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CONVERSÃO COMO O NOSSO OBJETIVO – Teologia Pastoral

O fim principal do ministério cristão é a glória de Deus. Quer se convertam as almas, quer não, se Jesus Cristo é fielmente pregado o ministro não trabalha em vão, pois é o bom cheiro para Deus, nos que se perdem e nos que se salvam. Contudo, em regra, Deus nos enviou para pregar a fim de que, mediante o evangelho, os filhos dos homens se reconciliem com Ele. Aqui e ali pode acontecer que um pregador da justiça, como Noé, trabalhe sem conseguir levar ninguém para dentro da arca da salvação, salvo as pessoas que pertençam ao círculo da sua família; e que outro, como Jeremias, chore em vão por uma nação impenitente; mas, na maior parte, a obra de pregação visa a salvar os ouvintes. Compete-nos semear mesmo em lugares pedregosos, onde nenhum fruto recompense o nosso labor; mas devemos sempre ter em vista uma colheita e lamentar se ela não aparecer no tempo devido.

Sendo a glória de Deus o nosso objetivo principal, nós o alcançaremos procurando a edificação dos santos e a conversão dos pecadores, É nobre tarefa instruir o povo de Deus e edificá-lo em sua mui santa fé; de modo nenhum podemos negligenciar este dever. Com este fim, precisamos fazer claras exposições da doutrina do evangelho, de experiências vitais, e dos deveres cristãos, jamais deixando de declarar todo o conselho de Deus. Em muitos casos se mantêm em recesso sublimes verdades com o pretexto de que não são práticas, quando o simples fato de que foram reveladas prova que o Senhor as considera valiosas, e ai de nós se pretendemos ser mais sábios que Ele! Podemos dizer de toda e qualquer doutrina da Escritura: “É sábio dar-lhe uma língua o homem.”

Se se perder uma nota da harmonia divina da verdade, a música ficará tristemente desfigurada. O povo da sua igreja poderá enfermar com graves moléstias espirituais pela falta de alguma modalidade de nutrição espiritual, falta que só pode ser suprida pelas doutrinas que você omitiu. No alimento que comemos há ingredientes que de início não parecem necessários à vida, mas a experiência mostra que são indispensáveis para a saúde e para as energias. O fósforo não cria carne, mas faz falta aos ossos. A mesma descrição cabe a muitas substâncias e condimentos na devida proporção, a economia humana necessita deles. Exatamente assim, certas verdades que parecem pouco adequadas à nutrição espiritual, são, todavia, muito benéficas, suprindo os crentes de espinha dorsal e de musculatura, e reparando os órgãos avariados da constituição humana do cristão. Temos que pregar “toda a verdade” para que o homem de Deus esteja perfeitamente habilitado para todas as boas obras.

Contudo, o nosso grande objetivo de glorificar a Deus deve ser atingido principalmente pela conquista de almas. Precisamos ver almas nascidas para Deus. Se não as virmos, o nosso clamor será o de Raquel : “Dá-me filhos, ou se não morro.” Se não ganharmos almas para Cristo, lamentaremos como o chefe da família que não vê colheita, como o pescador que volta para a sua cabana com a rede vazia, ou como o caçador que andou em vão por vales e montes. O nosso falar seria o de Isaías, com muitos suspiros e gemidos: “Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor?” Os embaixadores da paz não devem parar de chorar amargamente, enquanto os pecadores não chorarem por seus pecados.

Se temos intenso desejo de ver os nossos ouvintes crerem no Senhor Jesus, como agir para sermos usados por Deus para a produção desse resultado? Este é o tema da presente preleção.

Desde que a conversão é obra divina, precisamos ter o cuidado de depender inteiramente do Espírito de Deus e de buscar dEle poder sobre a mente dos homens. Como esta observação é repetida com freqüência, temo que bem poucos sintam a sua força, pois, se fôssemos mais verdadeiramente sensíveis à nossa necessidade do Espírito de Deus, não estudaríamos com maior dependência do Seu ensino? Não oraríamos importunando-O mais para receber dEle a Sua santa unção? Em nossa pregação, não daríamos mais ampla liberdade para a Sua operação? Não fracassamos em muitos dos nossos esforços porque praticamente, conquanto não doutrinariamente, ignoramos o Espírito Santo? Seu lugar como Deus é o trono, e em todos os nossos empreendimentos Ele deve ocupar o principio, o meio e o fim; somos instrumentos nas Suas mãos, e nada mais.

