior dos pecadores por ter enganado tantas pessoas. Como afirma C. E. Jefferson: “A melhor razão que temos para crer na vida santa de Jesus é o fato de Ele ter permitido que muitos de seus amigos pensassem que Ele era sem pecado.”

Porque Cristo foi isento de pecado, tão comum a qualquer ser humano? Se Ele, como nós, tivesse tido um pai humano, teria tido também uma natureza pecaminosa. Se Ele tivesse sido o filho de Adão de uma forma natural Ele teria sido um pecador.

A concepção virginal de Jesus preservou-o do pecado. Maria experimentou um milagre especial que garantiu a perfeição de seu filho. Ele era como nós, mas com uma diferença fundamental.

 

Pecado: O Problema Universal

A partir dos dias de Adão e Eva no Éden, todos os indivíduos têm sido contaminados pelo mesmo problema em relação a Deus: pecado! Como diz a Bíblia: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho” (Isaías 53.6). E novamente: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus… Não há justo, nem sequer um” (Romanos 3.23). Somente Jesus de Nazaré podia perguntar aos seus contemporâneos: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (João 8.46) e não obter nenhuma resposta. Qualquer pessoa ficaria envergonhada de fazer esta pergunta, porque sabemos todos muito bem que somos imperfeitos e pecadores.

Por isso Deus podia dizer por intermédio do profeta Isaías: “Vinde, pois, e arrazoemos”, diz o Senhor; “ainda que os vossos pecados são como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve” (Isaías 1.18). Essa é a razão pela qual Deus enviou seu único Filho para ser nosso sacrifício pelo pecado, para que por meio dele possamos alcançar perdão e “vida sempiterna”. Tal salvação somente pode ser obtida pela fé em Jesus Cristo, que disse de si mesmo: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14.6)

Outro Simpósio em Chicago

Há mais de cem anos (na primeira vez que a Feira Mundial veio a Chicago), realizou-se outro grande simpósio sobre religião em Chicago. Setecentas pessoas se amontoavam no pavilhão para ouvir um dos mais brilhantes oradores hindus do mundo, Swami Vivekananda. Ele fez uma brilhante exposição das facetas filosóficas do hinduísmo, a religião de sua pátria, terminando com estrondosos aplausos. O próximo orador seria um famoso clérigo cristão que, por alguma razão, preferiu não apresentar a filosofia do cristianismo. Possivelmente ele temia que a história do Filho de Deus morrendo pelos pecados dos homens fosse simples demais para fazer frente aos belos ideais do hinduísmo.

Quando o presidente anunciou que o próximo orador preferiu não falar, um pesado silêncio caiu sobre o pavilhão. Desesperado, o presidente perguntou se alguém poderia falar sobre o cristianismo em seu lugar. De repente, alguém sentado no fundo, um professor de escola dominical, de Chicago, chamado Joseph Cook, caminhou até a frente dizendo que gostaria de contar uma história. Ele contou então a história de Macbeth, de Shakespeare, dizendo como Lady Macbeth e seu marido foram coniventes na morte do rei e como sua culpa levou-a à beira da loucura. Finalmente, quando ela não mais podia livrar suas mãos do sangue de seu pecado, ela exclamou aquele famoso verso: “Fora! Fora, mancha maldita!”

Dirigindo-se a Swami Vivekananda, Joseph Cook perguntou: “Senhor, que alívio o hinduísmo tem a oferecer a Lady Macbeth para limpá-la de seu pecado?” O perturbado Swami admitiu que o hinduísmo não tinha meios de perdoar pecado.

Joseph Cook então tirou do bolso seu Novo Testamento e disse: “Gostaria de mostrar-lhes o remédio que o cristianismo tem para o pecado.” Ele leu: “Se… andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.7-9). Em seguida ele explicou como Cristo morreu sobre a cruz pelos pecados de todo o mundo e convidou todos a receberem Jesus como seu salvador pessoal.

