Gênesis 35 – Introdutórios a Genesis – nascidodenovo.org
Gênesis 34 – Introdutórios a Genesis
08/01/2017
Gênesis 36 e 37 – Introdutórios a Genesis
10/01/2017
Mostre Todos

Gênesis 35 – Introdutórios a Genesis

INTRODUÇÃO

Em Gênesis 28:10-22, lemos a respeito da visão e do voto de Jacó em Betel. Betel literalmente significa “a casa de Deus”. Infelizmente, parece que Jacó se esqueceu ou negligenciou o seu voto. Ele permaneceu em Canaã por vários anos, e não tinha retornado para Betel ainda. O declínio espiritual parece ser uma tendência natural nos santos e na igreja. Somente a graça pode nos salvar e guardar de tropeçar.

I. DEUS VIVIFICA O SEU POVO – VERSÍCULOS 1-4.

A mão de Deus muitas vezes pesa sobre a vida de Seus filhos, a fim de despertá-los do seu estado de complacência espiritual [Hebreus 12:6 e 11]. Os fatos ocorridos no capítulo 31 mexeram com Jacó e o preocuparam. A partir dali Deus lhe deu uma nova direção. Note os efeitos do reavivamento na vida de Jacó:

A.    A lembrança do relacionamento anterior com Deus [vers. 1 e 3]. Jacó relembra a sua conversão e as circunstâncias que o levaram ao encontro com Deus. No reavivamento, os santos recordam e recebam novamente a alegria, a maravilha e a humildade da salvação de Deus [Salmo 85:6; 51:12].

B.    A renovação do interesse pelos outros [vers. 2-3]. Quando Jacó estava espiritualmente renovado, ele começou a se interessar pelas almas de sua família.

C.    O retorno a pureza espiritual [vers. 2-4]. Quando os santos se afastam de Deus, o mundanismo começa a brotar, e até mesmo a idolatria passa a ser tolerada.

Nós Cristãos devemos lutar para termos lares consagrados. Precisamos agir, vestir e falar de maneira cristã. Os lugares que freqüentamos e nos divertimos não devem desagradar a Deus. Nossos filhos devem ver, através de nós, que o padrão do mundo não é o padrão dos filhos de Deus. (Brincos no mundo antigo muitas vezes tinham uma conexão com a idolatria. Isto nem sempre era assim, como vemos em Gênesis 24:22. Quando alguma coisa é errada, deveríamos estar dispostos a nos desfazer delas, a despeito do seu valor monetário. Isto é exemplificado aqui e ensinado em Deuteronômio 7:25).

D.    A restauração pelo prazer de estar na casa de Deus [vers. 3]. Quando os filhos de Deus são vivificados, o interesse deles pela casa de Deus é renovado [Salmo 27:4]. Anteriormente, Jacó havia adorado a Deus como “Deus de Israel” [Gênesis 33:20]. Vamos lembrar que “Israel” foi o nome que Jacó ganhou, e que nos ensina alguma coisa a respeito do seu estado espiritual. Quando pensamos em Deus, somente para o nosso benefício pessoal, estamos desviados. Após ser reavivado, Jacó adorou a Deus como o “Deus de Betel” [vers. 7]. Ele começou a pensar em Deus com relação a Sua casa. A glória de Deus e o Seu povo se tornam o interesse daqueles que se aproximam do Senhor.

A verdadeira espiritualidade nunca se esquece que Deus tem uma família e uma igreja. Cristo nos ensinou a orar “Pai nosso” para que não venhamos a esquecer disso. O verdadeiro reavivamento fará com que a casa de Deus seja uma prioridade em nossa vida. A igreja é a casa de Deus hoje [I Timóteo 3:15].

II.    DEUS PROTEGE SEU POVO – VERSÍCULO 5.

Deus pode usar muitos meios para proteger o Seu povo. Aqui Ele põe medo nos corações dos inimigos de Jacó. Por que deveríamos temer quando seguimos tal Deus?

III.    UMA TRISTE PROVA – VERSÍCULOS 6-8.

Enquanto Jacó estava em Betel, a ama mais velha de Rebeca, vem a falecer. Sem dúvida ela era a mais antiga governanta de Jacó, e por isso, mui amada. Isso explica porque ela veio morar com eles. Ela foi sepultada ao pé de um carvalho que passou a se chamar “o carvalho do choro”.

A lição aqui é muito clara: Nem o reavivamento, nem a nossa espiritualidade, nos isentam das provações desta vida. Estas provas não somente despertam os santos da sonolência, como também aprofundam a espiritualidade daqueles que aspiram por Deus [Tiago 1:2-4]. Nós aprendemos a confiar nas promessas de Deus e experimentar a paz em Cristo, mesmo durante nossas provações.

IV.    AS PROMESSAS DE DEUS – VERSÍCULOS 9-15.

Enquanto Jacó estava em Betel, Deus apareceu para ele e renovou as Suas promessas. Jacó foi assegurado de que as promessas feitas a Abraão e Isaque também pertenciam a ele. Sendo assim, Jacó respondeu com uma adoração pública e um memorial a presença de Deus.

Muitos podem dizer que encontraram Deus pela primeira vez na igreja. Eles também podem testificar, que a partir dali, Deus tem lhes falado muitas vezes através da pregação da Palavra. Que nós possamos oferecer sacrifícios espirituais a Deus em nosso serviço prestado na igreja e através dela [I Pedro 2:5; Filipenses 2:17 e 4:18]. Este é o sentido espiritual do versículo 14. A coluna designou o lugar como a casa de Deus. A oferta de libação representa o culto espiritual de Jacó a Deus. No texto Grego de Filipenses 2:17, Paulo compara sua vida com a oferta de libação derramada no serviço de Deus. O óleo representa a presença do Espírito Santo na igreja.

V.    OUTRA PROVA – VERSÍCULO 16-20.

Ao lermos esta passagem, é muito difícil esquecermos as palavras de Raquel em Gênesis 30:1. Vamos ter todo cuidado ao abrirmos nossas bocas. Nos seus últimos instantes de vida, Raquel deu o nome ao menino que lhe nascera de “filho da minha tristeza”. Mas, Jacó sabiamente mudou para Benjamim, que significa “filho da minha mão direita”. É interessante notar que tanto o nascimento quanto a morte ocorreram em Belém.

Devemos observar os seguintes pontos:

•    O velho testamento faz distinção entre o corpo e a alma.

•    Alguns eventos de nossa vida podem ter implicações de longo alcance. Tanto o Rei Saul quanto o Apóstolo Paulo pertenciam à tribo de Benjamim.

•    As provações algumas vezes vêm em grupo.

VI.    MAIS UMA DECEPÇÃO – VERSÍCULOS 21-22.

Em determinado momento, Rúben, o filho mais velho, teve um romance com uma das mulheres de seu pai. Este ato de incesto causou um grande desgosto para Jacó e Deus. Infelizmente, este era um comportamento comum entre os Cananeus [Levítico 18:8 e 2728].

Não há dúvidas de que o casal pensava que poderia esconder este feito, mas, como sempre, o pecado os achou [Números 32:23]. As conseqüências foram muitas; Deus foi desonrado, Jacó ficou desgostoso, e Rúben e seus descendentes sofreram por causa disso [Gênesis 49:3-4].

VII.    OS FILHOS DE JACÓ – VERSÍCULOS 22-26.

Lembre-se que Jacó (Israel) foi o pai das doze tribos. Incluindo os filhos de José que foram adotados por Jacó [Gênesis 48:5], houve na realidade mais do que doze tribos. A razão disto é explicada em Gênesis 48:22. Isto nos ajuda a entender as variações existentes em diferentes listas encontradas na Bíblia a respeito das tribos.

VIII.    ISAQUE MORRE – VERSÍCULOS 27-29.

Na verdade, a morte de Isaque ocorreu quinze anos após estes eventos. Entretanto, nos é relatada aqui para completar a história de Jacó, o qual, será mencionado novamente na história de José.