Admitido isso plenamente, que mais se deve fazer para que se vejam conversões? Por certo devemos ter o cuidado de pregar com maior proeminência as verdades que têm mais probabilidade de levar àquele fim. Que verdades são essas? Respondo que primeiro e acima de tudo devemos pregar a Cristo, e Este crucificado. Onde Jesus é exaltado, almas são atraídas. “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” A pregação da cruz é para os que se salvam sabedoria de Deus e poder de Deus. O ministro cristão deve pregar todas as verdades que se agrupam em torno da pessoa e obra do Senhor Jesus, e, a partir daí, deve pôr às claras com muito ardor e de modo bem definido o mal do pecado, de que resulta a necessidade de um Salvador.

Que trate de mostrar que o pecado é quebra da leí, que precisa ser castigado, e que a ira de Deus se manifesta contra ele. Que nunca trate o pecado como se fosse coisa de somenos importância, ou um contratempo, mas que o exponha como extremamente ofensivo a Deus. Que desça aos pontos particulares, não se restringindo a um superficial relancear de olhos a grosso modo, mas mencionando pormenorizadamente vários pecados, mormente os mais comuns na ocasião, como a devoradora e insaciável hidra do alcoolismo, que devasta a nossa terra; a mentira que, na forma de difamação, é farta por todo lado; e a licenciosidade, que deve ser mencionada com santa delicadeza e, contudo, precisa ser denunciada implacavelmente. Devemos reprovar especialmente aqueles males em que os nossos ouvintes caíram, ou estão prestes a cair.

Explique os Dez Mandamentos e obedeça à injunção divina: “declara a meu povo as suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados.” Desvende a espiritualidade da leí, como fez o nosso Senhor, e mostre como ela é transgredida por pensamentos, intenções e imaginações. Deste modo, muitos pecadores serão aguilhoados no coração.

O velho Robbie Flochart costumava dizer: “De nada valerá querer costurar com o fio de seda do evangelho, se não perfurarmos um orifício para ele com a aguda agulha da leí.” A leí vai primeiro, como a agulha, e puxa o fio do evangelho após si; portanto, pregue sobre o pecado, a justiça e o juízo por vir. Explique freqüentemente linguagens como a do Salmo 51; mostre que Deus requer a verdade no íntimo, e que a purificação com sangue sacrificial é absolutamente necessária. Vise o coração. Sonde a ferida e toque as veras da alma. Não evite os temas severos, pois primeiro os homens precisam ser feridos para depois poderem ser curados, e mortos antes de poderem receber vida. Ninguém se vestirá com o manto da justiça enquanto não se despir das folhas de figueira, nem se lavará na fonte da misericórdia enquanto não perceber a sua imundície. Portanto, meus irmãos, é preciso que não cessemos de declarar a leí, suas exigências, suas ameaças, e as múltiplas transgressões que o pecador comete contra a leí.

Ensinem a doutrina da depravação total da natureza humana. Mostrem aos homens que o pecado não é um acidente, mas o genuíno produto dos seus corações corruptos. Preguem a doutrina da depravação natural do homem. É doutrina que está fora de moda, pois hoje em dia podem-se achar ministros ótimos para falar sobre “a dignidade da natureza humana.” O “lapso estado do homem” – esta é a frase – recebe alusão às vezes, mas a corrupção da nossa natureza e temas afins são cuidadosamente evitados. Os etíopes são informados de que podem embranquecer a sua pele, e se espera que os leopardos removerão as suas manchas. Irmãos, não caiam nessa ilusão ou, se caírem, podem esperar poucas conversões. Vaticinar coisas brandas e atenuar o mal do nosso estado de perdidos não é o modo de levar homens a Jesus.

Irmãos, a necessidade das operações do divino Espírito Santo segue-se naturalmente ao ensinamento anterior, pois, necessidade terrível requer interposição divina. É preciso dizer aos homens que eles estão mortos, e que somente o Espírito Santo pode vivificá-los; que o Espírito trabalha de acordo com o Seu bom prazer, e que homem nenhum pode reivindicar as Suas visitações ou merecer o Seu auxilio. Pensa-se que este ensino é muito desanimador, e assim é, mas os homens precisam ser desencorajados quando estão procurando a salvação de maneira errônea. Livrá-los da presunção de que têm capacidades próprias é um grande auxilio com vistas a levá-los a olhar para fora de si, para outro – precisamente para o Senhor Jesus. A doutrina da eleição e outras grandes verdades que declaram que a salvação decorre totalmente da graça, sendo, não direito da criatura, mas dádiva do Soberano Senhor, visam todas a expulsar do homem o orgulho e, assim, a prepará-lo para receber a misericórdia de Deus.

Também devemos apresentar aos nossos ouvintes a justiça de Deus e a certeza de que toda transgressão será punida.

“Ponha diante deles com ornato terrível

a pompa daquele tão tremendo dia

em que Jesus Cristo com as nuvens virá.”