Anos mais tarde, quando visitava um dos maiores templos hindus na índia, vi um jovem ajoelhar-se à frente de uma gravura esculpida em mármore no chão do templo. Repentinamente ele começou a curvar-se e a bater sua testa contra o emblema esculpido no mármore até que o sangue escorresse sobre seu rosto. Quando perguntei a alguém por que ele fez aquilo, me disseram que “ele estava tentando ser perdoado de seus pecados”. A cena lembrou-me aquela história de Chicago e o fato de o hinduísmo ainda não ter solução para o pecado. Porém nem o confucionismo, ou o maometanismo, ou o taoísmo ou qualquer outra religião no mundo oferecem tal solução. Somente o cristianismo pode oferecer perdão de pecados por meio do sangue de Jesus Cristo e vida eterna através da fé nele.

Como um homem poderia morrer pelos pecados do mundo inteiro? A razão está em quem Ele era. Não era um simples homem que estava pregado naquela cruz; era Deus em forma humana. Somente a morte do Filho de Deus podia salvar-nos do pecado. E somente Jesus Cristo é o verdadeiro Filho de Deus.

Uma Breve Revisão

Na minha juventude desejei ser um advogado para atuar nos tribunais. Nenhuma outra área do direito me atraía; somente o que me atraía era a oportunidade de apresentar evidência factual perante os membros de um júri para convencê-los de que meu cliente era ou inocente ou culpado. Este livro tem alguma relação com aquele sonho há muito abandonado.

Começamos com o fato de que Jesus de Nazaré era mais do que um simples carpinteiro de trinta e três anos. Nenhuma outra pessoa na história exerceu tanta influência sobre a humanidade em tão pouco tempo, gozando de estima e respeito mais que qualquer outra pessoa. Quem mais poderia dividir a história humana em dois períodos, antes de seu nascimento e depois dele? Cada vez que datamos um documento devemos lembrar-nos do nascimento de nosso Senhor.

Sua importância por si só faz com que perguntemos: “Quem É Este Homem?” Para responder a isso, devemos recorrer aos mais confiáveis documentos do mundo antigo, os quatro evangelhos. Eles nos dizem que Jesus proclamou-se o Messias, o Filho de Deus, que Ele morreu pelos pecados da humanidade e que ressuscitou para nossa justificação. Para a evidência que encontramos ali acrescentamos o depoimento de muitas testemunhas oculares, cuja reputação é ainda tão respeitada que seus nomes permanecem entre os mais populares ainda hoje (João, Pedro, Tiago, Paulo, Marcos, Lucas, etc.).

Fundamentamos nossos argumentos sobre quem Jesus disse que era e sobre os milagres que Ele realizou — milagres que nunca se repetiram em dois mil anos. Recorremos a João Batista, o homem mais santo em Israel desde Daniel (que viveu quinhentos anos antes). João conhecia Jesus desde a infância e testificou sobre Ele, identificando-o como “o Cordeiro de Deus”. A seguir, examinamos as três vezes em que o próprio Deus chamou Jesus de “Meu Filho”, enaltecendo-o acima de Moisés e Elias.

Em seguida, examinamos vinte e oito das 109 profecias que Jesus cumpriu em sua vida, todas elas identificando-o claramente como o Messias prometido. Ele é, sem sombra de dúvida, um ser único — tanto que um rabino se viu forçado a admitir que Ele foi “o Messias — para os gentios!” Isso é verdade, mas Ele é também o Messias para os judeus. Isso se tornará claro quando Ele surgir na sua segunda vinda (talvez qualquer dia desses!).

Em seguida, examinamos sua morte. Jesus de Nazaré não morreu como um homem comum, mas como até o cético Renan admitiu: “Ele morreu como um deus.” Ele não precisava morrer; Ele não tinha feito nada de errado, como Pilatos mesmo afirmou: “Não vejo nenhuma falta neste homem justo.” Ninguém tirou sua vida; Ele a entregou de sua própria vontade. Como Ele disse no horto do Getsêmani, quando a escolta dos fariseus chegou para prendê-lo: “Acaso pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos” (Mateus 26.53)? Ele deu sua vida livremente em resgate de muitos. Como Ele disse: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou” (João 10.18). Em um sentido real, Jesus foi a única pessoa neste mundo que não tinha de morrer. Isto, por si só, coloca-o em uma categoria única.

A esta altura, as evidências sobre a divindade de Cristo eram tantas que fui tentado a parar minha argumentação. Entretanto, se eu tivesse parado ali, teria omitido a mais convincente de todas: sua ressurreição corpórea três dias após sua crucificação. Não quatro dias ou dois dias ou uma semana depois, mas no terceiro dia — exatamente como Ele e os profetas hebreus tinham predito!

A evidência de sua ressurreição é simplesmente espantosa. Dez (onze, se incluirmos Paulo) que o conheceram preferiram ser martirizados a negar que o tinham visto e tocado durante os quarenta dias de aparecimentos pós-ressurreição. Mas esse testemunho foi ainda confirmado por quinhentas outras testemunhas.

Por fim, examinamos as seis teorias falsas mais populares sobre sua ressurreição e desafiamos os incrédulos e céticos com o seguinte dilema: se Jesus não ressuscitou, como você explica a existência do cristianismo hoje? Um Cristo crucificado não teria motivado ninguém. Sem sua ressurreição, Jesus seria um personagem desconhecido na história. Foi o Cristo ressurreto que desafiou seus discípulos: ide por “todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” — “e eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Marcos 16.15; Mateus 28.19-20). Eles creram de tal forma que saíram pelo mundo e o viraram de ponta-cabeça — do paganismo para o cristianismo em apenas trezentos anos. Hoje, milhões de pessoas têm abraçado a fé cristã, tudo por causa de sua ressurreição. Sem ela, o cristianismo não existiria.

Encerro Minha Causa

Um bom advogado sabe quando deve finalmente encerrar sua causa — não porque tenha apresentado toda a evidência disponível, mas porque não há necessidade de mais provas. Alcançamos esse ponto. Agora é hora de você avaliar a evidência aqui apresentada e, como bom jurado, tomar sua decisão. Agora você precisa decidir se Jesus é “o Cristo, o Filho de Deus”, como Ele e seus seguidores afirmaram, ou é um impostor ou um demente. Essas são suas opções.

Lembre-se apenas que sua decisão durará por toda a eternidade portanto, tome-a cuidadosamente!

O centurião romano que observou a morte de Jesus na cruz não esperou até a ressurreição para tomar sua decisão. Ele estava tão convencido pelo que viu naquele dia que declarou: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus” (Marcos 15.39).

Qual é a sua decisão? Agora que você foi exposto à evidência, está diante da mesma decisão que desafiou os judeus da época de Jesus: Quem você acha que Jesus é? Se você está convencido pela evidência demonstrada neste livro, vai recebê-lo pessoalmente? Você poderá dizer como muitos já disseram: “Sim, eu creio que Jesus é o Filho de Deus, que Ele viveu uma vida sem pecado, que morreu uma morte sacrificial e que ressuscitou dentre os mortos como prometeu. Portanto, eu o convido a entrar em minha vida.” Ou poderá seguir o exemplo de muitos outros, que decidem não crer a despeito de toda a evidência? A escolha é sua.

Se você gostaria de aceitá-lo como seu Senhor e Salvador, simplesmente faça uma oração como esta:

Querido Pai celestial obrigado por enviar teu Filho Jesus ao mundo para morrer por meus pecados. Admito que sou um pecador e peço que Ele entre em minha vida, limpe meu pecado e salve minha alma. Entrego-me agora a ti. Agradeço-te em nome de teu Filho, Jesus, por salvar-me. Amém.

 

Se você fez esta oração, saiba que a Bíblia garante que “aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Atos 2.21). Meus parabéns! Você é agora um membro da família de Deus. E no entanto deve compreender que a aventura não terminou; ela está apenas começando. Você acaba de embarcar em uma excitante viagem de fé. Com base na verdade e na lógica encontradas neste livro, você achou razões suficientes para orar para receber Cristo. Isto faz de você um bebê recém-nascido em Cristo. Espiritualmente, você é uma criança que precisa crescer para perceber seu pleno potencial em Cristo. O melhor meio de alimentar sua nova fé é seguir o exemplo dos primeiros cristãos no primeiro século, que perseveraram na palavra e na doutrina dos apóstolos. Hoje, isto significa várias coisas.

Primeiro, comece a ler regularmente a Palavra de Deus. Procure obter uma versão moderna e comece a ler o evangelho de João. Quando você tiver terminado esta leitura, comece a ler o Novo Testamento do começo ao fim. Pense na Bíblia como seu alimento espiritual. Toda a vez que a ler, ouça seu ensino, estude ou memorize os textos; você estará construindo sua nova vida espiritual. Você será beneficiado nos primeiros dias de sua fé recém-descoberta, lendo outro livro que escrevi, intitulado “Como Estudar a Bíblia Sozinho”.

Segundo, encontre uma igreja que estude a Bíblia, onde você possa aprender mais sobre a Palavra de Deus. Procure um lugar onde possa encontrar comunhão com outros cristãos. A pessoa que guiou você à leitura desse livro provavelmente poderá ajudá-lo a encontrar uma igreja forte em sua cidade, capaz de fazê-lo crescer espiritualmente.

Terceiro, é importante que você ore regularmente. Quando você recebeu a Cristo, tornou-se um filho de Deus; portanto, você tem acesso direto a Deus através da oração. Assim, você pode procurar a orientação do Pai em tudo o que faz. Já que Jesus está vivo e no céu (onde a Bíblia diz que Ele intercede por nós diante do Pai) (Romanos 8.34; Hebreus 7.25), aprenda a falar com Ele contínua e regularmente.

Por último. A Bíblia nos ensina que devemos confessar Cristo perante outras pessoas. Minha sugestão é que você reveja tudo que aprendeu sobre a pessoa de Jesus e fale sobre isso com seus amigos. Muitos daqueles que não aceitaram Cristo nunca tiveram a oportunidade de ouvir a lógica e a razão da Palavra de Deus que produz a fé. Talvez muitos deles nunca irão ouvi-la a menos que um amigo como você transmita o que aprendeu. Não recomendo que você fale do evangelho para mais de uma ou duas pessoas de cada vez. Ao contrário do meu amigo Stan (aquele jovem que quis evangelizar cinco estudantes judeus de uma só vez), muitas oportunidades de testemunhar são melhores quando falamos com um ou dois de cada vez. Não fique desanimado se algum de seus amigos não mostrar interesse de imediato. Ele pode se interessar mais tarde, à medida que você continua forte em sua fé cristã.

Você vai descobrir, porém, que a identidade de Jesus de Nazaré é sempre a chave para a fé cristã. Se uma pessoa não tem fé, é geralmente porque nunca foi convencida de que Jesus é o Filho de Deus encarnado, que morreu sacrificialmente na cruz e ressuscitou dentre os mortos. Livros como este são escritos para ajudar a enfrentar este desafio. Como diz a Bíblia, a “fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo” (Romanos 10.17).

Lembre-se de que Deus não espera que “apenas acreditemos”. Ele deseja que procuremos buscar sua Palavra, que a examinemos racionalmente e à luz de outras evidências históricas e cheguemos a uma conclusão lógica. Estou convicto de que a evidência apresentada neste livro é tão esmagadora que qualquer pessoa não preconceituosa ficará convencida de que Jesus Cristo verdadeiramente é o Filho de Deus, exatamente como Ele afirmou. E assim podemos dizer, juntamente com o apóstolo João:

Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (João 20.30-31).

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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