A NATUREZA DA SALVAÇÃO – Teologia Sistemática 2

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A NATUREZA DA SALVAÇÃO – Teologia Sistemática 2

ASPECTOS DA SALVAÇÃO JUSTIFICAÇÃO

Justificar é um termo judicial que significa absolver, declarar justo. O réu, ao invés de receber sentença condenatória, ele recebe a sentença de absolvição. Esta absolvição é dom gratuito de Deus, colocado a nossa disposição pela fé. Essa doutrina assim se define : “Justificação” é um ato da livre graça de Deus pelo qual ele perdoa todos os nossos e nos aceita como justos aos seus olhos somente por nos ser imputada a justiça de Cristo, que se recebe pela Fé. Justificação é mais que perdão dos pecados, é a remoção da condenação. Deus apaga os pecados, e, em seguida, nos trata como se nunca tivéssemos cometido um só pecado. Portanto Justificação é o Ato de Deus tornar justo o pecador. Romanos 3 : 24,30 Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus… Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. A justificação, é realizada no homem quando este passa a crer no Senhor Jesus Cristo como Salvador, logo que ele crê em Jesus, Deus o declara livre da condenação.

Cristo Nossa Imputação Rom. 4 : 6 …Bem-aventurado o homem a quem Deus imputa justiça sem as obras,… Imputar é atribuir a alguém a responsabilidade pelos atos de outro. Isto é Jesus Cristo assumiu nossos pecados, Deus permitiu que Jesus pagasse nosso débito.

Cristo Nossa Substituição Gal. 3 : 13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo ele próprio maldição em nosso lugar,… Como nosso substituto, Cristo Jesus ganhou esta justiça para nós, morrendo em nosso lugar, a fim de nos salvar e garantir o perdão dos nossos pecados. Somos agora aceitos por Deus, porque nos foi creditada a perfeita Justiça de Cristo.

Justiça de Cristo I Cor. 1 : 30 Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, Justiça, e santificação, e redenção. Esta justiça foi adquirida pela morte expiatória de Cristo. Sua morte foi ato perfeito de justiça, porque satisfez a lei de Deus. Foi também um ato perfeito de obediência. Tudo isto foi feito por nós e posto a nosso crédito.

REGENERAÇÃO REGENERAR SIGNIFICA

Restaurar o que esta destruído. Quando se trata do ser humano, Regeneração é uma mudança radical, operada pelo Espírito Santo na alma do homem. Esta Regeneração, atinge, portanto todas as faculdades do homem ou seja : Intelecto, Volição e a Sensibilidade. O homem regenerado não faz tanta questão de satisfazer à sua própria vontade como de satisfazer à de Deus. Na Regeneração, ele passa a pensar de modo diferente, sentir de modo diferente e querer de modo diferente: tudo se transforma. II Cor. 5 : 17 Portanto, se alguém está em Cristo, Nova Criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo. A bíblia descreve a regeneração como:

Nascimento João 3 : 3 Jesus respondeu, e disse : Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Uma pessoa, para pertencer a aliança feita a Israel e gozar de todos os seus direitos,

precisava somente nascer de pais judaicos. Para pertencer ao reino do Messias, contudo, uma pessoa precisa nascer de novo. Ezeq. 36 : 26 Dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro em vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.

Vivificação A essência da regeneração é um nova vida concedida por Deus, mediante Jesus Cristo e pela operação do Espírito Santo. Jo. 10 : 10 … Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Viver É estar com vida. Vivificar É dar vida. Vivificação: É o Ato, a Ação ou o efeito de viver. É usufruir da vida espiritual que Deus concedeu.

Purificação Ato ou efeito de purificar. Tito 3 : 5 Não por obras de justiça que houvéssemos feitos, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e renovação pelo Espírito Santo. A alma foi lavada completamente das imundícias da vida de outrora.

SANTIFICAÇÃO

Santificar é tornar sagrado, separar, consagrar, fazer santo. A Palavra santo tem muitos significados:

Separação Representa o que está separado de tudo quanto seja terreno e humano. I Ped. 3 : 11 Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a.

Dedicação Representa o que está dedicado a Deus, no sentido ser sua propriedade. Rm 12 : 1 Portanto, rogo-vos, irmãos, pela compaixão de Deus,

que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

Purificação Algo que separado e dedicado tem de ser purificado, para melhor ser apresentado. (imaculado) II Cor. 7 : 1 Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus.

Consagração No sentido de viver uma vida santa e justa. Lev. 11 : 44 Eu sou o Senhor vosso Deus; consagrai-vos, e sede santos, porque eu sou santo.

Muito acentuada se acha no Velho Testamento a idéia de que a santificação consta de uma relação especial com Deus. As coisas consagradas ao Senhor eram consideradas santas: Arca do Concerto, O Templo, O Tabernáculo, O Altar, Os Vasos, Os Sacerdotes.

No Novo Testamento, a idéia é a de que a santificação consiste no processo do homem ser perfeito como Ele é perfeito.

Jesus ensinou que o homem deve procurar aperfeiçoar-se cada vez mais. “Bem-aventurado os limpos de coração, porque eles verão a Deus”.

DIANTE DO EXPOSTO, PODEMOS ESTABELECER O SEGUINTE:

Santificação é um processo O crente precisa esforçar-se para progredir em santificação. II Cor.7 : 1 Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da carne, como do espírito,

aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus. O processo de santificação pode ser comparado ao crescimento de uma pessoa, porém condicionado à sua vontade.

OS MEIOS DIVINOS DE SANTIFICAÇÃO

O Sangue de Cristo I Jo.1: 7 O sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado.

O Espírito Santo Fil. 1 : 6 Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo.

A Palavra de Deus Jo. 17 : 17 Santifica-os na verdade a tua palavra é a verdade.

VEJAMOS A SEGUIR O QUE O ESPÍRITO SANTO SANTIFICA NO CRENTE

1 Tes. 5 : 23 O mesmo Deus de Paz vos santifique completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

O CORPO Rom. 12 : 1 … que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

A ALMA I Ped. 1 : 22 Tendo purificado as vossas almas

Espírito Sal. 78 : 8 … Geração de coração instável, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

Glorificação Glorificar significa honrar, dar glória.

Deus em seu plano de salvação, manifestou a sua glória através de Cristo Jesus, o pecador pode experimentar esta manifestação pelo Espírito Santo.

O ato final do processo da salvação será a glorificação do crente por Deus.

A Glória de Deus em Nós Em todo o tempo a glória de Deus demonstra poder, autoridade, virtude e acima de tudo consagração.

É manifestada através da fé.

Foi nos dada através de Jesus e serve para manter a unidade da Igreja.

Jô. 17 : 24 Pai, quero que onde eu estiver, estejam também comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória, a glória que me deste, porque me amaste antes da criação do mundo.

A Glorificação do Corpo Rom. 8 : 30 E aos que predestinou, a estes também chamou, e, aos que chamou, a estes também justificou; e, ao que justificou, a estes também glorificou.

A Glorificação do corpo se dará por ocasião do arrebatamento, nosso corpo será transformado em um corpo glorioso. Neste ato, se dará a glorificação, quando estaremos em corpo incorruptível, e assim, estaremos para sempre com o Senhor.

Conhecemos que a glória da roseira é a rosa e que a de qualquer árvore são os frutos; mas a glória do crente o que será?

I Cor. 13 : 12 Agora vemos em espelho, de maneira obscura; então veremos face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei como também sou conhecido.

Rom.8 : 18 Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar coma glória que em nós há de ser revelada.

A Glorificação é o objetivo de nosso serviço realizado

I Cor. 15 : 58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.

O trabalho do cristão deve ser realizado da melhor forma possível.

Com Amor, dedicação, voluntário, humilde, alegria, sacrificial, sabedoria etç…

ARREPENDIMENTO

Formada por duas palavras gregas (meta + nous), “arrependimento” não significa, como muitos pensam, um rosto cuja face correm lágrimas de remorso, e cujos lábios proferem promessas de mudança e um voto de jamais cair no mesmo pecado. Na Palavra de Deus descobrimos que a palavra quer dizer “mudança de mente”.

“Esta experiência tem sido descrita como sendo o ato pelo qual o pecador, ao aceitar a Cristo, dá uma meia volta no rumo em que seguia na vida até então, e avança em direção diametralmente oposta. Isto significa uma mudança total de conduta ou procedimento. É o primeiro passo para a salvação. É a volta do pecador a Deus.”

VEJAMOS OUTRAS DEFINIÇÕES:

É a mudança de pensamento para com o pecado e para com a vontade de Deus, o que conduz a uma transformação de sentimento e de propósito a seu respeito.

É a verdadeira tristeza pelo pecado, incluindo um esforço sincero para abandoná-lo.

É a conficção da culpa produzida pelo Espírito Santo ao aplicar a Lei Divina no coração.

O Senhor Jesus nos dá uma ótima ilustração do conceito de arrependimento em Mateus 21:28 – 30.

SUA NECESSIDADE

Jesus começou Seu ministério pregando arrependimento (Mc 1:14 – 15). E isso seria mais que suficiente para comprovar a necessidade de arrependimento por parte do homem. Mas a Igreja Primitiva também anunciava a mesma mensagem

(At 2:38; 17:30; 20:21; 26:20). E foi também uma ordem deixada pelo Senhor Jesus (Lc 24:47).

“Deus só pode perdoar o pecador quando ele sinceramente se arrepende. Isto é forte o bastante para que continuemos a pregar a necessidade de arrependimento e a necessidade do homem ter a mesma atitude que Deus tem em relação ao pecado (Lc 13:3 – 5; 1 Tm 2:4; 2 Pe 3:9)”.

SUA NATUREZA

Em 2 Coríntios 7:10, Paulo nos mostra que há uma relação entre tristeza e arrependimento quando diz: “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação…”. Você pode observar neste verso que tristeza e arrependimento não são de modo algum a mesma coisa. A tristeza realiza a sua obra, e quando isso acontece o resultado é o arrependimento e a conseqüência dessa mudança de opinião é a salvação. O apóstolo estabeleceu dessa forma uma progressão: tristeza, arrependimento e salvação. Neste verso descobrimos que arrependimento não é sentir somente tristeza pelos pecados, mas viver uma vida diferente.

Cremos que o verdadeiro arrependimento envolve três faculdades básicas do homem: seu intelecto, suas emoções e sua vontade.

O INTELECTO
Arrepender-se significa mudar de pensamento. Langston afirmou que “intelectualmente falando, o arrependimento é uma mudança na maneira de pensarmos em Deus, em nosso pecado e em nossas relações com o nosso próximo”. Há uma radical mudança na maneira de pensar. O filho pródigo é um clássico exemplo disso.

AS EMOÇÕES

Arrepender-se significa mudar de sentimentos. “O homem arrependido deixa de amar ou apreciar o que antes amava ou apreciava. O prazer deixa de fixar-se nas coisas terrenas para descansar nas celestiais… O arrependimento chora seus pecados, mas chora ainda mais a falsa atitude que antes tinha para com Deus… O arrependimento verdadeiro fixa os olhos do arrependido mais em Deus do que no pecado cometido” (Langston). No Salmo 51 Davi, chora por seus pecados, mas lamenta muito mais a sua infidelidade diante de Deus. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões segundo a multidão das tuas misericórdias. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que mau à tua vista, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares “.

A VONTADE

Arrepender-se significa mudar de propósitos. “Antes de arrepender-se, o homem quer fazer a própria vontade, quer dirigir-se a si mesmo, quer andar no seu próprio caminho. No arrependimento, porém, ele quer fazer a vontade de Deus,

quer ser dirigido por Ele, porque está convencido de que a vontade e a direção de Deus são melhores…” (Langston). Após o arrependimento, Davi orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Sl 51:10).

SUA PRATICIDADE

Na prática, o arrependimento que é causado pela “tristeza segundo Deus”, é gerada por obra do Espírito Santo (Jô 16:8 – 11). Ao ouvir a mensagem do Evangelho (At:37 – 41) o homem sente-se tocado pelo dedo de Deus e, se o coração for fértil, a semente produzirá bons frutos (Mt 13:23).

SEUS RESULTADOS

O texto de Atos 3:19 é claro em mostrar um dos principais resultados do arrependimento: cancelamento dos pecados, que é outro modo de dizer que são perdoados os seus pecados (Cl 2:14).

A alegria entre os anjos é um outro resultado do arrependimento (Lc 15:7).

Sem o arrependimento, o Espírito Santo não virá habitar em qualquer coração humano (At 2:38; Ef 1:13).

EXEGESE DOS TERMOS FÉ-CRER

Originalmente, pistis significava o relacionamento fiel de partes de um contrato e a fidedignidade das suas promessas. Vieram a significar, num sentido mais lato,

a credibilidade de declarações, relatórios e narrativas em geral, sejam sacros, sejam seculares. No grego do NT, obtiveram uma importância especial e conteúdo específico através da sua aplicação ao relacionamento com Deus em Cristo: a aceitação e reconhecimento, em plena confiança, daquilo que Deus fez ou prometeu através dEle.

GREGO SECULAR

Na literatura grega clássica, pistis significa a ‘confiança’ que um homem pode ter nas pessoas ou nos deuses. Da mesma forma, pisteuõ significa ‘confiar’ em alguém ou nalguma coisa.

Originalmente, o grupo de palavras significava conduta que honrava um contrato ou obrigação. Daí a experiência da fidelidade e da infidelidade pertence à idéia da fé, desde o início. No grego secular, portanto, este grupo de termos representa um largo espectro de idéias. Emprega-se para expressar relacionamentos entre um homem e outro, e também para expressar o relacionamento como divino.

ANTIGO TESTAMENTO

Em hebraico, a raiz ‘aman, no niphal, significa: “ser leal, digno de confiança, fiel”. Pode se aplicar aos homens (Nm 12:7; servos – 1 Sm 22:14; a uma testemunha – Is 8:2; a um mensageiro – Pv 25:13; aos profetas – 1 Sm 3:20). Pode, no entanto, também ser aplicado ao próprio Deus, que guarda Sua aliança e dá graça àqueles que o amam (Dt 7:9).

No AT o termo “fé” é encontrado apenas duas vezes (Dt 32:20 e Hc 2:4). Isso não significa, entretanto, que a fé não seja elemento importante no ensino do AT, pois ainda que a palavra não seja freqüente, a idéia, o é. É usualmente expressa por verbos tais como “crer”, “confiar” ou “esperar”, os quais ocorrem com abundância.

NOVO TESTAMENTO

No NT, a fé é altamente proeminente. O substantivo pistis e o verbo pisteuõ ocorrem ambos mais de 240 vezes, enquanto que o adjetivo pistos ocorre sessenta e sete vezes. No NT, o pensamento que Deus enviou Seu Filho para ser Salvador do mundo, é central. Cristo realizou a salvação do homem ao morrer expiatóriamente na cruz do Calvário.

No quarto Evangelho, as formas de pensamento são diferentes de outras partes do NT. A fé surge do testemunho, que é autenticado por Deus, e nela os sinais também desempenham um papel (Jô 1:7). Por isso, quem é da verdade escuta esta chamada da parte de Deus (Jô 18:37). A fé e o conhecimento (Jô 6:69), o conhecimento e a fé (Jô 17:8), não são dois processos mutuamente independentes; pelo contrário, são coordenadas instrutivas que falam, a partir de pontos de vistas diferentes, do recebimento do testemunho.

Há intima conexão entre a fé e a vida. Aquele que crê no Filho tem a promessa de que não perecerá mas que, pelo contrário, terá a vida eterna (Jô 6:16, 36; 11:25).

Portanto, a fé é atitude mediante a qual o homem abandona toda a confiança em seus próprios esforços para obter a salvação, quer sejam eles ações de piedade, de bondade ética, ou seja o que for.

Em João, a fé ocupa um lugar importantíssimo, pois ali o verbo pisteuõ é encontrado noventa e oito vezes. Curioso é que o substantivo pistis – ‘fé’, nunca é encontrado. Isso possivelmente se deve ao seu uso em círculos de tipo gnóstico.

O enorme uso de pisteuõ em João se deve ao próprio objetivo claramente revelado no Evangelho em João 20:31.

A fé não consiste meramente em aceitar certas coisas como verdadeiras, mas consiste em confiar numa Pessoa, e essa Pessoa é Jesus Cristo. E como a fé é fundamental ao Cristianismo, os cristãos são simplesmente chamados ‘crentes’. E crer implica em:

• Confiar (Jô 4:50)

• Seguir (Jô 8:12)

• Servir (Jô 13:12 – 15; 21:15 – 17)

• Obedecer (Jô 14:23 – 24)

A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO

É possível alguém que aceitou à Cristo como salvador cair da graça?

Os que seguem a doutrina de Calvino dizem que não e os que seguem a de Armínio diz que sim.

Estudemos então as duas doutrinas:

O CALVINISMO

A salvação é inteiramente de Deus; o homem absolutamente nada tem a ver com a sua salvação.

Romanos 8 : 35 Quem nos separará do amor de Cristo ? Será tribulação, ou angustia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

Isto porque a sua vontade se corrompeu com o pecado. Desta forma o homem não pode se arrepender sem a ajuda de Deus.

Efésios 1 : 4 – 5 Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor. Nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.

A doutrina calvinista ensina que Deus predestinou alguns para serem salvos e outros para serem perdidos. A predestinação é o eterno decreto de Deus, pelo qual ele decidiu o que será de cada um.

O ARMINIANISMO

A vontade de Deus é que todos os homens sejam Salvos, porque Cristo morreu por todos.

I Tim. 2 : 4 O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

As Escrituras ensinam uma predestinação, mas não individual. Ele predestina a todos os que querem ser salvos.

Tito 2 : 11 Portanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.

O homem pode escolher aceitar a graça de Deus, ou pode resistir-lhe e rejeitá-la. Seu direito de livre arbítrio sempre permanece.

REGENERAÇÃO

Do lado divino, a mudança de coração é chamada de regeneração, de novo nascimento; do lado humano, é chamada de conversão. Na regeneração, a alma é passiva; na conversão, é ativa. Podemos definir a concessão de uma nova natureza (2 Pe 1:4) ou coração (Jr 24:7; Ez 11:19; 36:26), e a produção de uma nova criação (2 Co 5:17; Ef 2:10; 4:24). No entanto, a regeneração não é uma mudança as substância da alma. Hodge o diz muito bem:

Como a mudança não é na substância nem no mero exercício da alma, ela ocorre naquelas disposições, princípios, gostos ou hábitos imanentes aos quais todo o exercício consciente está subordinado, e que determinam o caráter do homem e de todas as suas ações.

A NECESSIDADE DA REGENERAÇÃO
A Escritura declara repetidamente que o homem tem que ser regenerado antes de poder ver a Deus. Estas afirmações da Palavra de Deus são reforçadas pela razão e pela consciência.

A santidade é uma condição indispensável para sermos aceitos na comunhão com Deus. Mas toda a humanidade é pecadora por natureza, e quando chega a consciência moral, torna-se culpada de transgressão real. Portanto, em seu estado natural, a humanidade não pode ter comunhão com Deus. Agora, esta mudança moral no homem somente pode ser feita por um ato do Espírito de Deus.

Ele regenera o coração e comunica a este a vida e a natureza de Deus. As Escrituras mostram esta experiência como sendo um novo nascimento, pelo qual o homem se transforma em Filho de Deus (Jô 1:12; 3:3 – 5; 1 Jo 3:1). Por natureza, os homens são: (1) Filhos da ira – Ef 2:3; (2) Filhos da desobediência – Ef 2:2; (3) Filhos do Mundo – Lc 16:8; (4) Filhos do Diabo – Mt 13:38; 23:15; At 13:10; 1 Jo 3:10. Esta última expressão é usada especialmente para os que rejeitaram a Cristo, em João 8:44. Somente o novo nascimento pode produzir uma natureza santa dentro dos pecadores de modo a tornar possível a comunhão com Deus.

OS MEIOS DA REGENERAÇÃO
A Escritura apresenta a regeneração como obra de Deus. Mas há numerosos meios e agências envolvidos na experiência, que faremos bem em notar.

A VONTADE DE DEUS.

Somos nascidos “da vontade de Deus” (Jô 1:13). As palavras de Tiago esclarecem ainda mais: “Pois, segundo seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade” (Tg 1:18).

A MORTE E RESSURREIÇÃO.

Precisamos nos lembrar que o novo nascimento é condicionado à fé no Cristo crucificado (Jô 3:14 – 16); e que a ressurreição de Cristo está igualmente envolvida em nossa regeneração (1 Pe 1:3).

A PALAVRA DE DEUS.

É um dos principais agentes para a nossa regeneração, como já vimos em Tiago 1:18. O mesmo pensamento é expresso em Jô 3:5; 1 Pe 1:23. Que a água a que se refere João 3:5 não é o batismo é evidenciado pelo fato de que em Ef 5:26 a nossa purificação é relacionada à Palavra. Deve-se explicar Tito 3:5 da mesma maneira, pois é claro que a água não tem poder regenerador. Paulo havia gerado os coríntios mediante o Evangelho (1 Co 4:15), mas havia batizado apenas alguns deles (1 Co 1:14 – 16). Zaqueu (Lc 19:9), o ladrão arrependido (Lc 23:42 – 43, e Cornélio (At 10:47) foram declarados salvos antes de terem sido.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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