Façam ressoar nos ouvidos deles a doutrina da segunda vinda de Cristo, não como curiosidade despertada pela profecia, mas como um fato solene e prático. É ocioso apresentar o nosso Senhor em termos de uma ruidosa valentia de um reino terrestre, à moda dos irmãos que crêem num judaísmo restaurado. Precisamos pregar o Senhor como Aquele que vem para julgar o mundo com justiça, para convocar as nações à barra do Seu tribunal, e para separá-las como o pastor aparta as ovelhas dos cabritos. Paulo pregou sobre a justiça, a temperança e o juízo vindouro, e fez tremer a Félix; estes temas continuam sendo igualmente poderosos. Furtaremos do evangelho o seu poder se deixarmos de lado as suas ameaças de castigo. É de temer que as opiniões modernas sobre a aniquilação e a restauração que têm afligido a igreja nestes últimos tempos levaram muitos ministros a serem indolentes quanto a falar a respeito do juízo e seus resultados, e, conseqüentemente, os terrores do Senhor têm exercido pequena influência sobre pregadores e ouvintes. Se for assim, por mais pesar que sintamos não será suficiente, pois deste modo é posto de lado o uso de um dos principais meios de conversão.

Diletos irmãos, acima de tudo temos que ser claros sobre a grande doutrina da salvação das almas – a doutrina da expiação. Precisamos pregar um real sacrifício substitutivo de bona fide (boa fé), e proclamar o perdão como seu resultado. Idéias obscuras sobre o sangue expiatório são em extremo perniciosas. As almas são retidas numa escravidão desnecessária e se privam os santos da serena confiança da fé porque não se lhes diz definidamente que “Aquele que não conheceu pecado, (Deus) o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” Temos que pregar a doutrina da substituição honesta e inequivocamente, pois, se há uma doutrina ensinada com clareza na Escritura é esta – “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos.sarados.”

“Ele próprio, Sua pessoa, levou os nossos pecados no madeira.” Esta verdade dá repouso à consciência mostrando como Deus pode ser justo e o justificador daquele que crê. Esta é a principal rede do pescador de homens do evangelho. Os peixes são arrastados ou levados na direção certa por outras verdades, mas esta é a própria rede.

Se os homens hão de ser salvos, temos que pregar nos mais claros termos a justificação pela fé como método pelo qual a expiação se torna efetiva na experiência da alma. Se somos salvos pela obra substitutiva de Cristo, não se requer de nós mérito nenhum, e tudo que os homens têm que fazer é aceitar com fé singela o que Cristo já fez. É agradável descansar na grande verdade de que “este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus” Oh visão gloriosa! – Cristo assentado no lugar de honra porque Sua obra foi realizada. A alma pode muito bem repousar numa obra tão evidentemente completa.

A justificação pela fé jamais deve ser obscurecida e, todavia, nem todos são claros sobre ela. Uma vez ouvi um sermão sobre “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria”, cuja transposição para o vernáculo foi: “Seja bom, muito bom, e, embora tenha que sofrer em conseqüência disso, Deus o recompensará no final.” O pregador, sem dúvida, cria na justificação pela fé, mas, com toda a nitidez pregou a doutrina oposta. Muitos fazem isso quando se dirigem a crianças, e noto que geralmente falam aos pequeninos sobre amar a Jesus, e não sobre crer nEle. Isto só pode imprimir uma idéia prejudicial na mente dos jovens e afastá-los do verdadeiro caminho da paz.

Preguem fervorosamente o amor de Deus em Cristo Jesus, e engrandeçam a abundante misericórdia do Senhor; preguem-no, porém, sempre em conexão com a Sua justiça. Não enalteçam isoladamente o atributo do amor segundo o método geralmente seguido, mas considerem o amor no elevado sentido teológico em que, como um círculo de ouro, mantêm no seu interior todos os atributos divinos, pois Deus não seria amor se não fosse justo, e se não odiasse tudo o que não é santo. Nunca exaltem um atributo às expensas de outro. Façam com que a misericórdia infinita se veja em calma coerência com a austera justiça e a soberania ilimitada. O verdadeiro caráter de Deus presta-se para intimidar, impressionar e humilhar o pecador; tomem cuidado para não falsificar o seu Senhor.

Todas estas e outras verdades que completam o sistema evangélico têm em conta levar os homens à fé. Portanto, façam delas a matéria-prima do seu ensino.

Em segundo lugar, se anelamos intensamente que almas sejam salvas, devemos não somente pregar as doutrinas que mais provavelmente levam a esse fim, mas precisamos empregar modos de manejar aquelas verdades, modos que tenham probabilidade de conduzir àquele fim. Perguntam quais serão? Primeiro, devem empenhar-se muito no emprego da instrução. Os pecadores não são salvos nas trevas, mas das trevas; “não é bom que a alma fique sem conhecimento.” É preciso ensinar os homens sobre si próprios, seu pecado, sua queda; sobre o seu Salvador, a redenção, a regeneração etc. Muitas almas despertas aceitariam alegremente o plano divino de salvação se tão somente o conhecessem; lembram aqueles de quem o apóstolo disse: “Agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância.” Se vocês as instruírem, Deus as salvará. Não está escrito: “A exposição das tuas palavras dá luz”?

