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GRANDE AMANTE (HOMENS CASADOS) | Idolatria Sexual

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GRANDE AMANTE (HOMENS CASADOS) | Idolatria Sexual

Um novo mandamento vos dou:Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. João 13.34

 

Nossa sociedade dá uma ênfase tremenda ao sexo. Don Juan e Casanova são enaltecidos como heróis, muito embora tenham sido ambos viciados sexuais obcecados pela próxima conquista. Hollywood é infalível em seu retrato do herói como o grande amante que tem um vasto número de mulheres à sua disposição. Raramente o ator principal é um homem casado feliz e fiel à esposa. A mensagem transmitida pela indústria cinematográfica é que é bom e aceitável ser sexualmente ativo com muitos parceiros. A apresentação do mundo de um grande amante mascara a realidade do gigolô narcisista, que muda de mulher para mu­lher, procurando desesperadamente preencher um vazio em sua vida.

Talvez a razão de Hollywood promover tão facilmente o adúl­tero é porque este tem uma idéia superficial do que seja o amor. Nos filmes, o amor é uma torrente irresistível de emoção, que toma conta da pessoa quase contra a própria vontade. Quantos filmes existem onde a mulher casada inevitavelmente se apaixona por outro homem? Ela sabe que é errado, mas simplesmente não sabe como sair dessa. É claro que o marido é sempre apresentado como um monstro, de forma que todo mundo se alegra quando a esposa angustiada finalmente cede aos próprios sentimentos e comete adultério.

O conceito mundano de amor é extremamente superficial e vai além das emoções que a pessoa sente em um momento em particular. Uma vez que se espera que cada pessoa considere os próprios interesses antes dos interesses dos outros, o amor não é mais significativo do que os sentimentos reforçados de um novo relacionamento. O conceito de amor de Hollywood é, na realidade, nada mais do que a concupiscência sexual. Com base nesta noção, as emoções de uma pessoa são o fundamento para o amor. Pode-se, então, dizer seguramente que o compromisso é tão seguro quanto as paixões instáveis de uma pessoa. Conseqüentemente, não é de se admirar que o índice de divórcio esteja subindo vertiginosa­mente na América durante os últimos 40 anos, porque o nível de dedicação e o sentimento de compromisso que as pessoas têm umas para com as outras tem decaído continuamente.

 

AMOR BÍBLICO

A Bíblia apresenta o significado correto da palavra amor. Ele não é fundamentado em sentimentos misteriosos, que sub­jugam alguma pessoa infeliz. É não só uma decisão premeditada e proposital, como também um ato desinteressado de tratar outra pessoa com bondade e respeito. Disse o apóstolo João:

Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade (1 Jo 3.16-18 ARA).

O nível de compromisso de um marido para com sua esposa vem, em grande parte, porque ele se dedicou ao estilo de vida desinteressado do cristianismo. Bons sentimentos podem ir e vir, mas o compromisso de um cristão com sua esposa é para o resto da vida. Esse nível de devoção para com outra pessoa não é difícil para o homem que está vivendo com um interesse sincero pelas necessidades e sentimentos das outras pessoas, especial­mente sua esposa e família.

O fundamento do amor bíblico é fundamentado na ação da pessoa, não nos sentimentos. Quando um homem é gentil com sua esposa, por exemplo, ele a está amando; assim, quando for indelicado com ela, não a estará amando. Uma vez que o amor é uma ação que a pessoa pode escolher fazer, suas emoções devem sempre ser secundárias à sua conduta. E por isso que Jesus podia ordenar a Seus seguidores que amem seus inimigos. Ele não esperava que eles tivessem sentimentos ternos quando outros os maltratassem. Ele lhes deu instruções práticas de como tratar essas situações:

 

Mas a vós, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem, bendirei os que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses. E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também. Lucas 6.27-31

 

O homem que deseja ser um grande amante de acordo com os padrões bíblicos tem os recursos para fazer isso; não simples­mente porque é uma escolha que ele pode fazer, mas porque o Espírito Santo habita dentro dele e amará os outros por seu intermédio. Os mesmos princípios ensinados nas Escrituras sobre como um cristão deve tratar os outros devem também se aplicar ao seu cônjuge. De fato, quando Jesus disse que amássemos o nosso próximo como a nós mesmos, deve-se chegar à certeza de que o seu próximo mais próximo é sua esposa! Para fins de nosso estudo, seria útil examinar a dissertação de Paulo sobre o amor em 1 Coríntios 13.

