Em retrospecto – Panorama do NT

Bianca Toledo publica foto de marido maquiado e o acusa de ter uma bíblia satânica
30/07/2016
Atriz pornô se converte ao Evangelho
31/07/2016

Em retrospecto – Panorama do NT

Jesus Cristo veio a este mundo em uma época de enfermidade religiosa e filosófica. O Seu próprio povo pátrio, os judeus, estava sob o tacão do domínio romano e aguardava o aparecimento de um Messias político. Quando Jesus pôs-se a repelir em termos gerais o vocábulo “Messias”, carregado de nuanças políticas, e apresentou-se como um Redentor espiritual (o Filho do Homem que deveria sofrer e morrer como Servo do Senhor, antes de ser exaltado à Sua posição de hegemonia), nem os Seus próprios dis­cípulos puderam compreendê-Lo. Os judeus de maneira geral e os membros do Sinédrio em particular, rejeitaram-No, trocando-O por Barrabás, que era um político revolucionário. Dessa forma, Jesus morreu mediante a crucificação aos moldes roma­nos.

Mas a ressurreição vindicou a Jesus perante os Seus discípulos. Após a Sua ascensão e o derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecoste, começaram a proclarná-Lo Senhor e Salvador. Sem embargo, aparentemente esperavam que Ele retornasse à terra no espaço de pouco tempo, e em um espírito contínuo (mas compreensível) de nacionalismo judaico, puseram-se a evangeli­zar a sua própria nação, em preparação para um reino que esta­ria prestes a ser estabelecido, segundo o qual Israel seria o ca­beça das nações gentílicas. Todavia, a “parousia” foi adiada, e judeus helenistas convertidos (mormente em Antioquia da Síria), imbuídos de menor preconceito anti-gentílica que a maioria dos judeus cristãos da Palestina, enviaram a Barnabé e Paulo para o primeiro esforço conjunto para a conquista dos gentios para a cruz. O sucesso inspirou outras missões entre os gentios, e even­tualmente o evangelho se propagou por todo o império romano.

O sucesso evangelístico exigia organização de grupos locais de convertidos, para fins de instrução e adoração. A estrutura da igreja institucional começou a tomar forma. A instrução doutrinária e ética foi ampliada por meio daqueles elementos do Antigo Testamento que não tinham ficado obsoletos através do cumpri­mento neotestamentário, como também por meio da rememorização, aplicação e extensão dos ensinos e exemplos de Jesus. Isso abriu caminho, sob a orientação norteadora do Espírito Santo, a uma mais profunda reflexão sobre a natureza da pessoa e da obra de Cristo, sobre a significação da Igreja e sobre o futuro escato­lógico.

Excetuando alguns poucos dispersos e atualmente perdidos es­critos, a primitiva comunicação da doutrina e da ética cristã se fa­zia pela via oral. A propagação geográfica do evangelho criou a necessidade de serem instruídos os cristãos à distância. Foi as­sim que teve início a redação da literatura epistolar do Novo Tes­tamento. Algo mais tarde, teve começo a escrita dos evangelhos (O livro de Atos deveria ser considerado, na realidade, como a segunda parte do evangelho de Lucas.) como um meio literário de evangelizar os incrédulos, de confi­mar a fé dos crentes e de prover um registro escrito autoritativo acerca da vida e do ministério de Jesus, porquanto já decrescia o número das testemunhas oculares desses fatos, por causa da morte física e da simples passagem do tempo. Finalmente, já pró­ximo ao fim do primeiro século cristão, o último apóstolo sobre­vivente, João, contribuiu com os escritos finais do Novo Testa­mento, tendo-se utilizado das formas literárias de evangelho e epístola, acrescentando um livro sem par, no concernente à sua forma, em todo o Novo Testamento – o visionário e prospectivo livro de Apocalipse. Depois disso começou o processo da cole­ção e canonização dessas obras escritas. Quanto a um sumário fi­nal da literatura neotestamentária.

 

 

 

  GRÁFICO DOS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO  
Livro Autor Data (A D.) 1 Local de Escrita Endereçados Temas e Ênfases Distintivos
Gálatas Paulo 49, logo depois da 1ª viagem missionária de Paulo Antioquia da Síria Cristãos de Antioquia da Psídia, Icônio, Listra e Derbe, sul da Galácia. Justificação pela graça divina mediante a fé em Cristo

contra  a doutrina judai­ zante das obras meritórias da lei.

