A teologia como ciência

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A teologia como ciência

Às vezes, questiona-se a legitimidade do estudo de doutrina cristã em uma instituição de educação superior.

O ensino de teologia não seria simples doutrinamento?

Com certeza, há limites no ensino de teologia cristã em instituições estatais, que não podem ter ligações oficiais com nenhuma forma específica de religião.

Contudo, não há nada que proíba um estudo objetivo e científico do cristianismo ou de outras religiões.

Em instituições privadas e especialmente nas que têm um compromisso com o cristianismo, o estudo da doutrina cristã é muito adequado.

Ela não precisa ser de modo algum inferior às outras disciplinas estudadas.

Para ser um tópico adequado para estudo, de alguma forma o cristianismo precisa ser uma ciência. Não estamos querendo dizer que ela precise ser uma ciência no sentido restrito das ciências naturais.

Antes, a teologia precisa comportar alguns dos critérios tradicionais do conhecimento científico:

(1) um objeto definido de estudo;

(2) um método para investigar o objeto em questão e para verificar suas declarações;

(3) objetividade no sentido de que o estudo lida com fenômenos externos à experiência imediata do pesquisador, sendo, portanto, acessível à investigação de outros; e

(4) coerência entre as proposições do objeto em questão, de modo que o conteúdo forme um corpo definido de conhecimento, não uma série de fatos desconexos ou pouco relacionados entre si.

A teologia, na maneira pela qual estaremos lidando, preenche esses critérios.

Ela também ocupa áreas em comum com outras ciências.

(1) Ela aceita as mesmas regras da lógica que as outras disciplinas. Surgindo dificuldades, a teologia não invoca simplesmente um paradoxo ou a incompreensibilidade.

(2) Ela é comunicável —pode ser expressa em forma verbal proposicional.

(3) Até certo ponto, ela emprega métodos usados por outras disciplinas específicas, especialmente a história e a filosofia.

(4) Ela partilha alguns objetos de estudo com outras disciplinas. Portanto, existe a possibilidade de pelo menos algumas de suas proposições serem confirmadas ou refutadas por outras disciplinas, tais como a ciência natural, a ciência do comportamento ou a história.

Falamos aqui de ciência no sentido europeu, mais amplo. Os alemães, por exemplo, falam de Naturwissenschaften, ou ciências da natureza, e Geisteswissenschaften, que seria o que poderíamos toscamente chamar ciências do comportamento.

Apesar disso, a teologia possui seu próprio lugar sem igual. Alguns de seus tópicos lhe são exclusivos, por exemplo, Deus.

Ela também lida com objetos comuns, mas de forma única; por exemplo, ela considera as pessoas de acordo com o relacionamento que têm com Deus.

Assim, embora a teologia cristã ou o estudo da doutrina cristã seja uma ciência, é uma ciência com uma função peculiar. Ela não pode ser reduzida a nenhuma outra ciência, seja natural, seja comportamental.

A Bíblia é a constituição da fé cristã: ela especifica em que se deve crer e o que se deve fazer.

O ponto de partida para o estudo da doutrina cristã

Uma das questões que precisam ser imediatamente encaradas quando estudamos a doutrina cristã é a da fonte da qual extrairemos nosso conhecimento. Mesmo em círculos cristãos, várias respostas são dadas:

1.    Teologia natural. O universo criado é estudado para determinar certas verdades acerca de Deus e da natureza humana. (Essa abordagem empírica da doutrina será examinada no cap. 3.)

2.    Tradição. Pesquisa-se o que vem sendo adotado e ensinado por indivíduos e organizações que se identificam como cristãos. Assim, o que tem sido crido torna-se norma para o que deve ser crido.

3.    As Escrituras. A Bíblia é tida como o documento definidor ou a constituição da fé cristã. Portanto, ela especifica em que se deve crer e o que se deve fazer.

4.    Experiência. Considera-se que a experiência religiosa de um cristão hoje provê informações divinas autorizadas.

Vamos seguir a terceira abordagem. Uma prática semelhante pode ser encontrada em várias instituições e organizações que possuem algum tipo de carta régia, constituição ou artigos de incorporação definindo o que deve ser a instituição e os procedimentos que deve seguir.

Havendo disputa entre dois reclamantes que alegam ser o verdadeiro representante dq tal grupo ou movimento, a justiça em geral vai decidir em favor da parte considerada mais fiel à carta régia básica.

Nos Estados Unidos, a Constituição é suprema. Aliás, qualquer lei que contradiga a Constituição será declarada inválida pela justiça.

No caso do cristianismo, também estamos lidando com uma constituição, ou seja, a Bíblia. Os cristãos são aqueles que permanecem no ensino estabelecido por Jesus Cristo em pessoa.

Eles não podem negar nem modificar o que foi ensinado e praticado por Jesus ou pelos que foram por ele autorizados. Em teoria, é claro, seria possível emendar a constituição. Observe que nas transações humanas, entretanto, somente certas pessoas se qualificam para fazer tais emendas; uma organização externa não pode alterá-la. No caso do cristianismo, sua constituição, a Bíblia, não foi criada nem formulada pelos seres humanos que formam a igreja cristã.

Pelo contrário, ela se originou no próprio Deus. Portanto, só Deus possui autoridade para mudar os padrões de fé e prática.

A Bíblia é a linha mestra que deve ser seguida, já que ela detém o direito de definir a fé e a prática correta.
Isso não quer dizer que o cristianismo, ao longo dos séculos, vem repetindo e continuará repetindo os relatos da Bíblia exatamente daquela forma.

Boa parte da Bíblia trata de casos específicos e foi escrito para situações específicas na história. Repetir as mesmas palavras nos mesmos moldes seria distorcer o significado.

O que se deve fazer é expressar para os dias de hoje o que Jesus ou Paulo ou Isaías diriam se estivessem tratando da situação presente. Isso não implica alteração do significado fundamental, mas sua reexpressão e reaplicação.

 

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Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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