Apocalipse – A Bíblia Livro Por Livro

Juristas exigem posição do Brasil contra extermínio de cristãos
28/05/2015
Ataque à bomba no bairro cristão Erbil gera insegurança
29/05/2015

Apocalipse – A Bíblia Livro Por Livro

INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE APOCALIPSE

■ Conteúdo: uma profecia cristã, em estilo apocalíptico e com imagens típicas do gênero, apresentada na forma de carta, tratando principalmente da tribulação (sofrimento) e da salvação do povo de Deus e da ira (juízo) de Deus contra o Império Romano

■ Autor: um homem chamado João (1.1,4,9), bem conhecido dos destinatários, tradicionalmente identificado como o apóstolo, o filho de Zebedeu (Mt 10.2)

■ Data: cerca de 95 d.C. (de acordo com Irineu [expressou essa opinião em c. 180 d.C.])

■ Receptores: igrejas na província romana da Àsia (região da atual Turquia), que exibem um misto de fidelidade e fraqueza interna

■ Ocasião: a recusa dos cristãos primitivos de participar no culto ao imperador (que era aclamado como “senhor” e “salvador”) os estava colocando numa situação de potencial conflito com o Estado; João viu profeticamente que a situação ficaria ainda mais grave antes de começar a melhorar, e que as igrejas estavam mal preparadas para aquilo que em breve ocorreria; ele escreve, portanto, para adverti-los e encorajá-los, e para anunciar o julgamento de Deus contra Roma

■ Ênfases: apesar das aparências, Deus está no controle absoluto da história; embora o povo de Deus esteja destinado ao sofrimento

no presente, a salvação certa de Deus pertence aos cristãos; o julgamento de Deus virá sobre os responsáveis pelo sofrimento da igreja; no fim (Ap 21—22), Deus restaurará aquilo que foi perdido ou distorcido no princípio (Gn 1—3)

VISÃO GERAL DE APOCALIPSE

O culto ao imperador floresceu na província da Asia mais do que em qualquer outro lugar do império; o resultado foi que no final do primeiro século cristão a igreja, em todas as suas fraquezas, estava destinada a um conflito com o próprio Estado em todo o seu esplendor e poder. Pelo Espírito, João vê que o martírio de Antipas (2.13) e o próprio exílio de João (1.9) são apenas um pequeno prenúncio da grande destruição que o Estado infligirá à igreja antes de tudo acabar (cf. 1.9; 2.10; 3.10; 6.9-11; 7.14; 12.11,17).

Como profeta cristão, João também vislumbra esse conflito no contexto maior da guerra santa — o grande conflito cósmico entre Deus (e seu Cristo) e Satanás (v. 12.1-9) —, na qual Deus conquista a salvação eterna para o seu povo. O papel presente do povo é “vencer [Satanás] pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho e, mesmo diante da morte, não ama[r] a própria vida” (12.11). Assim como Deus já derrotou o dragão por meio da morte e ressurreição de Cristo (o Messias foi arrebatado aos céus, 12.5), assim ele também julgará o Estado pelos crimes contra seu povo.

O livro desenvolve esses temas em uma variedade de formas. As seções iniciais (caps. 1—6) preparam o terreno para o desenvolvimento do tema, começando com uma visão do Cristo ressurreto, que detém as chaves de tudo o que vem a seguir (1.12-20), enquanto as cartas a igrejas selecionadas representam suas respectivas qualidades e fraquezas (caps. 2—3). A estas se segue uma visão do Deus Criador reinante e do Cordeiro redentor (caps. 4—5), a quem exclusivamente pertencem toda a sabedoria, glória e poder, e perante quem todo o céu e toda a terra se prostrarão. Enquanto João chora porque não é possível encontrar ninguém capaz de romper os selos do livro (que está repleto da justiça e dos retos juízos de Deus), ele é informado de que o “Leão da tribo de Judá” (5.5; cf. Gn 49.9,10), a “Raiz de Davi”

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *