Capítulo 2 – O Que Dizem As Testemunhas De Jeová

Capítulo 1 – Um Pouco De História
14/04/2014
Capítulo 3 – Como Evangelizar Uma Tj
16/04/2014

As crenças básicas das Testemunhas de Jeová (daqui para frente TJs) são uma ressuscitação da doutrina arianista, fundada entre 321 e 325 d. C. por um herege chamado Ário. Ele pregava que o Filho (Jesus Cristo) era criatura. Esta heresia gerou uma grande controvérsia nos círculos cristãos em Alexandria, Egito, e terminou no primeiro concílio ecumênico da História, o Concílio de Nicéia, onde pela primeira vez se reuniram os bispos do Oriente e do Ocidente para discutir a causa arianista, na cidade de Nicéia, em 325 d. C. Historicamente, o arianismo foi considerado um movimento sectarista e herético.

Veremos, agora, as mensagens pregadas pelas TJs e então responderemos à seguinte pergunta: “Podemos crer nos que as TJs dizem?”.

2.1 – A “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”

“ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.” (II Pedro 3:16).

As TJs não reconhecem nenhuma outra tradução da Bíblia. Para a Sociedade Torre de Vigia (Nota 1) (daqui para frente, STV), só são autênticas as fabricadas por ela, ou que tenham a sua aprovação formal.

Charles Taze Russell fabricou de antemão as suas doutrinas e depois procurou na Bíblia apoio para elas, e só conseguiu isso arrancando os versículos de seu contexto bíblico.

O Novo Testamento, denominado pela STV de “Escrituras Gregas Cristãs”, foi lançado no dia 02 de agosto de 1950, numa Assembléia Mundial realizada naquele ano em Nova Iorque, EUA. A “Bíblia” completa num só volume foi publicada em 1961 pela STV.

Como nenhum dos seus líderes conhecia as línguas originais da Bíblia (Hebraico, Aramaico e Grego), publicaram algumas versões já conhecidas.

A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (daqui para frente TNM), conforme ficou conhecida a Bíblia das TJs no Brasil, foi traduzida à base da versão inglesa de King James (Rei Jaime), de 1984, e não direto dos originais em Hebraico, Aramaico e Grego.

A STV sempre omitiu revelar os nomes dos “tradutores” da TNM. Dizem que é para não dar glória a homens pela tradução, mas será que é isto mesmo? Ou será que é para encobrir o fato de que os “tradutores” da TNM desconheciam as línguas originais?

A seguir, daremos três exemplos que comprovam a adulteração feita pela TNM dos textos bíblicos. (Nota 2)

Exemplo 1:  Gênesis 1:2 – Sobre o Espírito Santo.

ATH: “… VeRUAH  ELOHIM …”

LXX: “… KAI PNEUMA TEOU …”

TNM: “… e a força ativa de Deus …”

ARA: “… e o Espírito de Deus …”

ARC: “… e o Espírito de Deus …”

AEC: “… e o Espírito de Deus …”

BLH: “… e o Espírito de Deus …”

BJ: “… e um vento de Deus …”

TEB: “… o sopro de Deus …”

No texto original Hebraico, temos a palavra RUAH, que significa: vento, sopro, mente, espírito. A TNM traz “força ativa” porque essa é uma palavra que explica sua opinião sobre o Espírito Santo de Deus. A LXX (Nota 3) traz pneu/ma (PNEUMA), que também significa: vento, sopro, espírito.

Embora “sopro” ou “vento” seja uma tradução possível, “força ativa” não o é. Na maioria das vezes o contexto aprova, e a analogia do Novo Testamento (daqui para frente, NT) apoia fortemente a idéia de que RUAH é o Espírito Santo de Deus. (Nota 4)

Exemplo 2: Hebreus 1:6 – Sobre o verbo “adorar”.

NTG: “… KAI PROSKINESSÁTOSSAN …”

TNM: “… lhe prestem homenagem …”

ARA: “… o adorem …”

ARC: “… o adorem …”

AEC: “… o adorem …”

NVI: “… o adorem …”

BLH: “… o adorem …”

NTV: “… o adorem …”

NTFL: “… o adorem …”

BJ: “… adorem-no …”

TEB: “… prostrem-se …”

No grego, o verbo PROSKINÉO significa: ajoelhar-se perante alguém, prostrar-se, adorar. Este verbo também aparece no NT se referindo ao Pai (Mt 4:10; Jo 4:24; Ap 7:11; 11:16; 19:4); ao Diabo (Lc 4:7; Mt 4:9; Ap 13:4); aos anjos (Ap 22:9); e aos homens (Ap 14:9; 16:2). Em todas essas passagens a TNM traduz esse verbo por “adorar”. Mas com referência a Jesus Cristo, a TNM traduz “prestar homenagem” (Mt 2:2,11; 8:2; 9:18; 14:33; 15:25; Mc 15:19; Jo 9:38). Qual o motivo da diferença? É óbvio que a resposta está no fato de que a STV adulterou a Bíblia para se conformar com a sua doutrina de que Jesus não merece ser adorado.

Exemplo 3: João 1:1 – Sobre o Verbo Divino.

NTG: “… KAI TEÓS EN HO LÓGOS …”

TNM: “… e a palavra era [um] deus.”

ARA: “… e o Verbo era Deus.”

ARC: “… e o Verbo era Deus.”

