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Catolicismo – Os “Honoríficos” Títulos de Maria

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Nossa Senhora

Embora a Bíblia diga que Jesus Cristo é o nosso único Senhor (1 Coríntios 8.6; Judas 4), não é novidade para ninguém que os clérigos católicos pregam que Maria, a mãe de Jesus, é Nossa Senhora. Isso é conflitante, mas talvez eles tentem se defender dizendo que “Maria é Senhora, e não Senhor.” Porém, se a Constituição Brasileira proibisse os funcionários públicos de terem outro empregador simultaneamente, alguém dentre eles poderia tornar-se empregado de uma mulher, alegando em sua autodefesa que tal mulher é sua empregadora, e não seu empregador? Será que esse subterfúgio faria mesmo alguma diferença? Essa balela seria mesmo convincente?

Cada “santo” católico tem sua função bem definida pelo clero, que lhes distribuiu tais tarefas: Santo Antônio é casamenteiro, Santa Luzia é oftalmologista, São Cristóvão é condutor dos motoristas, Santa Edwiges é a santa que socorre os endividados, etc. Mas, como se crê que Maria é Nossa Senhora, bem como medianeira de todas as graças, mais de dois mil títulos lhe são conferidos. Maria seria:

 

1)  Nossa Senhora do Ó. Neste caso, “ó” é uma evocativa: “ Nas rezas, os versos iniciam-se sempre com vocativos como ‘Ó Sabedoria’ ou ‘Ó Sol Nascente’ ”. Daí, provavelmente, vem o nome ‘do Ó’ ” [Revista das Religiões, edição especial, Editora Abril, página 66, maio de 2005]);

 

2) Nossa Senhora do Carmo (“Carmo” é o mesmo que Carmelo para os íntimos dessa “santa”. A devoção a esse ídolo começou no século 12, quando “um grupo de religiosos construiu no Monte Carmelo, na Palestina, uma capela em homenagem a Nossa Senhora” [Ibidem, página 45]);

 

3) Nossa Senhora Desatadora de Nós (“Nós”, neste caso, não é pronome pessoal, e significa plural de nó, que, por sua vez, simboliza o pecado. Segundo a revista citada no parágrafo anterior, esses “nós simbolizariam o pecado original e os pecados cotidianos… Desatá-los seria a função de Maria”  [ibidem, páginas 48-49].), etc.

 

Para ajudar leigos e clérigos a se libertarem do sofisma acima refutado, sugerimos que respondam a si mesmos às perguntas abaixo formuladas, as quais trazem as respectivas respostas no seu próprio bojo:

 

Primeira pergunta: Será que o Senhorio exclusivo de Cristo não é alterado, quando o estendemos a uma mulher ou a qualquer outra criatura, por maior que seja a envergadura da mesma?

 

Segunda pergunta: Se o fato de Maria ter sido uma grande mulher fizesse dela Nossa Senhora, não seria razoável concluirmos que Moisés, Enoque, Elias, Elizeu, Paulo, Pedro, João, e outros grandes vultos do povo de Deus, são Nossos Senhores?

 

Terceira pergunta: Se nenhum grande homem pode ser Nosso Senhor, por que uma grande mulher poderia ser Nossa Senhora?

 

Quarta pergunta: Será que chamar Maria de Nossa Senhora não equivale a endeusá-la?

 

Quinta pergunta: Estaremos mesmo faltando com o devido respeito para com Maria, se ao invés de “Nossa Senhora”, a chamarmos de nossa conserva?

 

Sexta pergunta: Se Maria é Nossa Senhora, então podemos e devemos servi-la; mas como conciliarmos isto com Mt 6:24 que diz que não podemos servir a dois senhores? Veja também 1 Sm 7:3-4.

 

Sétima pergunta: Se temos mesmo essa Senhora, por que a Bíblia não o diz? Será que Deus se esqueceu de mandar registrar isso?

 

***

Talvez o leitor pense que estamos querendo dizer que é pecado chamar Maria de senhora. Mas é ledo engano. Se Maria ainda estivesse entre nós, certamente confabularíamos mais ou menos assim:

__Bom dia, irmã Maria! Como vai a senhora?

__Eu vou bem, graças ao Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. E o senhor?

__Graças a Deus, não tenho de que reclamar. Todavia, não esqueça de mim em suas orações.

__Faça o mesmo por mim, meu irmão, pois também estou muito necessitada das orações dos santos.

__Dona Maria, tenho que me despedir da senhora agora, porque senão, faltarei a meus compromissos agendados para hoje. Dê um abraço no irmão Zezinho e nos filhos com os quais o Senhor os brindou.

__Obrigada! Beijos para sua esposa e filhos.

__Obrigado! Até a próxima.

 

Veja o leitor que no fictício diálogo acima, chamamos a Maria de senhora, e ela por sua vez, nos chamou de senhor. Mas nós o fizemos usando iniciais minúsculas, pois com estes pronomes de tratamento, tão-somente exteriorizamos o respeito recíproco que haveria entre nós, caso fôssemos contemporâneos. Porém, está claro que não é neste sentido que os católicos chamam a Maria de Senhora. Atente para o fato de que embora sejam muitas as mulheres de peso na Bíblia (Sara, Hulda, Débora, Abigail, Ana [mãe de Samuel], Ana [contemporânea do infante Jesus] e outras), só Maria é Nossa Senhora, segundo eles. Ademais, usam iniciais maiúsculas. Isto, dentro do contexto religioso, só seria cabível se ela não fosse uma criatura à parte de Deus, mas sim, integrante da Divindade. Porém, como sabemos, a Divindade é, à luz da Bíblia, Trindade, e não quarteto. Assim fica claro que “Nossa Senhora” não é mero pronome de tratamento extensivo a Maria, mas título honorífico, do qual só ela é digna, segundo o Catolicismo.

Para sabermos se Maria é ou não Nossa Senhora, não podemos nos limitar à consulta do bom senso, pois como sabemos, as razões humanas são falíveis. Porém, por isso mesmo Deus nos deu uma “bússola” infalível – a Bíblia. À moda bereanos (Atos 17.11), examinemos a Bíblia e vejamos se ela fala dessa “Senhora”. Pelo contrário, a Bíblia diz que Maria é nossa conserva (Lucas 1.38).

 Mãe de Deus.

 

Não é necessário provar com transcrições que a Igreja Católica prega que Maria é Mãe de Deus. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o raciocínio é o seguinte: se Jesus é Deus e Maria é Mãe de Jesus, logo Maria é Mãe de Deus. Este silogismo é tão ilógico quanto se alguém chegasse às seguintes conclusões: Se Jesus dormia (Mt 8.24,25) e Ele é Deus, então Deus dorme; se Jesus disse que Ele de si mesmo não podia fazer coisa alguma (Jo 5.30), e Ele é Deus, então Deus não pode fazer nada; se Jesus ignorava o dia da Sua vinda (Mt 26.36 [os melhores manuscritos não contêm a expressão “nem o Filho”, o que prova que ou houve interpolação, ou subtração {ou seja, adulteração}; mas, de um jeito ou de outro, o Senhor disse que tal conhecimento era da exclusividade do Pai. Logo, o homem Jesus o desconhecia) e Ele é Deus, então Deus não é onisciente; se Jesus não estava em Betânia quando Lázaro morreu (Jo 11.15) e Ele é Deus, então Deus não é onipresente; se Jesus morreu (1Co 15.3) e Ele é Deus, então Deus não é imortal. Obviamente toda essa argumentação estaria errada, pois, como sabemos, a Bíblia afirma que Deus não dorme, tudo pode, tudo sabe, é onipresente, imortal, etc.

Tanto os católicos, quanto os evangélicos crêem que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ambos crêem que todos os textos bíblicos que afirmam que Jesus era portador das mesmas limitações nossas, na verdade se referem ao Seu lado humano, e não à Sua Divindade. Assim fica claro que católicos e evangélicos não ignoram que Jesus é portador de duas naturezas: humana e divina. Deste modo Maria pode ser mãe de Jesus sem ser Mãe de Deus. Ela é mãe do lado humano do Senhor, e não da Sua Divindade.

A Bíblia chama Maria de mãe de Jesus várias vezes, mas nunca a chama de Mãe de Deus. Logo, o parecer dos clérigos católicos é discutível por três razões:

1a)  É uma opinião deles. É um ponto de vista.

2a) Eles não são donos da verdade, pois são humanos como nós.

3a) Não se apóiam na Bíblia, mas sim, na “Tradição”, cuja definição sabemos: O conjunto das tradicionais invencionices. Na nossa opinião, chamar Maria de Mãe de Deus é, sem dúvida, um erro. Jesus como Deus existe desde a eternidade (Mq 5.2; Is 9.6; Jo 17.5,24; 1.1-3,10; Cl 1.14-17) e, portanto, não tem mãe. O lado Divino de Jesus é: “Sem pai” (humano), “sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida…” (Hb 7.3). Este texto bíblico, aqui transcrito parcialmente, fala de Melquisedeque, de quem Jesus é o antítipo. Ora, se esse homem, para ser um tipo (ou símbolo) de Cristo, teve que ser sem mãe no que diz respeito ao registro deste fato, certamente Jesus o é ao pé da letra. Sabemos que Maria é mãe de Jesus, pois a Bíblia o diz sem rodeios. Contudo, acabamos de ver que a Bíblia diz que Ele não tem mãe. Como entender isso? É fácil, desde que não tentemos esconder dos leigos que Jesus tem duas naturezas: Divina e humana. As duas naturezas de Jesus são distintas e diferentes, embora inseparáveis, constituindo uma só Pessoa, Verdadeiro Deus e autêntico homem.

Quando chegamos a este patamar do mistério da humanização do Verbo Divino, entendemos que Jesus é muito mais Pai de Maria do que seu filho. Como já vimos ao lermos Jo 1.1-3,10, Jesus é o Criador do Universo e de tudo quanto nele há. Portanto, Ele é o Criador de Maria (Cl 1.14-17), e por conseguinte, seu Pai. Ela dependeu dele para existir, mas Ele não dependeu de ninguém para existir; Ele não é criatura, pois existe desde a eternidade no seio da Divindade Triúna, constituindo-a com o Pai e com o Espírito Santo, seus co-iguais e co-eternos.

Dissemos que Jesus, para existir como Deus, não dependeu de ninguém, já que Ele existe desde sempre. E para vir ao mundo em forma humana? Dependeu Ele de Maria para se humanizar? Não podemos imaginar o Grande Deus que Jesus é, imprescindindo duma descendente de Adão, pois como tal, Ele pode fazer tantas quantas Marias desejar. Conseqüentemente, julgamos mais teológico afirmarmos que Ele se serviu duma das obras das Suas mãos, dando-lhe a honra e a graça de servi-lo (Lc 1.46-50).

Uma das provas de que não estamos equivocados em nossa conclusão, é o fato de o anjo Gabriel dizer que Maria é agraciada (Lc 1.28). Ora, “agraciado” é todo aquele que alcançou uma graça. Etimologicamente, “graça” significa “favor não merecido”. Pelo menos assim a define a obra intitulada The Word’s New Testament Pictures, editada pela Sociedade Bíblica do Brasil, de autoria do erudito A. T. Robertson, 1999. Então, ao chamá-la o anjo de agraciada, estava, por conseguinte, tornando claro que ela não estava recebendo aquela bênção por mérito, mas sim, por graça. Não era honra ao mérito.

Geralmente as Bíblias católicas traduzem Lc 1.28 como se o anjo tivesse dito que Maria é cheia de graça, mas a tradução correta é agraciada, como geralmente consta das versões protestantes.

Por ser Maria a mãe de Jesus, os católicos deduzem que um pedido dela é tiro e queda. Aprenderam isso com “São” Germano, o qual (como vimos em 6.1.9. c) afirmou que Maria tem, “para com Deus autoridade de Mãe”. Mas essa crença é baseada em postulados humanos; nunca jamais na Bíblia. Esta diz inequivocamente que o Reino dos Céus não é uma réplica da sociedade humana. Jesus deixou claro que Ele não dispensa a Maria um amor superior ao que é dispensado aos demais humanos que lhe servem. Certamente foi isso que Ele quis dizer quando afirmou que “qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe ”. Veja este texto: “Enquanto ele ainda falava às multidões, estavam do lado de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe. Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo. Ele, porém, respondeu ao que lhe falava: Quem é minha mãe? e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12. 46-50). Ora, se um pedido da mãe de Jesus é tiro e queda, e todos os que fazem a Sua (de Jesus) vontade são Sua mãe, como Ele mesmo o disse, oremos a Ele confiantemente, já que também somos mamãe dEle.

Quem lê a Bíblia sabe que o Reino de Deus não é Matriarcado. Quando Maria disse a Jesus “não têm vinho”, Ele lhe perguntou: “ Mulher, que tenho eu contigo?”.(Jo 2.3-4). Esta resposta não nos soará como mal-criação, quando considerarmos que Jesus é Deus, e que Maria é humana.

 

 Imaculada

Deus escolheu Maria para ser mãe do lado humano de Seu Filho Jesus. Isto, na opinião de muitos, é prova cabal de que Maria era e é a mulher mais pura que já pisou neste planeta. Dizem que não havia em todo o mundo uma criatura com tamanha santidade e que por este motivo foi a eleita. Mas estas afirmações são frutos da imaginação e, portanto, desprovidas de respaldo bíblico. Onde está escrito que Maria era a mulher mais pura do mundo? A isso respondem: “Se não o fosse, não teria sido a única eleita”. E aí retrucamos: “Nossa pergunta não foi respondida. Queremos saber onde está escrito. Mas, como vocês apelam para a lógica, respondam-nos: Se existissem dez donzelas tão fiéis quanto Maria, Deus faria Jesus nascer de todas elas?

Os sacrifícios cruentos prescritos pela Lei de Moisés tipificam a morte expiatória de Jesus (Hebreus 10.4; 9.22). Maria não se julgou dispensada dos mesmos (Lucas 2.24; Levítico 12.68) e isto equivale a auto declarar-se dependente do sangue de Jesus.

A Bíblia não diz que Maria era a mulher mais pura que já existiu, mas os que fizeram dela uma deusa, alegam que ela não tinha o pecado original, ou seja, a natureza pecaminosa. Acontece, porém, que a natureza pecaminosa é hereditária, e Jesus é a única exceção da regra (Romanos 3.23). Jesus foi isento do pecado original porque foi gerado pelo Espírito Santo (Mateus 1.20-25; Lucas 1.26-38), mas Maria foi concebida pelo concurso natural de seus pais. E provem-nos biblicamente o contrário, se puderem fazê-lo.

