Apropriação Contínua – Batismo e Plenitude do ES

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Apropriação  Contínua  – Batismo e Plenitude do ES

A primeira passagem enfatiza que, para continuarmos sendo cheios com o Espírito Santo, precisamos continuar indo ao Senhor Jesus. Estou me referindo às suas próprias palavras marcantes, registradas em João 7:37-39, e que têm sido (e continuam sendo) de grande ajuda para mim: “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão dos de água viva”. João comenta esta afirmação. “Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até esse momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”.

O bispo J.C. Ryle escreveu: “Dizem que na Escritura há algumas passagens que merecem ser impressas em letras de ouro. Os versículos à nossa frente são um destes casos”.

Foi no último dia da Festa dos Tabernáculos (versículo 2), o clímax dos sete dias da festa. Um dos rituais coloridos da festividade era que a cada manhã uma procissão solene, guiada por um sacerdote que levava um jarro de ouro, dirigia-se ao tanque de Siloé para buscar água, que depois era derramada como libação no lado esquerdo do altar. Parece que a compreensão geral era que esta cerimônia comemorava a providência miraculosa de Deus no deserto e simbolizava o futuro derramamento do Espírito, prometido pelo profeta Joel. Jesus usou este ritual como seu texto. Ele ficou em pé com dramaticidade em algum lugar de destaque (geralmente ele sentava para ensinar, como os rabinos), e proclamou em voz alta que Ele mesmo daria a quem viesse, água em abundância para beber.

O que será que ele quis dizer? Ele conjugou dois quadros. O primeiro é o de um viajante cansado e sedento, em paragens quentes. O sol arde impiedosamente sobre ele. Seu suprimento de água acabou. Sua boca está seca, seus lábios rachados, sua face incandescente e todo o seu corpo desidratado. Ele clama por água para matar sua sede. Este representa toda pessoa que está separada de Cristo, não importa quanto. O segundo quadro representa uma terra sedenta. O sol tropical torrou e endureceu o solo. Os lentes dos nós estão secos. Árvores e arbustos mirraram. Animais se lamentam porque não há pasto. A terra anseia por água. Assim é o mundo, a sociedade secular sem Deus, ressecada, insatisfeita, sedenta.

E então, o que é a água? João esclarece: “Isto ele disse com respeito ao Espírito”. E João acrescenta: “Pois o Espírito até esse momento não fora dado”. Suas palavras verdadeiras, traduzidas literalmente, são: “O Espírito ainda não era”. Isto não pode significar que o Espírito não existia, nem que ele estava inativo, mas que ele ainda não tinha sido derramado em Sua plenitude pentecostal, em rios de “água viva”. Portanto, a água viva que mata a sede do viajante cansado e que irriga o mundo ressecado é a plenitude do Espírito Santo.

E como podemos experimentar esta plenitude revigoradora, refrescante, que aplaca a sede? A resposta é: “Venha a mim e beba. Quem crer em mim…” São duas frases, mas somente uma condição. Não há diferença entre vir a Jesus e crer nEle, porque vir a ele para beber significa vir a ele em fé. Acontece que os verbos (ter sede, vir, beber, crer) estão todos no tempo presente. Isto quer dizer que não devamos ir a Jesus somente uma vez, em arrependimento e fé , mas também depois disto continuar vindo e bebendo, porque continuamos a ter sede. Fazemos isto em sentido físico: sempre que estamos com sede, bebemos. Precisamos aprender a fazê-lo espiritualmente, também. O cristão é um dipsomaníaco, que está sempre com sede e sempre bebendo. E beber não é pedir água, mas realmente tomá-la. É muito simples. Beber é uma das primeiras coisas que um bebê aprende; na verdade ele o faz por instinto.

Depois, a água que foi bebida começa a fluir. Nós não conseguimos conter o Espírito que recebemos. William Temple escreveu: “Ninguém consegue possuir (ou ser habitado por) o Espírito de Deus e guardar este Espírito para si. Onde o Espírito está, ele transborda; onde ele não transborda, ele não está”.

Não podemos falar de plenitude do Espírito se não há interesse e atividade evangelísticos. Além disto, preste atenção na disparidade que há entre a água que bebemos e a água que transborda. Conseguimos beber somente pequenos goles, mas à medida que continuamos vindo, bebendo, crendo, pela atuação poderosa do Espírito Santo em nós, nossos pequenos sorvos são multiplicados em uma confluência poderosa de correntezas caudalosas: “rios de água viva” fluirão de nós. Este é o trasbordamento espontâneo dos cristãos cheios do Espírito, para a bênção de outras pessoas. Todavia, não existe nenhum meio de garantir um fluxo de entrada e saída de água constante, a não ser a ida a Jesus e o beber permanente, isto porque a plenitude do Espírito deve ser apropriada continuamente pela fé.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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