AEC: “… e o Verbo era Deus.”

NVI: “… e a Palavra era Deus.”

BLH: “… e era Deus.”

NTV: “… e Ele mesmo é Deus.”

NTFL: “… a Palavra era Deus.”

BJ: “… e o Verbo era Deus.”

TEB: “… e o Verbo era Deus.”

A tradução da TNM é totalmente contrária ao monoteísmo judaico-cristão, porque implica numa crença em dois deuses: um maior, o Todo-poderoso (o Pai); e um menor, menos poderoso (o Filho). Tal ensino se parece com o politeísmo romano: Júpiter, o pai dos deuses; Mercúrio, um deus inferior As TJs recusam a admitir a Trindade em unidade, por isso adulteraram o sentido bíblico original.

As TJs tentam justificar a sua tradução, dizendo que no texto original grego está faltando o artigo definido  ‘o (HO = o, a) antes da palavra “Deus”. Por isso a STV se acha no direito de traduzir com artigo indefinido: “… e a palavra era [um] deus”. Mas acontece que há outras passagens parecidas, que da mesma forma não aparecem com o artigo definido e nem por isso a TNM usou o artigo indefinido “um”, o que prova mais uma vez o uso de dois pesos e duas medidas. Em João 1:6, a palavra TEÓS está sem o artigo definido e a TNM não traduziu: “… houve um homem enviado por um Deus.” A palavra grega sarx (SARX = carne) está sem o artigo no texto grego de João 1:14, e a TNM não traduziu: “… e a palavra se fez uma carne.” Da mesma forma ocorre em João 1:18, quando a palavra TEÓS vem desacompanhada de artigo definido, mas a TNM não traduziu: “um Deus nunca foi visto por alguém”. E assim fica provada a inconsistência da TNM.

2.2 – Os Nomes de Deus

As TJs ensinam que Deus tem apenas um nome: JEOVÁ.

“É íntimo de alguém cujo nome pessoal não conhece? Para as pessoas a quem Deus é sem nome, ele amiúde é meramente uma força impessoal, não uma pessoa real, não alguém que conhecem e a quem amam, ou com quem possam conversar do fundo do coração por meio da oração. Os verdadeiros cristãos têm a comissão, dada por Jesus Cristo, de fazer discípulos de pessoas de todas as nações. Ao se ensinar a tais pessoas, como seria possível identificar o verdadeiro Deus como sendo diferente dos deuses falsos das nações? Unicamente pelo uso de Seu nome pessoal, conforme faz a própria Bíblia”. (Nota 5)

Vários termos hebraicos são usados para Deus na Bíblia. Ensinar que Deus tem apenas um nome, e que esse nome é JEOVÁ, como fazem as TJs, é um grande erro. Na verdade, a palavra JEOVÁ não aparece no texto original da Bíblia. O nome correto é IAHVÉ. Os nomes de Deus não são apenas um apelativo e nem simplesmente uma identificação pessoal, mas são inerentes à Sua natureza e revelam as obras e os atributos de Deus.

 

1) EL (Deus) – Este nome parece significar: “aquele que vai adiante ou começa as coisas” (Gn 16:13; 31:13; 35:1-3; 21:33; Êx 20:5; 34:14; Dt 7:9; Sl 42:9; 99:8; Is 40;28).

2) EL-ELION (Deus Altíssimo) – Designa Deus como o Alto e Excelente, o Deus Glorioso (Gn 14:19,20; Nm 24:16; Dt 32:8; Sl 7:17; 9:2; 57:2; Is 14:14; Dn 7:18,22,27).

3) ELOHÁ [singular] e ELOHIM [plural] (Deus) – Revela a plenitude das excelências divinas, Aquele que é Supremo, o Criador (Gn 1:1). A declaração de Gênesis 1:1 apresenta o verbo BARÁ (Criar) no singular e o sujeito ELOHIM (Deus) no plural, e isso dá pistas da unidade de Deus na Trindade, melhor revelada no NT. O nome ELOHIM aparece 680 vezes no Antigo Testamento (daqui para frente, AT).

4) EL-XADAI (Deus Todo Poderoso) – Deus é Todo Poderoso e dá a vida, alimentando-a e tornando-a frutuosa (Gn 17:1; 49:25; Nm 24:4; Rt 1:20,21; Sl 91:1; Is 13:6; Ez 1:24; Jl 1:15).

5) ADONAI (Senhor) – Nele se expressa a Soberania de Deus no Universo (Gn 18:3; Is 3:18; 6:1; Dn 9:16).

6) IAHVÉ e IAHVÉ TSABAOT (Senhor, Senhor dos Exércitos) – É o nome mais pessoal do Deus de Israel e também é escrito pelas quatro consoantes YHWH, o tetragrama. A língua Hebraica escrita não tem vogais, apenas consoantes. Os judeus pronunciavam as vogais porque conheciam as palavras de cor. Mas o Hebraico passou por um grande período sem ser falado pelo povo Judeu, de modo que muitos esqueceram a pronúncia correta de algumas palavras, dentre as quais YHWH, pois evitavam sempre pronunciá-la por questões de reverência (Êx 20:7), e pronunciar YHWH sem conhecer as vogais é impossível. Alguns rabinos judeus da Idade Média (chamados massoretas), inventaram um sistema de pontinhos e sinais (sinais massoréticos) em cima e em baixo das consoantes hebraicas, para formarem assim as vogais; e, para estabelecer a pronúncia correta de YHWH, fundiram as vogais de ADONAI (que ainda era conhecida) nas consoantes YHWH; daí saiu a pronúncia YEHOWAH, que ao passar para o Português ficou JEOVÁ (Gn 21:33; Êx 3:14,15; 6:3; Sl 90:1,2; Is 1:9; Ml 3:6).