Se o Espírito Santo abençoar o seu ensino, elas verão como estavam erradas e serão levadas ao arrependimento e à fé. Não acredito na pregação que consiste principalmente em gritar: “Crede! Crede! Crede!” Por uma questão de justiça comum, vocês têm a obrigação de dizer à pobre gente aquilo em que deve crer. É necessário haver instrução, ou, do contrário, a exortação a crer será ridícula e, na prática, frustrará a frutificação. Receio que alguns irmãos ortodoxos ficaram com preconceito contra os vivos apelos do evangelho por terem ouvido as imaturas e indigestas arengas de oradores avivalistas de cabeças mal ajustadas. A melhor maneira de levar os pecadores a Cristo é anunciar Cristo aos pecadores. Exortações, rogos, súplicas, não acompanhadas de instrução sadia, são como tiros de pólvora seca. Podem gritar, chorar e apelar, mas não conseguirão levar os homens a crerem naquilo de que não ouviram, nem a receberem a verdade que nunca lhes apresentaram. “E, quanto mais sábio foi o pregador, tanto mais sabedoria ao povo ensinou.”

Ao darmos instruções é sábio apelar para o entendimento. A verdadeira religião é tão lógica que, por assim dizer, não é emocional. Não sou admirador das idéias singulares do Sr. Finney mas não tenho dúvida de que ele beneficiou a muitos, e seu poder jazia no emprego de argumentos claros. Muitos que sabiam da fama dele ficavam decepcionados, a principio, ao ouvi-lo, porque empregava poucos recursos da arte de falar e era seco e calmo como um livro de Euclides. Mas, ajustava-se exatamente a certa ordem de intelectos, e estes ficavam convencidos e convictos com a sua poderosa argumentação. Não se deve procurar atender às pessoas dotadas de tipo mental lógico? Devemos ser tudo para todos, e, para esses homens precisamos fazer-nos argumentativos e apertá-los num canto com deduções claras e inferências necessárias. Dos argumentos carnais não queremos nenhum, mas, dos argumentos bons, honestos, que requerem ponderação e consideração, judiciosos, e que desafiam a mente, quanto mais, melhor.

A classe que exige argumentos lógicos é pequena, comparada com o número daqueles pelos quais devemos lutar por meio da persuasão emocional. Requerem não tanto raciocínio, como argumento do coração – que é a lógica ardendo em chamas. Temos que pleitear com eles como a mãe o faz com o filho, rogando-lhe que não a magoe, ou como a amorosa irmã implora ao irmão que volte ao lar paterno e busque reconciliação; a argumentação tem que ser vitalizada, transformando-se em persuasão, pelo vivo valor do amor. A lógica fria tem a sua força, mas, quando a afeição a faz ficar rubra de calor, o poder do argumento da ternura é inconcebível. O poder que uma mente pode conseguir sobre outra é enorme, mas, muitas vezes se desenvolve melhor quando a mente condutora deixou de ter poder sobre si mesma. Quando o zelo apaixonado arrebata o homem, o seu falar transforma-se numa torrente irresistível, varrendo tudo diante de si. O homem reconhecidamente piedoso e devoto, e que é generoso e se sacrifica, tem poder em sua própria pessoa, e seu conselho e recomendação leva peso por causa do seu caráter; mas quando se põe a rogar e a persuadir até às lágrimas, sua influência é maravilhosa, e Deus o Espírito Santo o emparelha sob Seu jugo para o Seu serviço.

Irmãos, precisamos empenhar-nos com rogos. Súplicas e rogos devem mesclar-se com as nossas instruções. Todo e qualquer apelo que atinja a consciência e mova os homens a se lançarem a Jesus temos que empregar perpetuamente, se por todos os meios havemos de salvar alguns. Às vezes ouço críticas a ministros que falam de si quando apelam, mas a censura não deve ser levada muito a sério, visto que temos alto precedente no exemplo de Paulo. A uma igreja que o ama é perfeitamente admissível mencionar o seu pesar pelo fato de que muitos freqüentadores não são salvos, e o seu veemente desejo e incessante oração é pela conversão deles. Você age bem quando menciona a sua experiência pessoal da bondade de Deus em Cristo Jesus e insiste com os homens que venham e provem o mesmo. Não devemos ser abstrações ou simples oficiais para a nossa gente, mas devemos empenhar-nos com os homens como carne e sangue de verdade, se queremos vê-los convertidos. Quando você pode citar a sua própria pessoa como um exemplo vivo do que a graça realizou, o apelo é bastante poderoso para que seja omitido por temor da acusação de egotismo.

