A Simplicidade de João Batista

Argula Von Grumbach
04/12/2018
Katharina Schütz Zell
06/12/2018

A Simplicidade de João Batista

João Batista vivia na simplicidade pois sabia o que era importante.

As roupas de João eram tecidas com pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de todo o vale do Jordão ia até ele.
(Mt 3:4-5)

A roupa com a qual ele aparecia, a sua imagem, e o seu modo de vida (v. 4).

Os judeus, que esperavam o Messias como um príncipe temporal, pensavam que o seu precursor viria com grande pompa e esplendor, que os seus acompanhantes seriam impressionantes e joviais; mas foi exatamente o contrário. E

le será grande aos olhos do Senhor, mas insignificante aos olhos do mundo; e, como o próprio Cristo, sem aparência ou formosura; para declarar em breve que a glória do reino de Cristo deveria ser espiritual. Os súditos deste reino seriam comumente pobres e desprezados (em sua condição natural, ou teriam se tornado assim por causa do reino).

Eles obtêm as suas honras, os seus prazeres, e as suas riquezas de um outro mundo.

1. As suas roupas eram simples. Este mesmo João tinha a sua roupa feita de pêlos de camelo, e um cinto de couro ao redor de seus lombos; ele não se vestia com roupas compridas, como os escribas, nem macias, como os fariseus, mas com as roupas de um homem do campo; pois ele vivia no campo, e adaptava os seus hábitos ao lugar onde morava. Observe que é bom que nos acomodemos ao lugar e às condições nos quais Deus, na sua providência, nos colocou. João apareceu com estas roupas:

(1) Para mostrar que, como Jacó, ele era um homem simples, mortificado para este mundo, para os prazeres e as satisfações que este propiciava. Vejam um verdadeiro israelita! Aqueles que são humildes de coração o mostram com uma negligência e uma indiferença santas na sua aparência; e não vestem roupas que os enfeitem, nem avaliam os demais pelas suas vestes.

(2) Para mostrar que ele era um profeta, pois os profetas usavam roupas ásperas, como homens mortificados (Zc 13.4); e, especialmente, para mostrar que ele era o Elias prometido; pois observações especiais são feitas sobre Elias, de que ele era um homem vestido de pêlos (alguns julgam que isto se refere às roupas de pêlos que ele usava) e com os lombos cingidos de um cinto de couro (2 Rs 1.8). João Batista em nada parece inferior a ele, em sua mortificação; portanto, este era aquele Elias que havia de vir.

(3) Para mostrar que ele era um homem determinado; seu cinto não era elegante, como os que se usavam na época, mas era resistente, era um cinto de couro; e bem-aventurado é este servo, pois o seu Senhor, quando vier, encontrará cingidos os seus lombos (Lc 12.35; 1 Pe 1.13).

2. A sua dieta era simples; a sua refeição consistia de gafanhotos e mel silvestre; não como se ele nunca comesse qualquer outra coisa; mas isto era o que ele comia freqüentemente, e assim fazia muitas refeições, quando se retirava para lugares solitários, e continuava ali por muito tempo, para meditar. Os gafanhotos eram um tipo de inseto voador, muito bom como alimento, e permitido, por ser puro (Lv 11.22); eles não precisavam de muito tempero, e eram de digestão leve e fácil. Por isto, quando se fala das enfermidades e da velhice (com a sua conseqüente falta de forças), costuma-se utilizar a expressão “quando o gafanhoto for um peso” (Ec 12.5). O mel silvestre era aquele mel abundante em Canaã (1 Sm 14.26).

Ele era colhido imediatamente, quando caía sobre o orvalho, ou era encontrado em cavidades de árvores e rochas, onde as abelhas os fabricavam em colméias sob o cuidado e a inspeção dos homens. Isto indica que João comia com moderação, e, na realidade, podemos concluir que ele comia pouco: um homem teria que passar muito tempo comendo para saciar a fome com gafanhotos e mel silvestre. João Batista veio sem comer e sem beber (Mt 11.18), e estava desprovido da curiosidade, da formalidade, e da familiaridade com que as outras pessoas o faziam. Ele estava tão completamente absorvido pelas coisas espirituais, que mal podia encontrar tempo para fazer uma refeição. Agora:

(1) Isto estava de acordo com a doutrina do arrependimento que ele pregava, e com os frutos do arrependimento que ele mencionava. Observe que aqueles que conclamam outros a se lamentarem pelo pecado, e a mortificá-lo, devem viver uma vida sóbria, uma vida de contrição, de mortificação e lamento pela situação do mundo. Assim, João Batista demonstrava quão profundamente sentia a maldade do tempo e do local onde vivia, o que tornava a pregação do arrependimento extremamente necessária; cada dia era, para ele, um dia de jejum.

(2) Este comportamento estava de acordo com o seu ofício como precursor de Cristo. Através dessa prática, João demonstrava que conhecia o Reino dos céus, e que experimentava o seu poder. Observe que aqueles que conhecem os prazeres espirituais divinos não podem ter outra atitude a não ser olhar para os deleites e ornamentos dos sentidos com uma santa indiferença – pois eles conhecem algo muito melhor. Exemplificando esta atitude para as outras pessoas, ele estava preparando o caminho para Cristo. Observe que a convicção da vaidade do mundo e de todas as coisas que nele há é o melhor preparativo para a recepção do Reino de Deus no coração. Bem-aventurados são os pobres de espírito.

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Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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