Detalhes Que Apontam Para Textos Específicos – Aproveite sua Bíblia

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Detalhes Que Apontam Para Textos Específicos – Aproveite sua Bíblia

o antigo testamento

Muito do que já estudamos juntos nos é útil para toda a Palavra de Deus. Todavia, como a Bíblia é uma biblioteca com 66 livros, escrita por muitos escritores inspirados por Deus e de diferentes épocas da história da salvação, há alguns detalhes que nos ajudarão a en­tender as circunstâncias de livros variados, como Jó, Atos e Apocalipse.

Você deve saber que os livros históricos nos levam desde a criação até cerca do ano 400 a.C. Os primeiros cinco são denominados o Pentateuco (cinco rolos) ou a Torá (instrução).

A maior parte dos livros históricos seguem um ao ou­tro cronologicamente.

1.   O PENTATEUCO

Gênesis leva você desde a criação até à morte de José. Êxodo se move cronologicamente até que você chegue ao Monte Sinai.

O restante de Êxodo, todo o Levítico e Números

1.1-10.10 têm o Sinai como cenário.

Os capítulos restantes de Números descrevem as jorna­das de Israel até a Terra Prometida. No final, eles estão nas Planícies de Moabe, a leste do Rio Jordão.

Deuteronômio acontece nas Planícies de Moabe.

2.  OS LIVROS HISTÓRICOS

Josué descreve a conquista de Canaã e a divisão da terra entre as doze tribos.

Juizes nos falam das subsequentes quedas de Israel e dos livramentos providos por Deus através de líderes milita­res por Ele designados.

Rute e os eventos que circundam sua história acontece­ram durante o tempo dos Juizes.

1  Samuel é a história do primeiro rei de Israel (Saul), designado por Samuel e cada vez mais paranóico com rela­ção a Davi.

2  Samuel conta como Davi sucede a Saul e vai de triun- fos à tragédia.

Em 1 Reis, Salomão sucede a Davi, reina gloriosamente e depois fiacassa. Seu filho, Roboão age sem nenhuma sabe­doria e, assim, faz com que o reino seja dividido. O restante de 1 Reis e todo o 2 Reis mostra a história do reino dividido.

1  Crônicas é bastante semelhante a 1 e 2 Samuel, mas trata-se uma interpretação espiritual ao invés de um relato histórico.

2  Crônicas é paralelo a 1 e 2 Reis, também abordado de um ponto de vista espiritual e encerra com o decreto de Ciro, permitindo que os judeus retomassem do cativeiro.

Esdras e Neemias relatam as expedições que retoma­ram à terra de Israel como resultado do decreto de Ciro. O final de Neemias é o fechamento da história do Antigo Testamento.

Os eventos em Ester trancorreram entre o sexto e o séti­mo capítulos de Esdras, envolvendo os judeus que escolhe­ram não retomar para casa.

Gênesis 1-11 trata da história inicial da humanidade. De Gênesis 12 até o final do Antigo Testamento, o registro se relaciona quase que exclusivamente com a nação de Israel. Outras nações são mencionadas somente por causa de suas tratativas com Israel.

Lembre-se que muitas das pessoas e das coisas que você ler aqui são tipos que apontam para a frente, para a época do Novo Testamento.

Lembre-se também que as experiências do povo de Deus no Antigo Testamento tinham a intenção de nos mostrar lições espirituais (Rm 15.4; 1 Co 10.11).

Os rios do Oriente Médio hoje (Tigre e Eufrates, por exemplo) não seguem necessariamente o mesmo curso que os da época anterior ao Dilúvio. Este fato toma impossível dizer onde ficava o Jardim do Éden.

Quando você chega ao sistema sacrificial é impor­tante saber o que significa expiação. Os judeus eram o povo da aliança de Deus e eram salvos — como o povo em todas as dispensações — pela fé no Senhor. Quando eles criam naquela revelação que Deus lhes dava, Ele os sal­vava. Na seqüência, porém, surgia o problema de perma­necer em comunhão com Ele, de estar em uma condição adequada para se aproximar dEle em adoração. O pecado do povo era perdoado quando confiavam no Senhor, mas se contaminavam quando desobedeciam ao Senhor. Os sacrifícios tinham a ver com a contaminação. Eles pro­porcionavam a purificação ritual, mas eram totalmente incapazes de remover um único pecado que fosse (Hb 10.4). A expiação (ou o encobrir, no original), portanto, tinha a ver com uma purificação cerimonial exterior, mas nunca podería conferir uma consciência pura com rela­ção ao pecado.

Expiação aparece no Novo Testamento como propicia- ção, de acordo com a Nova Aliança. [7] Entretanto, no uso comum, a palavra adquiriu o significado de reconciliação com Deus através da obra sacrificial de Cristo na cruz. Falamos

sobre a obra expiatória de Cristo, por meio da qual a questão do pecado foi resolvida.

Muitos novos crentes têm dificuldade quando chegam ao Reino Dividido em 1 e 2 Reis (também em 2 Crônicas). É in­teressante conhecermos algumas informações básicas. Depois da morte de Salomão, o reino foi dividido em duas partes. Dez tribos foram governadas por Jeroboão. Este era o Reino do Norte, também conhecido como Israel. Duas tribos foram governadas pelo filho de Salomão, Roboão. Este era o Reino do Sul, também conhecido como Judá.