Uma católica nos falou que “a Bíblia não fala dos pecados de Maria, embora registre os pecados de todas as pessoas nela abordadas”. Isto, a seu ver, “é indício de que ela foi isenta do pecado original.” Porém, a Bíblia não descreve os pecados de José, Misael, Azarias, Ana, etc. Será que Misael também foi isento do pecado original?

O fato de afirmarmos que Maria nasceu, como todos nós, contaminada com o “vírus” do pecado, pode levar uma pessoa mal informada a pensar que estamos blasfemando. Mas, grandes vultos da Igreja Católica também pensavam assim. Segundo o CPR_Centro de Pesquisas Religiosas_, até mesmo renomados santos da devoção dos católicos, como Santo Tomás de Aquino e Santo Anselmo, acreditavam que Maria era portadora do pecado original, ou seja, pecadora por natureza. Veja este exemplo: “Mesmo sendo imaculada a conceição de Cristo, não obstante, a mesma virgem, da qual ele nasceu, foi concebida na iniqüidade e nasceu com o pecado original, porque ela pecou em Adão, assim como por ele todos pecaram”  (O Dogma da Imaculada Conceição de Maria [panfleto]), CPR_Centro de Pesquisas Religiosas_Teresópolis_RJ. Tel/fax: (21) 2643.2325; 2742-0737). De fato, um livro católico em meu poder, de autoria do Padre D. Francisco Prada, confessa que Santo Tomás de Aquino negava a suposta Imaculada Conceição de Maria. Veja: […] “o pecado […] submergiu toda a humanidade. Só a Virgem Santíssima […] conservou-se à tona dessas águas imundas do pecado original. Foi o que decretou Papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1854.

       “Findava assim a longa discussão dos teólogos que, como a inteligência privilegiada de Santo Tomás de Aquino, não eximiam a Virgem Santíssima de estar mergulhada nessa problemática”. (PRADA, Francisco. Novenário, 3 ed. São Paulo: AM edições, 1996, p. 67).

E em que se respaldava o Padre Dom Francisco Prada, para concluir em sua mente que, finalmente, a discussão teológica em torno da suposta Imaculada Conceição de Maria, findou? Resposta: Ele se apoiava em duas bases nada sólidas: Primeira: A própria Maria teria aparecido a uma vidente chamada Bernardete Soubirous, e lhe dito que ela –Maria- é a Imaculada Conceição. E, como se não bastasse, o infalível Papa Pio IX disse que assim, é. Senão, vejamos: “A palavra infalível de Pio IX viu-se corroborada pelo testemunho da própria Mãe celeste que, […] assim falou à sua fiel confidente Bernardete: ‘Eu sou a Imaculada Conceição’ ”  (Ibidem).

 

A heresia chamada Imaculada Conceição de Maria, forçou o clero católico a criar o dogma da Assunção da Virgem Maria. O raciocínio é o seguinte: Sendo Maria isenta do pecado, ela não tinha porque morrer e apodrecer num sepulcro, já que a morte é conseqüência do pecado. À base dessa falsa premissa, a Igreja Católica proclama que Maria morreu para nos salvar, já ressuscitou e subiu ao Céu. Para que se saiba que não estamos caluniando, veja estas transcrições:

 

a) “Maria não estava sujeita à lei do sofrimento e da morte …Embora ela soubesse essas coisas, as experimentou e as suportou por nossa salvação” (Enciclopédia Católica [em inglês], página 285, citado em Será Mesmo Cristão o Catolicismo? página 77, Editora Betel).

 

b) “...preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste…” (Catecismo da Igreja Católica, página 273, # 966, Editora Vozes, 1.993).

 

c) “Ao terceiro dia após a morte de Maria, quando os apóstolos se reuniram ao redor de sua tumba, eles a encontraram vazia. O corpo sagrado tinha sido levado para o paraíso celestial…” (Babilônia: a Religião dos Mistérios, de Ralph Woodrow, Associação Evangelística, páginas 26-27. Grifo nosso).

 

d) “…Jesus preservou o corpo de Maria da corrupção depois da morte. Pois ser-lhe-ia desonroso corromperem-se as carnes virginais de que ele se havia revestido. Para o Senhor seria um opróbrio, portanto, nascer de uma mãe, cujo corpo fosse entregue à podridão” (Glórias de Maria, já citado, página 242).

Os famosos apologistas norte-americanos John Ankerberg e John Weldon, também fizeram constar na página 69 de seu livro Os Fatos Sobre o Catolicismo Romano, editado em 1997 pela Obra Missionária Chamada da Meia-Noite, que deveras a Catholic Encyclopedia ensina à pagina 285 que Maria sofreu para a nossa salvação. Veja esta cópia: “Quanto aos seus sofrimentos temporais aqui na Terra, a Enciclopédia Católica ensina que ela ‘os suportou para a nossa salvação’ ”.

