BATMAN NA COSMOVISÃO CRISTÃ

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Batman: o herói mais lembrado do mundo

Bruce Wayne (também conhecido por seu codinome de herói, Batman) foi criado em 1939 pelo escritor Bill Finger e o artista Bob Kane, aparecendo pela primeira vez nos quadrinhos na revista Detective Comics #27, em maio daquele ano. Logo se tornou um personagem muito popular, ganhando sua revista própria em 1940.

Sua evolução foi notável, tanto é que transcendeu as HQ”s sendo adaptado para vários filmes, séries, animações e jogos. Sua trajetória influenciou a chamada cultura pop desde sempre. Conhecido por seu exímio preparo (o que inclui o conhecimento em cerca de 127 artes marciais diferentes), sua fortuna, suas habilidades de detetive e a incrível capacidade de rivalizar com outros heróis muito mais poderosos, como o Super Homem por exemplo, fez dele o personagem mais amado por crianças, jovens e até mesmo adultos.

História fantástica, drama real

A vida desse personagem muda de maneira drástica quando seus pais são assassinados na sua frente tendo o pequeno Bruce apenas oito anos de idade.

A revolta e o desejo de vingança vão direcionando a vida dele, sua infância é roubada por uma tragédia terrível e sua juventude se resume ao ajuntamento de recursos e treinamento para enfim dar um jeito na criminalidade de Gotham City.

Na clássica história de origem chamada Batman: Ano Um (Frank Miller, David Mazzuchelli – DC Comics, 1986), o homem-morcego diz: “tenho os meios, a habilidade e centenas de métodos”.

Tudo isso é excelente, mas, será então suficiente para atingir seu objetivo? Quantas vezes em nossas vidas somos surpreendidos por situações traumáticas e trágicas como esta? Como cristãos, devemos saber quem nós somos, em que condição estamos vivendo e em que tipo de mundo estamos inseridos.

A juventude nos dá disposição, ânimo e aquele ímpeto de querer fazer tudo que pudermos fazer. Nos dá vontade de abraçar o mundo inteiro de uma só vez.

O problema é que mesmo jovens, no auge da forma, da saúde e com um leque vasto de opções a seguir, o pecado é algo intrínseco em todos nós, é uma herança da queda que afeta nossa natureza por completo, de maneira a não nos inocentar por nossos atos (mesmo diante de tragédias, como a morte dos pais de Bruce), mas sim nos coloca em uma situação de acumular culpa sobre culpa, desde o momento de nossa concepção. O Salmista Davi deixou divinamente registrada essa verdade ao escrever:

Pois sou pecador desde que nasci, sim, desde que minha mãe me concebeu” – Salmos 51:5.

O drama é real. Não somente o drama da criminalidade, do roubo, do assassinato, das injustiças sociais ou econômicas. O maior e mais prejudicial drama na história da nossa vida é a condição de pecadores na qual nos encontramos. O jovem por muitas vezes carrega dentro de si uma motivação alimentada por um desejo de subverter o mundo a sua volta; ele busca se expressar, realizar suas ambições, seus desejos e até se vingar de alguma coisa. Por muitas vezes, essa revolta se estende aos pais, pessoas estas que jamais deveriam ser vistas como inimigas. Pensemos o seguinte: o dinheiro, o preparo e a justiça própria podem justificar todos os atos do Batman? A Escritura nos ensina que não é bem assim. De um jeito mais simples de se entender, precisamos “abaixar a bola”:

“Assim diz o SENHOR: “Que o sábio não se orgulhe de sua sabedoria, nem o poderoso de seu poder, nem o rico de suas riquezas. Aquele que deseja se orgulhar, que se orgulhe somente disto: de me conhecer e entender que eu sou o SENHOR, que demonstra amor leal e traz justiça e retidão à terra; isso é o que me agrada. Eu, o SENHOR, falei!” – Jeremias 9:23,24.

Um mundo tenebroso

Não podemos esquecer onde vivemos. Desde a queda, o mundo a nossa volta se tornou um lugar amaldiçoado. As consequências desse evento cósmico afetaram não só as criaturas, como a criação de um modo geral. Na história do cavaleiro das trevas isso nos é apresentado no game Batman Arkham Knigth de 2015, onde nos deparamos com uma Gotham City totalmente arrasada pelo crime, onde todos os moradores são evacuados e uma verdadeira guerra se instala com o Batman na linha de frente enfrentando toda sorte de inimigos. Sem regras e sem ordem, o pior lado do ser humano é trazido à tona, dando vazão aos mais sombrios desejos. Tudo vai mal para o morcego, uma cidade que parecia próspera e atrativa se revela um verdadeiro caos. Há um paralelo interessante com a realidade do nosso herói e a verdade que o mundo tenta ocultar de nós. Pela misericórdia de Deus, As Escrituras nos mostram o que verdadeiramente existe nesse lugar:

“Sabemos que os nascidos de Deus não vivem no pecado, pois o Filho de Deus os protege e o maligno não os toca.  Sabemos que somos filhos de Deus e que o mundo inteiro está sob o controle do maligno. E sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para que conheçamos ao Deus verdadeiro. Agora, vivemos em comunhão com o Deus verdadeiro, porque vivemos em comunhão com seu Filho, Jesus Cristo. Ele é o Deus verdadeiro e é a vida eterna” – 1 João 5:18-20.

Nessa Carta, o apóstolo João procurou alertar seus leitores a não caírem na conversa dos falsos mestres de sua época que afirmavam que o Senhor Jesus não havia vivido em carne como um homem, mas que se tratava de um espírito que abitou o corpo do Nazareno e o deixou momentos antes de sua crucificação. Eles negavam a humanidade de Cristo, ao mesmo tempo que incentivavam as pessoas a viverem de uma forma depravada, entregues aos desejos carnais, já que para eles a carne não importava. As pessoas então poderiam viver ao seu bel prazer, se esbaldar no pecado e em toda sorte de ofertas que o mundo tinha a oferecer. Esse ensino vai totalmente contra ao que as Escrituras nos mostram. Jesus não veio ao mundo para dar um tipo de “salvo conduto” para pecarmos à vontade, muito pelo contrário, Ele veio fazer o que nós nunca conseguiremos fazer e pela sua graça, nos dar condições de não mais estarmos reféns dos nossos desejos pecaminosos e desse mundo tenebroso que não tem nada de bom a nos oferecer:

“ A morte reinou sobre muitos por meio do pecado de um único homem. Ainda maior, porém, é a graça de Deus e sua dádiva de justiça, e todos que a recebem reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo. É verdade que um só pecado de Adão trouxe condenação a todos, mas um só ato de justiça de Cristo removeu a culpa e trouxe vida a todos. Por causa da desobediência a Deus de uma só pessoa, muitos se tornaram pecadores. Mas, por causa da obediência de uma só pessoa a Deus, muitos serão declarados justos. A lei foi concedida para que todos percebessem a gravidade do pecado. Mas, à medida que o pecado aumentou, a graça se tornou ainda maior. Portanto, assim como o pecado reinou sobre todos e os levou à morte, agora reina a graça, que nos declara justos diante de Deus e resulta na vida eterna por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor” -Romanos 5:17-21.

Essa realidade persiste em nossos dias. Ouvimos frases sedutoras do tipo “Deus entende os nossos erros, está tudo bem”, ou então “faça tudo que você tem vontade, ser feliz é o que importa”, ou pior, “se te faz bem não é pecado”. Paulo descreveu de maneira precisa o paralelo entre Adão e Cristo em sua carta aos Romanos, deixando bem claro qual deve ser a posição do povo de Deus no mundo:

“Pois bem, devemos continuar pecando para que Deus mostre cada vez mais sua graça? Claro que não! Uma vez que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele? Ou acaso se esqueceram de que, quando fomos unidos a Cristo Jesus no batismo, nos unimos a ele em sua morte? Pois, pelo batismo, morremos e fomos sepultados com Cristo. E, assim como ele foi ressuscitado dos mortos pelo poder glorioso do Pai, agora nós também podemos viver uma nova vida. Uma vez que nossa união com ele se assemelhou à sua morte, assim também nossa ressurreição será semelhante a dele. Sabemos que nossa velha natureza humana foi crucificada com Cristo, para que o pecado não tivesse mais poder sobre nossa vida e dele deixássemos de ser escravos. Pois, quando morremos com Cristo, fomos libertos do poder do pecado. Então, uma vez que morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos. Temos certeza disso, pois Cristo foi ressuscitado dos mortos e não mais morrerá. A morte já não tem nenhum poder sobre ele. Quando ele morreu, foi de uma vez por todas, para quebrar o poder do pecado. Mas agora que ele vive, é para a glória de Deus. Da mesma forma, considerem-se mortos para o poder do pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus. Não deixem que o pecado reine sobre seu corpo, que está sujeito à morte, cedendo aos desejos pecaminosos. Não deixem que nenhuma parte de seu corpo se torne instrumento do mal para servir ao pecado, mas em vez disso entreguem-se inteiramente a Deus, pois vocês estavam mortos e agora têm nova vida. Portanto, ofereçam seu corpo como instrumento para fazer o que é certo para a glória de Deus. O pecado não é mais seu senhor, pois vocês já não vivem sob a lei, mas sob a graça de Deus” (Romanos 6:1-14).

Alguém pode estar pensando: já que o problema é o mundo, basta eu não me contaminar com as coisas do mundo. Se eu me mantiver longe disso, ficarei bem, pois sou uma boa pessoa, não sou um vilão do Batman… sinto lhe informar que diante de Deus nenhum de nós é bom ou puro. As tentações de fora só estimulam os desejos que estão dentro das pessoas:

“E, quando vocês forem tentados, não digam: “Esta tentação vem de Deus”, pois Deus nunca é tentado a fazer o mal, e ele mesmo nunca tenta alguém. A tentação vem de nossos próprios desejos, que nos seduzem e nos arrastam. Esses desejos dão à luz o pecado, e quando o pecado se desenvolve plenamente, gera a morte” – Tiago 1:13-15.

O ser humano precisa ter limites bem definidos. Por mais brilhantes, lindas e coloridas que as luzes desse mundo possam parecer, nenhum de nós é capaz de vencer o mundo sozinho, nem mesmo o Batman.

Um problema sem solução?

Batman possui uma galeria de vilões tão famosos quanto ele. O maior e mais conhecido é sem dúvida o Coringa, personagem criado sob a batuta de Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane, tendo sua primeira aparição na revista Batman #1, em abril de 1940. A insanidade completa é a marca registrada desse vilão, que parece fazer o mal apenas pelo mal. Um homem sem nada a perder é possivelmente um homem muito perigoso: uma pessoa sem o temor de Deus no coração e sem os limites que podem refrear o mal existente dentro de si mesma, acaba se tornando uma verdadeira arma em potencial. Podemos ver isso na HQ Batman – O Cavaleiro Das Trevas, escrita e desenhada por Frank Miller, em 1986. Bruce Wayne, agora velho e aposentado, se vê obrigado a voltar à ativa devido a crescente onda de crimes que afeta sua cidade. Ao retornar, ele acaba involuntariamente trazendo de volta o pior inimigo que já enfrentou, sim, o Coringa, que estava internado no asilo Arkham em um estado praticamente catatônico. Ele desperta de seu estado debilitado e logo volta a cometer uma série de assassinatos brutais por onde passa. Batman então se confronta ao questionar o porquê seu antagonista faz tudo aquilo. A pior das conclusões é que ele não é capaz de resolver o problema do mau personificado na pessoa do Coringa, mal este que pode afetar qualquer pessoa. O mal moral é o maior problema a ser enfrentado. Mesmo depois de anos de luta contra diversos vilões e seus crimes, o Cavaleiro das Trevas se encontra impotente na tarefa de erradicar este mal. Não importa quantas vezes ele derrote seus inimigos, eles aparecerão e tornaram a praticar todo tipo de atrocidade. Essa é a maior das tragédias humanas, pois quem garante que se muitos de nós fosse parte dessa história, não faríamos coisas semelhantes? A realidade é que muitos de nós não seriam o Batman, seríamos na verdade como o Coringa. O homem não pode e nem quer resolver esse grande problema. Como já vimos, o Batman não pode legitimar todos os seus atos, pois muitas vezes ele mesmo comete crimes, com a justificativa de combater outros crimes, assumindo uma figura de anti-herói. Jesus disse em Mateus 15:19 tudo o que realmente existe dentro do coração humano: “Pois do coração humano vêm maus pensamentos, homicídio, adultério, imoralidade sexual, roubo, mentiras e calúnias”. Nosso estado de morte espiritual nos impossibilita de fazer qualquer escolha voluntária acerca de nossa salvação:

Vocês estavam mortos por causa de sua desobediência e de seus muitos pecados, nos quais costumavam viver, como o resto do mundo, obedecendo ao comandante dos poderes do mundo invisível. Ele é o espírito que opera no coração dos que se recusam a obedecer. Todos nós vivíamos desse modo, seguindo os desejos ardentes e as inclinações de nossa natureza humana. Éramos, por natureza, merecedores da ira, como os demais. – Efésios 2:1-3.

Nem o Batman nem outro homem qualquer poderia resolver esse problema. Mas Deus usou de sua misericórdia e por meio de Seu Filho, Jesus Cristo, resolveu tudo isso de uma vez por todas:

“Mas Deus é tão rico em misericórdia e nos amou tanto que, embora estivéssemos mortos por causa de nossos pecados, ele nos deu vida juntamente com Cristo. É pela graça que vocês são salvos!” – Efésios 2:4,5.

Essa verdade nos encoraja na missão de falar da cruz de Cristo para outras pessoas.

“Pois, em Cristo, Deus estava reconciliando consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados das pessoas. E ele nos deu esta mensagem maravilhosa de reconciliação” – 2Coríntios 5:19.

Que ao desfrutarmos de um entretenimento válido, seja nas HQ’s, nos filmes ou nos jogos do Batman, não esqueçamos do verdadeiro herói de nossas vidas e de nossas almas, o Senhor Jesus Cristo.

Leandro Wayne

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Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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