Daniel – Amado no Céu – Morreu sem estar preparado

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Daniel – Amado no Céu – Morreu sem estar preparado

(Daniel 5.1-31)

HÁ uma linha invisível que separa a paciência de Deus de Sua ira. Os que persistem em andar no caminho errado cruzam essa linha invisível. Chega um dia em que Deus diz: “Basta!’ Não há um caminho especial que conduza ao inferno. E necessário apenas permanecer, por tempo suficiente, em seu próprio caminho.30

Nabucodonozor precisou ficar louco para ser convertido. Foi salvo porque se humilhou diante de Deus. Mas, Belsazar, apesar de tantos exemplos e advertências continuou no caminho da desobediência e morreu sem chance de arrependimento.

Deus oferece ao homem muitas oportunidades para arrepender-se.

Convida-o insistentemente a se voltar para Ele e o persuade. Mas se o homem continua no pecado, ele cruza essa linha invisível e, depois, perece inapelavelmente.

O capítulo 5 do livro de Daniel nos fala de outro rei. Belsazar não ficou louco para ser convertido, ele morreu sem conversão.

Um homem que desperdiçou todas suas oportunidades (Dn 5.22)

Belsazar foi um homem que testemunhou as obras de Deus dentro de sua casa, mas as desprezou. Ele era da família real. Seu pai, Nabucodonozor, foi convertido a Deus. Ele presenciou todos os acontecimentos relatados nos capítulos 1 a 4 daquele livro. Ele devia ter a idade de Daniel e viu seu testemunho, bem como o testemunho de seus amigos. Viu como Deus libertou os amigos de Daniel da fornalha, como Nabucodonozor foi arrancado do trono para tornar-se um animal, até que seu coração foi humilhado e convertido.

Stuart Olyott diz que Belsazar foi um homem que viu Deus tratando de modo pessoal com alguém próximo a ele. Sabia o que era conversão. O verdadeiro Deus fora louvado e adorado no palácio que agora ele ocupava como rei.31

Ele conviveu com o testemunho fiel a respeito de Deus, mas tapou seus ouvidos, fechou seus olhos e endureceu seu coração. Deus deu um ano para Nabucodonozor arrepender-se, mas Belsazar cruzou a linha da ira de Deus naquela mesma noite e pereceu. Viver no pecado é loucura. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

Belsazar foi um homem que desprezou o conhecimento de Deus e não lhe deu glória, a despeito de conhecer a

verdade (Dn 5.22). A impiedade produz perversão. O desprezo do conhecimento de Deus leva o homem a uma vida dissoluta moralmente. Belsazar conhecia a verdade, mas não foi dirigido por ela. Ele conhecia a verdade, mas a rejeitou deliberadamente para viver regaladamente em seus pecados._

Um homem que se entregou aos prazeres carnais à

beira da morte (Dn 5.1-4,30)

Vários fatos marcantes nos chamam a atenção nesse texto de Daniel em primeiro lugar, Babilônia estava sendo tomada enquanto o rei estava festejando (Dn 5.2-4,30). Naquela noite, o rei Dario estava desviando o curso do rio Eufrates e marchando pelo leito do rio para entrar na inexpugnável cidade da Babilônia para tomá-la. O império estava caindo, e o rei estava se banqueteando. Aquela era sua última noite, e o rei estava se embriagando.

Em segundo lugar, o rei dá uma grande festa no dia de sua grande ruína (Dn 5.1). Ele estava fazendo uma festa nababesca no dia mais fatídico de sua vida. Osvaldo Litz diz que quanto maior a festa, maior a glória do festeiro.32 Eles querem diversão e prazeres. A maior cidade do mundo estava sendo tomada, e o rei e os nobres estavam bebendo e se divertindo. Eles estavam à beira de um abismo e não se apercebiam disso. Muitas pessoas também não se apercebem do risco que correm. Estão à beira da morte, nas barras do juízo de Deus e continuam anestesiadas pelos seus pecados.

Em terceiro lugar, o rei lidera seus nobres em uma festa dissoluta, de embriaguez e de sensualidade na noite de seu juízo (Dn 5.2,3). Outro erro do rei foi o abuso da bebedeira. A embriaguez promove a dissolução

(Ef 5.18). A bebedeira é um espetáculo indigno que produz conseqüências desastrosas.33 Quem bebe está soltando os freios do domínio próprio à beira de um abismo: acidentes de trânsito, brigas, assaltos, arrombamentos, delitos sexuais, adultérios e assassinatos têm muitas vezes sua origem no álcool. O rei deu uma grande festa. Gostava de pompa. Vivia para o prazer. Usava o poder apenas para corromper-se e deleitar-se no pecado. Era a festa dos excessos, da embriaguez desavergonhada. Onde as pessoas se entregam à bebedeira, não há bom-senso nem equilíbrio. O caminho da embriaguez é o caminho da ruína. A estrada da embriaguez é o caminho da vergonha, da derrota e da morte.

