Uma Exortação – Batismo e Plenitude do ES – nascidodenovo.org

Uma Exortação – Batismo e Plenitude do ES

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Uma  Exortação – Batismo e Plenitude do ES

Para concluir esta seção, tomo a liberdade de pronunciar uma exortação prática e pessoal – primeiro aos que não dizem ter tido manifestações excepcionais do Espírito Santo; depois aos que dizem que as tiver, e, por último, a todos nós, quaisquer que tenham sido as nossas experiências.

Primeiro, quero dirigir-me àqueles que, apesar de podermos ter tido muitas experiências profundas do tipo mais “comum”, talvez não tenham vivido qualquer experiência mais incomum com o Espírito Santo. Para nós seria fácil, por causa de medo, orgulho ou inveja, questionar ou mesmo negar a validade de experiências que outros dizem ter. Porém, seria um erro agir assim, somente porque outros dizem ter tido estas experiências e nós não as tivemos. Sem dúvida devemos “julgar todas as coisas” e, especialmente, “provar os espíritos” (1 Tess. 5:21; 1 João 4:1). Também poremos achar sábio abster-nos de julgar, em alguns casos.

Ao mesmo tempo, desde que na experiência não haja nada contrário à Escritura, e desde que os frutos da experiência pareçam ser benéficos para o crente e edificantes para a Igreja, humildemente devemos estar dispostos a reconhecer a atuação incomum do Espírito Santo em outras pessoas e, pelo menos, dizer como Gamaliel: “Dai de mão a estes homens, deixai-os ir; porque se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas se é de Deus, não podereis destrui-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus!” (Atos 5:38, 39).

Todos nós, nestes dias em que o Espírito Santo parece estar ativo, precisamos ser sensíveis ao que ele pode estar dizendo e fazendo entre nós. Temos de tomar muito cuidado para não blasfemarmos contra o Espírito Santo, atribuindo sua obra ao diabo, e também para não entristecer o Espírito, tentando enquadrá-lo em nossos próprios padrões tradicionais e seguros. Por outro lado, também não devemos apresentar um descontentamento pecaminoso com sua atuação mais normal e comum em nós. Experiências fora do comum não são necessárias para a maturidade cristã. Devemos nos alegrar no que conhecemos do Espírito Santo como mestre e testemunha, e no amor, na alegria, na paz e no poder que ele nos conferiu.

Em segundo lugar, quero dirigir uma palavra aos que receberam uma visitação incomum do Espírito. Sem dúvida, vocês estão agradecendo a Deus pela grandiosa graça que ele lhes concedeu. Entretanto, lembrem-se que o Espírito Santo é um Espírito soberano. Ele distribui os diferentes dons espirituais “Como lhe apraz” (1 Cor. 12:11) e, da mesma forma, exerce seu ministério incomum também de acordo com sua vontade. É compreensível que você queira dar testemunho do que Deus fez por você. Mas peço-lhe que não procure estereotipar a experiência espiritual de todos ou, mesmo, imaginar que o Espírito Santo necessariamente pretende dar aos outros o que deu a você. São as graças espirituais que devem ser comuns a todos os cristãos, não os dons ou as experiências espirituais. Em outras palavras, deixe que sua experiência leve você a louvar e adorar; mas faça com que sua exortação aos outros seja baseada, não em suas experiências, mas na Escritura.

Para ser mais específico, quero apelar a você que não exija dos outros um “batismo do Espírito” como uma segunda experiência subseqüente, totalmente distinta da conversão, porque isto não pode ser provado na Escritura. Em vez disto, por favor insista em que todos tenhamos o que a Escritura espera de nós, realmente: que não entristeçamos ou apaguemos o Espírito Santo (Efés. 4:30, 1 Tess. 5:19), mas que andemos no Espírito e sejamos preenchidos pelo Espírito (Gál. 5:16, Efés. 5:18). Insista nestas casas, e lhe seremos gratos.

Por último, quero fazer uma exortação a nós todos, seja qual for nossa condição espiritual. Busquemos constantemente ser cheios do Espírito, ser guiados pelo Espírito, andar no Espírito. Será que não podemos concordar nisto com alegria, de maneira que não haja divisões entre nós? Além disto podemos concordar que a principal condição para receber a plenitude é estar com fome. A Escritura diz que Deus enche a boca dos famintos com coisas boas e despede os ricos vazios. Ele diz: “Abre bem a tua boca, e ta encherei” (Sal. 81:10).

Isto não quer dizer que nesta vida haverá um momento em que estaremos tão cheios que não teremos mais fome. É claro que Deus, em Cristo, através do Espírito, satisfaz nossa fome e mata nossa sede, mas, afinal, está escrito que somente na outra vida “jamais terão fome, nunca mais terão Sede” (Apoc. 7:16). Nesta vida nossa fonte é satisfeita somente para se manifestar de novo. Jesus disse: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça” (Mat. 5:6), deixando implícito que ter fome e sede de justiça é tanto um estado permanente do cristão quanto ser “pobre de espírito”, “manso” ou “misericordioso”.

 

Portanto, nem os que tiveram experiências incomuns, nem os que não as tiveram, devem crer que já “chegaram lá”, e que Deus mão pode enchê-los anda más de Si mesmo! Todos nós precisamos ouvir e atender o convite gracioso de Jesus: “Se alguém tem Sede, venha a mim e beba”. Precisamos aprender a continuar indo a Jesus e continuar bebendo. Somente assim, na linguagem sábia e equilibrada do Livro Comum de Oração, podemos “diariamente crescer sempre mais no Espírito, até entrarmos no Reino eterno de Deus”.