Além dos nomes em hebraico, no AT, existem também os nomes em grego, no NT. São eles:

1) TEÓS (Deus) – Dos nomes gregos, é o mais comumente usado no NT (Mc 5:7; Lc 1:32,35,75; At 7:48; 16:17; Hb 7:1).

2) KÍRIOS (Senhor) – É o segundo mais utilizado no NT (Ap 1:4,8,17;2:8; 21:6; 22:13).

3) PÁTER e ABBA (Pai, paizinho) – É o nome que expressa intimidade com Deus (I Co 8:6; Ef 3:15; Hb 12:9; Tg 1:18).

Obs.: No NT original grego não aparece a palavra JEOVÁ, pois se trata de uma palavra hebraica, mas ainda assim as TJs insistem em acrescentar a palavra JEOVÁ onde não existe.

2.3 – A Doutrina da Trindade

As TJs negam veementemente a doutrina bíblica da Trindade. E ainda distorcem o verdadeiro ensinamento da doutrina. Observe:

“A doutrina, em resumo, é de que há três deuses em um: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, todos três iguais em poder, substância e eternidade.” (Nota 6)

“Por conseguinte, os que aceitam a Bíblia como a Palavra de Deus não adoram a Trindade que consiste de três pessoas, ou deuses, em um só.” (Nota 7)

“A conclusão óbvia, portanto, é que Satanás deu origem à doutrina da ‘Trindade’. (Nota 8) (todos os grifos são nossos).

A palavra Trindade vem do latim “trinitas”, que significa “estado de ser três”. Não é uma doutrina fácil de se entender, mas é verdadeira. A Trindade, embora não seja uma palavra encontrada nas Escrituras, por ser um termo teológico posterior ao tempo bíblico, se acha exposta na Bíblia.

O AT insiste constantemente na afirmação de que há somente um Deus (Dt 6:4,5; Is 44:6 – 45:25). O NT concorda (Mc 12:29,30; I Co 8:4; Ef 4:6; I Tm 2:5), mas fala também de três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – que operam juntos para realizar a salvação (Rm cap. 8; Ef 1:3-14; II Ts 2:13,14; I Pe 1:2).

Portanto, a doutrina da Trindade é a união de três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, em um só Deus, sendo iguais, eternos, da mesma substância, embora distintas, sendo Deus cada uma das três pessoas (Mt 28:19; I Co 12:4-6; II Co 13:13; Ef 4:4-6). As três pessoas são identificadas uma com a outra, demonstrando a unidade (Jo 10:30; 14:8-11; At 5:3,4).

Há um único e verdadeiro Deus (Dt 6:4; I Co 8:4-6), mas na unidade da divindade há três pessoas eternas, iguais em substância, mas distintas em subsistência.

Observe agora que cada uma das três pessoas é chamada de Deus Verdadeiro:

1) Deus (Dt 4:35,39; Is 44:6,8; 45:5,21; 46:9)

* O Pai é Deus – Jo 17:3; I Co 8:4,6; Ef 4:6.

* O Filho é Deus – Jo 1:1; Rm 9:5; Hb 1:8,9 (compare com Sl 45:6,7); I Jo 5:20.

* O Espírito Santo é Deus – At 5:3,4; 7:51 (compare com Sl 78:18,19).

2) Iahvé (Dt 6:4; Ne 9:6; Sl 83:18; Is 45:5,6,18)

* O Pai é Iahvé – I Sm 2:2; I Cr 17:20; Is 37:20.

* O Filho é Iahvé – Is 40:3 (compare com Mt 3:3); Jr 23:5,6.

* O Espírito Santo é Iahvé – Jz 15:14 (compare com Jz 16:20); Hb 3:7 (compare com Êx 17:7); II Pe 1:21 (compare com Nm 12:6).

3) Deus de Israel (Dt 5:1,6,7)

* O Pai é Deus de Israel – Sl 72:18.

* O Filho é Deus de Israel – Ez 44:2; Lc 1:16,17.

* O Espírito Santo é Deus de Israel – II Sm 23:2,3.

4) Senhor (Mc 12:29)

* O Pai é Senhor – Ml 1:6; Mt 21:9; 22:37; Ap 11:15.

* O Filho é Senhor – At 10:36; Rm 10:12; I Co 12:3; Ef 4:5; Fp 2:11.

* O Espírito Santo é Senhor – Is 6:8-10 (compare com At 28:25-27); II Co 3:16-17.

Veja ainda, alguns atributos divinos aplicados às três pessoas:

1) Eterno (Is 40:28; 41:4; 43:10,13; 44:6)

* O Pai é Eterno – Sl 90:2; 93:2.

* O Filho é Eterno – Is 9:6; Mq 5:2; Jo 1:1; 8:58; 17:5,24; Ap 1:17,18.

O Espírito Santo é Eterno – Gn 1:2; Hb 9:14.

2) Criador (Is 44:24; 45:5-7,18)

* O Pai é Criador – Ne 9:6; Jr 27:5; Sl 146:6; At 14:15.

* O Filho é Criador – Jo 1:1-3; Cl 1:16-18; Hb 1:2,10.

* O Espírito Santo é Criador – Jó 26:13; 33:4; Sl 104:30.

3) Fonte da Vida (Dt 32:39)

* O Pai é Vida – Sl 36:9; At 17:25,28.

* O Filho é Vida – Jo 1:4; 11:25.

* O Espírito Santo é Vida – Rm 8:2; Jó 33:4.

4) Onipotente = Todo Poderoso (Dt3:24; Sl 89:6-8; Is 43:12,13; Jr 10:6)

* O Pai é Onipotente – II Cr 20:6; Is 14:27; Ef 1:19.

* O Filho é Onipotente – Mt 28:18; Fp 3:21; Ap 1:8; 3:7.

* O Espírito Santo é Onipotente – Zc 4:6; Lc 1:35; Rm 15:13,19.

5) Onipresente = Está em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (Jr 23:23,24)

* O Pai é Onipresente – Am 9:2,3; Hb 4:13.

* O Filho é Onipresente – Mt 18:20; 28:20; Jo 3:13.

* O Espírito Santo é Onipresente – Sl 139:7-10; I Co 3:16; Jo 14:17.

6) Onisciente = Sabe de Todas as Coisas (I Rs 8:39; Dn 2:20-22; Mt 24:36)

* O Pai é Onisciente – Sl 139:1-6; I Cr 28:9; 29:17; Sl 7:9; Is 42:9; 43:12; 48:5-7; Lc 11:49; Ap 22:6.

* O Filho é Onisciente – Mt 9:3,4; Jo 2:24,25; 16:30; 21:17; Cl 2:2,3; Lc 19:41-44; Jo 6:64; 18:4.

* O Espírito Santo é Onisciente – Ez 11:5; Rm 8:26,27; I Co 2:10,11; Lc 2:26; I Tm 4:1; I Pe 1:11.

2.4 – O Senhor Jesus Cristo

 

As Escrituras apresentam a Pessoa de Cristo como o tema central da mensagem transmitida aos homens através dos séculos até o presente:

1) Era o tema da mensagem dos antigos profetas (At 3:20; compare com At 10:43);

2) Foi o tema da mensagem dos apóstolos (At 5:41,42; ver também At 9:19,20);

3) Foi o tema da mensagem apresentada aos judeus (At 17:1-3);

4) Foi o tema da mensagem apresentada aos samaritanos (At 8:5);

5) Foi o tema da mensagem apresentada aos gentios (Gl 1:15,16);

6) É o tema do Evangelho que temos ordem para pregar hoje (Mc 16:15; Rm 1:1-3; I Co 15:1-4);

7) Deus anatematiza (amaldiçoa) todo o que prega qualquer outro Evangelho (Gl 1:6-9; I Co 16:22).

Apesar disso, as TJs rebaixam o Senhor Jesus a Miguel, um arcanjo criado por JEOVÁ, e na mesma posição de Satanás e outros também chamados de deuses falsos:

“O Filho unigênito de Deus, o único Filho produzido por Jeová. Este Filho é o primogênito de toda a criação. Por meio dele foram criadas todas as outras coisas no céu e na terra. Ele é o segundo maior personagem do universo.” (Nota 9)

“É, portanto, razoável que o arcanjo Miguel seja Jesus Cristo.” (Nota 10)

“O anjo mais importante, tanto em poder como em autoridade, é o arcanjo, Jesus Cristo, também chamado Miguel.” (Nota 11)

“‘Mas não é Jesus chamado de deus na Bíblia?’ poderá perguntar alguém. Isto é verdade. Contudo, Satanás também é chamado de deus (2 Co 4:4).” (Nota 12)

Vejamos, então, o que a Bíblia nos diz sobre o Filho de Deus.

 

2.4.1 – A Humanidade de Jesus Cristo

 

Jesus Cristo era o Filho do homem, conforme ele mesmo se proclamou. Nessa qualidade, ele é o representante de toda a humanidade. Para ele convergem as linhas de nossa comum humanidade.

Sua humanidade é demonstrada:

1) Pela sua ascendência humana (Gl 4:4; Mt 1:18; Mt 2:11; 12:47; Jo 2:1; Hb 10:5);

2) Por seu crescimento e desenvolvimento naturais (Lc 2:40,46,52);

3) Por sua aparência pessoal (Mc 7:33,34; 15:34; Jo 4:9; 19:5; 20:15 21:4,5);

4) Por possuir natureza humana completa, inclusive corpo e alma, ou espírito (Mt 26:12,38; Lc 23:46);

5) Pelas suas limitações humanas sem pecado (Mt 8:24; 21:18; Mc 11:13; 13:32; Lc 2:52; 22:44; Jo 19:28; I Co 15:3; Hb 4:15);

6) Pelos humanos que lhe foram dados, por ele mesmo e por outros (Mt 1:21; 21:11; Mc 6:3; Lc 19:10; At 2:22; I Tm 2:5);

7) Pela relação humana que ele mantinha com Deus (Mc 15:34; Jo 20:17);

8) Pelo auto-esvaziamento de Cristo (Fp 2:5-8).