Em quarto lugar, o rei promove uma festa de profanação das coisas sagradas (Dn 5.3). O rei, além de se entregar à embriaguez, dá mais um passo na direção de sua ruína. Ele manda trazer os vasos do templo para profaná-los de forma estúpida e infame. Profanar as coisas de Deus é um grave pecado. Usar os vasos do templo, consagrados para o culto ao Senhor, numa festa profana, numa bacanal, foi uma terrível ofensa à santidade de Deus. Belsazar fez pior que seu pai. Este saqueou o templo de Jerusalém e levou os vasos sagrados para o templo de seu deus (Dn 1.2), mas Belsazar usou-os de modo sacrílego, para acrescentar um pouco de novidade a sua última orgia de bebedeira.34 O rei estava zombando de Deus ao escarnecer das coisas de Deus. Aquele gesto de profanação era também uma afronta e um abuso ao povo de Deus. A cena é de desprezo ao Deus do céu, o Deus a respeito de quem Belsazar ouvira desde a meninice, e de rejeição ao testemunho que recebera.

O rei coloca os vasos do templo do Senhor nas mãos de seus convidados e lidera a orgia. Escarnecem do sagrado e exaltam o profano.

Em quinto lugar, o rei promove uma festa idolátrica ao dar louvor aos deuses fabricados por mãos humanas (Dn 5.4). Além de profanar as coisas de Deus, o rei ainda usa os vasos do templo para louvar suas falsas divindades. A idolatria é um pecado ofensivo a Deus. A idolatria é uma expressão de profunda cegueira espiritual. Ela provoca a ira de Deus.

Um homem que foi solenemente perturbado pelo dedo de Deus (Dn 5.5-9)

Deus transforma os prazeres do pecado em perturbação (Dn 5-5,6,9). Enquanto eles celebram aos seus deuses, bebendo vinho nos vasos do templo do Senhor, no mesmo instante, aparecem uns dedos escrevendo na parede. Osvaldo Litz comentando esse episódio diz: “O ruído dos copos e das taças cessou. A conversa emudeceu. As mãos ficaram imóveis, Em poucos segundos todo o ambiente estava transformado num palco de medo e horror”.35 A alegria do rei e de seus convidados acaba. A festa termina. O desespero toma conta de todos. O rei empalidece. Seus joelhos batem um no outro. A alegria do pecador dura pouco. Olyott diz: “Num piscar de olhos, tudo terminou para o monarca arrogante. Deus anotou todos seus pensamentos, palavras e obras. Agora, encontra-o e apresenta-lhe a conta!”36 Se já uns dedos, escrevendo silenciosamente umas poucas palavras, causaram tão grande pavor, como, portanto se sentirão os pecadores quando virem o Senhor em toda a plenitude de Sua glória e ouvirem Sua voz proferindo

a terrível sentença: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos” (Mt 25.41).37

Deus confunde os sábios do mundo com Seus mistérios (Dn 5.7,8). O rei busca uma explicação para a misteriosa aparição nos sábios da Babilônia. Mas eles são impotentes. Eles não podem discernir as coisas espirituais. A sabedoria humana não pode ajudar um homem aflito, em rebelião contra Deus.

Deus confronta os pecadores por intermédio de servos fiéis (Dn 5.10-17). Daniel é um homem diferente. Ele tem luz, inteligência, sabedoria e espírito excelente. Belsazar não o quis ouvir durante os dias de sua vida, mas agora precisa ouvi-lo na hora de sua morte. Daniel é um homem insubornável. Ele não faz a obra de Deus por dinheiro. Ele não vende seu ministério. Ele não busca favores dos poderosos deste mundo. Ele rejeita os presentes do rei. Daniel não procurava recompensa nem favores.

Um homem que foi fortemente confrontado pelo profeta de Deus (Dn 5.18-23)

Daniel enumera quatro razões em seu confronto. Em primeiro lugar, ele confrontou Belsazar porque ele deixou de reconhecer que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens (Dn 5.18-21). Foi Deus quem deu o reino, grandeza e poder a Nabucodonozor (v. 18). A grandeza da Babilônia não era conquista de seus reis, mas dádiva de Deus. Nabucodonozor demorou muitos anos para entender isso. Mas seu filho, ainda não está reconhecendo. E, por isso, é confrontado.

Em segundo lugar, porque Belsazar deixou de se humilhar diante de Deus, a despeito de exemplo tão forte

dentro da sua própria casa (Dn 5.22). Quanto mais luz temos, mais responsáveis somos. Ele viu o que aconteceu com o rei Nabucodonozor, indo comer capim com os bois, porque endureceu sua cerviz. A despeito de tantos exemplos, esse rei ainda mantém seu orgulho, sua soberba e sua incredulidade. O rei está tão cego que ainda não consegue enxergar sua ruína. Faz promessas aos sábios da Babilônia (v. 7) e a Daniel (v. 16) que não pode cumprir. Ele ainda pensava que podia honrar aqueles que lhe prestassem favores, sem saber que naquela noite morreria e seu império estaria nas mãos de outro rei. Belsazar foi condenado por seu orgulho. Aquele que não adora a Deus acaba adorando a si mesmo ou a outros deuses.

Em terceiro lugar, porque Belsazar fez um mau uso do conhecimento que recebera (Dn 5.22). O conhecimento das coisas de Deus nos torna responsáveis. O rei pereceu não por falta de luz, mas por cegueira deliberada. Ele morreu não por ignorância, mas por rebeldia.

Em quarto lugar, porque Belsazar afrontou a Deus em cujas mãos estava sua vida (Dn 5-23). Ele profanou os vasos do templo. Deu louvores aos deuses de ouro e pedra e não exaltou a Deus, em cujas mãos estava sua vida. A idolatria é uma afronta a Deus, é levantar-se contra o Senhor.

Um homem que foi condenado no tribunal de Deus (Dn 5.24-31)

Deus contou seu reino e deu cabo dele: MENE (Dn 5.24-26). No meio da orgia altiva e desregrada, move-se uma silhueta escura. São dedos que escrevem quatro palavras, palavras que confrontam todos os festeiros, que põem abaixo o rei e seu reino. A parede real parece a lápide de um túmulo, e todos viram o epitáfio sendo gravado

nela: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM (v. 25). Osvaldo Litz diz que essas três palavras fundamentalmente significam número, peso, divisão. O Reino de Belsazar foi contado, pesado, dividido e dado aos medos e persas.38 MENE, MENE trata de uma repetição de ênfase. Leupold observa, porém, que Mene significa tanto “contar” como fixar o limite de algo”. De modo que a repetição sugere que Deus havia fixado o limite do reino de Belsazar.39 Evis Carballosa diz que essa expressão significa que Deus havia contado o reino de Belsazar e lhe havia posto um fim.40 Os dias de Belsazar estavam contados. Deus decidiu trazer o fim de seu reino. O período de seu governo havia terminado. Durante todos aqueles anos, Deus lhe deu oportunidades, mas ele se recusou. Agora Deus diz: “Basta! Acabou!” (v. 26).

Deus o pesou na balança e o achou em falta (Dn 5.27). TEQUEL: Carballosa diz que tekel procede do verbo “teqal”, que significa “pesar” e também “ser leve ou falto de peso”.41 Deus pesou cada ato de sua vida. Ele tomou notas das oportunidades que Belsazar rejeitara desde sua juventude. Anotou todos os convites que ele desprezara. Deus escreveu, portanto, na parede seu epitáfio. Seus pecados ocultos e conhecidos, suas desordens e bebedeiras, sua rejeição às coisas santas e resistência às coisas espirituais foram todos pesados na balança de Deus. O Senhor pesou seu orgulho e sua soberba. Tudo foi pesado na balança. Deus ponderou sua vida do princípio ao fim e o achou em falta!

Uma vez que Deus não julga imediatamente, os ímpios concluem que não o fará de modo algum. Contudo, Ele pesa em sua balança toda zombaria e afronta. Nada é esquecido. Ele registra todos os convites para vir a Cristo

que foram rejeitados. Anota cada desprezo a Sua ordem de arrependimento. Deus tem cada ação do homem gravada no céu. Deus registra tudo.42

Deus dividiu seu reino e o destruiu (Dn 5.28-31). UFARSIM – PERES: peres, derivado do verbo “peras” significa “romper”, “dividir”.43 O Reino de Belsazar foi dividido. Seu reino seria dividido e destruído. Isso aconteceu pelo poder dos medos e dos persas. O mesmo Deus que dera o reino a Nabucodonozor (v. 18), agora o dará aos medos e aos persas (v. 28). E não foi somente aquele reino que Belsazar perdeu, ele perdeu também o Reino de Deus. O rei atravessou a linha divisória da paciência de Deus. Tudo que o espera agora é “uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar os adversários” (Hb 10.27).

Naquela mesma noite, enquanto Belsazar e seus convidados promoviam o carnaval da morte, o rei Dario desviou o curso do rio Eufrates, que corria pelo centro da cidade, e entrou, com suas tropas, a pé enxuto na cidade. Assim, invadiram a inexpugnável cidade, mataram o rei Belsazar e tomaram a Babilônia.44 Xenofonte e Heródoto narram a queda da Babilônia assim: “Dario desviou o Eufrates para o novo canal e, guiado por dois desertores, marchou pelo leito seco rumo à cidade, enquanto os babilônios farreavam numa festa a seus deuses”.45

Belsazar não aproveitou sua última oportunidade. No momento em que Deus fez sua chamada final ele estava bêbado.46 Ai dos que deixam passar as oportunidades. Naquela mesma noite, Belsazar morreu e chegou ao fim um reino que durante setenta anos havia dominado a maior parte do mundo conhecido.

Não sabemos quando Deus dirá a alguém: “Mais um pecado, e será o último”. Contudo, a escrita na parede se aplicará a você. Certamente, você será chamado de louco, pois o arrependimento estará fora de seu alcance para sempre!

A ordem de Deus para você é: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar”

(Is 55.6,7).

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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