Israel teve 19 reis, todos iníquos, e 9 dinastias, ou famí­lias. Ele teve continuidade até o ano 721 a.C., quando foi le­vado ao cativeiro pelo império da Assíria.

Judá teve 20 reis, todos de uma mesma dinastia ou linha­gem sanguínea. Essa é a linhagem por meio da qual o Senhor Jesus herdou o direito ao trono de Davi. Os reis fiéis de Judá foram: Asa, Josafá, Joás, Azarias, Jotão, Ezequias e Josias, Judá foi levado ao cativeiro pelos babilônios no ano 586 a.C.

Várias vezes o reinado de um rei é descrito de uma forma relacionada com um rei do outro reino. Por exemplo:

“No décimo oitavo ano do rei Jeroboão, filho de Nebate, Abias começou a reinar sobre Judá” (1 Rs 15.1).

Houve vários reis nos dois reinos que tinham o mesmo nome: Azarias, Jeorão, Jeoacaz e Joás. Houve dois reis com o nome de Jeroboão, no Reino do Norte; o segundo é geralmen­te citado como Jeroboão II.

Observe que alguns nomes possuem alternativas: Jeorão, Jorão; Joás, Jeoás; Azarias, Uzias; Jeoaquim, Jeconias, Conias.

A melhor maneira de se obter uma visão clara sobre o reino dividido é elaborarmos nossa própria tabela. Comece em 1 Reis com Roboão, colocando-o como o primeiro rei de Judá. Depois, numa coluna ao lado coloque Jeroboão como

0  primeiro rei de Israel (1 Rs 12.20). Faça seu trabalho por

1  Reis e 2 Reis, colocando cada rei na lista e mostrando a duração aproximada de seu reinado (não será possível fazer

isto com exatidão). Você vai observar quem estava reinando em um reino quando o outro estava reinando no outro reino. No final do Reino do Sul, deixe um espaço para os 70 anos do cativeiro na Babilônia e um espaço final para os que re­tomaram do cativeiro sob a liderança de Esdras e Neemias. Guarde esta listagem para que, quando você chegar aos Livros Proféticos, possa acrescentar quando cada profeta teve o seu ministério.

3.  OS LIVROS POÉTICOS

Deus é o melhor poeta que existe. Sua Palavra é cheia de poesia. Isto inclui, ocasionalmente, citações nos livros históricos, em muitos dos proféticos e até mesmo no Novo Testamento, especialmente em Apocalipse. Há cinco livros, porém, que são pura poesia, tanto em forma quanto em esti­lo. Esses livros são: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão, ou Cântico dos Cânticos.

(a)   O Livro de Jó

Jó é um poema longo em forma dramática. Até muitas pessoas que não são cristãs admiram seus pensamentos pro­fundos e seu belo estilo. É importante lembrar que é prati­camente certo que Jó tenha vivido na época registrada em Gênesis 11 – o tempo de Terá, pai de Abraão.

As pessoas principais do livro são Deus, Jó, Satanás, Elifaz, Bildade e Eliú.

Há seis cenas principais no drama. Os três amigos de Jó levaram muitos capítulos insistindo em que a condição de Jó era resultado do pecado na vida dele. Eles estavam certos quanto à generalização de que o pecado traz sofrimentos, mas estavam errados ao aplicarem isso a Jó.

É importante entender a diferença entre paciência e per­severança. Jó não era exatamente paciente, mas ele certa­mente era perseverante.

O livro não soluciona o problema sobre a razão pela qual um justo sofre. Deus Se revela como Criador e sus-

tentador que merece ser de total confiança, não importa o que aconteça em nossa vida.

Você pode encontrar Cristo no livro de Jd. Tente ler 19.25, por exemplo:

“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se le­vantará sobre a terra

(b)   O Livro de Salmos

Devemos ver os Salmos, primeiramente, como capí­tulos sobre a vida real na experiência dos que os escreve­ram. Mas eles também espelham as experiências da nação de Israel.

Muitos deles são proféticos com respeito ao Messias. Os denominamos Salmos Messiânicos.

Nenhum estudo sobre os Salmos é completo a não ser que os apliquemos a nós mesmos, nas circunstâncias que vão se alterando em nossa vida.

Tente discernir onde há diálogos nos Salmos e quem são os falantes. Pegue, por exemplo, o Salmo 102: nos versículos 1-11, o falante é o Senhor Jesus; nos versí­culos 12-15, é Deus Pai; nos versículos 16-22, é possi­velmente o Espírito Santo; nos versículos 23-24a, é no­vamente o Senhor Jesus; nos versículos 24b-28, é Deus Pai novamente.

Alguns dos Salmos invocam a ira de Deus sobre o inimi­go. Estes são chamados imprecatórios porque invocam uma maldição. A linguagem que é adequada para os judeus que viviam debaixo da lei não é necessariamente adequada aos cristãos que vivem debaixo da graça. Todavia, quando oramos “Venha o teu reino ” estamos, de fato, orando pela destruição dos inimigos de Deus, porque, antes que o reino de Cristo possa vir, Seus inimigos deverão ser destruídos.

Em algumas versões da Bíblia (no hebraico original e em algumas versões em línguas estrangeiras) os subtítulos são considerados parte dos Salmos e, portanto, são nume­rados como versículo 1. Isto significa que todos os núme­ros subsequentes são um a mais que os nossos.

(c)   O Livro de Provérbios

Primeiro, é importante saber o que é um provérbio. É um ditado curto, falando uma verdade ou uma palavra sábia, que é dita de tal forma que parece fácil de ser lembrada.

O principal propósito dos Provérbios é ensinar a sa­bedoria.

Parece haver um fluir do pensamento nos primeiros nove capítulos (duas mulheres são proeminentes), em

16.1-11 (direção), no capítulo 24 (observe a repetição de “não ”), e nos dois últimos capítulos. A maior parte do restante do livro é composta por provérbios isolados sem nenhuma conexão óbvia. Contudo, pode haver uma ordem que não conseguimos discernir. Sempre permita que essa possibilidade aconteça quando você estiver estudando qualquer parte da Bíblia.

Por séculos, muitos crentes leem um capítulo de Provérbios por dia. O livro tem um capítulo para cada dia do mês sendo que leitura e releituras contínuas irão aumentar a capacidade da pessoa perceber e usar a sabe­doria e o discernimento cm sua vida diária.

(d)   O Livro de Eclesiastes

Este é um livro bonito, mas intrigante, até que você coloque as coisas em seus devidos lugares. A chave é a frase “debaixo do sol”, que ocorre 29 vezes.

Esta é a busca de Salomão pelo significado da vida debaixo do sol. Ele tenta encontrar sentido na educação, no materialismo, nos prazeres, no vinho, no sexo, nos entretenimentos, e em tudo o mais que é possível, mas chega à triste conclusão que nada no mundo pode satis­fazer o coração humano. Tudo é em vão, e correr atrás do vento.

O nome de Deus encontrado neste livro é Elohim, mas nunca se vê o nome Yahweh (o Deus que guarda a aliança). O homem pode saber que existe um Elohim (Poderoso) pelas obras da criação, mas pode apenas co­nhecer Yahweh por meio de revelação divina.

Como o livro trata do que o homem pensa separadamente da revelação divina, algumas conclusões são verdadeiras, outras são apenas parcialmente verdadeiras e algumas não são verda­deiras de jeito nenhum. Isto, entretanto, não afeta o fato de que o livro seja inspirado. A inspiração não garante a exatidão do que Satanás diz ou do que o homem diz “debaixo do sol”.

(e)  Cantares de Salomão

Como este cântico está localizado no Antigo Testamento, sua inspiração deve tratar com Israel e não com a Igreja. Talvez as aplicações espirituais possam ser feitas com relação ao amor de Cristo pela Igreja, mas essa não é a mensagem principal do livro.

O versículo chave é encontrado três vezes:

“Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém (…) que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira ” (Ct 2.7; 3.5; 8.4).

O cântico é um protesto contra a infidelidade no relaciona­mento matrimonial. Israel era a esposa do Senhor e havia sido infiel a Ele para correr atrás de ídolos.

A língua original do Antigo Testamento geralmente indica se a pessoa está se dirigindo a um ser masculino ou feminino e se o falante está se dirigindo a uma única pessoa ou a mais do que uma. Algumas versões modernas da Bíblia indicam o sexo e o número de pessoas.

Os principais personagens são: a sulamita, as filhas de Jemsalém e um pastor cujo nome não é mencionado.[8]

Quando Salomão está em vista, tudo fala de luxo, magni­ficência e realeza. Quando o amante pastor entra em cena, o ambiente é rural e pastoril.

Salomão busca cortejar e ganhar a sulamita como uma adição a seu harém. Mas ela é consistentemente impermeável aos encantos dele. Então, no último capítulo, sua amante pa­rece afirma: que pertence a ele.

4.  OS PROFETAS

Os profetas eram portavozes de Deus. O Senhor os levantou em tempos de pecado e decadência para clamar contra os males

que prevaleciam, para chamar o povo de volta, para admoestar contra as consequências da rebelião (especialmente o cativeiro) e para prometer bênçãos através da obediência (especialmente a libertação do cativeiro). Portanto, eles foram primeiro anuncia- dores e depois profetas.

Os profetas do Antigo Testamento são geral mente classifi­cados da seguinte fonna:

Profetas Maiores: Isaías, Jeremias (inclusive suas Lamentações), Ezcquiel e Daniel.

Profetas Menores: Todos os demais.

Devemos observar que as palavras Maiores e Menores aplicadas aos profetas, não significam mais ou menos importan­tes. Por exemplo, Zacarias, um “Profeta Menor” é muito impor­tante em suas predições messiânicas. As palavras se referem ao tamanho do livro. Tecnicamente, Daniel não é um profeta por vocação, mas um oficial do governo que foi dotado por Deus com profecias. Na Bíblia hebraica, Daniel está na terceira seção, a chamada “Os Escritos”.

Eles podem também ser classificados de acordo com a épo­ca em que profetizaram,

i)    Antes do Cativeiro na Babilônia, também chamado período Pré-Exílico: Isaías, Jeremias, Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque e Sofonias.

ii)   Durante o Cativeiro da Babilônia, também chamado pe­ríodo Exílico: Ezequiel e Daniel.

iii)  Após o Cativeiro da Babilônia, também chamado perío­do Pós-Exílico: Ageu, Zacarias e Malaquias.

Uma maneira fácil de lembrar a qual categoria um profeta pertence é esta: Os últimos três profetas do Antigo Testamento fo­ram os derradeiros, tendo escrito depois do exílio (Pós-Exílico). Ezequiel e Daniel escreveram durante o exílio (Exílico). Todos os demais escreveram antes do exílio (Pré-Exílico).

Alguns ministraram a Israel, alguns a Judá, um – Jonas – a uma nação gentia e alguns a uma combinação destes. Estas linhas não são bem claras e a classificação não é bem exata.

Se você fez sua tabela do Reino Dividido, como foi su­gerido anteriormente, este seria um bom momento para pre­enchê-la com os profetas na época em que cada um exerceu seu ministério.

(a)   Nomes proeminentes nos livros dos Profetas

Você ficará familiarizado com os seguintes nomes:

Jerusalém – às vezes chamada de Sião, a capital de Judá.

Samaria – a capital de Israel

Israel – às vezes usado para se referir às dez tribos do norte, às vezes para se referir a toda a nação. Efraim também é usado em Oseias como outro nome para o reino do norte.

Assíria – um inimigo amargo e cruel de Israel. O Rei do Norte governava aqui.

Ninive – capital da Assíria.

Síria – outra nação inimiga.

Damasco – uma cidade-estado associada à Síria.

Egito – governado pelo Rei do Sul.

Babilônia, Caldeia – nomes às vezes usados um em substituição ao outro. Foi o nome de um império e também de uma cidade.

(b)   Transições no tempo

Ao estudar os profetas – que também eram bastante poéticos – você deve estar preparado para rápidas tran­sições. Em um momento, eles estão trovejando sobre os julgamentos vindouros do Senhor (J1 3.14-16) e logo, abruptamente, eles falam das glórias do reino vindouro (J13.17-18). Na mesma passagem, eles podem mudar do primeiro advento do Messias (Is 52.14) para o segundo (Is 52.15), sem nada a não ser um ponto e vírgula para separá-los.

(c)   O Dia do Senhor

O “dia do Senhor’’ não é um período de 24 horas, mas cobre séculos. No Antigo Testamento, se referia a qualquer tempo em que Deus destruísse os inimigos de Israel e punis­se Seu próprio povo. No Novo Testamento, o dia do Senhor começa depois do Arrebalamento e inclui a Tribulação, a

Segunda Vinda, o Milênio e a destruição final dos céus e da terra por meio do fogo.

(d)   A lei da referência dupla

Esteja alerta para verificar a lei da referência dupla. Isto significa que uma profecia pode ter um cumprimento inicial e parcial e depois ter um posterior e completo. O exemplo clássico é a profecia de Joel, encontrada em 2.28-32. Esta é parcialmente cumprida no dia de Pentecostes, quando o Espírito foi derramado sobre um grupo de judeus crentes em seu Messias, mas será completamente cumprida na Segunda Vinda de Cristo, quando Ele derramar Seu Espírito sobre toda a carne.

(e)   Falsos Profetas

Além dos profetas de Deus, há também os falsos profetas. Eles sempre profetizaram a paz e a prosperidade em tempos de pecado e rebelião. Os tempos não mudaram!

O Novo Testamento

1.   Os Evangelhos

Os Evangelhos são, talvez, a parte mais conhecida da Bíblia. Mesmo assim, poucos cristãos entendem realmente seu alcance e propósito.

Estes livros não tentam apresentar um relato completo da vida de Cristo; isso seria impossível (Jo 21.25), Com ex­ceção de cinco capítulos, eles são dedicados aos três anos finais de Sua vida (84 dos 89). Vinte e seis capítulos tratam dos 10 dias entre Sua chegada final em Betânia e Sua ressur­reição (26 dos 89).

Alguns incidentes são retratados em um, dois ou três evangelhos. A multiplicação dos pães que alimentou 5.000 pessoas é relatada nos quatro.

Os fatos não são sempre relatados na mesma ordem. Alguns são:

Cronológicos – colocados de acordo com a época em que ocorreram.

Dispensacionais – Mateus 8.1-17. Observe quatro mila­gres. O primeiro mostra Jesus fisicamente presente na terra, ministrando à casa enferma de Israel. No segundo, Jesus não está presente, mas cura os gentios. Quando cura a sogra de Pedro, que era judia, Ele está presente. Finalmente, Ele cura a multidão. Estes quatro milagres podem muito bem mostrar o ministério terreno do Senhor, depois Sua obra de curas duran­te a era da graça. Isto será seguido pela restauração de Israel em Sua Segunda Vinda. E, finalmente, você tem o ministério de Jesus durante o Milênio.

Morais ou Espirituais – Mateus 9.23-24. O morto é res­suscitado. Olhos cegos começam a ver. Lábios mudos são abertos em testemunho. Não é esta também a ordem seguida quando uma pessoa é salva?

No Evangelho de João, os eventos levam a um discurso ou a um dizer do Senhor. Por exemplo, em João 12.20-26, a visita dos gregos leva o Senhor a falar sobre o grão de trigo.

Cada um dos Evangelhos é projetado para apresentar o Senhor Jesus sob um aspecto diferente:

:

Evangelho Jesus como Simbolo [9] Cor
Mateus Rei Leão Roxa (Jd 8.26)
Marcos Servo Boi, Bezerro Escarlate (SI 22.6) [10]
Lucas Homem Homem Branca (Ap 19.8)
João Deus Águia Azul/Safira (Ex 24.10)

 

Há outras maneiras pelas quais os Evangelhos são apresentados:

– Evangelho – O Ramo (ou Filho)

Ei-lo!

Não existe um jeito para que escritores humanos pu­dessem ter colaborado uns com os outros para produzir estas quatro apresentações de Jesus Cristo, da forma que Ele foi retratado anos mais tarde nos quatro Evangelhos.

O Espírito Santo seleciona material nesta base. Por exemplo, não há genealogia em Marcos nem em João.

Elas seriam desnecessárias para um servo e inexisten­tes para o eterno Filho de Deus. Mas eram importantes para Jesus como Rei (Mateus) e como Filho do Homem (Lucas).

Às vezes, o que parece ser o mesmo fato relatado em diferentes Evangelhos é realmente um fato diferen­te. A purificação do Templo em João 2.13-25 aconteceu no início do ministério público de Jesus e a de Mateus, Marcos e Lucas, no final.

As diferenças nos registros dos Evangelhos^ sobre o mesmo fato não os tomam contraditórios. Às ve­zes eles são suplementares. Para obter os subscritos completos que estavam sobre a Cruz do Salvador, combine aqueles que são apresentados nos quatro Evangelhos e você obterá o seguinte: Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus

A razão para as diferenças é sempre significati­va. Por exemplo, em Mateus 10.24, Jesus é Mestre e Senhor e nós somos discípulos e servos. Na pas­sagem comparada em Lucas 6.40, somos os mestres e aquele a quem estamos tentando ensinar é o dis­cípulo. Novamente, em Mateus 7.22, os incrédulos estão professando serviço ao Rei, enquanto que em Lucas 13.26, eles estão professando comunhão com o Homem. A história das 99 ovelhas em Mateus 18.12- 13 enfatiza o cuidado do Senhor com Seus pequeni­nos, enquanto que em Lucas 15.1-7 ela condena os fariseus que não sentiam nenhuma necessidade de arrependimento.

Parece-nos que as pessoas não percebem esse pon­to de jeito nenhum quando escrevem livros buscando harmonizar os Evangelhos. Não são as semelhan­ças que têm maior significado, mas as diferenças. O Espírito Santo nunca Se repete desnecessariamente.

O ministério público de Jesus pode ser dividido em três fases:

–  Seu ministério na Judeia, cerca de um ano (Jo 1.15- 4.54).

–   Seu ministério na Galileia. cerca de um ano e nove me­

ses (Mt 4.12-18.35; Mc 1.14-9.50; Lc 3.19-9.50; Jo

5.1-10.21).

–  Seu ministério na Pereia, quatro ou cinco meses (Jo 10,22- 11.57).

Os três primeiros Evangelhos são chamados sinóticos (“visto juntos” em grego), porque, falando de modo geral, eles cobrem o mesmo território.

O Evangelho de João é chamado autótico. Cerca de 90% do material que ele usa é único em seu Evangelho.

Exceto por João, os Evangelhos não são tanto uma apre­sentação do caminho da salvação quanto são um relato histó­rico de fatos através dos quais a salvação foi tomada possível. Logicamente, em todos eles há versículos individuais que ensinam sobre a salvação pela fé em Cristo, mas você tem que esperar até chegar à carta aos Romanos para encontrar a doutrina da salvação de maneira mais esclarecedora.

(a) Entendendo o Discurso do Monte das Oliveiras Suponha que você esteja lendo Mateus 24 e 25 pela pri­meira vez. Você ficaria assustadíssimo com os fatos dramá­ticos ali descritos. Mas também seriam questões místicas. Todo tipo de perguntas se levantaria em sua mente. Quem? Quando? Como tudo isto se aplica a mim?

Há quatro chaves principais para se destravar o discurso. 1. O discurso tem a ver com Israel, não com a Igreja. De fato, a Igreja não é mencionada nenhuma vez no Discurso do Monte das Oliveiras. Observe as referências judaicas: o Lugar Santo, o Templo de Jerusalém (24.15); a Judeia (24.16) e não viajar para muito longe no Sábado (24.20). Não se assuste com as referências “aos eleitos” (24.22,24,31). Estas se referem aos eleitos judeus de Deus (os escolhidos) durante a Tribulação. Os eleitos do período da Igreja já terão sido arrebatados para o lar nos céus.

Da mesma forma, “os irmãos” em 25.40 são os irmãos judeus do Senhor.

2.  .0 discurso tem a ver com o futuro profético, não com a história ou com eventos por vir.

a.       A Tributação (24.4-28).

b.        O Segundo Advento (24.30).

c.        O Julgamento das Nações (25.31-46).

3.  .O Evangelho mencionado no Discurso das Oliveiras (24.14) é o Evangelho do reino, não o Evangelho da graça de Deus.

Isto não contradiz o fato de que há apenas um Evangelho – a salvação por meio da fé no Senhor. Mas há diferentes ênfases e diferentes administrações do Evangelho nas di­ferentes épocas. Na época do Antigo Testamento, as pes­soas eram salvas por crerem na revelação que Deus lhes dera, fosse ela qual fosse. Hoje, somos salvos por meio da fé em Cristo com a promessa de que Ele nos levará para o céu quando voltar. A ênfase no tempo da Tribulação será: “Creia no Senhor Jesus Cristo e será salvo e, quando Ele voltar, você entrará no reino com Ele”. Este é o Evangelho, ou seja, as boas novas, sobre o reino.

4.  O discurso tem a ver com a vinda de Cristo para reinar e não com o Arrebatamento. Ele será precedido por per­turbações nos céus, será acompanhado por julgamentos amedrontadorcs e a ressurreição não é enfatizada. Não há sinais nos céus antes do Arrebatamento. Não há julgamen­to no Arrebatamento. E a ressurreição é uma das principais características do Arrebatamento.

Em 24.40-41, os que serão levados, serão levados para o julgamento. Aqueles que ficarem são os que entrarão no reino. Isto é exatamente o contrário do que acontece no Arrebatamento da Igreja. Em 25.13, as virgens tolas são judias professas durante a Tribulação, mas que realmente nunca nasceram de novo. As virgens sábias são crentes ju­dias que vão para a Festa do Casamento no momento do Segundo Advento.

Embora a interpretação do Discurso do Monte das Oliveiras tenha a ver com Israel e com as nações, isto não significa que não haja nele uma mensagem para nós hoje. Ele nos diz que estamos nos últimos dias, que a vinda do Senhor está se aproximando, que devemos estar observan­do e aguardando e que devemos estar evangclizando ati- vamcntc para que as pessoas sejam salvas da ira vindoura, (b) Bíblias com letras vermelhas Uma palavra final! As Bíblias que registram em verme­lho as palavras de Jesus também erram o alvo. Elas parecem implicar em que as palavras d’Ele são mais importantes e mais inspiradas que as outras. O fato é que não existem graus de inspiração. A Bíblia é inspirada de capa a capa. (Se, en­tretanto, você estiver fazendo um estudo sobre todas as falas do Senhor, as letras em vermelho tomam o trabalho muito mais fácil).

2.  O LIVRO DE ATOS

J. B. Phillips chamou este livro de “A Jovem Igreja em Ação”. Este é um bom título; gostaria que tivéssemos pensado sobre ele. O livro também é chamado de “Os Atos do Espírito Santo”. Este também o descreve muito bem.

A narrativa cobre cerca de 34 anos – desde a ascensão de Cristo até à primeira prisão de Paulo: 30-63 d.C.

Pedro ocupa o papel chave nos capítulos 1-12. Depois disso, Paulo toma o centro do palco. O texto não afirma apresentar uma história completa, mas apenas eventos iso­lados escolhidos pelo Espírito Santo para traçar o desen­volvimento espiritual da Igreja Primitiva.

Algumas das seções mais importantes são as seguintes:

 

30-37 d.C. Desde a ascensão de Cristo até o martírio de Estêvão {cap. 1-8)  
37-40 d.C Desde a conversão de Saulo até sua visita a Jerusalém (cap. 9)  
4042 d.C Desde a conversão de Cornélio até a chegada de Paulo a Antioquia (cap. 10-11)  
44 d.C. Desde o martírio de Tiago até a morte de Herodes (cap. 12)
45-47 d.C. A primeira viagem missionária de Paulo (cap. 13-14)
48 d.C. ínterim entre as viagens missionárias, incluindo o Concilio de Jerusalém (cap. 15)
50-54 d.C. A segunda viagem missionária de Paulo (cap. 16-18)
54-58 d.C. A terceira viagem missionária de Paulo (cap. 19-21)
58-60 d.C. A prisão de Paulo em Ccsareia (caps. 22 26)
60-63 d.C. A Viagem de Paulo a Roma e sua prisão (cap. 27-28)

Atos descreve o cumprimento histórico do mandado de Deus para que o Evangelho fosse pregado aos judeus primeiro e depois aos gentios (1.8). As audiências nos primeiros ca­pítulos eram compostas de judeus, mas como a maioria do antigo povo de Deus consistentemente rejeitou a mensagem, o Evangelho foi levado aos gentios. Uma quebra distinta com Israel está registrada em Atos 28.28.

O livro é geralmente chamado de transicional porque cobre o período de transição do tempo da Lei para a era da Igreja, desde o Judaísmo até o Cristianismo.

(a) Recebendo o Espírito Santo

Quatro comunidades de crentes são encontradas em Atos e a ordem dos fatos em relação à recepção do Espírito Santo é diferente em cada caso:

1.  Em Atos 2.38, os judeus receberam o Espírito Santo quando se arrependeram e foram batizados.

2.  Em Atos 8.6, 12-17, os samaritanos receberam o Espírito Santo quando creram (v.6), foram batizados (v. 12,16) e os apóstolos impuseram as mãos sobre eles (v.17).

3.  Em Atos 10.44-48, os gentios receberam o Espírito Santo quando creram (v. 43-44). Depois de receberem o Espírito, foram batizados (v.47-48).

4.  Em Atos 19.1-6, “alguns dos discípulos de João” cre­ram (v.4), foram batizados (v.5), Paulo lhes impôs as mãos (v.6) e receberam o Espírito Santo (v.6).

A ordem que se aplica hoje é a terceira, a saber, fé, recep­ção do Espírito Santo e batismo.

(b)   Atos e a Salvação hoje

Para reiterar o que foi dito, a ordem que se aplica ao dia presente será vista no Capítulo 10. Com Israel colocado de lado, o Evangelho está sendo anunciado principalmente aos gentios. A ordem é : (1) fé, (2) recepção do Espírito Santo e depois (3) batismo nas águas. E os judeus que crêem hoje? A ordem é a mesma. Israel, como nação, foi colocada de lado temporariamente e agora não há diferença (Rm 3.22b).

