A Receita de Neemias – Vivenciando as emoções

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A Receita de Neemias – Vivenciando as emoções

Nos momentos de estresse, como esse, faz parte do processo de solução identificar e extravasar nossos sentimentos em relação ao que nos aflige. Não adianta ficar tentando negar o problema ou dar uma de “supercrente”. É necessário chorar, desabafar, orar e clamar Aquele que tem todo o poder para mudar a nossa sorte.

Existem pessoas em nosso meio que, diante dos problemas, querem manter a pose de “supercrentes”. Algumas tentam manter a aparência de “espirituais” falando em línguas estranhas, dando rodopios, anunciando “visagens” e “profetadas”, para parecer que elas não enfrentam lutas e dificuldades como as outras. Acham, talvez, que não precisam vivenciar suas emoções nem carecem de restauração em área alguma de sua vida. Mas isso é um erro que pode levá-las a sérios transtornos psicoemocionais e a doenças psicossomáticas. As pessoas que sempre negam e reprimem suas emoções acabam aprisionando esses sentimentos ruins dentro de si e envenenando-se.

Normalmente os homens são os mais reprimidos, especialmente aqueles ensinados pelos pais a “engolirem o choro”, porque “homem que é homem não chora”. Esses pais não sabem o mal que estão fazendo aos filhos ao “programá-los” para passar por cima do que sentem. Lá na frente, essas emoções “enlatadas” virão à tona em forma de sintomas neuróticos e desordens afetivas, e eles vão ter de vivenciar o que sentem, mas de forma negativa.

Não é saudável negarmos nossas emoções e fingirmos que não temos problemas. É importante reconhecer e vivenciar o que sentimos. Até para resolver os problemas, precisamos primeiro identificá-los e reconhecer a nossa dependência de Deus. Mas, quando falo de vivenciar as emoções não estou dizendo para ninguém viver acorrentado ao passado, preso a coisas ruins que aconteceram há muito tempo.

Tem gente que, ao sofrer algum infortúnio ou perda, fica prostrada, chorando sem parar por algo que já passou. Ela não consegue levantar-se e dar a volta por cima.

Imagine uma mulher de 29 anos que se veste de preto todo dia e vive enlutada, chorando e lamentando-se, porque o marido dela morreu nove anos atrás. Esse comportamento seria normal se ele tivesse morrido há um ano. Mas há nove… Tem alguma coisa errada! Parece que quem morreu foi ela, e não o marido.

Com certeza, quando alguém morre, devemos chorar sim, mas não para sempre. E fundamental a pessoa que sofre uma perda vivenciar o luto, para ficar saudável emocionalmente e processar a dor, mas ela deve ir aos poucos retomando seus afazeres e reorganizando sua vida. Se não o fizer, perderá a saúde, o tempo e as oportunidades de ser feliz novamente.

Vivenciar uma emoção indefinidamente deixa-nos “travados”, obcecados, e faz com que a nossa vida não progrida. É inútil chorar por coisas que já aconteceram e que não podem ser corrigidas. Então, se você caiu ou sofreu um revés, precisa levantar-se e seguir em frente, porque, como Deus disse a Elias, mui comprido te será o caminho (1 Reis 19.7b).

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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