 

O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é arrogante nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que outros lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa […] o amor continuará para sempre. 1 Coríntios 13.4-8a BV

 

Nessa passagem da Escritura, foi dada ao homem casado uma riqueza de informações sobre como ser um grande amante. Vamos examinar esses elementos diferentes do amor no contexto do casamento. Paulo começa seu ensino dizendo que o amor verda­deiro é paciente com a outra pessoa. Esse é um grande problema para muitos maridos. Muitos homens que estiveram envolvidos em pecado sexual tendem a aproximar-se do leito matrimonial com uma falta de interesse genuíno pelos sentimentos da esposa. Eles geralmente vêem a esposa somente como objeto para ser usado a fim de satisfazer suas necessidades sexuais. A necessidade dela é amplamente ignorada. E fato que as mulheres se aquecem sexualmente em um ritmo muito mais lento do que os homens. O homem envolvido em um estilo de vida imundo freqüente­mente não tem paciência para mostrar interesse pelas necessidades sexuais da esposa. Justamente quando ela está aquecendo-se sexualmente para o marido, ele já terminou e está pronto para virar-se para o lado e dormir. Esse ato ostensivo de narcisismo é muito infeliz, porque é uma oportunidade maravilhosa de o marido colocar as necessidades dela acima das próprias necessidades e demonstrar-lhe o amor que ajudará a manter o casamento.

Igualmente importante é a necessidade da bondade. O amante bíblico verdadeiro é um homem que é gentil e amável com sua esposa. Ele não pode gritar com ela durante o jantar e depois esperar que ela esteja “disposta” na mesma noite! Muitas esposas foram emocionalmente espancadas durante anos por maridos rudes e controladores. As mulheres são muito sensíveis e frágeis. Precisam ser tratadas com gentileza. Na verdade, o marido deve aprender a ser um cavalheiro. Conforme o marido aprende a tratar sua esposa com ternura, as paredes que ela construiu com o passar do tempo serão, por fim, derrubadas. Normalmente, uma mulher amaria fazer mais para agradar a seu marido, mas a rispidez dele a deixa amedrontada. Porém, se a confiança for gradualmente restabelecida, ela poderá “sair de sua concha”. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo (1 Jo 4.18a ARA), disse o apóstolo João. Se o marido restabelecer a confiança que quebrou, a vida de amor entre ele e sua esposa será restabelecida.

Outras características do amor ágape é que ele não é ciumento ou invejoso.

Devido à tremenda carga de culpa que os viciados sexuais carregam consigo, freqüentemente temem subconscientemente que a esposa esteja sendo infiel. Eles se tornam ciumentos, imaginando todos os tipos de coisas – pura paranóia. Geralmente, isso é somente uma projeção da própria culpa. Conforme começam a emergir do mundo pequeno e narcisista em que viveram por tanto tempo, essas inseguranças gradualmente se dissipam.

O amante bíblico também nunca é altivo nem arrogante. Quando eu estava profundamente em pecado, realmente pensava que minha esposa era tremendamente sortuda em estar comigo! Desenvolvi tal atitude ao longo dos anos, porque eu me sentia confiante de que sempre poderia encontrar outra mulher para me amar. Naquela ocasião, eu não conseguia ver que pessoa vil eu era por dentro. Não era minha esposa que era sortuda, mas eu era afortunado! Isso se tornou real para mim quando ela me deixou e requereu o divórcio. De repente, percebi que a probabi­lidade de encontrar outra mulher que amasse a Deus e seu marido era remota. Misericordiosamente, o Senhor restabeleceu meu relacionamento com minha esposa, e minha atitude nunca mais foi a mesma. Uma das coisas que aprendi ao longo dos anos é o quanto uma mulher respeita a humildade em um homem. Sempre imaginei a humildade como algo que levaria a mulher a perder o respeito por seu marido, mas exatamente o oposto é verdadeiro.

Isso nos leva à característica mais importante do amor. Paulo disse que o amor verdadeiro não busca os próprios interesses. Posso lembrar-me vividamente do quão narcisista eu era com minha esposa. Olhando para trás, parece que tudo em nossa vida girava em torno do que eu queria, como eu queria que as coisas fossem, o que me fazia feliz e assim por diante. Minha esposa era forçada a satisfazer com dificuldade qualquer tipo de prazer que ela pudesse ter na vida, muito parecido com um cachorro debaixo da mesa esperando por alguns pedaços de comida. Esse estilo de vida narcisista foi transportado também para o quarto. O sexo era primeiramente somente para meu prazer. Não me ocorria que minha esposa também pudesse desfrutá-lo e experimentar uma intimidade verdadeira com seu marido.

Felizmente, conforme comecei a amadurecer em minha fé e assumir a responsabilidade por meus atos, fui forçado a enfrentar o fato de que eu havia sido extremamente narcisista em todas as áreas de minha vida. Como vimos no último capítulo, se o homem interior tiver de ser limpo, deverá acontecer uma grande transformação: de recebedor precisa ser transformado em doador. Foi isso exatamente o que o Senhor começou a fazer dentro de mim. A convicção interior sobre meu narcisismo abriu meus olhos para as necessidades de minha esposa. Comecei a perceber que ela, como mulher, tinha necessidades emocionais que deveriam ser supridas nos momentos de intimidade. Aprendi também a colocar seus desejos acima dos meus. Comecei a me perguntar coisas como: “O que posso fazer para agradar a ela?” “Do que ela gostaria?”

Como me tornei menos narcisista, nossos momentos de intimidade se tornaram mais agradáveis. Eu não precisava mais me entregar a idealizações em profusão para consumar o ato. Gradualmente, o prazer de ter uma vida sexual saudável com minha esposa foi o suficiente para manter-me satisfeito. Não somente minha concupiscência por outras mulheres diminuiu, como também meu amor por minha esposa aumentou. Ela co­meçou a retribuir quando viu a mudança que estava ocorrendo em mim. Conforme nosso amor crescia, as paredes de proteção começaram a ruir e começamos a trabalhar juntos, em vez de um contra o outro, como marido e mulher devem ser.

Além disso, o homem que tem um amor verdadeiro não se irrita nem é desconfiado. Ele não guarda rancores contra aqueles que aparentemente lhe ofenderam. Gradualmente, aprende a livrar-se dele mesmo e ver a importância daqueles ao seu redor. Que vida infernal é ser continuamente consumido pelos próprios direitos. C. S. Lewis disse:

“Devemos visualizar o inferno como um estado onde todos estão perpetuamente preocupados com a própria dignidade e progresso, onde todos têm uma queixa e vivem as paixões mortais sérias da inveja, da presunção e do ressentimento”.1

 

Como já analisado, o homem em pecado sexual levou uma vida de engano. Quando ele começa a sair dessas trevas, passa a desenvolver um novo gosto pela verdade – ainda que às próprias custas. Quando assume a responsabilidade pelo que tem sido, ele abandona sua vida dupla, sua esposa sente que a vida de engano e negação está desintegrando-se, e ela transborda com grande esperança. No entanto, se o marido envolvido em imo­ralidade continuar a transferir a culpa ou minimizar seu pecado, a esposa não sentirá que pode confiar nele. Admitir sua natureza pecadora tira o homem das trevas e o traz para a luz.

Quando Paulo estava terminando seu discurso, era como se os adjetivos tivessem saindo em abundância de dentro dele. “Você sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele e sempre se manterá firme para defendê-lo; o amor dura para sempre”. Muitos viciados sexuais casados exigem esse tipo de amor da esposa, mas eles mesmos dão muito pouco disso. A esposa retribuirá ao que o marido tem-lhe dado. É sua responsabilidade amá-la primeiro. Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5.25). Conforme sentir a lealdade e o compromisso dele, normalmente retribuirá dessa maneira. Se ele mostrar que acredita nela, a confiança nele começará a crescer.

 

UMA VISÃO DIFERENTE DA PRÓPRIA ESPOSA

Muitas, muitas vezes, ao longo dos anos no Pure Life, estivemos na posição infeliz de ter de consolar um homem arrependido pela perda de sua esposa. É sempre uma situação muito triste. Finalmente, o homem volta a seu juízo e sinceramente toma os passos para um arrependimento real, mas então é tarde demais. A esposa foi magoada durante muito tempo e resolveu dar um basta. Depois que essa decisão foi tomada em seu coração, é quase impossível para ela mudar de idéia. Algo dentro dela se fechou. Fechou seu coração para o marido e escolheu continuar a vida sem ele.

Outros homens têm mais sorte. Suas esposas ainda não chegam a esse estado. Eles começaram o processo de arrependimento a tempo. Estão agora na posição invejável de ter uma esposa que pode ajudá-los no processo de restauração. Salomão entendeu o valor de ter uma esposa no meio dessa luta. Depois de advertir os homens sobre as conseqüências de se entregar ao pecado, ele procura aconselhar os maridos a se deleitarem com as próprias esposas, em lugar de ir atrás de mulheres estranhas:

 

Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e pelas ruas, os ribeiros de águas? Sejam para ti só e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seu s seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha e abraçarias o seio da estrangeira? Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele aplana todas as suas carreiras. Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e, com as cordas do seu pecado, será detido. Ele morrerá, porque sem correção andou, e pelo excesso da sua loucura, andará errado. Provérbios 5.15-23

 

Existem três palavras de ação que quero examinar brevemente neste capítulo da Bíblia. Em primeiro lugar, Salomão diz que o homem deve alegrar-se com a mulher da sua mocidade. Esse é o espírito de gratidão da qual já falamos a respeito. Em vez de ter uma atitude queixosa pelo que Deus lhe deu, deve desenvolver um coração grato por sua esposa. Ela é uma bênção maravilhosa de Deus para ele.

Em segundo lugar, Salomão instrui o homem a se saciar com os seios de sua esposa. Obviamente trata-se da intimidade. É a satisfação decorrente de ter um coração agradecido. A satisfação está disponível para o homem que está disposto a permitir que Deus o transforme.

Por último, ele exclama: E pelo seu amor sê atraído perpetua­mente. E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha? Talvez eu possa parafrasear desse modo: “Sê atraído por sua esposa. Se o Senhor pode ajudá-lo a se excitar com seu amor, por que você iria querer ir para a cama com alguma prostituta?”

Isso aponta as obras de Deus que o homem carnal não consegue compreender. O Senhor tem o poder de capacitar um homem a se satisfazer com o que ele recebeu. Isso exige paciência e obediência. Quando o homem obedece a Deus, então o Senhor pode ajudá-lo e abençoá-lo. Isso leva tempo.

Temos um retrato maravilhoso desse conceito por meio da história dos israelitas (conforme mencionado antes) no deserto com Moisés. Já mencionamos essa história antes, quando estávamos mostrando como Deus permite que uma pessoa faça o que ela insiste em querer fazer. Vamos voltar a essa história, de forma que possamos ter uma compreensão melhor da ajuda de Deus na batalha com a carne. Só precisaremos examinar uma pequena parte da narrativa para entender a mensagem.

E o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e disseram: Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos. Números 11.4-6

 

Essa história ilustra ambos o espírito de concupiscência e como Deus procura oferecer um escape. Os filhos de Israel estavam vagando no deserto, porque o Senhor tentava purificá-los do amor à idolatria egípcia antes de enviá-los à Terra Prometida. Tudo no plano de Deus dependia da permissão deles ou não para que o Senhor os transformasse de idólatras maus em uma nação santa. Os “desejos vorazes” que levaram os israelitas a se rebelarem são comparáveis à concupiscência que levou muitos cristãos à mesma situação miserável. Os homens se mantêm aprisionados na memória dos encontros sexuais do passado. Eles tentam constantemente reviver essas experiências – ter nova­mente a sensação. Eles não estão dispostos a se entregar e aceitar o plano de Deus para a vida deles. Eles querem viver na sombra do Monte Sinai, mas não estão dispostos a deixar o Egito. Então, uma murmuração e inquietação constante tomam conta do coração deles.

O maná é um retrato da esposa. Deus lhe deu uma resposta para o apetite em seu corpo. Mas o maná é um tédio para o homem que está acostumado a comer da árvore de variedades. Ele não está disposto a se permitir estar satisfeito. Deus tem uma resposta para aqueles que sinceramente querem isso. Ela é encontrada nas palavras de reclamação dos murmuradores: Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos (Nm 11.6). Se um homem aprender a amar sua esposa, a despeito de como ele possa sentir-se por dentro, Deus tirará o apetite que ele tem por outras mulheres e dará em seu lugar um desejo por sua esposa. “Se atraído por sua esposa. Se eu posso ajudá-lo a se excitar com seu amor, porque você iria querer ir para a cama com alguma prostituta?” Deus ajudará o homem a se excitar com o amor de sua esposa, se ele aprender a amá-la como o Senhor a ama. É o meu teste­munho do que Deus fe2 em minha vida. Eu estou satisfeito. Exatamente como a multidão no deserto, cada um terá de decidir se quer estar satisfeito.
Parte do problema com os viciados sexuais é que viveram na pista rápida das experiências sexuais por tanto tempo que dificil­mente conseguem ir para a pista lenta e obedecer ao limite de velocidade. Se um homem está acostumado a dirigir a 80km/h, percorrer um caminho a 55km/h parece passo de tartaruga. Isso deixa a carne louca. Contudo, se ele entrar na pista lenta e se forçar a ficar ali, o frenesi que ele sente por dentro conseqüentemente diminuirá e 55km/h parecerá rápido!

O problema com tentar viver a 80 km/h é que ninguém pode manter esse nível. A vida não foi feita para ser vivida nesse ritmo.

A figura 17-1 mostra a vida do viciado sexual típico. Ele não está disposto a viver no limite de 40-60 km/h como qualquer outra pessoa. Ele está continuamente procurando por experiências maiores, novas conquistas e pecado. Uma vez que existe um preço pelo pecado, depois que ele atingiu o ponto culminante de sua concupiscência, ele submerge nas profundidades do desespero e da desesperança. Ele acredita que o único caminho para escapar da depressão é encorajando-o com uma nova experiência sexual. É ao que Salomão se referia quando disse: E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha? (Pv 5.20a). É a atração da idealização. A figura 17-2 mostra a vida de um homem satisfeito com o amor de sua esposa. Sua vida não é caracterizada por cumes e vales extremos. Uma vez que ele não experimenta o desespero do pecado, não sente a necessidade de se excitar com a falsa velocidade do sexo ilícito. Ele está satisfeito em levar sua vida a 50 km/h. O que há de errado com isso? Se Deus pode torná-lo satisfeito com a própria esposa, isso não é melhor do que tentar viver em um ritmo para o qual ele não foi criado? Isso parece inalcançável para alguns, mas somente porque eles estão acostumados a levar a vida por seus sentimentos, em vez de pela fé.

 

Concluirei esse capítulo com uma história muito legal que meu amigo Mike Broadwell me contou certa vez. Sua sobrinha estava observando um peixe dourado nadar de um lado para outro em seu aquário. Isso deixou a menininha muito triste porque parecia uma vida sem graça, nadar de um lado para outro no mesmo velho aquário. Tudo era sempre o mesmo; nada mudava. O pobre peixe nunca teria qualquer outra coisa para esperar da vida. Isso pareceu trágico para aquela garotinha sensível. O tio Mike sabia exatamente o que dizer: “Annie, Deus criou esse peixinho dourado com uma memória minúscula. Quando ele chega ao fim do aquário, ele já se esqueceu completamente de onde ele acabou de estar e, quando se volta, é um território inteiramente novo para ele!” Deus tem o poder de fazer o mesmo milagre no coração humano! Quando o homem sai da pista rápida da atividade sexual, o Senhor instila nele um novo desejo por sua esposa.