(c)   A soberania do Espírito

Uma das lições-chave no Livro de Atos é a soberania do Espirito Santo. Ele age à medida que escolhe e o homem não consegue impedi-lO. Ele é infinitamente variado quanto aos métodos que usa e é um erro grave tentar limitá-10 a padrões fixos. Os símbolos do Espírito são: vento, fôlego, água, fogo, nuvem e são tanto fluidos quanto imprevisíveis. Assim é o Espírito Santo no Livro de Atos.

3.  AS CARTAS

Uma das grandes chaves no estudo das cartas é dis­tinguir entre o que se refere à posição do crente e o que se refere à sua prática. Pelo menos três das epístolas (Romanos, Efésios e Colossenses) são estruturadas desta maneira. Os primeiros capítulos se referem à posição, os últimos à prática.

Uma frase chave para descrever nossa posição é “em Cristo”. Às vezes, a frase “no Senhor” descreve nosso estado.

Faça distinção entre o que é fundamental e o que não é essencial. Em Romanos 14.5, Paulo diz: “Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente Com isto ele está dizendo que é uma questão de escolha pessoal. Aqui há espaço para diferença de opinião. Mas o apóstolo não está tratando de fundamentos da fé. Ele está falando sobre indi­ferença moral, ou seja, questões que não são de importância fundamental. Onde a Bíblia fala por meio de mandamentos,

ali não existe lugar para opinião individual. Naquilo, porém, que não é essencial, existe permissão para a diferença.

Escrevendo aos coríntios, Paulo diz o seguinte: “Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, sal­var alguns” (1 Co 9.22b). Será que isto significa que ele es­tava disposto a sacrificar princípios bíblicos a Jfim de ganhar os perdidos? Logicamente que não! Significa que ele estava disposto a fazer quaisquer concessões que não violassem a Palavra de Deus.

Em outro lugar, ele diz: ”Todas as coisas são puras para os puros ” (Tt 1.15). Tomado fora de contexto, isto podería significar que a pornografia e a imoralidade são puras. Mas obviamente isto é falso. O que ele disse pode apenas se re­ferir a assuntos que não sejam pecaminosos e impuros em si mesmos.

Embora o crente não esteja debaixo da lei, as epístolas do Novo Testamento estão repletas de mandamentos a serem cumpridos! Eles não são dados como lei, no entanto, com pe­nalidade ligadas a eles, mas como instruções para aqueles que foram salvos pela graça.

Lembre-se que dissemos anteriormente: A obediência é o órgão do conhecimento espiritual (Os 6.3; Mt 13.12). Isto não pode ser enfatizado fortemente demais nem frequentemente demais. Não é o quociente da inteligência de uma pessoa que conta, mas é o quociente da obediência!

Algumas verdades devem ser recebidas pela fé porque transcendem a compreensão humana. Alguns exemplos po­dem ser: a Trindade, a união da deidade e da humanidade do Senhor Jesus, a eleição e a responsabilidade humanas.

Leia o texto cuidadosamente e preste especial atenção aos pronomes. Em Efésios 2, “vós” nos versículos 1 e 2 se refere aos crentes de origem gentílica, enquanto que “nós” no ver­sículo 3 se refere a Paulo e outros crentes judeus. Em 1 João 2.28, o pensamento é o seguinte:

“Filhinhos, agora, pois, permanecei [os leitores] nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos [nós, os após-

tolos] confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda

Quando o Espírito Santo usa palavras diferentes, geral­mente existe um significado diferente. Por exemplo, todos os crentes são filhinhos e filhos, mas as palavras não são sinônimas. Filhinhos significa que são membros da famí­lia de Deus; filhos significa que são tratados como adultos, com todos os privilégios e responsabilidades de filhos e fi­lhas amadurecidos.

O estudo das epístolas é melhorado quando também estu­damos o pano de fundo histórico do Livro de Atos. Por exem­plo, ao estudarmos Gaiatas 2.1-10, devemos ler Atos 15.11- 29; além disso 1 e 2 Timóteo encontram o pano de fundo em Atos 16. Is.

(a) Entendendo Romanos 11

Este é um capítulo mais crucial do que a maioria das pes­soas percebe. É por isso que estamos dando a ele uma especial atenção. A interpretação adequada do mesmo é essencial para a compreensão do programa de Deus para o futuro – especial­mente para o futuro de Israel. Existem seis chaves bastante simples:

1.  Em seu pensamento, acrescente a palavra “completa­mente” nos versículos 1 e 2. O contexto o exige. Deus rejei­tou Seu povo, mas não completamente. Paulo mesmo é uma exceção.

2.  Em seu pensamento, coloque a palavra “finalmente” no versículo 11. Paulo não nega que Israel transgrediu; ele diz no versículo 12 que eles transgrediram. Mas isto não é algo final. Eles serão restaurados.

3.  Lembre-se que, nos versículos 13-24, Paulo está falan­do a gentios e não à Igreja de Deus. Se você ler ‘a Igreja’ nesta passagem, então a Igreja poderá ser cortada (v.22). Mas isto é impossível; os membros da Igreja estão selados para o dia da redenção (Ef 4.30).