Às vezes, também, devemos mudar de tom. Em vez de instruir, argumentar e persuadir, devemos passar a ameaçar, e a declarar a ira de Deus sobre as almas impenitentes. Devemos levantar a cortina e fazê-las ver o futuro. Mostremos o perigo que correm e tratemos de exortá-las a escapar da ira vindoura. Isto feito, devemos retornar ao convite, e expor diante da mente despertada as ricas provisões da graça infinita, provisões oferecidas de graça aos filhos dos homens. Em nome do nosso Senhor devemos fazer o convite, bradando: “Quem quiser tome de graça a água da vida.” Não se deixem dissuadir disso, meus irmãos, por aqueles teólogos hiper-calvinistas que dizem: “Vocês podem instruir e exortar os ímpios, mas não devem convidá-los ou ameaçá-los.” E por que Não? “Por que são pecadores mortos e, portanto, é absurdo convidá-los, visto que não podem vir.” Por que motivo então podemos exortá-los ou instruí-los?

O argumento é tão forte, se é que tem de fato alguma forca, que elimina todas as formas de apelo dirigido aos pecadores, de modo que somente agem com lógica aqueles que, tendo pregado aos santos, sentam-se, dizendo: “A eleição obteve este resultado; os demais foram deixados cegos.” Com que base devemos afinal dirigir-nos aos ímpios? Se só devemos ordenar-lhes coisas que do capazes de fazer sem o Espírito de Deus, ficamos reduzidos a simples moralistas. Se é absurdo ordenar ao pecador morto que creia e viva, é igualmente vão ordenar-lhe que considere o seu estado e reflita sobre o seu destino futuro. Na verdade seria completamente ocioso, se a verdadeira pregação não fosse um ato de fé adotado pelo Espírito Santo como meio de operar milagres espirituais. Se contássemos conosco mesmos e não esperássemos interferências divinas, deveríamos ter a prudência de manter-nos dentro dos limites da razão, e de persuadir os homens a fazerem somente aquilo que vissem que eram capazes de realizar. Deveríamos, então, ordenar aos vivos que vivam, exortar aos dotados de visão a que vejam, e persuadir os que querem a querer. A tarefa seria tão fácil, chegando mesmo a ser supérflua. Certamente não seria necessária nenhuma vocação especial do Espírito Santo para um empreendimento assim tão simples.

Mas, irmãos, onde está o magnífico poder e a vitória da fé se o nosso ministério é isso e nada mais? Quem dentre os filhos dos homens acharia que é uma grande vocação ser enviado a uma sinagoga para dizer a um homem perfeitamente vigoroso: “Levanta-te e anda”, ou a alguém que tem sadios os membros: “Estende a tua mão”? É um pobre Ezequiel aquele cujo maior feito é gritar: “Vós, almas que vivem, vivei!”

Coloquem-se lado a lado os dois métodos, quanto a resultados práticos, e se verá que aqueles que nunca exortam os pecadores raramente são conquistadores de almas em grande medida, mas mantêm as suas igrejas com conversos oriundos de outros sistemas. Até já os ouvir dizer: “Oh, os metodistas e os avivalistas estão sendo batedores irreprimíveis, mas nós pegamos muitas das aves.” Se eu abrigasse um pensamento baixo assim, teria vergonha de expressá-lo. Um sistema que não pode tocar no mundo exterior, mas tem que deixar a outros o labor de despertar e converter, labor que julga errôneo, lavra a sua própria condenação.

Ainda, irmãos, se queremos ver almas salvas, temos que ser sábios quanto às ocasiões em que nos dirigimos aos inconversos. Gasta-se muito pouco bom senso nesta questão. Em certos ministérios, há um tempo estabelecido para falar aos pecadores, e este vem tão regularmente como a chegada da hora do meio-dia. Umas poucas migalhas são lançadas aos cachorrinhos debaixo da mesa no fim do discurso, e eles tratam essas migalhas como vocês as tratam, isto é, com indiferença cortês. Por que a palavra de exortação há de estar sempre no extremo derradeiro do discurso, quando o mais provável é que os ouvintes estejam cansados? Por que avisar os homens que se curvem sobre o arreio, preparando-se para repelir o nosso ataque? Quando o interesse deles é despertado e eles estão menos na defensiva, façam voar uma seta aos relapsos, e freqüentemente essa seta única terá mais eficácia do que toda uma revoada de flechas lançadas de uma vez contra eles quando estão completamente encaixados em armaduras blindadas. A surpresa é um grande elemento para obter a atenção e fixar uma observação na memória, e as ocasiões para dirigir-nos aos indiferentes devem ser escolhidas tendo-se em mira esse fato. Talvez seja boa a regra de visar à edificação dos santos no sermão matutino, mas é prudente variar isso, e deixar que os inconversos às vezes recebam o seu principal trabalho de preparação e o melhor serviço do dia.

Não concluam um só sermão sem dirigir-se aos descrentes, mas, ao mesmo tempo, estabeleçam ocasiões para um determinado e contínuo ataque a eles, e partam com toda a alma para o combate. Nessas ocasiões tenham como objetivo definido e imediato a conversão de pecadores. Lutem para remover preconceitos, para esclarecer dúvidas, para sobrepujar objeções, e para fazer com que o pecador saia de uma vez dos seus esconderijos. Convoquem os membros da igreja para orações especiais, roguem-lhes que falem pessoalmente com interessados e com indiferentes, e vocês mesmos estejam duplamente atentos para falar com as pessoas individualmente. Vimos que as nossas reuniões de fevereiro, no Tabernáculo, deram resultados notáveis, sendo que o mês todo foi dedicado a esforços especiais. Geralmente o inverno é o tempo de colheita do pregador, porque o povo pode reunir-se melhor nas noites longas e fica impedido dos exercícios e diversões ao ar livre. Preparem-se bem para a estação apropriada em que “os reis saem para a batalha.”

Entre os fatores importantes conducentes à conversão há a sua entonação, o seu temperamento e o seu estilo na pregação. Se você pregar a verdade num estilo opaco e monótono, Deus poderá abençoá-la, mas com toda a probabilidade não o fará. De qualquer forma, a tendência de um estilo assim é, não suscitar a atenção, mas impedi-la. Não muitas vezes acontece que os pecadores são despertados por ministros que estão, eles mesmos, dormindo. Deve-se também evitar o modo apático e pesado de falar; a falta de terno sentimento é lamentável, e repele em vez de atrair. O espírito de Elias pode fazer tremer, e quando é extremamente intenso, pode ir longe como preparativo para a recepção do evangelho; mas, para a verdadeira conversão necessita-se mais de João – o amor é a força que vence. Devemos amar os pecadores por Jesus. Grande coração é a principal qualidade do grande pregador, e devemos cultivar os nossos afetos com esse fim.

Ao mesmo tempo, a nossa maneira de pregar não deve degenerar, transformando-se no calão macio e açucarado adotado por alguns que sempre simulam gostar de toda gente, e adulam as pessoas como que esperando engambelá-las suavemente, atraindo-as assim para a vida religiosa. Indivíduos varonis sentem-se mal e desconfiam de hipocrisia quando ouvem um pregador falando melaços. Sejamos ousados e francos, e nunca falemos aos ouvintes como se lhes estivéssemos pedindo um favor, ou como se eles estivessem condescendendo com o Redentor, permitindo-lhe que os salvasse. Temos a obrigação de ser humildes, mas o nosso oficio de embaixadores deve impedir que sejamos servis.

Felizes seremos se pregarmos confiantemente, sempre na esperança de que Deus abençoe a Sua Palavra pregada. Isto nos comunicará serena confiança que impedirá a petulância, a irreflexão temerária e o desalento. Se nós mesmos duvidarmos do poder do evangelho, como poderemos pregá-lo com autoridade? Alimente o sentimento de que é um homem favorecido por ter a permissão de proclamar as boas novas, e regozije-se com o fato de que a sua missão está carregada de benefícios para os que se acham diante de você. Faça com que as pessoas vejam quão alegre e confiante o evangelho o tornou, e isto contribuirá em muito para fazê-las ansiosas para participar das suas benditas influências.

Pregue com muita solenidade, pois esta ocupação é deveras importante, mas faça com que a matéria de que trata seja vívida e agradável, pois isto impedirá que a solenidade se corrompa transformando-se em monotonia. Seja tão completamente solene que todas as suas faculdades se despertem e se empenhem, e depois, um jato de bom humor somente acrescentará mais intensa seriedade ao discurso, exatamente como a centelha de um relâmpago torna a escuridão da meia-noite muitíssimo mais impressionante. Pregue fixando um ponto, concentrando todas as energias no objeto visado. É preciso que não haja rodeios com passatempos, nem introdução de elegâncias oratórias, nem suspeita de exibição pessoal, do contrário, você fracassará. Os pecadores são vivos e logo detectam o menor esforço de auto-glorificação. Renuncie a tudo por amor daqueles que você anela salvar. Seja louco em prol de Cristo, se isto os conquistar, ou seja um douto erudito, se isto tiver maior possibilidade de impressioná-los. Não poupe nem labor no gabinete, nem oração no quarto, nem zelo no púlpito. Se os homens não acharem que as suas almas valem um pensamento, leve-os a verem que o ministro deles é de opinião bem diversa.

