A Bíblia Sagrada

Devocionais – O Desafio de Amar – Introdução
15/09/2012

A Bíblia em si, recebe outros nomes como Palavra de Deus, Sagrada Escritura, Lei, Lei e os Profetas, Livro Sagrado, Sagradas Letras, Divina Revelação, etc.

A Bíblia foi escrita por Homens sob a inspiração direta de Deus, Mas como ela chegou até nós?

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas.

O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico.

O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras.

Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias.

Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam.

 

O ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRAICO

Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus.

Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.

Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por A Lei, Os Profetas e As Escrituras.

Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C.

A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia. Já Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis. E As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.

Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas.
Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora a Lei freqüentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos.

O texto era escrito em hebraico – da direita para a esquerda – e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.

Em se tratando de manuscritos de Rolos, o mais antigo e por isso mais importante de todos foi encontrado apenas recentemente de forma casual em 1947 por um beduíno numa bem dissimulada gruta nas proximidades de Jericó, junto ao Mar Morto. Examinado pelo professor Sukenik, da Universidade Hebraica de Jerusalém, revelou-se pertencer ao terceiro século antes de Cristo. Contém o Livro completo de Isaías e comentários de Habacuque, além de outras importantes informações sobre a época em que foi escondido. Estes exemplares são Conhecidos como Rolos do Mar Morto ou Pergaminhos do Mar Morto.

O NOVO TESTAMENTO EM GREGO

Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado.

A formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado.

Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.

A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados.

Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.

A Partir do quarto século depois de Cristo, os escritos cristãos deixaram de ser escritos em rolos e passaram a ser escritos em codex, palavra derivada de caudex que deu origem aos primeiros livros como conhecemos hoje, ela era composta de finíssimas tabuas de madeira cobertas de cera onde eram gravadas com um estilete e estas gravações preenchidas com tinta. Cada página era encadernada com um cordão do lado esquerdo e ficaram como livros bem mais fáceis de se manusear que os antigos rolos.

A PRIMEIRA TRADUÇÃO

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo.

Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego.Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.

Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C.

A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas seitas (como a Católica Apostólica Romana).

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do
Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros
discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

OUTRAS TRADUÇÕES

Outras traduções começaram a ser realizadas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim – a mais importante de todas as línguas pela sua ampla
utilização no Ocidente.

Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.

Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina,
onde viveu durante 20 anos.
Estudou hebraico com rabinos famosos e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar.

Sua tradução tornou-se conhecida como “Vulgata”, ou seja, escrita na língua de pessoas comuns
(“vulgus”). Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental.

Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma
grande parte da civilização romana.

Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.

Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos.

Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede.

Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de
João; entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós. Aos poucos as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.

AS PRIMEIRAS ESCRITURAS IMPRESSA:

Na Alemanha, em meados do Século 15, um ourives chamado Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim.

Cópias impressas decoradas a mão passaram a competir com os mais belos manuscritos.

Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 – alemão, italiano,
francês, tcheco, holandês e catalão; e em outras seis línguas até meados do século 16 – espanhol,
dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

Especialmente na França, esta tecnologia de impressão foi duramente combatida pelo fato de tornar mais fácil a propagação da Bíblia entre as classes mais baixas, revlando as deturpações da palavra cometidas pela Igreja Católica Romana.

Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções
ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de textos em grego e
hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental.

Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.

Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de

Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra.
Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução
em latim.

Assim, pela primeira vez estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento
na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem
relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

UMA BREVE DECLARAÇÃO

1. Deus, sendo ele próprio a Verdade e falando somente a verdade, inspirou as Sagradas Escrituras a fim de, desse modo, revelar-se à humanidade perdida, através de Jesus Cristo, como Criador e Senhor, Redentor e Juiz. As Escrituras Sagradas são o testemunho de Deus sobre si mesmo.

2. As Sagradas Escrituras, sendo a própria Palavra de Deus, escritas por homens preparados e supervisionados por seu Espírito, possuem autoridade divina infalível em todos os assuntos que abordam: devem ser cridas, como mandamento divino, em tudo o que determinam; aceitas, como penhor divino, em tudo que prometem.

3. O Espírito Santo, seu divino Autor, ao mesmo tempo no-las confirma através de seu testemunho interior e abre nossas mentes para compreender seu significado.

4. Tendo sido na sua totalidade e verbalmente dadas por Deus, as Escrituras não possuem erro ou falha em tudo o que ensinam, quer naquilo que afirmam a respeito dos atos de Deus na criação e dos acontecimentos da história mundial, quer no testemunho que dão sobre a graça salvadora de Deus na vida das pessoas.

5. A autoridade das Escrituras fica inevitavelmente prejudicada, caso essa inerrância divina absoluta seja de alguma forma limitada ou desconsiderada, ou caso dependa de um ponto de vista acerca da verdade que seja contrário ao próprio ponto de vista da Bíblia; e tais desvios provocam sérias perdas tanto para o indivíduo quanto para a igreja.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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