4.  Lembre-se de que a boa (cultivada) oliveira (v. 17-24) representa a linhagem de privilégio pelos séculos, e não a

nação de Israel. Isto é muito importante! Os ramos naturais são Israel, os ramos de oliveira brava são os gentios. Israel era o povo escolhido de Deus, os ramos originais na olivei­ra. Mas a nação temporariamente foi colocada de lado e os gentios estão agora no lugar de privilégio. O atual propósito de Deus é construir de entre os gentios um povo para o Seu Nome (At 15.14).

Se você toma a oliveira como sendo Israel, então você tem Israel crescendo a partir de Israel, Israel rejeitado de Israel, os gentios possivelmente rejeitados por Israel, e Israel enxertado de volta cm Israel. Absurdo!

5.  A plenitude dos gentios (v. 25) se refere ao tempo em que a noiva gentia de Cristo é arrebatada para o céu e Deus reassume Suas relações diplomáticas com Israel como nação.

Não confunda isto com o tempo dos gentios (Lc 21.24). Este é o período durante o qual Israel é dominado pelas na­ções gentias, inclusive hoje. Ele se encerra na Segunda Vinda de Cristo.

6.  Em seu pensamento, coloque a palavra “crente” no ver­sículo 26. Todo o Israel crente será salvo. Sabemos a partir de outras partes das Escrituras que a porção não crente da nação será destruída quando Cristo voltar para reinar.

4.  APOCALIPSE

Este é um dos livros mais difíceis da Bíblia, tam­bém conhecido como Revelação [Apocalipse = “tirar o véu”). Estranhamente, é uma das primeiras escolhas de muitos cristãos novos. Seu imaginário é fascinante, in­trigante e belo. Não é de admirar que as pessoas o amem.

Seguem abaixo algumas chaves simples para um li­vro que não é tão simples.

1. Perceba que o livro é essencialmente um livro de julgamentos, embora estes sejam entrelaçados por mui­tas passagens de um lindo louvor, tais como os capítulos 4 e 5.

2.   Nos três primeiros capítulos temos Cristo como Juiz, escrutinando as igrejas. Isto cumpre com o que fora dito, que o julgamento deve começar pela casa de Deus.

As cartas às sete igrejas podem ser entendidas como:

–   Sete igrejas reais dos dias de João. Isto certamente é verdadeiro.

–   Estágios sucessivos, ou eras sucessivas, na história da Igreja desde o Pentecostes até o Arrebatamento. Este parece ser o fluxo geral da história da cristandade.

–   Características que existem na Igreja de modo universal em algum ponto de sua história na terra. Estes são certamente conceitos que ajudam. Depois do capítulo 3, a Igreja não é mencionada nenhuma outra vez como estando na terra.

3.   A parte principal de Apocalipse (4.1-19.5) trata dos julgamentos de Deus sobre a terra durante o período da Tribulação. Esses julgamentos são apresentados sob os sím­bolos de:

–    sete selos,

–    sete trombetas, e

–    sete flagelos.

Os sete selos, trombetas e flagelos, todos eles trazem você ao final da Tribulação e à inauguração do Reino de Cristo.

Entrelaçados com os julgamentos estão inúmeros parên­teses:

a.   Os 144.000 judeus santos selados (7.1-8).

b.    Os crentes gentios durante esse período (7.9-17).

c.    O anjo poderoso com o livrinho (10).

d.    As duas testemunhas (11.3-12).

e.    Israel e o dragão (12).

f.     As duas bestas (13).

g.    Os 144.000 com Cristo no Monte Sião (14.1).

h.    O anjo com o Evangelho eterno (14.6-7).

i.     O anúncio preliminar da queda da Babilônia (14.8).

j.     Aviso aos adoradores da besta (14.9-12).

k.    A seara e a ceifa (14.14-20).

l.     A destruição da Babilônia (17.1-19.6).

A narrativa não é sempre cronológica em Apocalipse.

4.  Os capítulos finais (19.6-22.21) tratam dos eventos que seguem a Tributação.

a.   A Segunda Vinda de Cristo.

b.   O Milênio, ou o Reinado de Cristo por 1.000 anos.

c.   O Julgamento do Grande Trono Branco.

d.   O Estado Etemo.

5.  Falando em termos gerais, a melhor coisa a fazer é to­mar uma passagem literalmcnte a menos que ela seja inter­pretada como sendo simbólica no contexto imediato ou cm outras partes da Bíblia.

Às vezes, o significado é explicado ali mesmo no con­texto.

a.   As sete estrelas são os sete anjos das sete igrejas (1.20).

b.   Os sete candelabros de ouro são as sete igrejas (1.20).

c.   O grande dragão é o Diabo, ou Satanás (12.9).

Em outros lugares, o significado parece claro a partir do contexto:

a.  O cavaleiro sobre o cavalo vermelho representa a guer­ra (6.3-4).

b.   O terceiro selo é a fome (6.5-6).

Às vezes, o significado é explicado em algum outro lugar na Bíblia. Por exemplo, o leopardo, o urso e o leão (13.2) são identificados em Daniel 2 e 7 como os reinos mundiais da Grécia, da Pérsia e da Babilônia. As características cruéis desses reinos serão encontradas na besta que emerge do mar.

6.  Onde nenhuma luz das Escrituras pode ser lançada so­bre a passagem, o melhor a fazer é deixá-la sem explicação até que os eventos aconteçam. Existe nas Escrituras esse traço de que na profecia bíblica algumas coisas não serão totalmen­te compreendidas até que venham a ocorrer.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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