Bem, já provei que a Igreja Católica prega oficialmente que Maria está no Céu em corpo e alma. Logo, das duas uma: Ou ela morreu e ressuscitou, ou foi trasladada viva para o Céu, como o foram Enoque e Elias (2 Rs 2; Hb 11. 5). E qual é a posição da Igreja Católica acerca desta questão? Eu disse que a literatura católica prega que ela morreu, e que essa morte se deu por nossa salvação. Mas, segundo o que colhi de minhas pesquisas, se eu dissesse que a Tradição católica prega que ela não morreu, antes foi arrebatada viva ao Céu, sem experimentar a morte, estaria certo também, pois tanto uma coisa, quanto a outra, circulam nos bastidores da Igreja Católica. Por exemplo, segundo os famosos apologistas norte-americanos supracitados (a saber, os pastores John Ankerberg e John Weldon), à base da tal de Tradição católica “Ensina-se que, pelo fato dela não ter pecado, Maria nunca experimentou a morte física. Ao invés disso, ela ascendeu fisicamente à presença de Cristo” (Os Fatos Sobre o Catolicismo Romano, op. cit., páginas 67-68). Mas a coisa não pára por aí. O ex-padre Hipólito Campos nos informa no seu livro Roma Sempre a Mesma (li este livro há trinta anos, mas não posso citar a página, número de edição, e outros dados, visto não tê-lo à mão), que a tal de Tradição ensina também que ela morreu, mas foi ressuscitada. Aliás, já vimos acima que o Pastor Ralph Woodrow confirma, de fato, esta Tradição, pois nos diz que “São” Bernardo ensinou que Maria morreu e ressuscitou ao terceiro dia. Então a confusão é grande: 1) Ela sofreu para nos salvar, mas não chegou a morrer, antes foi trasladada viva, sem passar pela morte; 2) Ela experimentou sofrimentos diversos e, inclusive, a morte, por nossa salvação, mas foi ressuscitada e assunta ao Céu em corpo e alma, como o fora Jesus Cristo. E como a Igreja Católica administra esse emaranhado? A Revista das Religiões de maio de 2005, editada pela Editora Abril, nos informa à página 30, após registrar que os dogmas Imaculada Conceição e Assunção, datam de 1854 e 1950 respectivamente, que “nada se fala sobre sua morte . Diz-se somente que seu corpo foi glorificado, não tendo sido submetido à corrupção do sepulcro. Pio XII não nega o fato da morte, mas preferiu não afirmar solenemente o falecimento da Mãe de Deus, como verdade que devia ser admitida por todos os fiéis” (Grifo meu). Isto significa que para o Papa Pio XII, o importante é crer que ela está em corpo e alma lá no Céu. Se ela foi ressuscitada, ou se foi arrebatada viva ao Céu sem experimentar a morte, é irrelevante. Logo, segundo os autores acima citados, a Tradição diz que ela morreu, bem como diz também que ela não morreu. A Enciclopédia Católica não só diz que ela morreu, mas acrescenta que seus sofrimentos e morte foram para a nossa salvação. E o Papa Pio XII observa que se ela morreu ou não, isso é irrelevante. O importante é crer que Maria está em corpo e alma lá no Céu intercedendo por nós. “Ele não nega o fato da morte”, isto é, a morte de Maria é um fato, e o Papa Pio XII não nega isso, mas não transformou isso em dogma, como vimos acima. A locução “nada se fala sobre sua morte” , acima transcrita da Revista das Religiões deve ser entendida assim: Não há dogma acerca disso, isto é, o Papa Pio XII preferiu deixar os católicos bem à vontade quanto a isso. Eles podem crer que ela foi arrebatada viva, ou crerem que ela ressuscitou. Você sabe que significa não negar algo sem transformá-lo em dogma? Vou explicar: A Revista de Religiões op. cit., nos diz à página 29, após informar que “mais de 6 milhões de fiéis de 148 países solicitam que o Papa João Paulo II promova Maria ao mais alto cargo: o de Co-redentora”, acrescenta: “Outro título que está sendo analisado pelas altas autoridade da Igreja é o de Medianeira, segundo o qual Maria serve de mediadora entre Jesus e a humanidade”. Um leitor menos culto em assuntos teológicos normalmente pensa, após ler um texto desses, que até então a Igreja Católica ainda não prega que Maria seja medianeira entre Deus e os homens, já que o título de medianeira ainda “está sendo analisado pelas altas autoridade da Igreja”. Mas é ledo engano. A Igreja Católica já prega abertamente que Maria é medianeira. Essa heresia já consta até do Catecismo da Igreja Católica. Veja a prova: “… Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira (Catecismo da Igreja Católica, página 274, Grifo meu). O leitor talvez pergunte: “Mas que falta ainda, já que essa doutrina consta até do Catecismo da Igreja Católica, elaborado pelas altas autoridades da Igreja Católica à base das decisões tomadas no Concílio Vaticano II, e aprovado pelo Papa João Paulo II em 1992?”. Tenho para esta pergunta três importantes considerações:

 

1ª) Uma doutrina católica pode constar até do Catecismo, sem ter sido definida solenemente. Por exemplo, na Bíblia de estudo publicada pela Edições Paulinas (na tradução do Padre Matos Soares), 9ª edição de agosto de 1981, num texto revisado por Dom Mateus Rocha, como nota explicativa referente a Mateus 1.25 diz: “Mateus afirma a virgindade de Maria antes do parto. Que ela tenha permanecido virgem no parto e depois dele, nós o sabemos pelos santos Padres e pela Igreja, e é verdade de fé católica, isto é, universalmente admitida, embora ainda não tenha sido definida solenemente (Grifo meu). Logo, todo dogma é doutrina, mas a recíproca não é verdadeira.

 

2ª) O porquê disso, é que, segundo se crê, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa;

 

3ª) Se ainda não fui claro, saiba que o filho não é meu.

 

Entendeu? Não?! Não se preocupe! Isso não é o mais importante! O que conta é você acreditar que Maria está no Céu em corpo e alma intercedendo por nós. Isso é dogma. E, se é dogma, todos os católicos têm que crer nesta verdade de fé católica, visto que quem não crê nisso não é católico, pois equivale a suspeitar da infalibilidade de Sua Santidade, o que significa negar a fé católica. Sim, equivale a rejeitar dogmas católicos, como: Imaculada Conceição de Maria, Assunção da Virgem Maria, Infalibilidade Papal, etc. Estes dogmas não podem estar errados, pois são infalíveis aqueles que os sancionaram. Talvez sua incredulidade esteja induzindo-o a formular a seguinte pergunta: “E como podemos saber se o Papa é infalível mesmo?” É fácil. Basta você atentar para o fato de que quem está se dizendo infalível, é o próprio. Logo, nenhuma chance de equívoco. E, sendo ele infalível, não só sua infalibilidade nos está assegurada pelo próprio infalível, como também tudo que daí nascer, não é mesmo? Logo, para se crer na infalibilidade papal, basta não pensar. E, uma vez aceito esse dogma, em que mais não creremos? Claro, creremos em tudo, menos no Evangelho.

 

 Nossa Mãe

Em João 19.26,27 podemos ler: “Ora, Jesus, vendo ali a sua mãe, e ao lado dela, o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe: Mulher eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa”. Nesta passagem bíblica, vários católicos se “apoiaram” para nos dizer que Maria é nossa mãe. Crêem que o apóstolo João estava representando os cristãos de todo o mundo, em todos os tempos. “Se Maria era a mãe do apóstolo João, então ela é nossa mãe também”, argumentam os católicos. Mas eles precisam considerar a última parte do versículo 27 que diz: “E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa”. Sem dúvida estes versículos tão-somente dizem que Jesus, antes da sua morte, providenciou um amparo para a sua mãe.

Sim, dizendo-nos a Bíblia que João levou a Maria para a sua casa, tão logo o Senhor tenha lhe falado que ela era a sua mãe, nos faz entender que, na opinião deste apóstolo, ter Maria por mãe, implicava não em ter uma potente protetora, mas sim, em tê-la sob os seus cuidados. Lembremo-nos que foi João quem levou Maria para a sua casa, e não o contrário, e que isto, à luz das leis da Hermenêutica, que determinam entre outras coisas, que o texto seja avaliado à luz do contexto, constitui prova de que a maternidade tratada nos versículos acima transcritos, não pode ser espiritualizada. A lição que Jesus nos dá nestes versículos é que os filhos devem honrar seus pais, como Ele fez, confiando sua mãe aos cuidados de alguém de sua confiança, quando estava prestes a expirar.

Além disso, poderíamos dizer que Maria é nossa mãe, sem por isso nos tornarmos mariólatras, desde que o fizéssemos sem a pretensão de dar-lhe Hiperdulia. Uma prova disso é o fato de Abraão e Sara serem chamados de nossos pais na fé (Gl 3.7; 1 Pe 3.6). Se Abraão pode ser nosso pai, e Sara, a mãe das cristãs, por que Maria não poderia ser nossa mãe? Portanto, ainda que Jesus tivesse espiritualizado a maternidade atribuída a Maria, ninguém poderia se servir disso para fazer dela uma deusa. De outro modo, Abraão e Sara seriam nossos deuses.

Bendita Entre as Mulheres

Em Lucas 1.42 podemos ler: “… Bendita és tu entre as mulheres…” Os católicos citam este versículo com freqüência, por crerem que o mesmo apóia a devoção que eles têm para com Maria. Que pena! Quem está dizendo que Maria e o fruto de seu ventre (Jesus) não são benditos? Maria é bendita, mas isso não faz dela uma deusa, como querem os católicos. Jael também era bendita entre as mulheres (Jz 5.24, Matos Suares). Todos os servos de Deus são benditos (Mateus 25.34; Deuteronômio 28.3-6).

 

Bem-Aventurada

Disse Maria: “Desde agora, pois, todas as gerações me chamarão bem-aventurada,” (Lucas 1.48). Muitos católicos se servem disso para engrossarem sua argumentação em defesa da Mariolatria. Mas isso só pode impressionar a uma pessoa extremamente ingênua. O que há de especial nisso? Nada, se levarmos em consideração o fato de que a Bíblia chama a todos os servos de Deus de bem-aventurados (Salmo 1.1; 128.1; Mateus 5.3-11; Apocalipse 22.14, etc.).

Em Lucas 11.27,28 podemos ler o que se segue: “Ora, enquanto ele dizia estas coisas, certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste. Mas ele respondeu: Antes bem-aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a observam”. Nestes versículos encontramos uma mulher chamando a Maria de bem-aventurada e o Senhor Jesus aproveitando o ensejo para mostrar em que consiste de fato a bem-aventurança. À luz destas palavras de Jesus podemos ver que se a bem-aventurança de Maria se resumisse no fato de ela tê-lo tido no ventre, nós outros, servos de Deus, seríamos mais bem-aventurados do que ela. Sim, mais importante do que ter Jesus no ventre é tê-lo no coração. Nós não somos mais bem-aventurados do que Maria, visto que ela também o teve no coração. Mas ela não é mais bem-aventurada do que nós, porque tê-lo no coração é tão importante, que tê-lo no ventre acrescenta algo menos significante do que um pingo d’água no oceano.

Rainha do Universo

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, página 273, # 966, Maria é a Rainha do Universo. É por isso que as estampas da coroação de Maria apresentam-na assentada num trono, ladeada pelo Pai e pelo Filho assentados em seus respectivos tronos, os quais, segurando nos extremos duma coroa, a põem na cabeça de Maria, sobre a qual paira o Espírito Santo em forma de pomba. Essa heresia pode ser refutada por várias passagens bíblicas, entre as quais o fato de que o apóstolo João foi arrebatado ao Céu, em espírito, na ilha chamada Patmos e, por incrível que pareça, não viu a Rainha assentada no trono central. Segundo o apóstolo João, quem estava no centro era o Senhor Jesus Cristo (Apocalipse 5.6; 7.17). Qualquer leitor da Bíblia percebe de imediato que os cristãos dos primórdios do Cristianismo não tinham para com Maria nenhuma devoção religiosa. Maria era vista como uma fervorosa serva de Deus, cheia do Espírito Santo. E nada mais.

 

Perpetuamente Virgem

Ninguém ignora que a Igreja Católica prega oficialmente que Maria nunca se relacionou sexualmente com José. Todos sabem, também, que Maria era casada com um homem chamado José. Ora, quando se diz que o senhor “X” é casado com a dona “Y”, não se especula se eles se relacionam  ou não sexualmente, pois fazê-lo é ser extremamente indiscreto. Tal era o caso de José e Maria.

O relacionamento sexual, dentro da moldura do casamento, é isento de toda e qualquer mácula. O sexo é dom de Deus.

Os clérigos católicos não dispõem de prova bíblica da perpétua virgindade de Maria. Para que este dogma exista, a cúpula católica teve que fazer as seguintes coisas:

1a) Inventar isso. Sim leitor, isso foi inventado.

2a) Apelar para a tal de Tradição, a qual nada mais é que o conjunto de suas tradicionais invencionices.

3a) “Explicar” sofismaticamente os textos bíblicos que atestam inequivocamente que Deus, valendo-se do concurso natural de José e Maria, brindou o casal com, pelo menos, 4 filhos e duas filhas.

4ª) Apelar à gramática do idioma original do Novo Testamento, assassinando o grego dolosamente, como veremos em 6.4.8.5.

“São Seus Parentes Próximos”.

 

O clero católico sustenta que os irmãos de Jesus mencionados em Mt 13.55-56, não eram filhos de Maria; antes tratava-se de parentes próximos. Porém, a exposição abaixo põe a frangalhos esse conto do vigário.Vejamos, pois.

“É verdade que as palavras para irmãos e irmãs podem referir-se a um parente próximo. O sentido, porém, tem de ser determinado pelo contexto e por outros textos das Escrituras. E no caso dos irmãos e irmãs de Jesus, o contexto indica que se trata realmente dos meios-irmãos e meias-irmãs de Jesus.

Primeiro, em parte alguma a Bíblia afirma a doutrina da perpétua virgindade de Maria…

Segundo, quando o termo ‘irmãos e irmãs’ é empregado em conjunto com ‘pai’ ou ‘mãe’, então o sentido não é o de primos e primas, mas sim de irmãos e irmãs mesmo (cf. Lc 14:26). Tal é o caso a respeito das menções dos irmãos e irmãs de Jesus. Mateus 13:55 diz: ‘Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?’ (cf. Mc 6:3).

Terceiro, há outras referências na Bíblia aos irmãos de Jesus. João nos informa de que ‘nem mesmo os seus irmãos criam nele’ (Jo 7:5). E Paulo fala de ‘Tiago, o irmão do Senhor’ (Gl 1:19). Em outra ocasião Marcos refere-se a ‘sua [de Jesus] mãe e seus irmãos’ (Mc 3:31). João falou de ‘sua mãe, seus irmãos e seus discípulos’ (Jo 2:12). Lucas menciona que estavam no cenáculo ‘Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele’ (At 1:14) (Geisler, Norman; e Howe, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia, Editora Mundo Cristão, página 355, 1ª edição brasileira, 1.999).

Quando dizemos que os clérigos católicos não se inspiraram na Bíblia para criarem o dogma da perpétua virgindade de Maria, não estamos querendo dizer que eles interpretam erradamente os textos bíblicos sobre os quais se apóiam. Não, não, não! O que queremos dizer, é o que estamos dizendo: eles não se inspiraram na Bíblia para criarem esse dogma, mas sim, na tal de Tradição. Essa heresia não é fruto de uma errônea interpretação, mas sim, da “criatividade” do clero católico. E uma vez estabelecida essa heresia, podemos perceber que os clérigos católicos recorrem à Palavra de Deus mais para “provarem” que estamos interpretando mal a Bíblia, do que para provarem que extraíram das Escrituras suas concepções acerca da intocável virgindade de Maria. Ora, se realmente tivéssemos interpretado mal a Bíblia sobre este assunto, ainda estaríamos menos errados do que eles, pois pelo menos teríamos recorrido a uma fonte fidedigna. Ir à Bíblia e interpretá-la mal, às vezes é menos grave do que menosprezá-la, considerando-a igual (ou inferior?) às nossas tradições que na maioria das vezes se revelam transitórias, falíveis e contraditórias.

Ter uma idéia preconcebida e depois procurar respaldo na Bíblia, não é o que de melhor podemos fazer. O ideal é achegarmos à Bíblia quais cântaros vazios e enchê-los da Água cristalina. Mas os clérigos católicos optaram pela primeira alternativa, e isso porque se viram forçados a se defenderem de nossas refutações. Caso contrário, limitar-se-iam a citar a Tradição.

