20 – O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO – Pneumatologia

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20 – O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO – Pneumatologia

Atos 1.5 “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.”

Uma das doutrinas principais das Escrituras é o batismo no Espírito Santo. A respeito do batismo no Espírito Santo, a Palavra de Deus ensina o seguinte:

A. O batismo no Espírito é para todos que professam sua fé em Cristo; que nasceram de novo, e, assim, receberam o Espírito Santo para neles habitar.

B. Um dos alvos principais de Cristo na sua missão terrena foi batizar seu povo no Espírito (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33). Ele ordenou aos discípulos não começarem a testemunhar até que fossem batizados no Espírito Santo e revestidos do poder do alto (Lc 24.49; At 1.4,5,8).

C. O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do Espírito é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo Espírito, assim também o batismo no Espírito complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito. No mesmo dia em que Jesus ressuscitou, Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20.22), indicando que a regeneração e a nova

vida estavam-lhes sendo concedidas (ver o estudo A REGENERAÇÃO DOS DISCÍPULOS). Depois, Ele lhes disse que também deviam ser “revestidos de poder” pelo Espírito Santo (Lc 24.49; cf. At 1.5,8). Portanto, este batismo é uma experiência subseqüente à regeneração (ver 11.17 nota; 19.6 nota).

D. Ser batizado no Espírito significa experimentar a plenitude do Espírito, (cf. 1.5; 2.4). Este batismo teria lugar somente a partir do dia de Pentecoste. Quanto aos que foram cheios do Espírito Santo antes do dia de Pentecoste (e.g. Lc 1.15,67), Lucas não emprega a expressão “batizados no Espírito Santo”. Este evento só ocorreria depois da ascensão de Cristo (1.2-5; Lc 24.49-51, Jo 16.7-14).

E. O livro de Atos descreve o falar noutras línguas como o sinal inicial do batismo no Espírito Santo (2.4; 10.45,46; 19.6).

F. O batismo no Espírito Santo outorgará ao crente ousadia e poder celestial para este realizar grandes obras em nome de Cristo e ter eficácia no seu testemunho e pregação (cf. 1.8; 2.14-41; 4.31; 6.8; Rm 15.18,19; 1Co 2.4). Esse poder não se trata de uma força impessoal, mas de uma manifestação do Espírito Santo, na qual a presença, a glória e a operação de Jesus estão presentes com seu povo (Jo 14.16-18; 16.14; 1Co 12.7).

G. Outros resultados do genuíno batismo no Espírito Santo são: (a) mensagens proféticas e louvores (2.4, 17; 10.46; 1Co 14.2,15); (b) maior sensibilidade contra o pecado que entristece o Espírito Santo, uma maior busca da retidão e uma percepção mais profunda do juízo divino contra a impiedade (ver Jo 16.8 nota; At 1.8 nota); (c) uma vida que glorifica a Jesus Cristo (Jo 16.13,14; At 4.33); (d) visões da parte do Espírito (2.17); (e) manifestação dos vários dons do Espírito Santo (1Co 12.4-10); (f) maior desejo de orar e interceder (2.41,42; 3.1; 4.23-31; 6.4; 10.9; Rm 8.26); (g) maior amor à Palavra de Deus e melhor compreensão dela (Jo 16.13; At 2.42) e (h) uma convicção cada vez maior de Deus como nosso Pai (At 1.4; Rm 8.15; Gl 4.6).

H. A Palavra de Deus cita várias condições prévias para o batismo no Espírito Santo. (a) Devemos aceitar pela fé a Jesus Cristo como Senhor e Salvador e apartar-nos do pecado e do mundo (2.38-40; 8.12-17). Isto importa em submeter a Deus a nossa vontade (“àqueles que lhe obedecem”, 5.32). Devemos abandonar tudo o que ofende a Deus, para então podermos ser “vaso para honra, santificado e idôneo para o uso do Senhor” (2Tm 2.21). (b) É preciso querer o batismo. O crente deve ter grande fome e sede pelo batismo no Espírito Santo (Jo 7.37-39; cf. Is 44.3; Mt 5.6; 6.33). (c) Muitos recebem o batismo como resposta à oração neste sentido (Lc 11.13; At 1.14; 2.1-4; 4.31; 8.15,17). (d) Devemos esperar convictos que Deus nos batizará no Espírito Santo (Mc 11.24; At 1.4,5).

I. O batismo no Espírito Santo permanece na vida do crente mediante a oração (4.31), o testemunho (4.31, 33), a adoração no Espírito (Ef 5.18,19) e uma vida santificada (ver Ef 5.18 notas). Por mais poderosa que seja a experiência inicial do batismo no Espírito Santo sobre o crente, se ela não for expressa numa vida de oração, de testemunho e de santidade, logo se tornará numa glória desvanecente.

J. O batismo no Espírito Santo ocorre uma só vez na vida do crente e move-o à consagração à obra de Deus, para, assim, testemunhar com poder e retidão. A Bíblia fala de renovações posteriores ao batismo inicial do Espírito Santo (ver 4.31 nota; cf. 2.4; 4.8, 31; 13.9; Ef 5.18). O batismo no Espírito, portanto, conduz o crente a um relacionamento com o Espírito, que deve ser renovado (4.31) e conservado (Ef 5.18).

20.1. Principal Evidência do Batismo no Espírito Santo

A Bíblia nos dá exemplos de que o falar em línguas estranhas é uma evidência física e audível da plenitude do Espírito em nós, o que é confirmado pela experiência de milhões de batizados. Poderá ocorrer casos de batismo sem o falar imediato em línguas? Pode. Deus é soberano na Sua vontade e não está limitado a fórmulas. Há casos também em que a plenitude do Espírito vem simultaneamente com outros dons, além do dom de línguas. Vejamos alguns exemplos bíblicos do falar noutras línguas como evidência desse batismo:

• No Dia de Pentecoste, estavam reunidos no cenáculo 120 pessoas. “De repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.1-4).

• Não apenas os discípulos de Jesus estavam ali. Homens e mulheres, até mesmo Maria, mãe de Jesus receberam a plenitude do Espírito naquele momento (Atos 1.14-15). “E ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo, pois os ouviam falando línguas, e engrandecendo a Deus” (Atos 10.44-46).

• A partir do momento em que os cristãos hebreus ouviram os gentios falando em línguas, tiveram a certeza de que haviam recebido o derramar do Espírito.

• Os discípulos em Éfeso. “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam. Eram ao todo uns doze homens” (Atos 19.1-7). Aqui mais de um dom foi concedido no ato do batismo.

• Os crentes samaritanos: “Então lhes impunham [Pedro e João] as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito Santo, ofereceu-lhe dinheiro” (Atos 8.15-18). Por inferência, o que Simão, o mágico, viu foi o falar em línguas. Que outro sinal teria visto? Alegria? Não, pois já haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus, e viviam alegres com o novo nascimento. Teriam desmaiado? Não, não há relato bíblico de reações emotivas, tais como queda, choro, desmaio, embora isso possa ocorrer.

Além desse sinal físico – o falar noutras línguas -, o genuíno batismo no Espírito Santo proporciona o aumento da capacidade de amar, exaltar e glorificar a Deus; fará aumentar o desprezo pelos prazeres mundanos; dar mais convicção da presença do Espírito Santo em nossas vidas; aumentará o apego às Escrituras; elevará o interesse em salvar as almas perdidas e em pregar o Evangelho; proporcionará revestimento de poder para anunciar as Boas Novas com ousadia, coragem, intrepidez e amor, na direção do Espírito: “Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24.49; Atos 1.4; 2.14).

20.2. Outras Evidências do Batismo no Espírito Santo

“E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios” (Atos 10.44 e 45).

Muitas pessoas dizem que já provaram do Batismo no Espírito Santo. Mas será que vemos diferença em nossas vidas ocasionadas pelo Batismo no Espírito Santo? O Espírito Santo é Deus!

Ser batizado no Espírito Santo significa ser totalmente imerso ou mergulhado em sua Pessoa Divina, de modo dependente e submisso à Sua vontade. Portanto, uma vida que compactua com o pecado, e que não glorifica a Cristo em sua essência, atitudes e modo de ser não evidencia o Batismo no Espírito Santo.

Por isso a Escritura adverte:

• “Provai os espíritos…” (I João 4.1).

• “Examinai tudo. Retende o bem” (I Ts 5.21).

Aquele que realmente é batizado no Espírito Santo manifestará o amor de Deus, produzirá seu fruto e receberá os seus dons segundo a Sua vontade para servir e glorificar a Cristo, em novidade de vida.

Algumas evidências do Batismo no Espírito Santo:

• O Batismo no Espírito Santo nos leva a glorificar a Deus mais do que antes (João 16.13-15).

• Aumentará nossa convicção de filhos de Deus (Romanos 8.16; João 14. 1623).

• Aumentará o nosso amor pelas Escrituras (João 16.13).

• Aprofundará o nosso amor pelos irmãos (Atos 2.44-46; Atos 4.32).

• Nossa vida será marcada pela santidade (Atos 2.38-40).

• Aumentará nosso repúdio pelo pecado (Romanos 16.19-20; 12.9-11; I Coríntios 2.12).

• Aumentará nosso desejo de testemunhar (Atos 2.18 e 40).

• Despertará em nós o desejo de buscar os dons do Espírito Santo, para abençoar outros (I Coríntios 12.7-11,31).

• Os pontos destacados acima evidenciam uma vida batizada no Espírito Santo, e comprometida com o Senhor, e na edificação e expansão do Seu Reino.

Se desejamos o Batismo no Espírito Santo, devemos buscá-lo, sem receio, pois o Senhor deseja que sejamos cheios e transbordantes da sua presença, e fazer de nós instrumentos úteis em suas mãos, conforme nos declara Pedro em Atos 2.33, 39.

Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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