Devemos ter confiança no Novo Testamento? (parte 1)

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DEVEMOS TER CONFIANÇA NO NOVO TESTAMENTO?

 

 

Leydson Araujo de Oliveira

 

RESUMO

 

Nos últimos tempos temos visto um constante ataque no que tange a inspiração da Bíblia, principalmente em relação às variantes textuais no Novo testamento. Sendo assim, resolvemos trabalhar nesse artigo, tendo como base pesquisas bibliográficas em literaturas de eruditos renomados, como Gordon Fee, Bart D. Ehrman, Wlbur Pickering, dentre outros. Veremos como e de onde surgem os ataques à bíblia sagrada, principalmente ao Novo Testamento, bem como as defesas na inspiração do texto sagrado tento em vista o estudo sobre algumas variantes textuais importantes, constatando, com isso, que a Palavra de Deus é sim confiável.

 

Palavras Chaves: Ataque, Novo Testamento, Variantes Textuais, Bíblia.

 

  1. INTRODUÇÃO

O interesse pela ortodoxia é algo fascinante, ainda mais quando esse interesse se dá pela investigação do texto sagrado para os cristãos – A Bíblia. Saber como a palavra de Deus foi elaborada no decorrer dos séculos torna-se algo imprescindível para qualquer cristão hoje, ou pelo menos para aqueles que se propõem a cada dia a redescobrir a beleza do estudo desse santo livro.

Sabemos que nem todos os cristãos tem ou tiveram acesso às informações disponíveis hoje, com relação à maneira como Deus resolveu transmitir a Sua vontade ao homem, que foi, exatamente, na forma escrita. Ora, Deus mesmo ordenou a Moisés que escrevesse tudo aquilo que, não somente ele, mas toda a congregação de Israel estava vendo com os próprios olhos no deserto: Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme o teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel (Êx 34:27 – ACF).

Então, como diz o texto, se o próprio Deus ordenou que Suas palavras fossem registradas, evidentemente essas palavras não teriam apenas uma essência humana – tendo em vista que homens escreveram a Bíblia em épocas e culturas diferentes, é impossível não haver vestígios dessas culturas nos diferentes livros – mas o “sopro” de Deus fez com que a mensagem por trás da escrita estivesse carregada de inspiração e poder.

 

 

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  1. ATAQUES AO NOVO TESTAMENTO

Quando pensamos em Bart D, Ehrman e analisamos sua história, como ele foi primeiramente levado ao conhecimento das variantes textuais, percebemos que, como ele mesmo diz em seu livro “O que Jesus disse? O que Jesus não disse?”, uma postura deveria ser tomada pelos professores e alunos (no caso, ele) da Moody Bible Institute, de que “a bíblia é a palavra infalível de Deus. Ela não contém erros”. Ehrman, então, nos diz como esse assunto era visto por seus colegas de classe e por ele mesmo:

 

 

 

Devo dizer que muitos de meus colegas no Moody não consideravam essa tarefa assim tão significativa ou interessante. Eles se contentavam com a afirmação de que os autógrafos tinham sido inspirados, dando de ombros, mais ou menos, ao problema da não-subsistência dos autógrafos. Para mim, porém, tratava-se de um problema muito atraente. Tratava-se das próprias palavras da escritura que Deus inspirara (EHRMAN, 2006, p 15).

 

Como o próprio Bart D. Ehrman nos diz, o interesse pelo tema “variantes textuais” não chega a ser atraente para a maioria dos seminaristas, mesmo em nossos dias, com muito mais informações em comparação ao período da Idade Média, por exemplo, quando foi ali organizado o primeiro texto grego do Novo Testamento (baseado em mais de um manuscrito), que foi o Textus Receptus (Texto Recebido), usado na tradução das principais bíblias protestantes, como a King James Version, Reina Valera, João Ferreira de Almeida, etc.

 

Hoje temos inúmeras fontes de pesquisa sobre o assunto, livros, sites e blogs especializados, cursos, etc. Mesmo assim, poucos se interessam em estudar as variantes e foi isso que Ehrman percebeu. O problema é que, com o passar do tempo, Ehrman seguiu uma linha de estudo que o levou a desacreditar no texto do Novo testamento, e isso é o que acontece com muitos que resolvem se aventurar na Crítica Textual – seguem uma linha de pensamento que, simplesmente, negam a inspiração do texto e “prova”, através de documentos antigos que as muitas variantes não confirmam uma inerrância da Bíblia.

Por exemplo, Ehrman aponta como um dos textos que mudaram sua forma de ver a Bíblia Marcos 2:26, como contendo um erro no termo “Abiatar”, pois, segundo ele, o Sumo Sacerdote na época do episódio com Davi foi Aimeleque, pai de Abiatar. Vejamos na Almeida Corrigida Fiel: Como entrou na casa de Deus, no tempo de Abiatar, sumo sacerdote, e comeu os pães da proposição, dos quais não era lícito comer senão os sacerdotes, dando também aos que com ele estavam? (ACF).

 

Com isso, vejamos então o que o Dr. Wilbur Norman Pickering comenta sobre essa passagem, pois, para toda variante existe uma explicação que trabalha a coerência do texto, já que Deus não erra e nem permitiu que seus servos transmitissem uma mensagem deturpada. Sobre a tradução do versículo, Pickering nos diz:

 

“Como ele entrou na casa de Deus (tornando Abiatar sumo sacerdote) e comeu os pães da apresentação, que só os sacerdotes têm permissão de comer, e os deu aos que com ele estavam”. Minha tradução é um tanto diferente das costumeiras “nos dias de Abiatar o sumo sacerdote” ou “no tempo do sumo sacerdote Abiatar”. É que estamos traduzindo apenas três palavras gregas, que de forma bem literal seria “sobre Abiatar sumo-sacerdote”, mas a preposição aqui, epi, é a mais versátil das preposições gregas, e um de seus múltiplos usos é “em direção a”. (PCKERING, 2013, p 78).

 

Então, segundo o Dr Pickering, existem várias possibilidades de tradução para o versículo, principalmente na parte, digamos, problemática. E é exatamente aqui que podemos notar a dificuldade ou até mesmo a indiferença dos ecléticos em trazer uma tradução que mostre clareza e pureza ao texto bíblico. Mas Pickering, sobre a tradução, continua:

 

(O léxico padrão [em inglês], BDAG, alista dezoito áreas de sentido, sem contar subdivisões). Recorrendo ao relato no AT, descobrimos que foi com Aimeleque, pai de Abiatar, que Davi conversou, por ser ele o sumo sacerdote naquele momento (1 Samuel 21.1-9). Dentro de poucos dias o rei Saul massacrou Aimeleque e mais 84 sacerdotes (1 Samuel 22.16-18), mas o seu filho Abiatar escapou e foi até Davi, levando com ele o éfode (1 Samuel 22.20-23; 23.6). O fato de Davi poder fazer uso dele para consultar o SENHOR nos leva a entender que teria de ser o éfode privativo do sumo sacerdote, pois unicamente aquele tinha o Urim e Tumim – 1 Samuel 23.9-12; cf. Números 27.21, Esdras 2.63 (PCKERING, 2013, p 78).

 

Com isso, podemos ver que o texto é defensável e a queixa de Bart D. Ehrman torna-se infeliz, e, como ele mesmo disse, foi um dos motivos para o fazer desacreditar na inerrância do Novo testamento.

 

Mas os ataques ao Novo testamento podem vir de forma aberta, como o faz Bart D. Ehrman, mas também podem vir de pessoas que outrora eram pregadores, ou até mesmo pastores, como o caso do Fábio Sabino, famoso professor brasileiro de grego, Hebraico e Crítica Textual.

 

Hoje, Fábio Sabino (que já foi pregador inclusive de grandes congressos assembleianos) grava vídeos em plataformas de mídia criticando duramente o texto do Novo Testamento, levando, inclusive, a muitos leigos e fracos na fé a naufragarem de vez em consequência do falso ensino propagado pelo então dito “professor de Bíblia”.

 

A forma como esses “agnósticos” atuam são praticamente a mesma: escolhem uma variante bíblica e ali vão tentar provar ou colocar dúvidas na cabeça dos estudantes de Crítica Textual sobre a inerrância da Palavra de Deus. Porém, é preciso ressaltar que o ataque também pode vir de forma indireta, ou seja, sutil de pessoas eruditas e que se dizem crentes ainda na Palavra e no Senhor Jesus, mas que em seu trabalho exegético acabam, de uma certa forma, denegrindo o texto sagrado com suas atestações acadêmicas.

 

 

(continua)

 

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Leydson Oliveira
Leydson Oliveira
Me chamo Leydson Oliveira. Sou formado em Pedagogia e pós-graduado em Gestão Escolar. Também tenho Bacharel em Teologia e atualmente sirvo na Igreja Batista da Adoração (IBA) na cidade de Mata Roma - MA.

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