I Tessalonicenses Paulo 50-51, durante a 2ª viagem missionária Corinto Cristãos de Tessalônica Congratulação ante a conversão e o crescimento cristão e

exortação a maior progresso, com ênfase sobre o consolo e a expectação pela “parousia”.­­­

II Tessalonicenses Paulo 50-51, durante a 2ª viagem missionária Corinto Cristãos de Tessalônica Eliminação de uma crença fanática (em gendrada

pela perseguição), ante a imi­­nencia da “Parousia’

I Coríntios Paulo 54, durante a 3ª viagem missionária Éfeso Cristãos de Corinto Problemas de maneiras, moral e crenças no seio da igreja.
II Coríntios Paulo 55, durante a 3ª viagem missionária Macedônia Cristãos de Corinto Sentimentos íntimos de Paulo sobre seu ministério

apostólico; oferta à igreja de Jerusalém.

Romanos Paulo 55, durante a 3ª viagem missionária Corinto Cristãos de Roma Justificação pela graça divina mediante a fé em Cristo.
Tiago Tiago, meio-irmão de Jesus 40s ou 50s começo dos 60s Jerusalém Cristãos judeus da Dispersão Exortações sobre a conduta cristã na vida diária.
Marcos João Marcos fim dos 50s ou Roma Romanos não-cristãos Atividade remidora de Jesus.
Filemom Paulo 60 Roma Filemom, sua família e a igreja de sua casa

– tudo em Colossos

Piedade por um escravo fugido, Onésimo, que

se tornara cristão

Colossenses Paulo 60 Roma Cristãos de Colossos A preeminência de Cristo.
Efésios Paulo 60 Roma Cristãos da região em torno de Éfeso Privilégios espirituais e responsabilidades da Igreja.
Lucas Lucas 60 Roma Gentios não-cristãos, com alguma cultura e interesse pelo guma cultura e interesse pelo cristianismo A certeza histórica do evangelho.
Atos Lucas 61 Roma Gentios não-cristãos, com alguma cultura e interesse pelo guma cultura e interesse pelo cristianismo O avanço irresistível do evangelho, de Je­rusalém a Roma
Filipenses Paulo 61 Roma Cristãos de Filipos Gratidão pela ajuda financeira, com notí­cias pessoais e exortações
I Timóteo Paulo 62 Macedônia Timóteo, em Éfeso Organização e administração de igrejas
          por parte de Timóteo.
Tito Paulo 62 Nicópolis Tito, em Creta Administração das Igrejas de Creta, por Tito.
II Timóteo Paulo 63 Roma Timóteo , em Éfeso Comissão dada a Timóteo para levar avante a obra de Paulo.
I Pedro Pedro 63 Roma Cristãos da Ásia Menor A salvação e a conduta dos cristãos que sofrem.
II Pedro Pedro 63-64 Roma Cristãos da Ásia Menor Verdadeiro conhecimento da crença cristã versus os mestres falsos e sua nega­ção da “parousia”.
Mateus Mateus 60s Antioquia da Síria Judeus na Síria O Messias e o novo povo de Deus.
Hebreus desconhecido (Apolo?) 60s Desconhecido Cristãos judeus em Roma A superioridade de Cristo como impediente

contra a apostasia do cristianismo para o judaísmo.

Judas Judas, meio-irmão de Jesus 60s ou 70s Desconhecido Cristãos em toda a parte Aviso contra os falsos mestres no seio da Igreja.
João João fim dos 80s ou começo dos 90s Éfeso Cristãos e/ou não-cristãos na região ao redor de Éfeso. A fé em Jesus como o Cristo e o Filho de Deus,

visando à vida eterna.

I João João fim dos 80s ou começo dos 90s Éfeso Cristãos na região em redor de Éfeso Critérios da verdadeira crença e prática cristã,

em contraste com o gnosticismo.

II João João fim dos 80s ou começo dos 90s Éfeso Uma igreja local próxima de Éfeso. O amor cristão e a verdade cristã.
III João João fim dos 80s ou começo dos 90s Éfeso Gaio, um cristão da região ao redor de Éfeso Disputa eclesiástica que envolvia a Gaio,

Diótrefes, Demétrio e o próprio João.

Apocalipse João fim dos 80s ou começo dos 90s Patmos Sete igrejas da parte ocidental da Ásia Menor Visões do triunfo escatológico de Cristo

sobre as forças anticristãs no mundo.

 

 

 

 

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *