A Maior Biblioteca Do Mundo

O Que Ler Na Bíblia
12/09/2013
O Estudo Da Bíblia Livro Por Livro
14/09/2013

A Bíblia é o mais singular de todos os livros, par três razões. Primeira – foi escrita por um Deus terno e amoroso, que a dirigiu ao homem pecador, a fim de instruí-lo em questões que dizem respeito tanto a Deus quanto ao homem. Segundo – não se trata apenas de um livro, e, sim, de uma coletânea de 66. Terceira – é a única obra do mundo que conta ao homem a verdade acerca de seu passado, presente e futuro. Conseqüentemente, não é necessário perdermos tempo tentando provar sua veracidade. Entretanto, será interessante saber como a Bíblia surgiu, e por quê.

O vocábulo Bíblia vem do grego “biblos”, que significa livro. Quando pensamos em livro, vem-nos à mente um volume, encadernado ou em brochura, que pode ser colocado numa estante com a borda para fora, em posição vertical. Mas os livros antigos eram escritos em folhas de papiro, e o formato era um rolo.

AS TRÊS REVELAÇÕES DE DEUS

Deus revelou-se à humanidade de três maneiras específicas.

1. Através da criação

O Salmo 19:1 diz: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” O texto de Romanos 1:19, 20 afirma: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis.”

Estes e outros trechos das Escrituras indicam claramente que Deus deu, na criação, amplas evidências de que ele existe. Entretanto, esta forma de revelação é bastante limitada, pois dela não aprendemos muito acerca da natureza pessoal de Deus, e nada a respeito de sua graça, amor e misericórdia para com o homem.

2. Através de Jesus Cristo

Deus deu ao homem, porém, uma revelação mais específica de si mesmo. O texto de Hebreus 1:1-3 declara:

“Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.”

Jesus Cristo revelou Deus ao homem em tudo que fez. É por isso que, quem quiser conhecer bem a Deus, então deve estudar a vida de Cristo. Tudo que os homens realmente precisam saber a respeito de Deus pode ser encontrado na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Mas, como não vivemos no mesmo tempo que ele, nunca poderíamos conhecê-lo, a não ser pela leitura bíblica.

3. Através da Bíblia

Das três maneiras pelas quais Deus se revela ao homem, os sessenta e seis livros da Bíblia são a mais completa informação que temos acerca dele, e estão constantemente ao nosso alcance. Podemos estudá-la sempre que o desejarmos. Ele prometeu iluminar-nos através de seu Espírito, enquanto lemos e estudamos atentamente essa terceira forma de revelação.

A ESTRUTURA DA BÍBLIA

Um dos fatos mais incríveis com relação à Bíblia, é sua notável estrutura. Nenhum livro escrito por um homem poderia ter sido formulado deste modo, pois ela não foi feita por uma só pessoa, mas por mais de quarenta, e durante um período de cerca de 1600 anos. Contudo, ela revela, indiscutivelmente, a presença de uma única mente formadora. Isto só pode ser explicado pelo fato de Deus haver se revelado a esses escritores, durante a vida de cada um deles. A maioria deles não conheceu os outros, e muitos nunca chegaram a saber que os outros livros foram escritos. Entretanto, quando os sessenta e seis livros da biblioteca de Deus foram reunidos, passaram a formar um todo harmônico.

Não será difícil entendermos esta unidade de propósito, se nos lembrarmos de que aqueles homens não falavam de si mesmos, mas que era Deus quem falava através deles. Vejamos o testemunho de alguns deles.

Moisés: “Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros.” (Êx. 3.14.)

Josué: “Sucedeu depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que este falou a Josué, filho de Num, servidor de Moisés, dizendo:” (Js 1:1)

Samuel: “Disse o Senhor a Samuel: Eis que vou fazer uma cousa em Israel, a qual todo que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos.” (I Sm 3:11.)

Davi: “O Espírito do Senhor fala par meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua.” (2 Sm 23.2.)

Jeremias: “Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo… Porque assim diz o Senhor: Não entres na casa do luto, não vás a lamentá-los, nem te compadeças deles; porque deste povo retirei a minha paz, diz o Senhor, a benignidade e a misericórdia… Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que farei cessar neste lugar perante vós, e em vossos dias, a voz de regozijo e a voz de alegria, o canto do noivo e o da noiva… Portanto, eis que vêm dias, diz o Senhor, em que nunca mais se dirá: Tão certo como vive o Senhor que fez subir os filhos de Israel do Egito.” (Jr 16-1, 5, 9, 14.)