Tenha em vista conversões, espere por elas e prepare-se para elas. Resolva que, ou os seus ouvintes se renderão ao seu Senhor, ou ficarão sem desculpa, e que uma coisa ou outra há de ser o resultado imediato do sermão que você acaba de começar. Não deixe que os cristãos ao seu redor fiquem a indagar quando se salvarão almas, mas inste com eles que creiam no poder não enfraquecido das boas novas, e ensine-os a se espantarem se nenhum resultado salvador se seguir à transmissão do testemunho de Jesus. Não permita que os pecadores ouçam sermões como coisa natural, nem lhes permita jogarem com as afiadas ferramentas da Escritura como se fossem simples brinquedos. Mas, uma e outra vez faça-os lembrar-se de que todo verdadeiro sermão evangélico os fará piores, se não os fizer melhores. A incredulidade deles é um pecado repetido todo dia, toda hora. Nunca permita que deduzam do seu ensino que merecem dó por continuarem fazendo de Deus um mentiroso, rejeitando o Seu Filho.

Uma vez impressionados pelo senso do perigo que correm, não dê aos ímpios nenhum descanso em seus pecados. Bata repetidamente à porta dos seus corações, e bata para a vida ou para a morte. A sua solicitude, o seu fervor, a sua ansiedade, o seu trabalho de parto por eles, Deus abençoará com vistas ao despertamento deles. Deus age poderosamente mediante esta instrumentalidade. Mas a nossa agonia pelas almas deve ser real, não fingida, e, portanto, os nossos corações devem ser forjados de molde a terem o mesmo sentimento que Deus tem. Religiosidade de baixo nível significa pouco poder espiritual. Discursos extremamente penetrantes podem ser pronunciados por homens cujos corações não estão em ordem para com o Senhor, mas o resultado deles só terá que ser pequeno. Há algo no próprio tom do homem que tem estado com Jesus que tem mais poder de tocar o coração do que a oratória mais perfeita. Lembre-se disto e mantenha ininterrupto andar com Deus.

Você precisará de muito trabalho feito em secreto, a desoras, se é que há de reunir muitas das ovelhas perdidas do seu Senhor. Somente pela oração e jejum você poderá obter poder para expulsar os piores demônios. Digam os homens o que quiserem da soberania, Deus liga o sucesso especial a especiais estados de coração, e se estes faltam, Ele não realizará muitas obras poderosas.

Em acréscimo à pregação fervorosa, será prudente empregar outros meios. Se você quer ver resultados dos seus sermões, deve ser acessível aos interessados em fazer perguntas. Uma entrevista após cada serviço talvez não seja desejável, mas freqüentes oportunidades para entrar em contato com as pessoas da sua igreja devem ser procuradas, e de algum modo devem ser criadas. É chocante pensar que há ministros destituídos de método para encontrar-se com os ansiosos, e se entrevistam um aqui, outro ali, deve-se à coragem de quem anda à busca disso, e não ao zelo do pastor.

Desde o inicio você deve marcar ocasiões freqüentes e regulares para ver todos os que estão em busca de Cristo, e você deve convidá-los constantemente a virem falar-lhe. Demais disso, mantenha numerosas reuniões com os interessados, reuniões em que as alocuções visem todas a ajudar os que têm problemas e guiar os perplexos, interpondo-lhes fervorosas orações pelos indivíduos presentes e breves testemunhos de pessoas recém-convertidas e outras. Como a confissão pública é continuamente mencionada em conexão com a fé salvadora, você será sábio se facilitar aos crentes que ainda seguem Jesus de noite que venham para a frente e votem sua adesão a Ele.

Não se deve persuadir outros a se decidirem, mas devem ser dadas todas as oportunidades para que o façam, e não se deve colocar nenhuma pedra de tropeço no caminho das pessoas esperançosas. Quanto aos que não estão adiantados o bastante para garantir qualquer idéia de batismo, você poderá ser-lhes em extremo benéfico mediante trato pessoal, e, portanto, deve procurar conseguí-lo. Uns poucos momentos de conversação podem bastar para esclarecer dúvidas, corrigir erros e eliminar pavores. Conheço casos em que foi dado fim a um infortúnio que durou a vida inteira, com uma simples explicação que poderia ter sido dada anos antes. Procure as ovelhas extraviadas, uma por uma, e quando vir que todos os seus pensamentos são necessários para um único indivíduo, não reclame do seu trabalho, pois o seu Senhor, em Sua parábola, retrata o bom pastor trazendo de volta para casa as ovelhas perdidas, não num bando, mas uma por vez, sobre os Seus ombros, e regozijando-se ao fazê-lo.

Com tudo o que possa fazer, os seus desejos não se cumprirão, pois a conquista de almas é uma carreira que toma conta do homem. Quanto mais recompensado por conversões, mais ávido fica por ver gente em maior número nascendo para Deus. Daí, logo você descobrirá que precisa de auxílio, se é que pretende persuadir a muitos. A rede fica pesada demais para ser arrastada até a praia por um par de mãos, quando está repleta de peixes, e você deve fazer sinais aos seus companheiros de trabalho, chamando-os para lhe prestarem ajuda. Grandes coisas são realizadas pelo Espírito Santo quando uma igreja inteira se ergue com santa energia. Neste caso, há centenas de testemunhos, em vez de um só, e estes se fortalecem uns aos outros; os advogados da causa de Cristo se sucedem uns aos outros e trabalham ombro a ombro, enquanto as súplicas ascendem ao céu com a força da importunação unida; assim os pecadores são cercados por um cordão de severas ameaças, e o próprio céu é chamado ao campo de batalha.

Parece difícil salvar-se um pecador em certas igrejas, pois seja qual for o bem que receba do púlpito, fora deste fica enregelado pela atmosfera ártica circundante. Por outro lado, algumas igrejas tornam difícil aos homens permanecerem sem converter-se, pois com santo zelo acossam os indiferentes, levando-os à ansiedade espiritual. Deve constituir nossa ambição, no poder do Espírito Santo, trabalhar a igreja toda, dando-lhe excelente condição missionária, fazendo dela um vaso acumulador tipo Leyden, totalmente carregada de eletricidade divina, de modo que tudo que entre em contato com ela se encha do seu poder.

Que pode fazer um homem só? Que não pode fazer, com um exército de entusiastas em torno dele? Medite logo no início na possibilidade de ter uma igreja de conquistadores de almas. Não sucumba à idéia generalizada de que só podemos reunir alguns obreiros prestativos, e que os elementos restantes da comunidade serão inevitavelmente um peso morto. Possivelmente acontecerá isso, mas não comece dominado por essa noção, ou do contrário ela se concretizará. O geral não tem necessidade de ser universal. É possível conseguir coisas melhores do que qualquer coisa já alcançada. Ponha bem alto o seu objetivo, e não poupe esforços para atingi-lo. Lute para formar uma igreja cheia de vida para Jesus, cada membro da igreja com o máximo de energia, e todo o conjunto em atividade incessante pela salvação dos homens. Para atingir-se este fim, é mister haver o melhor tipo de pregação para alimentar e fortalecer a tropa, constante oração para fazer descer poder do alto, e o mais heróico exemplo da sua parte para ativar o fogo ao zelo dos demais. Então, sob a bênção divina, um comando de bom senso dirigindo o grosso das tropas não poderá deixar de produzir os mais desejáveis resultados. Qual de vocês pode captar esta idéia e fazê-la encarnar-se num fato real?

Convidar um colega de vez em quanto para dirigir trabalhos de evangelização ver-se-á que é prática muito sábia e útil, pois há alguns peixes que nunca serão apanhados por sua rede, mas que certamente caberão por sorte a outro pescador. Vozes novas penetram onde o som costumeiro perdeu o efeito, e tendem a gerar interesse mais profundo naqueles que já são atentos. Evangelistas firmes e prudentes podem prestar ajuda até ao pastor mais eficiente, apanhando frutos que aquele não tem podido alcançar. Seja como for, isto rompe a continuidade dos serviços regulares e lhes dá menor probabilidade de ficarem monótonos.

Nunca permita que a inveja o estorve nisso. Suponha que o brilho de outra lâmpada ofusque o da sua. Que importa, desde que traga luz para aqueles cujo bem-estar você está procurando? Diga com Moisés: “Oxalá que todo o povo do Senhor fosse profeta!” Quem estiver livre da inveja egoística verá que não haverá ocasião para sugeri-la. Sua gente bem pode ter ciência de que o seu pastor é sobrepujado por outros quanto ao talento, mas estará pronta para afirmar que ele não é superado por ninguém quanto ao amor que vota às suas almas. Um filho amoroso não tem necessidade de acreditar que seu pai é o homem mais culto da comunidade. Ama-o pelo que ele é, não porque é superior a outros. Convide uma vez ou outra um irmão cheio de entusiasmo que more por perto; utilize os talentos da sua própria igreja; e procure os serviços de algum eminente conquistador de almas, e isto, nas mãos de Deus, pode romper para você o chão duro, e trazer-lhe dias de maior esplendor.

Terminando, amados irmãos, por quaisquer meios, por todos os meios, esforcem-se para glorificar a Deus mediante conversões, e não descansem enquanto não for cumprido o desejo do seu coração.

 

 

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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