Todos os textos bíblicos citados pelos clérigos católicos no intuito de manterem de pé a doutrina de que Maria nunca teve relação sexual, mal servem para “provarem”, depois de deturpados por eles, que nós, os evangélicos, estamos interpretando-os erradamente, mas nunca serviriam para provarem que Maria conservou-se virgem para sempre. Por exemplo, se os irmãos e irmãs de Jesus aludidos em Mt 13.55, não fossem irmãos em seu sentido primário, mas sim, primos e outros parentes próximos, este texto não daria aos evangélicos suporte suficiente para apoiarmos nossa opinião de que Maria não foi sempre virgem, mas convenhamos que os clérigos católicos também continuariam carentes de um texto bíblico que os apoiasse. Sim, porque se este trecho da Bíblia não serve para provar que Maria foi mãe de vários filhos e filhas, muito menos serve para provar a sua virgindade. Aliás, os clérigos católicos não citam Mt 13.55 a fim de provarem a eterna virgindade de Maria, mas sim, para “provarem” que nós, os evangélicos, estamos equivocados, quanto à interpretação que damos a este texto.

Para facilitarmos ainda mais a compreensão do que pretendemos ensinar, vamos considerar que num certo livro estivesse escrito o seguinte:“…Naquele dia tive a felicidade de conhecer o senhor Abraão e a sua esposa Sara, pais do meu genro Juarez; bem como a seus irmãos, João, Antônio, Joaquim, Manoel e todas as suas irmãs.” Perguntamos: Teria lógica alguém argumentar assim: “Bem, na terra do senhor Juarez tinha-se o hábito de chamar os parentes próximos de irmãos. Por conseguinte é razoável concluirmos que esses seus irmãos e irmãs sejam tios, primos e outros parentes, pois de modo algum pode referir-se a outros filhos do senhor Abraão com dona Sara.” Claro, só o cúmulo da rabulice exegética poderia levar alguém a apresentar uma “hermenêutica” tão deslavada e descabida. E o mesmo podemos dizer da “explicação” que o clero católico dá de Mt 13.55,56.

Considerando que Mt 13.55 dá os nomes dos quatro irmãos de Jesus, e ainda nos fala de suas irmãs, e supondo que estes sejam parentes próximos, perguntamos, para que o caro leitor reflita calmamente e responda a si mesmo: Será que Jesus tinha só seis parentes? O leitor conhece alguém que tenha só seis parentes?

Todos os leitores da Bíblia sabem que deveras parentes próximos são às vezes chamados de “irmãos”, na Bíblia. Ora, ninguém ignora que a locução “parentes próximos” inclui os pais, os irmãos, os tios, os avós, os netos, os sobrinhos, etc. Não é, pois, esta, a definição da palavra “irmão”, em Mt 13.55-56, visto que, nesse caso, Maria constituiria, juntamente com os demais parentes de Jesus, o conjunto de seus irmãos. Mateus, o escritor do texto em apreço, que é Mt 13. 55-56, não faria referência à sua mãe, ás suas irmãs, e aos seus irmãos; mas tão-somente diria: “E não estão entre nós todos os seus irmãos, isto é, sua mãe e os demais parentes dele?”. No entanto, não é isso o que diz o texto em lide.

Posto que não há divergência entre católicos e evangélicos quanto ao fato de que José e Maria eram marido e mulher, perguntamos: Se eles queriam levar uma vida celibatária, por que se casaram? Imagine o leitor o tamanho do contra-senso de uma donzela que quer manter-se virgem para sempre, mas não quer ficar solteira. Igualmente louco seria o rapaz que aceitasse casar-se com uma moça dessas. Por que os padres não se inspiram no suposto exemplo de José e Maria e se casam com as freiras? Não fizeram ambos (padres e freiras) o voto de castidade?

Maria só ficou sabendo que havia sido eleita para ser mãe do Messias depois que o anjo Gabriel lhe deu as boas novas. Por que teria feito antes voto de virgindade perpétua? E se ela realmente havia feito tal voto, por que teria sido desposada com José? Lembremo-nos que desposar-se, neste caso, equivale ao que nós chamamos de noivar-se, e que quem faz isso quer se casar. E aí perguntamos: O que Maria e José entendiam por casar-se? Como sabemos, a Bíblia diz categoricamente que José e Maria eram marido e esposa (Mt 1.19,20,24). Ora, o que é ser marido? E o que é ser esposa?

“Unigênito é Primogênito”

 

Um dos muitos argumentos dos evangélicos, em defesa da verdade de que Jesus não era o único filho de Maria, é o fato de a Bíblia dizer que Jesus era o seu primogênito (Mt 1.25). “Se Jesus fosse o único filho de Maria” afirmam em uníssono os evangélicos, “Ele não seria o seu primogênito, mas sim, o seu unigênito.”  A este sólido argumento, o padre Euzébio Tintori, no Novo Testamento editado pela Pia Sociedade de São Paulo, por ele comentado, retrucou: “Primogênito era assim denominado o unigênito para todos os efeitos legais.” Concordamos, mas ressaltamos que Mateus escreveu a biografia de Jesus cerca de 60 anos após o Seu (de Jesus) nascimento, e que, portanto, já se sabia se Maria havia tido ou não outros filhos. Logo, Mateus poderia chamá-lo de unigênito, se Ele fosse filho único. Por que não o fez? Além disso, atentemos para o fato de que embora possamos chamar o unigênito de primogênito, a recíproca não é verdadeira; ou seja, o único filho de um casal, pode ser o primeiro de uma série que está por vir; mas o primeiro de uma série de cinco filhos que já nasceram a um casal, jamais será filho único. Não seria este o motivo pelo qual os escritores do Novo Testamento não chamaram a Jesus de unigênito de Maria uma só vez sequer?

Quanto a filiação Divina, Jesus é tanto unigênito (Jo 3.16) quanto primogênito (Hb 1.6); mas, quanto à filiação humana, a Bíblia o chama unicamente de primogênito (Mt 1.25; Lc 2.7,23). Por que isso?

Certamente o padre Euzébio Tintori acha fraco o argumento dos evangélicos de que se Jesus era o primogênito de Maria, então ela teve outros filhos. Mas não se pode esquecer que:

 

1º)    Este não é o nosso único argumento.

 

2º) Dispomos (como já estamos vendo e continuaremos a ver) de argumentos irrefutáveis. Logo, podemos provar o que estamos dizendo.

 

3º) Se o nosso argumento é fraco, o do padre Euzébio é fraquíssimo. Sim, porque se o fato de Jesus ser o primogênito de Maria, não prova cabalmente que ela tenha tido outros filhos além dele, muito menos prova que ela tenha se mantido virgem para sempre. Deste modo, nós e o clero católico teríamos que concluir que Mt 1.25 não trata deste assunto, e que portanto teríamos que continuar procurando na Bíblia, textos que corroborassem as nossas crenças.

Do exposto fica patente que o clero católico continua nos devendo uma prova bíblica da perpétua virgindade de Maria.

 

 O “Até” de Mt 1.25 Não Prova Nada?

 

Uma das muitas provas de que Maria não guardou a sua virgindade para sempre, mas sim, que depois do nascimento de Jesus, ela e José tiveram todo relacionamento físico próprio de um casal, é o fato de Mt 1.25 dizer que José “não a conheceu até que deu à luz seu filho…” Segundo o Novo Dicionário Aurélio, “até” é uma preposição e “indica um limite de tempo, no espaço, ou nas ações.” Conseqüentemente, se não formos tendenciosos, entenderemos facilmente que o fato de Mateus afirmar que José não conheceu Maria ATÉ que ela deu à luz seu filho,indica que a partir daí as coisas mudaram

O referido Padre Euzébio, no aludido Novo Testamento por ele comentado, “explica” o texto em apreço assim:   “São Mateus afirma a virgindade de Maria antes do parto. Que ela o tenha sido também no parto e depois do parto, no-lo afirmam os Santos Padres e, infalivelmente a Igreja.” Com essa “explicação” ele quer dizer o seguinte:

 

1º) A Bíblia nos informa que José não se relacionou sexualmente com Maria, antes do parto;

 

2º) Se houve ou não o relacionamento sexual entre José e Maria após o nascimento de Jesus, não é através da Bíblia que vamos ficar sabendo disso, visto que ela nada fala sobre este assunto;

 

3º) Há duas fontes fidedignas que nos informam que Maria guardou a sua virgindade para sempre: os Santos Padres e a infalível Igreja. Agora, vamos avaliar as afirmações do padre Euzébio. Se dissermos que fomos para o Rio de Janeiro em 1.970 e que lá permanecemos até 1.988, o leitor entenderá que nunca nos mudamos do Rio de Janeiro e que lá permanecemos até hoje? Certamente que não, mas o padre Euzébio demonstra não pensar assim.

Jesus disse que estará conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20). Este caso e outros correlatos têm servido de pretexto para os clérigos católicos afirmarem que a preposição “ATÉ”, nem sempre indica um limite de tempo, no espaço, ou nas ações. Para “provarem” isso afirmam que  Cristo estará conosco até o fim do mundo (28.20), não obstante termos Sua presença assegurada para sempre. Porém, este texto trata de Seu apoio à evangelização mundial, até que o trabalho cesse.  A partir daí  Ele não mais nos ajudará a evangelizar  visto que esta tarefa já terá terminado.

A afirmação do padre Euzébio de que é através dos “Santos Padres” que se tomou conhecimento da eterna virgindade de Maria, é de suma importância para nós. É que aí temos um membro do clero católico confessando que não é lendo a Bíblia que se aprende essas coisas. Essas coisas a gente aprende é com os “Santos Padres e com a infalível Igreja”. Como já vimos, muitos dos “Santos” da Igreja Católica pregavam coisas diametralmente opostas às atuais doutrinas da Igreja Católica. Vimos, por exemplo, que segundo  o CPR – Centro de Pesquisas Religiosas, Santo Anselmo não acreditava no dogma da Imaculada Conceição de Maria. Ora, se a Igreja Católica diverge de seus santos, por que não poderíamos fazer o mesmo? Sentimo-nos livres para divergirmos de quaisquer “santos”, desde que suas doutrinas choquem com as Escrituras Sagradas. Nosso compromisso é com a Bíblia.

Existe uma obra espúria intitulada Proto Evangelho de Tiago, datada do século II, que não faz parte nem mesmo das Bíblias católicas, que prega a perpétua virgindade de Maria. Veja esta transcrição da dita obra: “E, ao sair a parteira da gruta, veio a seu encontro Salomé. Salomé, Salomé, exclamou, tenho de te contar uma maravilha nunca vista, e é que uma virgem deu à luz; coisa que, como sabes, não permite a natureza humana. Mas Salomé replicou: Pelo Senhor, meu Deus, não acreditarei em tal coisa, se não me for dado tocar com os dedos e examinar sua natureza. E, havendo entrado a parteira, disse a Maria: Prepara-te, porque há entre nós uma grande querela em relação a ti. Salomé, pois, introduziu seu dedo em sua natureza, mas, de repente, deu um grito dizendo: Ai de mim, minha maldade e minha incredulidade é que têm a culpa! Por tentar ao Deus vivo desprende-se de meu corpo minha mão carbonizada”.

O grande apologista cristão _ Clemente de Alexandria _ e seu discípulo Orígenes _ exegeta e teólogo _ , ambos nascidos no século II e falecidos no século III, apoiando-se no texto apócrifo acima transcrito, defendiam a perpétua virgindade de Maria, ou seja, que o hímen da mãe de Jesus sobreviveu ao parto. Mas, como se sabe, estes homens eram seres humanos e, portanto, falíveis. A própria Igreja Católica não reconhece Orígenes como autoridade inquestionável. Por exemplo, no Dicionário Enciclopédico, referindo-se a Orígenes diz: “…Sua doutrina foi condenada pela Igreja” (Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro/RJ, edição de 1.993, página 1.418).

O Padre Euzébio deixou claro que ele também crê na infalibilidade do Papa e seus bispos, quando disse que a perpétua virgindade de Maria nos é assegurada pelos “Santos Padres e, infalivelmente pela Igreja(Grifo nosso). Mas quem pensa sabe que a Igreja Católica não é infalível. As muitas incoerências provam que ela não é a dona da verdade e, que portanto, não deve ser seguida cegamente. O clero católico nos deve, sim, uma explicação.

Como o leitor viu acima, o Padre Euzébio ratificou a velha heresia católica de que Maria foi virgem antes, durante e após o parto, isto é, Deus fez com que o feto passasse através da vagina de sua (de Jesus) mãe, sem provocar o rompimento do hímen. Isto prova que quando os clérigos católicos dizem que Maria é virgem, não querem dizer apenas que ela nunca se relacionou sexualmente, mas também querem que creiamos que Deus preservou miraculosamente o hímen de Maria. Deus preservou  de tal maneira, a dita membrana, que nem mesmo o parto foi capaz de eliminá-lo. Ora, Maria poderia ser virgem sem o hímen, visto que a perda dessa membrana não implicaria, necessariamente, na perda da virgindade, considerando que “virgem” não é o mesmo que “mulher com hímen”, e sim, como bem o define o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda, “mulher… que nunca teve relações sexuais com homem…”. Logo, quando a perda do hímen ocorre por acidente ou por qualquer razão que não seja o coito, não se pode dizer que se deu a perda da virgindade. Deste modo Maria não só é virgem (não teve relações sexuais), segundo a liderança católica, mas também portadora de hímen, visto que Cristo passou pelo mesmo como um raio de sol. Como prova de que não estou equivocado, veja o que, a respeito do nascimento de Jesus, diz o Padre Dom Francisco Prada: […] “Estando a Virgem no estábulo de Belém, saiu dela como um raio de sol, sem manchar ou romper o cristal de sua pureza, o Filho divino que ela carregara em seu seio” […] (PRADA, Francisco. Novenário. São Paulo: A M Edições. 3 ed., 1996, p. 66).

Será que o clero católico crê que Maria subiu ao Céu com o seu hímen?!

Se o hímen de Maria se rompeu ou não durante o parto, é questão tão irrelevante na ótica Divina, que Deus sequer comentou sobre este assunto na Sua Palavra – a Bíblia. Todavia, a cúpula católica gasta muito papel e não pouca tinta na difusão, em todo o mundo, dessa “criatividade” clerical. Outra questão indigna de um debate teológico, diz respeito ao relacionamento sexual entre José e Maria, após o nascimento de Jesus. Os líderes católicos juram de pés juntos que isso nunca aconteceu. Ora, que ingenuidade! Para que atazanar-se com isso?! Quem disse que precisamos saber a verdade sobre isso para sermos salvos?!

 

Voto de Castidade?!

 

O padre Euzébio Tintore (no aludido Novo Testamento por ele comentado) e o bispo Dom Mateus Rocha (este, revisor de uma Bíblia de estudo editada “Com aprovação eclesiástica” pela Edições Paulinas [editora católica]), são da opinião de que o motivo pelo qual Maria perguntou ao anjo Gabriel sobre como poderia ela engravidar, visto que ela não conhecia varão, era porque ela havia feito voto de doar a sua virgindade a Deus. Mas eles se esqueceram que Lc 1.27 diz que Maria era desposada, isto é, noiva. Ora, será que já existiu neste mundo uma noiva tão ingênua que não soubesse que virgindade e casamento são incompatíveis? E se sim, seria Maria uma dessas ingênuas? Que pensam eles de Maria?

 

 À “Bíblia” Finalmente

 

Embora os clérigos católicos dificilmente recorram à Bíblia para pregarem o dogma da perpétua virgindade de Maria, esta regra tem lá as suas exceções. Realmente, às vezes eles tentam “provar à luz da Bíblia” que estão com a razão. Veja o exemplo abaixo.

“O” Filho

 

Possuímos um catecismo católico intitulado Verdade e Vida, distribuído pela Arquidiocese Militar de Brasília, no qual, à página 30, pode-se ler o seguinte: “Jesus é o único Filho de Maria mostrado ainda pela designação enfática (com o artigo), ‘O Filho de Maria’ (Marcos 6.3)”. Quer-se dizer com isso que o fato de Jesus ser chamado de “o” Filho de Maria ( o artigo “o” realmente consta do original) prova que Ele é filho único dela. Mas neste caso o artigo não se destina a provar isso. Valer-se disso para provar que Maria não teve filhos além de Jesus, é ingenuidade ou má fé. Sim, pois quem assim age, das duas uma: Ou ignora as regras gramaticais da língua grega ou finge ignorá-las. O artigo definido no grego não tem por finalidade única demonstrar unicidade, mas também destacar individualidade. Uma prova disso é que neste mesmo versículo (Marcos 6.3), Jesus é chamado, no original, de “o carpinteiro”. Revelaria erudição deduzirmos daí que nos seus dias, Jesus era o único carpinteiro do mundo? Pensem e repensem nisso os padres sinceros.

Aqui o tiro sai pela culatra e o feitiço vira contra o feiticeiro. É que em Gálatas 1.19, Tiago é chamado, no original, de “ o irmão do Senhor”. Neste caso também o artigo consta do original. Raciocinemos: Se o artigo definido, precedendo o substantivo “filho”,  constante de Mc 6.3, servisse para provar que Jesus era filho único de Maria, certamente provaria também que Tiago era seu único irmão. Ora, filho único não tem irmão. E, considerando que o clero católico prega que os irmãos de Jesus mencionados em Mt 13.55 são seus parentes próximos, teríamos que concluir que a Bíblia é contraditória. Sim, pois poderíamos dizer que ela diz em Mt 13.55 que Jesus tinha quatro parentes, dos quais Tiago era um; e, contraditoriamente, que Tiago era seu único parente, em Gálatas 1.19.

Afinal, Tiago era irmão único, ou parente único? Se os clérigos católicos disserem que era parente único, terão que se ver com Mt 13.55, visto dizerem que “os irmãos” aqui aludidos são parentes próximos. E, se disserem que era seu único irmão, lá se vai a eterna virgindade de Maria, pois que então Jesus teria dois parentes chamados Tiago: um primo e um irmão.

Não havia um só Tiago nos dias de Jesus. Um dos Tiagos mencionados na Bíblia era, juntamente com seu irmão José, filho de uma mulher também chamada Maria (Mt 27.56). Os clérigos católicos se servem disso no intuito de “provarem” que os irmãos de Jesus aludidos em Mt 13. 55-56, são seus parentes próximos, filhos de uma outra Maria. Mas essa apelação só serve para revelar o desespero do clero.

 

 A “Virgem” e os Carismáticos.

 

Muitos pensam que os católicos carismáticos são menos idólatras e mariólatras do que os tradicionais. Mas os fatos, muito longe de confirmar essa suposição, revelam que o Movimento Carismático e o Catolicismo tradicional são farinha do mesmo saco. Aliás, o que predomina entre os carismáticos é uma idolatria mais fervorosa. Logo, nada para melhor, e sim, para pior. Se você discorda, veja os fatos a seguir:

 

a) o pioneiro da Renovação Católica Carismática no Brasil, é o jesuíta Harold J. Rahn, que veio dos Estados Unidos com a “sublime” missão de estimular aqui esse movimento. Em seu livro intitulado Sereis Batizados no Espírito Santo, página 196, ele se revela extremamente mariólatra, chegando ao cúmulo do absurdo de dizer “Aleluia a Maria”. Ora, aleluia é, em hebraico, louvai a Jeová. Portanto, como endereçarmos a Maria esta exclamação de louvor, da qual só Deus é digno? Não é isso o ápice da mariolatria?

 

b) a revista Brasil Cristão, órgão oficial da Renovação Católica Carismática no Brasil, confere a Maria títulos tão honoríficos (para não dizermos sacrílegos) que saltam aos olhos que os católicos carismáticos também estão elevando uma criatura à Divindade. Por exemplo, chamam a Maria de Estrela da Manhã (título bíblico atribuído a Cristo), Porta do céu… além de afirmarem que a morte veio por Eva e a vida por Maria (Brasil Cristão, número 34, maio/2000, página 7; e nº 25, agosto de 1999, página 10, respectivamente).

 

c) como já vimos, o Padre Salvador Carrillo Alday, ardoroso carismático, além de afirmar que um dos frutos do Espírito é “ A volta para uma devoção séria e centralizada na Santíssima Virgem Maria”, diz que Maria “Sempre está presente em todo o grupo de oração” (A Renovação Carismática e as comunidades religiosas,  Editora Ave Maria, 1999. Citado na revista Defesa da Fé,  ICP_Instituto Cristão de Pesquisas _, maio de 2004, página 14, grifo nosso).

 

d) ainda na revista Defesa da Fé, março/abril de 1999, página 17, consta que há católicos carismáticos ensinando que é Maria quem batiza no Espírito Santo.

e)Tudo por Cristo, nada sem Maria,” é um slogan católico que tradicionais e carismáticos recitam em uníssono com regular freqüência. Veja que nesse trocadilho eles dizem que sem Maria não se consegue coisa alguma. E, sendo assim, a atuação de Maria é, segundo eles, imprescindível à nossa salvação. Eles estão sim, dizendo que sem Maria não há salvação. Logo, está claro que entre os católicos tradicionais e os chamados carismáticos, não há diferença relevante; estando, portanto, desqualificados para receberem o alegado batismo no Espírito Santo.