Os trinta e nove livros do Velho Testamento foram escritos em hebraico por trinta e dois homens ou mais, os quais provinham de ambientes diferentes, e diferiam entre si em grau de instrução e ocupação. Entre eles contavam-se sacerdotes, profetas, juízes, reis e pastores, e viveram num período de 1600 anos.

Uma das primeiras coisas que devemos fazer no estudo da Palavra de Deus é decorar os livros da Bíblia, em suas divisões. Isto nos será de grande valia quando precisarmos localizar determinados textos das Escrituras, ou quando conversarmos a respeito de qualquer parte, ou ouvirmos alguma pregação, pois este conhecimento nos capacitará a comparar texto com texto.

Os livros da Bíblia ma foram escritos na ordem em que estão dispostos, mas esta divisão foi estabelecida mais tarde, para atender a uma questão de conveniência. Os judeus têm apenas vinte e dais livros em suas Escrituras, pois reuniram os livros de 1 e 2 Reis, Neemias, Ester e outros, mas o conteúdo é exatamente o de nossos trinta e nave livros.

No Novo Testamento são feitas várias referências às Escrituras que são chamadas de “Moisés e os profetas”. Esta denominação, então, divide os livros do Velho Testamento em dois grupos apenas: os cinco livros de Moisés, que chamamos “livros da lei”, estariam em um grupo; os restantes formariam outro grupo, chamado “os profetas”, pois, de certa forma, todos os escritores eram profetas ou mensageiros de Deus. Contudo, a nossa divisão em cinco grupos facilita mais a associação de cada grupo ao todo. Damos a seguir alguns esclarecimentos que ajudarão o leitor a conhecer bem cada um desses grupos.

Livros da Lei

Estes livros são, par vezes, chamados de Pentateuco, ou os cinco livros de Moisés. Os judeus chamam-nos de “Tora”, que significa “Lei”. Consideram estes livros mais inspirados que os outros do Velho Testamento, mas não fazemos tal distinção. Os primeiros seis capítulos de Gênesis constituem uma das mais sublimes peças de literatura de todo o mundo, e tratam da criação do universo, a origem do homem, a queda, e as condições de vida e comportamento humano que levaram a um dilúvio de âmbito mundial. Logicamente, Deus não nos revela muito daquele período de 1600 anos que vai de Adão até Noé, pois está todo resumido em apenas seis capítulos. Isto se acha em flagrante contraste com os outros 923 capítulos do Velho Testamento que cobrem um período de apenas dois mil anos da história de Israel, isto é, de Noé a Malaquias. Neles está registrada a vida de muitos homens, entre eles Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, e muitos outros.

Neste grupo de livros, encontramos a história do homem, a formação e estabelecimento da nação de Israel como “o povo escolhido”, seus quarenta anos de peregrinações pelo deserto, a instituição da Lei e as instruções especiais de Deus ao povo. Estes livros antigos se contam entre os mais velhos escritos da humanidade, e contêm ensinamentos bastante singulares. Eles se chocam com os primitivos conceitos e padrões humanos, mas partiram de um nível tão sublime, que ainda não foram ultrapassados em matéria de literatura, como naturalmente seria de se esperar em um livro da autoria do próprio Deus.

Livros Históricos

Os doze livros que se seguem cobrem cerca de 1100 anos. Vão desde a entrada na terra prometida, sob a direção de Josué, até ao retomo e posse parcial da terra, após o exílio na Babilônia. Nesse grupo encontramos as empolgantes narrativas acerca de juízes coma Gideão e Sansão; de reis como Saul, Davi, Salomão e muitos outros. De modo real, eles mostram o cumprimento da profecia de Deus a Israel, em Deuteronômio 28: se eles o obedecessem, seriam abençoados, mas, se desobedecessem, seriam amaldiçoados. Como vemos claramente nos livros históricos, as épocas de bênção em Israel seguiram a sua obediência a Deus, e os períodos de sofrimento e infelicidade vinham logo depois dos anos de desobediência.

Uma das coisas que gostaremos de ver nesta divisão são as pessoas que Deus levantou em períodos críticos da História. Tal fato nos revela que o Senhor está realmente desejoso de usar os homens, e ensina também que ele é fiel aos indivíduos que o obedecem. No Novo Testamento, encontramos vários apelos a que leiamos este relacionamento de Deus com os homens, pois representam exemplos de como ele quer operar em nossa vida, na atualidade.

Livros Poéticos ou de Sabedoria

Já mencionamos anteriormente a importância do estudo dos livros de sabedoria da Bíblia, portanto não voltaremos a repetir o assunto. Mas estes princípios eternos nos orientam para obter sucesso e bênçãos na vida diária, a despeito das circunstâncias políticas ou religiosas que nos cercam. Alguns estudiosos da Bíblia chamam este grupo de “Livros Poéticos”, por serem escritos, em grande parte, sob forma poética, principalmente os Salmos e Provérbios. É por esta razão que, como veremos, alguns dos autores bíblicos repetem na segunda parte de um verso o que já disseram na primeira. Isto é chamado de “paralelismo hebraico”, e geralmente servem para ampliar a idéia exposta na declaração inicial. Depois que nos acostumamos com essa construção, passamos a apreciá-lo melhor. Conheço várias pessoas que lêem um salmo e um capítulo de Provérbios diariamente.

Os outros três livros deste grupo devem ser lidos com certos cuidados. O livro de Jó contem alguns conceitos errôneos que não podem ser considerados como verdades divinas, mas apenas como uma tentativa humana de explicar o sofrimento de forma filosófica, à parte da revelação de Deus. Se conservarmos sempre em mente os fatos gerais da narrativa, não haverá problemas.

O Eclesiastes já é diferente. Ele expõe as frustrações de Salomão, no fim de sua vida, depois de haver voltado as costas para Deus, e estar desobedecendo os princípios divinos que conhecia tão bem. Nunca devemos nortear nossos atos pelas conclusões humanísticas deste rei apóstata, a menos que seja para reconhecer a inutilidade dos esforços humanos, quando o homem se desliga de Deus.

O livro de Cantares contem a narrativa franca das belezas do amor conjugal. Mostra que Deus criou o sexo para o prazer e o amor conjugal.

Profetas Maiores

Os quatro homens que escreveram os livros agrupados sob a designação de “Profetas Maiores” forma os mais notáveis profetas de toda a história de Israel.

Isaías chamou ao arrependimento o reino de Judá, o que salvou o país da punição divina, adiando o castigo par 130 anos. Jeremias tentou fazer o mesmo, em seus dias, mas sua mensagem foi rejeitada. Seu livrete, Lamentações de Jeremias, contém seu triste lamento por terem sido desnecessariamente destruídas a grande cidade de Jerusalém e a nação judaica, como resultado de haverem rejeitado a Deus.

Ezequiel e Daniel foram levados cativos para a Babilônia, e profetizaram a futura restauração de Israel, antes da primeira vinda de Cristo, e também nos “últimos dias”. O livro de Daniel é considerado um dos mais notáveis do Velho Testamento, e é comparado ao livro de Apocalipse do Novo Testamento.

Profetas Menores

Os doze profetas menores foram homens que Deus levantou em momentos críticos da história de Israel, para chamar o povo de volta ao Senhor. São chamados de “menores” porque seus livros são menos extensos. Embora suas mensagens sejam bem específicas para determinadas pessoas, podemos encontrar muitas lições nestes pequeninos livros.

OS ANOS DE SILÊNCIO

Da conclusão do Velho Testamento até o nascimento de Cristo transcorreu um período de mais de quatrocentos anos, durante o qua] o povo de Deus não teve profetas que lhe revelassem a vontade do Senhor. Por esta razão, este período é conhecido como “os anos de silêncio”. Este período encerrou-se com a vinda de João Batista.

Os vinte e sete livros do Novo Testamento foram escritos em grego, por oito homens, três dos quais (Mateus, João e Pedro) foram apóstolos que haviam sido testemunhas oculares do que escreveram. Lucas, por sua vez, foi companheiro de viagem do apóstolo Paulo, e, portanto, presenciou muitos dos acontecimentos que narrou no livro de Atos, e pesquisou os eventos da vida de Cristo a fim de poder escrever o Evangelho que traz seu nome. Como resultado disso, o Evangelho de Lucas faz uma apresentação da vida de Cristo, contada por pessoas que viram os eventos que ele narrou. Os outros autores dos Evangelhos relatam o que eles próprios viram.