2.4.2 – A Divindade de Jesus Cristo

É fato consumado na Bíblia que Cristo é Deus (Jo 1:1; 20:28; At 20:28; Rm 9:5; Tt 2:13; II Pe 1:1). Mas talvez possa haver alguma dificuldade de interpretação em alguns textos bíblicos que as TJs fazem questão de nos lembrar: Jo 8:29; 10:18; 14:28; I Co 11:13.

A subordinação da pessoa do Filho à pessoa do Pai é uma ordem de personalidade, ofício e operação que permite ao Pai ser oficialmente primeiro; o Filho, segundo; e o Espírito Santo, terceiro; mas tudo em perfeita coerência com a igualdade entre os três. Prioridade não é necessariamente superioridade. A possibilidade de uma ordem que, contudo, não implica desigualdade, pode ser ilustrada entre marido e mulher. Quanto a seu ofício, o homem está em primeiro lugar e a mulher em segundo; não obstante, a alma da mulher tem o mesmo valor da alma do homem (I Co 11:3).

 

A negação da divindade de Cristo só é possível para os que desconsideram os ensinos da Escritura, pois a Bíblia contém abundantes provas da divindade de Cristo. Vemos que a Escritura:

1) Afirma explicitamente a divindade do Filho (Jo 1:1; 20:28; Rm 9:5; Fp 2:6; Tt 2:13; I Jo 5:20);

2) Aplica a ele nomes divinos (Is 9:6; 40:3; Jr 23:5,6; Jl 2:32 (compare com At 2:21); I Tm 3:16);

3) Atribui a ele perfeições divinas: existência eterna (Is 9:6; Jo 1:1,2; Ap 1:8; 22:13); onipresença (Mt 18:20; 28:20; Jo 3:13); onisciência (Jo 2:24,25; 21:17; Ap 2:23); onipotência (Is 9:6; Fp 3:21; Ap 1:8); imutabilidade (Hb 1:10-12; 13:8); e em geral todos os atributos pertencentes ao Pai (Cl 2:9);

4) Fala dele como realizando obras divinas: criação (Jo 1:3,10; Cl 1:16; Hb 1:2,10); a providência (Lc 10:22; Jo 3:35; 17:2; Ef 1:22; Cl 1:17; Hb 1:3); o perdão dos pecados (Mt 9:2-7; Mc 2:7-10; Cl 3:13); a ressurreição e o juízo (Mt 25:31,32; Jo 5:19-29; At 10:42; 17:31; Fp 3:21; II Tm 4:1); a final dissolução e renovação de todas as coisas (Hb 1:10-12; Fp 3:21; Ap 21:5);

5) Lhe outorga honra divina (Jo 5:22,23; 14:1; I Co 15:19; II Co 13:13; Hb 1:6; Mt 28:19).

2.5 – O Espírito Santo

 

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. Ele é eterno, onipotente, onisciente e onipresente, igual ao Pai e ao Filho (Mt 28:19). O Espírito Santo de Deus aparece na obra da criação (Gn 1:2); como aquele que orna os céus (Jó 26:13), e aquele que renova a face da terra (Sl 104:30). Atua naqueles que foram separados para o trabalho de Deus (Êx 31:3), e no que diz respeito à liderança (Jz 3:10). Ele inspirou os profetas (II Pe 1:21), é o responsável pela regeneração do pecador (Jo 3:5,6; Tt 3:5), e predisse a Vinda do Messias (I Pe 1:10-11).

Contudo, as TJs teimam em afirmar que o Espírito Santo é apenas uma “força ativa”, não uma pessoa, e muito menos Deus.

“Quanto ao ‘Espírito Santo’, a suposta terceira Pessoa da Trindade (…) não se trata duma pessoa, mas da força ativa de Deus. João, o Batizador, disse que Jesus batizaria com espírito santo, assim como João batizava em água.

Portanto, assim como a água não é pessoa, tampouco o espírito santo é pessoa.” (Nota 13)

2.5.1 – A Personalidade do Espírito Santo

 

A prova Bíblica da personalidade do Espírito Santo é mais que suficiente:

1) Designativos próprios de personalidade lhe são dados (Jo 16:14; Ef 1:14; Jo 14:26; 15:26; 16:7);

2) São-lhe atribuídas características e atos próprios de pessoa: inteligência (Jo 14:26; 15:26; Rm 8:16); vontade própria (At 16:7; I Co 12:11); sentimentos (Is 63:10; Ef 4:30); sonda, fala, testifica, ordena, revela, luta, cria, faz intercessão, vivifica os mortos, etc. (Gn 1:2; 6:3; Lc 12:12; Jo 14:26; 15:26; 16:8; At 8:29; 13:2; Rm 8:11; I Co 2:10,11);

3) É apresentado como mantendo tais relações com outras pessoas, que implicam sua própria personalidade: é colocado em justaposição com os apóstolos (At 15:28); com Cristo (Jo 16:14); com o Pai e o Filho (Mt 28:19; II Co 13:13; I Pe 1:1,2; Jd 20,21);

4) Também há passagens em que se distingue entre o Espírito Santo e o seu poder (Lc 1:35; 4:14; At 10:38; Rm 15:13; I Co 2:4).

A série de confusão sobre a personalidade do Espírito Santo talvez tenha sido gerada no corpo doutrinário das TJs devido a alguns fatos:

1) As expressões “Espírito de Deus” e “Espírito Santo” não sugerem personalidade com a clareza que o termo “Filho” sugere, e;

2) A pessoa do Espírito Santo não apareceu de forma pessoal claramente discernível entre os homens, como aconteceu com a pessoa do Filho de Deus.

No entanto, podemos afirmar taxativamente, à luz das provas Bíblicas já apresentadas, que o Espírito Santo não é uma “força ativa”, nem um “fluído”, mas uma pessoa.

2.5.2 – A Divindade do Espírito Santo

Pode-se estabelecer a verdade da divindade do Espírito Santo com base na Escritura seguindo uma linha de comprovação muito semelhante à que foi empregada com relação ao Filho:

1) São-lhe dados nomes divinos (Êx 17:7; compare com Hb 3:7-9; At 5:3,4; I Co 3:16; II Tm 3:16; II Pe 1:21);

2) São-lhe atribuídas perfeições divinas: onipresença (Sl 139:7-10); onisciência (Is 40:13,14; compare com Rm 11:34; I Co 2:10,11); onipotência (Rm 15:19; I Co 12:11); e eternidade (Hb 9:14).

3) Ele realiza obras divinas: criação (Gn 1:2; Jó 26:13; 33:4); renovação providencial (Sl 104:30); regeneração (Jo 3:5,6; Tt 3:5); e a ressurreição dos mortos (Rm 8:11);

4) É-lhe prestada honra divina (Mt 28:19; Rm 9:1; II Co 13:13).

2.6 – A Alma Humana

A alma é uma substância incorpórea e invisível do homem. O mesmo que espírito, formada por Deus dentro do homem. Imortal e consciente, mesmo fora do corpo.

Contudo, as TJs não crêem que a alma humana seja imortal; mas que se extingüe junto com o corpo, pois acreditam que seja a mesma coisa que o corpo.

“Na Bíblia, alma (…) é uma pessoa ou um animal, ou a vida que uma pessoa ou animal usufrui. (…) os animais e os homens SÃO almas viventes. A alma não é algo que tem existência separada. Pode e deveras morre.” (Nota 14)

“Deus não criou o homem com uma alma. O homem é uma alma. Portanto, conforme é de esperar, quando o homem morre, sua alma morre. A Bíblia diz vez após vez que isso é assim. A Bíblia nunca diz que a alma seja imortal ou que não possa morrer. Que a alma continua viva após a morte é uma mentira inventada pelo Diabo.” (Nota 15)

A palavra hebraica para alma é NEFEX, e aparece 754 vezes no AT. A palavra grega para alma é PSIKÊ, e aparece 100 vezes no NT.

O fato de o AT não fazer menção da imortalidade da alma não invalida de modo algum esta doutrina bíblica, pois as páginas do NT estão repletas deste ensino. É um fato bem conhecido e geralmente reconhecido que a revelação de Deus na Escritura é progressiva e aumenta gradativamente em clareza; e é evidente que a doutrina da imortalidade, no sentido de uma vida eterna e bem aventurada, só poderia ser revelada em todos os seus aspectos depois da ressurreição de Jesus Cristo, que “trouxe à luz a vida e a imortalidade” (II Tm 1:10).

Eis as passagens do NT que comprovam a imortalidade da alma:

1) A sobrevivência da alma dos justos e dos ímpios (Mt 10:28; 11:21-24; 12:41; Lc 23:43; Jo 11:25,26; 14:3; Rm 2:5-11; II Co 5:1,10);

2) A ressurreição pela qual o corpo também é levado a participar da existência futura (Lc 20:35,36; Jo 5:25-29; At 24:15; I Co cap. 15; Fp 3:21; I Ts 4:16; Ap 20:12-15);

3) A vida bem aventurada dos crentes, na comunhão eterna com Deus (Mt 13:43; 25:34; Rm 2:7,10; I Co 15:49; Fp 3:21; II Tm 4:8; Ap 21:4; 22:3,4).

A Bíblia ensina que a alma do crente, quando separada do corpo, entra imediatamente na presença de Cristo (Lc 23:43; Jo 14:3; II Co 5:1,8; Fp 1:23; Hb 12:22,23).

A alma aparece na Bíblia referindo-se a Deus (Is 42:1; Am 6:8; Hb 10:38); ao homem (Gn 46:22,27; Êx 1:5); ao estado psíquico, ao sangue, à vida e à parte imaterial imortal, o homem interior (Gn 9:4; Lv 17:10-14; Nm 21:5; Dt 12:20,23; Jó 33:20; Sl 107:18; Ec 2:24; Ez 18:4; Mq 7:1; Mt 10:28; Lc 12:4,5).

2.7 – O Inferno

 

As TJs rejeitam as doutrinas bíblicas do inferno e do lago de fogo:

“Referindo-se ao lugar aonde vão os humanos quando morrem, a Bíblia usa a palavra ‘seol’ nas Escrituras Hebraicas e ‘hades’ nas Escrituras Gregas. (…) O Seol e o Hades não se referem a um lugar de tormento, mas à sepultura comum da humanidade.” (Nota 16)

“É mentira, difundida pelo Diabo, que as almas dos iníquos sejam atormentadas num inferno ou num purgatório. Visto que a Bíblia mostra claramente que os mortos não estão cônscios, esses ensinos não podem ser verdadeiros. (…) Então o que é o ‘lago de fogo’ mencionado no livro bíblico de Revelação? Tem significado similar ao da Geena. Não significa tormento consciente, mas, antes, a morte ou destruição eterna.” (Nota 17)

O inferno é “o lugar preparado para o Diabo e seus anjos” (Mt 25:41), o lugar para onde se destinam a alma dos ímpios e de todos aqueles que rejeitam o plano de Deus para a sua salvação. Não é o mesmo que o “purgatório” católico. A palavra “inferno” vem do latim “infernus”, que significa “lugar inferior”. Foi usada por Jerônimo na Vulgata (Nota 18) para traduzir do Hebraico a palavra XEOL no AT, e do grego as palavras GUEÊNA, HADES, TÁRTAROO e ABÍSSOS no NT (Mt 25:46; II Ts 1:9; II Pe 2:9; Jd 7).

No Hebraico temos a palavra KEVER, que é uma palavra própria para “sepultura”, “sepulcro”. E o mais interessante é que esta palavra aparece 22 vezes no AT e em nenhuma delas há referência à alma descendo ao KEVER, apenas o corpo físico é que desce até lá.

Da mesma forma, não vemos nenhuma passagem que diga que um cadáver foi ao XEOL, apenas almas é que vão lá. Desta forma, concluímos que no AT, o corpo desce à sepultura (KEVER), e a alma desce ao inferno (XEOL).

No grego também temos uma palavra própria para “sepulcro”, “sepultura”, que é MNEMEION. A palavra grega para sepultura é MNEMEION e não HADES.

A doutrina do inferno, conforme ensina a Bíblia, não neutraliza o amor de Deus, porque não pode haver amor sem justiça (Na 1:3; Gl 6:7). Deus não tem um prazer sádico em condenar ninguém (Ez 18:23; Jo 3:16; At 17:30; I Tm 2:4; Tt 2:11).

2.8 – A Segunda Vinda de Cristo e o Mito de 1914

As TJs ensinam que já ocorreu a Segunda Vinda de Cristo à terra em 1914. Dizem também que apenas 144 mil TJs herdarão o céu; o restante das TJs herdarão a terra paradisíaca recriada por Deus.

“A palavra grega traduzida por ‘vinda’ é pa.rou.sí.a, que significa ‘presença’, quer dizer, estar realmente ali presente. De modo que, ao se ver ‘o sinal’, não significa que Cristo virá em breve, mas que ele já retornou e está presente. Significa que ele começou a governar invisivelmente como rei celestial e que em breve acabará com os seus inimigos.” (Nota 19)

“A evidência bíblica mostra que no ano de 1914 E.C. [Era Comum], o tempo de Deus chegou para Cristo voltar e começar a dominar.” (Nota 20)

“Jesus voltou (tendo dirigido sua atenção como Rei para a Terra) e está presente como glorioso espírito.” (Nota 21)

“A salvação está à disposição de tantas pessoas quantas demonstrarem verdadeira fé na provisão que Deus fez por meio de Jesus. Mas a Bíblia diz que apenas 144.000 irão para o céu para estarem com Cristo.” (Nota 22)

“Um ‘pequeno rebanho’, apenas 144.000 irão para o céu. Outros que têm a aprovação de Deus viverão para sempre sobre a Terra. A Terra nunca será destruída ou despovoada. Em harmonia com o propósito original de Deus, toda a Terra se tornará um paraíso. Haverá moradias adequadas e fartura de alimentos para o usufruto de todos. As doenças, todas as formas de incapacidade física e a própria morte se tornarão coisas do passado.” (Nota 23)

A Segunda Vinda de Cristo é a esperança da Igreja e por isso, muitos cristãos desde o período da igreja primitiva, têm almejado ardentemente este dia. Mas isso é motivo para que fiquemos marcando e remarcando a volta de Jesus?

Em que Charles Taze Russell se baseou para fixar a vinda de Cristo para 1914? Ele se aproveitou do fato de que a Bíblia ensina ser um dia profético equivalente a um ano (Ez 4:6; Nm 14:34). Daí se apropriou de uma passagem bíblica que nada tem com a Segunda Vinda de Cristo: Dn 4:32.

 

Baseado em seus cálculos mirabolantes, Russell marcou para 1914. Como nada se cumpriu, então adiou para 1918. Rutherford marcou para 1925, e também fracassou. A revista “Seleções” de abril de 1947 (pg. 42), diz que as TJs marcaram para “algum dia, antes de 1984”, mas isso também não se cumpriu. Ou Deus não sabe organizar sua “agenda pessoal”, ou a STV não sabe o que está dizendo!

A Bíblia nos diz que ninguém poderia saber e nem marcar o dia da Volta de Cristo (Mt 24:36; Mc 13:32; At 1:7).

A Segunda Vinda de Cristo não aconteceu ainda. Ela se dará em duas etapas distintas:

1) Jesus virá nas nuvens, num abrir e fechar de olhos, invisível aos olhos do mundo, para arrebatar a sua igreja, ressuscitar os salvos que morreram em Cristo e levá-los para o céu (I Co 15:50-52; Mt 24:40,41; Lc 17:20-24; I Ts 4:13-18). Depois disso a Igreja receberá o seu galardão (II Co 5:10; I Co 3:12-15; Ap 22:12), e em seguida participará das Bodas do Cordeiro (Ap 19:7-9). Enquanto isso, os moradores da terra estarão na Grande Tribulação, pois nesse período manifestar-se-ão a besta, o anticristo e o falso profeta (Mt 24:21; II Ts 2:7-9; Ap 20:10). O anticristo será desfeito pelo Senhor Jesus (II Ts 2:8); ao passo que a besta e o falso profeta serão lançados vivos no ardente lago de fogo (Ap 19:20).

2) Jesus virá com sua Igreja glorificada, depois de sete anos de seu arrebatamento, visivelmente aos olhos de todos os moradores da terra (Mt 24:30,31; At 1:7; Zc 12:10), para restaurar o trono de Davi (Am 9:11; At 15:16; Zc 12:8-10), julgar as nações (Jl 3:12-14; Mt 25:31,32) e também para implantar o reino milenar (Ap 19:11-21; 20:1-6). Depois do milênio, Satanás será solto por um pouco de tempo, e em seguida virá o Juízo Final (Ap 20:11-15). Por fim virá a eternidade, os séculos dos séculos. Os justos estarão para sempre com o Senhor e os ímpios no lago de fogo para todo o sempre (Mt 25:46; Ap 21:7,8).

 

2.9 – Questões Éticas e Datas Festivas Sociais e Cristãs

2.9.1 – A Transfusão de Sangue

 

A STV combate a transfusão de sangue e justifica esta doutrina, citando as seguintes passagens bíblicas fora de seus respectivos contextos: Gn 9:3,4; Lv 17:10,11; Dt 12:16; At 15:20,29. (Nota 24)

“As TESTEMUNHAS DE JEOVÁ são bem conhecidas por sua recusa de aceitar transfusões de sangue. Porque assumem tal posição? Porque a Bíblia mostra claramente que o sangue representa a vida, ou alma, duma criatura, e, assim, é sagrado.” (Nota 25)

“O respeito pela santidade do sangue há muito diferencia os servos de Deus das nações em geral.” (Nota 26)

A palavra “sangue” no AT hebraico é DAM e aparece 326 vezes, sendo 17 com relação a proibição de comer carne com sangue. No NT grego a palavra é HAIMA, e ocorre 99 vezes.

Em todas as passagens apontadas pelas TJs, a palavra “sangue” refere-se à sangue de animais, não a sangue humano. Isso, além do fato de que na época Bíblica não havia transfusão de sangue como recurso médico-hospitalar, pois a ciência tecnológica da época não estava evoluída a tal ponto.

Quantas pessoas já morreram como vítimas dessa doutrina paranóica, desequilibrada e anti-bíblica! Segundo a Bíblia, esse pecado se chama homicídio, e a Palavra de Deus diz que os homicidas ficarão de fora do reino de Deus (I Co 6:9-11; Ap 22:15).

Muitas pessoas não sabem que  a STV também proibiu o transplante de órgãos, entre 1967 e 1980. Nesse período os transplantes eram vistos como “canibalismo”.

“Há aqueles, como as testemunhas cristãs de Jeová, que consideram todos os transplantes entre humanos como canibalismo e não é canibalística a utilização da carne de outro humano em benefício da própria pessoa?” (Nota 27)

Em 1980, após treze anos de luta para não praticar o “canibalismo”, a STV cedeu à tentação e liberou os transplantes de órgãos, dessa vez taxando-os como optativo de consciência.

(Nota 28) Quem garante que daqui a alguns anos não acontecerá o mesmo com a questão do sangue? O que dizer das milhares de pessoas que poderiam ter salvo as suas vidas com um transplante, mas não o fizeram por amor e zelo às heresias de uma seita assassina e irresponsável?

2.9.2 – A Cidadania do Cristão

A STV é contra o serviço militar e a defesa da pátria. Não cantam o hino nacional e são contra a continência à bandeira nacional. Combatem toda e qualquer forma de governo político e a prática do comércio. Negam-se a votar, não participam de eleições locais e nacionais.

A Bíblia, ao contrário, ensina que o cristão é cidadão de duas pátrias: a terrestre e a celeste (Mt 17:24-27; 22:21; At 22:25-28; Fp 3:20); e que devemos obedecer as autoridades seculares constituídas, salvo quando nos levam a infringir a Lei maior, que é a de Deus (Rm 13:1-6).

2.9.3 – As Festividades Sociais e Cristãs

As TJs também não celebram:

1) Aniversário Natalício – Porque acham que estarão louvando à pessoa aniversariante ao cantar o “parabéns p’rá você!”. Devido a isso, proíbem também a ingestão do bolo de aniversário. Só não proíbem o uso de bebida alcoólica, pois acham isso normal;

2) Natal, Páscoa, etc. – Atribuem origens pagãs à cada uma das festas cristãs. Apesar disso, eles encaram todas as festas cristãs como feriado.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

1 Comment

  1. A paz do Senhor Jesus ; eu nem ainda comecei o Bacharel e já estou muito ” fascinado” ,com tudo que já tenho lido aqui… muito bom ; sou membro da AD Belém na Cidade de Osasco São Paulo sp , estou aqui a 19 anos junto com minha rebeca Alzira Nascimento e nossos quatro filhos ,Karina, Kaio, Lucas e Michelli… sinto que preciso ler mais a Bíblia e nós sentimos juntos esta necessidade de ,nos aprofundar-mos mais nas escrituras….este site é top!

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