Atos dos Apóstatas – Parte 3
04/10/2018
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Atos dos Apóstatas – Parte 4

Hoje teremos a última parte de nosso estudo introdutório sobre a Carta de Judas.

Aqui estudaremos a data e o local onde foi escrito, vamos aprender sobre sua canonicidade e vamos ter um esboço de tópico do livro.

Data e Local
O conteúdo da epístola de Judas não oferece nenhuma indicação de quando Judas escreveu esse documento.
Se partirmos do pressuposto de que Judas é um dos filhos mais jovens de José e Maria (Mt 13.55; Mc 6.3), então não estaríamos equivocados em determinar os últimos vinte e cinco anos do século I como período provável.
A questão de determinar a data de Judas não depende tanto da idade do autor (João, por exemplo, escreveu sua carta quando já era de idade avançada), quanto da sequência de 2 Pedro e Judas.
Os estudiosos que acreditam que Judas se baseou no texto da segunda epístola de Pedro datam a composição pelo menos uma década depois da morte de Pedro.
Entendem que a frase “Caros amigos, lembrem-se do que os apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo profetizaram” (v. 17) se refere aos apóstolos que já haviam falecido, mas esse texto não prova conclusivamente que a era apostólica havia terminado.
A ênfase do versículo 17 não é sobre o tempo de vida dos apóstolos, mas sobre a necessidade de se lembrar de seus ensinamentos.
Outros estudiosos declaram que Pedro se baseou na epístola de Judas para escrever sua segunda carta. Tendo como base um estudo detalhado das passagens paralelas, apresentam argumentos convincentes para a sequência que coloca Judas antes de 2 Pedro.
Se Judas escreveu primeiro uma carta que depois tomou-se fonte para 2 Pedro, a data da epístola de Judas deve ser, necessariamente, anterior.
Uma terceira possibilidade é que tanto Pedro quanto Judas tenham tomado emprestado material de uma fonte em comum.
Apesar de ser apenas uma hipótese, o fato é que essa opção também pede que se determine uma data antiga para ambas as epístolas.
Proponentes dessas duas últimas possibilidades, portanto, argumentam em favor de uma data na metade da década de 60.
A epístola não dá nenhuma indicação de onde Judas redigiu sua carta. Supomos que, como pregador itinerante, ele tenha visitado cristãos especialmente nas comunidades judaicas, mas não podemos dizer nada sobre um provável lugar de origem dessa epístola.

Canonicidade
Quais são as evidências de que a igreja primitiva aceitou a epístola de Judas como sendo canônica?
Considerando a brevidade desse documento, nos surpreendemos ao encontrar alusões às palavras de Judas.
Sabemos que essas evidências são pequenas, mas, quando consideradas em conjunto, apontam para a mesma direção, a saber, o uso geral dessa epístola.
Vários documentos do final do século I e começo do II apresentam referências indiretas.
O primeiro documento a se referir à epístola de Judas pelo nome é o Cânon Muratoriano (175 d.C.): “além disso, uma epístola de Judas e duas com o título de João são aceitas pela igreja católica”.
No início do século III, Clemente de Alexandria (200 d.C.) cita a epístola de Judas algumas vezes e menciona Judas pelo nome.
O escritor norte-africano Tertuliano (200 d.C.) observa: “Enoque tem um testemunho no Apóstolo Judas”.
E seu contemporâneo, Orígenes, cita repetidamente a epístola de Judas.
Ele chama Judas de apóstolo e se refere à carta como sendo Escritura.
Um século mais tarde (300 d.C.), Eusébio compõe sua História Eclesiástica e resume os escritos do Novo Testamento. Diz:

“Dos livros controversos que ainda assim são conhecidos pela maioria, encontra-se a epístola chamada de Tiago, aquela de Judas, a segunda epístola de Pedro e as chamadas segunda e terceira epístolas de João, que podem ser obra do evangelista ou de alguém com o mesmo nome.”

Perto do final do século IV, Jerônimo apresenta a razão para se colocar Judas entre os livros controversos.
Apesar de ele próprio colocar a carta entre as epístolas do Novo Testamento e considerá-la Escritura, Jerônimo revela que muitas pessoas rejeitam a carta por causa da citação de Enoque e da alusão à assunção de Moisés.
Ainda assim, tanto a igreja como um todo como a igreja em seus concílios gerais (na segunda metade do século IV) reconheceram a canonicidade da epístola de Judas.
No prefácio de sua edição do Novo Testamento de 1522, Martinho Lutero lista todos os 27 livros pelo nome.
Aos 23 primeiros ele confere números sequenciais, mas deixa os últimos 4 sem números.
São eles: Hebreus, Tiago, Judas e Apocalipse.
Lutero afirma que a epístola de Judas é um sumário de 2 Pedro, e, portanto, desnecessária entre as epístolas do Novo Testamento.
É evidente que Lutero não se impressionava com a carta, mesmo tendo-a deixado no cânon.
Seu companheiro reformador, João Calvino, aceitava Judas, pois a igreja primitiva o colocava entre os livros canônicos do Novo Testamento.
Ele escreve:

“Apesar de ter havido uma controvérsia entre os antigos sobre a epístola, tendo em vista que a leitura da mesma é proveitosa e como ela não contém nada incoerente com a pureza da doutrina apostólica, uma vez que foi recebida como autêntica no passado, por alguns dos melhores, estou disposto a acrescentá-la às outras.”

Eis uma pergunta válida:
“Em que a epístola de Judas contribui para a totalidade da revelação escrita de Deus?”
Como já vimos, os paralelos em 2 Pedro apresentam de maneira adequada a mensagem de Judas.
Ainda assim, a abertura, saudação, exortações aos leitores ao longo de toda a carta e a maravilhosa doxologia na conclusão não aparecem em outras partes do Novo Testamento.
Por esta razão, a igreja incluiu a epístola de Judas.
Acima de tudo, porém, confessamos humildemente que Deus determina o conteúdo do cânon, pois ele próprio o autorizou.
O cânon é a Palavra de Deus.

Esboço Por Assuntos:
I. Saudação (vs. 1, 2)
II. Propósito da carta (vs. 3, 4)
III. Denúncia dos falsos mestres (vs. 5-19)
A. Três exemplos de julgamento divino sobre os ímpios (vs. 5-7)
B. A arrogância dos falsos mestres (vs. 8-10)
C. Três exemplos daqueles que levaram outros a pecar (v. 11)
D. A depravação e o perigo dos falsos mestres (vs. 12, 13)
E. A profecia de julgamento de Enoque (vs. 14, 15)
F. Palavras orgulhosas dos falsos mestres (v. 16)
G. Profecias apostólicas sobre os escarnecedores (vs. 17-19)
IV. Exortações positivas (vs. 20-23)
V. Doxologia final (vs. 24, 25)

Este é o último estudo desta série de composta por 4 estudos especialmente feitos para você.

Deus Abençoe.

Pr. Raul Bolota Filho
nascidodenovo.org

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Pr.Raul
Pr.Raul
Pastor do Ministério Nascido de Novo e coordenador do Seminário Teológico Nascido de Novo, Youtuber e marido da Irmã Vanessa Ângelo.

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