O primeiro livro do Novo Testamento a ser escrito foi Tiago, cerca do ano 50 A.D.; e o último foi o Apocalipse, o qual foi terminado em 96 A.D., ou, aproximadamente quarenta e seis anos depois do primeiro. Entretanto, os eventos que descrevem abrangem um período de quase cem anos, isto é, do nascimento de Cristo até a visão de João, apresentada em Apocalipse, visão que ele recebeu na ilha de Patmos.

Aqui também insistimos em que a memorização dos nomes destes vinte e sete livros seja feita segundo a ordem em que estão agrupados, para facilitar o conhecimento de toda essa biblioteca de Deus.

Os Evangelhos

O Novo Testamento inicia-se com as quatro narrativas da vida de Cristo, chamadas os Evangelhos. Tudo que quisermos saber sobre a vida de Jesus Cristo só será encontrado nestes quatro livros. Não foi encontrado nenhum outro registro da vida do Senhor Jesus. Por esta razão, é de suma importância que os leiamos várias vezes. Nenhum dos Evangelhos é completo em si mesmo. Alguns eventos da vida de Cristo aparecem em todos os quatro, mas cada um os apresenta sob uma luz ligeiramente diferente, variando de acordo com o propósito para o qual foi escrito, e para quem foi escrito. Para conhecer bem toda a vida do Senhor, precisamos familiarizar-nos com os quatro Evangelhos. Lendo três capítulos por dia, terminaremos a leitura dos quatro Evangelhos em um mês (o que seria um bom exercício de leitura para os primeiros sets meses do quarto ano de leitura).

História da Igreja

Os vinte e oito capítulos do livro de Atos contêm o único registro autêntico do fenomenal avanço do cristianismo, após a ascensão de Cristo. É chamado Atos dos Apóstolos, mas poderia muito bem ser denominado Atos do Espírito Santo”, pois a mão do Espírito de Deus está presente por todo o livro, de forma vital.

Foi escrito por Lucas, um médico grego, e revela uma meticulosidade acadêmica. Há tantos nomes geográficos citados nele, que muitos céticos se dispuseram a provar que tal relato era falso, visitando estes lugares, mas acabaram vencidos por sua meticulosa exatidão.

Epístolas Paulinas

O major grupo de livros do Novo Testamento é o das treze epístolas paulinas. Cada uma delas foi escrita para determinada pessoa ou igreja, com um objetivo definido. Paulo, o apóstolo que chamou a si mesmo de “um abortivo”, foi o missionário intrépido da Igreja primitiva, que conseguiu mais vitórias para o cristianismo que qualquer outro nome mencionado nos registros da Igreja. Sua dramática conversão é uma ilustração clássica do poder de Cristo para modificar vidas, pois transformou um fariseu que odiava os cristãos em um cristão que servia a Jesus. Quase todos os problemas do cristão são abordados em suas cartas.

Cartas Gerais

As cartas gerais são assim chamadas porque foram escritas individualmente, para atender a um problema específico, ou dirigidas a algum grupo não alcançado por Paulo. Elas abordam certas áreas de verdades gerais, que são muito importantes para o povo de Deus em todas as épocas. Não cometamos o engano de pensar que, só porque não fazemos unia descrição individual de cada livro, não sejam eles importantes, pois, na verdade, estão virtualmente cheios de verdades divinas muito necessárias aos crentes de hoje.

Livro Profético

O último livro da biblioteca de Deus  é, apropriadamente, a maior profecia da Bíblia – o Apocalipse. É a revelação do Senhor Jesus durante três estágios da História: (1) a era da Igreja; (2) a vinda da grande tribulação, que culmina com a segunda vinda de Cristo; (3) a nova ordem de coisas, que consistirá em mil anos de domínio do Reino de Cristo, e a substituição desta terra por uma melhor e eterna, que é identificada como “novos céus e nova terra”.

Este livro, por muitos considerado como o mais interessante da Bíblia, é reconhecidamente o de mais difícil interpretação. Não devemos nos surpreender, se não entendermos muita coisa após a primeira leitura; ele tem que ser estudado cuidadosamente, à luz de muitas outras passagens das Escrituras. Entretanto, há nele muitos trechos que podemos entender, e dos quais podemos receber inspiração espiritual, razão suficiente para que o leiamos com freqüência.

Assim, então, descrevemos de forma sucinta a organização dessa biblioteca divina, do modo como se nos apresenta hoje. O leitor verá que é uma biblioteca fascinante, de recursos inesgotáveis. É o único livro que pode “tornar-te sábio para a salvação”. (2 Tm. 3:15.)

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *